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Posts de janeiro 2012

Houve uma vez um verão: Praia de mar

31 de janeiro de 2012 0

Nascida em Dom Pedrito, cidade banhada pelo rio Santa Maria, toda a juventude na longínqua São Borja do majestoso rio Uruguai, tinha curiosidade de conhecer o mar!
Fui conhecê-lo no ano em que casei. Era inverno, em 1974, precisamente no mês de julho. Não era verão… Mas não importava!
Foi emocionante entrar no apartamento emprestado por um tio do meu marido e ouvir o rumor do mar adentro. Larguei as malas e abri a sacada do quarto, era um gigante imenso, tisnado de anil escuro à minha frente, roncava como um trovão, muito vento, como é peculiar  na praia de Cidreira.
O momento ímpar exigia essa liberdade do vento no rosto!
A partir daí, passei a veranear no Ed. Alvorada, em frente à Igreja Matriz. Hoje, esse mesmo apartamento é nosso. Na areia escaldante, caminhando todas as manhãs pelo debrum das ondas, fico a relembrar os melhores momentos, inesquecíveis lembranças. 
Tudo mudou: meus filhos cresceram, mas o mar…Ah!Esse continua o mesmo!

Tônia Rosana Fontoura Vargas/Porto Alegre – RS

Foto do Leitor: Lagarto em Guarani das Missões

31 de janeiro de 2012 0

Alexandre Giovelli enviou a foto do leitor Henrique Marcel Giovelli com o lagarto que adotou como animal de estimação no pátio da casa dos avós, em Guarani das Missões.

Foto do Leitor: Nascer do sol em Torres

31 de janeiro de 2012 0

Gustavo Prezzi, de Caxias do Sul, levantou cedinho para fotografar, junto com os amigos Bruno Selau, Joce CristóvãoWilliam Darosem, o nascer do sol em Torres. 
– Sacrifique algumas horas ou minutos do seu sono para ver esta maravilha proporcionada pela natureza! – deu a dica.

Houve uma vez um verão: Susto geral

31 de janeiro de 2012 0

No ano de 1986, assim como em anos anteriores, todos os finais de semana, eu e meu marido iamos até a praia do Quintão visitar meu pai, que era morador. Independente da hora que chegávamos, o portão estava aberto. 
Naquele final de semana, para nossa surpresa, o portão estava fechado e o carro não estava na garagem. Ficamos apreensivos, mas mesmo assim entramos e, ao caminhar pelo pátio, demos de cara com um pinguim. 
No primeiro momento, não sei dizer quem se assustou com quem. Logo depois, meu pai chegou e fomos pescar, levando junto o pinguim. Inicialmente, ele ficou próximo do meu pai, que o alimentava com os peixes pescados. Havia uma nebulosidade grande. 
De repente, o pinguim se dirigiu ao mar de uma forma alucinada e sumiu. Fiquei muito triste naquele momento, mas, para minha surpresa, ele reapareceu nas ondas e veio pedir mais peixe. Depois de receber mais alguns poucos peixes, já que a pescaria não estava sendo produtiva, meu pinguim entrou no mar e nunca mais apareceu. Mesmo passado muito tempo, espero que ele estja feliz em algum lugar que tenha muitos peixes.

Angela Becker da Luz /Porto Alegre – RS

Leitor-Repórter: Abandono das obras na ERS-118

31 de janeiro de 2012 0

Sou morador de Gravataí e utilizo a ERS-118 todos os dias. O está quase intransitável, principalmente entre a saída da Freeway e a entrada da Ulbra. Simplesmente abandonaram as obras na rodovia.

*Contraponto

O Daer informa que, por meio de sua 1ª Superintendência Regional, com sede em Esteio, irá executar operação tapa-buracos na ERS-118 no início de fevereiro.

*Assessoria de imprensa

Texto enviado por José Raupp Sebastião. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-Repórter: Invasão de abrigo de ônibus em Canoas

31 de janeiro de 2012 2

Em Canoas, na rua Farias de Brito, no Centro, um abrigo detinado às crianças do colégio Maria Auxiliadora está sendo ocupado por flanelinhas que ficam das 8h até a noite bebendo cachaça, achacando os transeuntes, juntando lixo, animais e impedindo que os cidadãos utilizem o abrigo para esperar o transporte escolar.

Contrapontos:

O que diz a Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade:
O abrigo em questão pertence à escola particular, que o providenciou para a proteção de estudantes que aguardam o transporte de vans no local. A permanência de pessoas, conforme citada na reclamação, é acompanhada por técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, onde foi verificado que muitos têm residencia fixa. Em caso de verificação de algum transtorno, como dependência ou transtorno psicológico, a pessoa é aconselhada a procurar auxilio em um Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS).

O que diz a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania:
Fortaleceremos a fiscalização na região, a fim de coibir eventuais abusos, ressaltando que casos de agressão contra transeuntes devem ser comunicados à Brigada Militar pelo fone 190.

Texto e foto enviados por Luiz Antonio França Jacobi. Você também quer enviar sua reportagem?

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Artigo: A menininha

31 de janeiro de 2012 0

Daniele de Freitas dos Santos

Eu estava atrasada para algum compromisso que nem sequer me lembro qual era. Com os fones de ouvido me puxando para algum lugar distante e o suave balançar do ônibus por entre os paralelepípedos da rua eu teria facilmente me rendido a uma daquelas cochiladinhas básicas que, vez que outra, se revelam com um poder inimaginável. Teria, sim, não fosse o lindo bebê que dormia tranquilamente no colo de sua mãe dois bancos a frente do meu.

A linda menininha não se importava com o barulho do coletivo urbano, com o chiado do rádio esbravejando alguma música-modinha que envergonha o bom e velho rock, tampouco comigo, que investi grande parte do trajeto admirando aqueles olhinhos tranquilos desfrutarem de um sono invejável. Essa pode parecer mais uma cena comum ao cotidiano, como todas essas outras que nos cortam a frente diariamente e passam despercebidas como meros clichês, porque nós, marionetes, não temos tempo para dedicar um olhar mais compreensivo a toda a beleza que se esvai no ir-e-vir diário e se afoga no egocentrismo da batalha contra o tempo.

Eu passei os minutos seguintes tentando imaginar o que se passava na cabecinha daquela vidinha recém-nascida. Ela, não conhecedora do mundo, das suas futilidades e babaquices, certamente não sabe a sorte que tem. E, assim como todos nós, terá uma ânsia enorme em crescer logo, se tornar adulta, independente. E eu me pergunto: para quê? Para se decepcionar diariamente com as pessoas, com as injustiças e as vulgaridades? Para conhecer uma sociedade egocêntrica, descrente de respeito e saturada de hipocrisia? Pobre vidinha, eu temia por ela.

Por enquanto, ela pode ter o sono mais tranquilo de todos e que a maioria de nós jamais poderá experimentar novamente. Ela ainda tem a pureza, os valores, a ingenuidade e o encanto, até que a sociedade a corrompa. Ela não tem que ouvir absurdos, se preocupar com um zilhão de coisas, nem com a maldita inclusão digital. Ela não sabe da violência ali fora, da superficialidade, da covardia latejante que impede as pessoas de assumirem suas opiniões.

Aproveite, linda menina! Desfrute de toda essa inocência e dessa despreocupação. Deixe essa delicadeza florescer em cada sorriso meigo para que pessoas como eu possam dedicar cinco minutinhos do seu dia para reaprender o quanto as coisas simples são as que mais fazem a vida ter sentido.

Leitor-Repórter: Chega de cavalos pelas rua de Porto Alegre

30 de janeiro de 2012 0

Dia 18 de janeiro, por volta das 16h, uma carroça foi atropelada por um caminhão da Av. Sertório. O condutor sofreu alguns arranhões, mas o cavalo ficou muito machucado e ficou por mais de uma hora agonizando, todo ensanguentado, aguardando socorro, depois  foi retirado do local sem nenhuma anestesia e sem nenhum acompanhamento veterinário.
O prefeito Fortunati prometeu tirar as carroças das ruas de Porto Alegre em 2012. Estamos em 2012, e agora? Quando estas animais serão retirados das ruas?

Contraponto:

*Há uma Lei Municipal nº 10.531, regulamentada pelo Decreto nº 16.638, que determina a redução gradativa da circulação das carroças e carrinhos (VTAs e VTHs) com prazo final em 2016. O prefeito José Fortunati deseja antecipar este prazo e criou o Comitê de Políticas para os condutores de VTAs e VTHs, que juntamente com a EPTC e a SEDA (Secretaria Especial dos Direitos Animais) tem feito um grande esforço para resolver este problema de maus tratos dos cavalos. Isto deve ter sido um caso isolado.
A prefeitura tem um espaço onde recebe e trata dos cavalos com todos os cuidados necessários. Por outro lado,  a retirada das carroças e carrinhos vai atingir um número de trabalhadores que dependem desta atividade para sobreviver, geralmente a camada mais vulnerável da cidade. Estes, muitas vezes também sofrem maus tratos, pois são discriminados pela sociedade. A prefeitura implantantou um programa, bem amplo, contando com parceiros como a Braskem, DRS do Banco do Brasil entre outros.
O comitê está fazendo o cadastramento dos cavalos e de cada um destes trabalhadores com o objetivo de qualificá-los para o mercado de trabalho ou para a atividade de reciclagem. Dentro do programa está o atendimento à família, educação ambiental, cooperatvismo, conscientização para manter os animais bem tratados e muitas outras ações. É um processo de mudança que leva um tempo até surtir efeito total. Muito tem sido feito, cursos de qualificação e encaminhamento ao mercado formal de trabalho para promover a inserção produtiva dos condutores de VTAs e de VTHs (carroceiros e carrinheiros).
Três novas UTs (unidades de triagem) foram construídas em 2010/2012 para acolher estes trabalhadores. Já houve uma redução significativa de carroças em circulação na cidade. Nas Ilhas, em 2011, foram cadastradas em torno de 100 e 139 cavalos, antes estimava-se que haviam em torno de 800. Em sintonia com a política nacional de resíduos sólidos, há um projeto em andamento que vai construir mais UTs em 2012 e outras até 2014. Estamos empenhados em garantir que quando as carroças e carrinhos forem proibidos definitivamente de circular todos estes animais estejam encaminhados e todos estes trabalhadores inseridos no mercado de trabalho. Quem desejar conhecer mais o programa pode entrar me contato comigo que terei o maior prazer em mostrar os resultados.

*Denise Souza Costa, coordenadora do Programa de Redução Gradativa de VTAs e VTHs

Texto enviado por Caroline Stein. Você também quer enviar sua reportagem?

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Foto do Leitor: Lições da natureza

30 de janeiro de 2012 0

Andréia Vani, de Getúlio Vargas, fotografou a família de pássaros no ninho. 
- Com delicadeza e cautela, a mãe chega para dar amor e proteção a seus filhotes – escreveu.

Houve uma vez um verão: Programa de índio no Carnaval

30 de janeiro de 2012 0

Não lembro o ano ao certo, mas foi entre 1985 e 1987, quando decidimos, eu e minha namorada à época, passar o Carnaval na praia de Arroio do Sal. Liguei para o hotel Trieste (nem sei se existe ainda). Eles não aceitavam reservas apenas para o Carnaval, mas disseram que podíamos ir, que haveria hospedagem para um casal.
Pegamos algumas roupas e numa DT 180, da Yahama, pegamos a BR-101 até Terra de Areia, onde pegamos uma estrada de chão batido até Arroio do Sal. A Estrada do Mar ainda não existia e as condições da rodovia também não eram lá essas coisas.
Ao chegarmos ao hotel, que ficava na beira da praia, de frente para o mar, já nos fundos deparamos com uns 10 ônibus da Expresso Caxiense (pra quem não sabe, essa praia, junto com Areias Brancas, está entre as preferidas da gringolândia). Quando chegamos à frente do hotel, havia mais uma dúzia de ônibus de Bento Gonçalves! Ou seja, nada de vaga, é claro!
Saímos à cata de outros hotéis, mas não havia vaga em nenhum deles. Como estava ficando tarde, quase escurecendo, voltamos até Terra de Areia, enfrentando uma estrada empoeirada, sem sinalização, perigosa, e procuramos um lugar para dormir ali mesmo, pois estávamos muito cansados pra voltar até Porto Alegre. O único lugar que encontramos foi uma espécie de pousada, de madeira, com quartos simples, colchão torto de palha, e um banheiro apenas no fim do corredor, com água gelada saindo de um cano e um buraco no chão, de onde saltavam algumas pererecas. 
Eu ainda encarei um banho, mas ela não conseguiu! Jantamos alguma coisa parecida com comida, tentei assistir O Franco Atirador, que passava na TV, na sala de jantar, tentamos dormir naquele colchão deformado pelo tempo, e no dia seguinte retornamos a Porto Alegre, encerrando, assim, uma das mais desastradas experiências por que passei durante um Carnaval nas nossas praias.

Roque Bassani/Canoas-RS