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Programa Antártico recebe 18 propostas de pesquisa no gelo

07 de junho de 2012 0

Uma reunião entre cientistas e militares, na quarta-feira, aqui em Brasília, encaminhou as definições da logística dos estudos na próxima edição da Operação Antártica (Operantar), que se inicia em outubro. Dos 30 projetos apoiados pelo programa brasileiro, 18 apresentaram propostas para realizar pesquisas de campo no próximo verão.

O Ministério da Ciência e Tecnologia aponta até o final do mês quais projetos levarão cientistas à Antártica, na primeira Operantar após o incêndio que destruiu 70% da Estação Comandante Ferraz, em fevereiro deste ano.

Sem a base, a pesquisa será feita por meio do Navio Polar Almirante Maximiano, de refúgios e de acampamentos no continente gelado. A instalação dos módulos para abrigar a equipe responsável pela remoção dos escombros da estação deve começar em outubro.

O governo já contratou por R$ 2,3 milhões a empresa Sotreq, que fornecerá máquinas e equipamentos destinados à remoção de mil toneladas de escombros e ainda vai preparar o terreno para receber as fundações e instalações dos Módulos Antárticos Emergenciais, que deverão ser comprados no segundo semestre.

Enquanto se trata da remoção, também avança o detalhamento do projeto de reconstrução da base. O trabalho precisa estar concluído até junho do próximo ano, a tempo de ser apresentado e aprovado pelos signatários do Tratado Antártico.

O governo Brasileiro, que há três meses falava em uma base de R$ 100 milhões, estima que a reconstrução de Ferraz será concluída até 2018. Para evitar atrasos, a Frente Parlamentar de Apoio ao Proantar trabalha para assegurar a liberação contínua de recursos, como defende o deputado federal Fernando Marroni (PT-RS), integrante do grupo. 

- Foi uma grande perda para ciência (o incêndio), que poderá ser maior ainda se a nova estação demorar muito tempo para ficar pronta - aponta Marroni.


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