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Posts de fevereiro 2012

Leitor-Repórter: bandeira brasileira em mau estado

29 de fevereiro de 2012 2

Veja o estado em que se encontra a bandeira do nosso país, em frente a um órgão público, a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. Tenho observado esta bandeira, e a mesma encontra-se neste estado vergonhoso há três meses.


Contraponto

O que diz a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo:

Conforme o presidente da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, Gilberto Koch, a bandeira que fica exposta em frente ao prédio pertence à Praça da Bandeira, que é de responsabilidade da prefeitura. A bandeira já foi retirada e já foi solicitada à prefeitura a compra de uma nova bandeira. Segundo o presidente, as bandeiras não resistem muito tempo devido à ação das chuvas e ventos.

Texto e fotos enviados por Rodrigo Luis Schilling. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-Repórter: falta de segurança na Zona Norte

29 de fevereiro de 2012 0

Indignação é a palavra que resume a falta de segurança que ronda as imediações das Escolas localizadas na Rua Mali, na Zona Norte. São frequentes roubos de carros e assaltos em plena luz do dia. A Brigada Militar e a Polícia Civil sabem disso e nada fazem no policiamento ostensivo ou mesmo repressivo. Indiferente a isso, os azuizinhos promoveram a indústria da multa no dia 28/02/2012. Várias viaturas para multarem motoristas que estacionam seus veículos para conduzirem seus filhos à escola Santa Dorotéia. O Povo merece um melhor tratamento por parte do poder público.

Contraponto

O 20º Batalhão da Brigada Militar (responsável pela área citada pelo leitor) informa que existem 35 viaturas fazendo o patrulhamento ostensivo e escolar no local. E que, na última semana, duas quadrilhas de roubo de carros foram desarticuladas.

Texto enviado por Valter Jovenil Ávila da Silva. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-Repórter: Vídeo mostra infração na BR-386

29 de fevereiro de 2012 37

No dia 28 de fevereiro, por volta das 11h30min, flagrei o motociclista infrator próximo a Tabaí enquanto viajava no sentido Lajeado – Canoas.

Texto e vídeo enviados por Marcelo Luis Wisnsecki. Você também quer enviar sua reportagem?

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Artigo: Muito "eu te amo"

29 de fevereiro de 2012 24

Gabriel Guilhon Kovalski*

É evidente e indiscutível que com o advento da internet, muitos infortúnios surgiram concomitantemente no que tange a segurança dos usuários, por exemplo. Mas no ensejo, sem afastar-me do foco, pretendo explanar sobre a proliferação exacerbada acerca de uma das mais profundas frases existentes nessa promíscua sociedade do século 21: “eu te amo”.

As pessoas em geral, principalmente por intermédio da internet — mais especificamente por meio das redes sociais —, proferem esta singela mas muito significativa frase desvairadamente, sem sequer ter noção do tamanho de seu significado literal. Por exemplo, há pessoas que se conhecem, relacionam-se de forma efêmera e subitamente passam a sentir algo transcendentalmente hipotético nesse tipo de convívio: o amor! Há aqueles que via MSN se declaram perdida e incondicionalmente apaixonados por outrem, entretanto, jamais viu o suposto apaixonado pessoalmente e sequer conviveu ou mesmo conversou mais profundamente com este.

Em minha opinião, é muito cinismo proferir descaradamente esta frase inveridicamente. Mais do que um descaso com quem a recebe, proferi-la significa desvalorizá-la, banalizá-la tanto a ponto de desprezar um sentimento tão nobre que permeia as relações interpessoais e que quando não correspondido pode engendrar catastróficas consequências.

O pior de tudo é que quem diz tal frase simbólica inveridicamente, quase sempre o faz por intermédio das redes sociais, jamais pessoalmente. Por isso, quando receber um scrap com o enredo composto pela frase “eu te amo”, questione, duvide! Quando sincero, o amor deve ser expressado pessoalmente e a frase “eu te amo” dita enfaticamente e com um olhar fixo mútuo entre os parceiros, sejam eles amigos(as), sejam namorados(as).

Faço este artigo com intuito de conscientizar as pessoas do quão importante é esta frase fabulosa que vem sendo banalizada devido insinceridade exagerada dos usuários que a proferem sem de fato correspondê-la a nível. Tento, no ensejo, coibir este crime, que é ludibriar outrem, deixando-o à mercê da depressão por causa de falta de sensibilidade e maturidade de alguns.

É muito “eu te amo” pra pouco sentimento real, verdadeiro e sincero!

*Estudante

Foto do leitor: Fã de ZH

28 de fevereiro de 2012 0

O cachorro Bóris tem a missão de entregar a Zero Hora aos seus donos, Libino Franz e Sirlei Franz, pelas manhãs. A imagem foi enviada pelo filho do casal, Renan Franz.

Artigo: Políticas de ciclovias no Estado

28 de fevereiro de 2012 5

Christian Linck da Luz*

Quando nos questionamos se existem ciclovias no nosso Estado, temos que nos esforçar para lembrar que sim, existem pequenos trechos ineficientes, desconectados do cotidiano e em poucas cidades. Então, nos perguntamos: será que em país como o nosso, onde a sociedade está intimamente ligada à natureza, reconhecido como um país dito “ambiental”, rodeado por várias unidades de conservação e muitas áreas de preservação permanente, não estaria faltando, e muito, várias ciclovias?

Analisando alguns países com um excelente desenvolvimento econômico, porém com qualidade de vida, lembramos do Canadá, da Suíça e da Nova Zelândia, onde constatamos claramente, tanto por parte das políticas públicas, quanto por parte da sociedade, que é possível (e necessário!) o desenvolvimento ligado às questões ambientais.

A prática do ciclismo tem inúmeras vantagens como, por exemplo, o fator econômico que em um país como o nosso, onde a maior parte da população vive “apertada” com seus salários, pode fazer muita diferença tanto nas despesas com o transporte coletivo quanto um veículo próprio.

Outro fator importante é o da contribuição para a diminuição do efeito estufa, tendo em vista que uma pessoa produz muito menos gás carbônico do que um automóvel, utilizando sua bicicleta.

Além disto, o ciclismo como atividade aeróbica favorece a uma saúde equilibrada, ajudando nossos músculos, prevenindo muitas doenças ligadas ao estilo de vida, como cardiopatias, neuropatias e principalmente para a diminuição da obesidade e sobrepeso, fator que já influencia a metade da população gaúcha.

Com o trânsito, dia a dia, ficando pior, o uso de bicicletas é uma excelente solução. Por incrível que pareça, mesmo numa cidade pequena como Torres, o trânsito já está ficando ruim e, frequentemente, no centro da cidade, não encontramos lugar para estacionar, formando-se eventuais congestionamentos. Agora, imaginemos cidades como Porto Alegre, Canoas ou São Leopoldo?

Outra questão importante é o lazer, onde temos o lado prazeroso de andarmos de bicicleta. Podemos contemplar o mar, as montanhas, os pássaros, os rios, as árvores, o sol, a lua, ou mesmo podemos sentir o vento tocar nossa pele, sem nenhum estresse, só, acompanhado por um amigo ou familiar.

Nossos governantes poderiam também contribuir para todo este processo, estimulando a compra de bicicletas, fazendo um plano entre os estabelecimentos e a sociedade, em que os juros fossem cortados nos financiamentos ou então, diminuindo a taxa de impostos em empresas ou cidades que proporcionassem aos seus funcionários o uso de bicicletas.

Finalmente, vemos que ainda temos muito a fazer pela frente. Diariamente constatamos nas ruas muitos ciclistas, mas sem ciclovias, com atropelamentos frequentes e veículos acima da velocidade segura. Chegamos ao momento em não podemos mais ser hipócritas, saindo com a bandeira de paz e da natureza na mão enquanto a sociedade ostenta cada vez mais o aumento da frota de automóveis. Empresários, políticos, sociedade, somos todos cúmplices da violência que acontece diariamente com nossos ciclistas e com a decadência do trânsito nas nossas cidades.

* Professor

Leitor-Repórter: Cliente fica preso no banco

27 de fevereiro de 2012 0

No dia 25/2, por volta das 9h30min, um cidadão entrou na sala de auto-atendimento do Bradesco, Agência Cavalhada e, na pressa de sair, pegou a porta errada. Resultado: ficou trancado por quase 1h. 
Ligamos para todos os telefones disponíveis do estabelecimento, sem sucesso. A BM informou que deveríamos chamar os bombeiros, o que prontamente fizemos. Quando chegaram, a única solução possível foi realizada: desmontaram parte da porta. Fica a pergunta: por que o acesso à porta rotatória não estava isolado?

Contraponto

Segundo a assessoria de imprensa do Bradesco, o banco vai analisar o ocorrido e tomará as medidas necessárias.

Texto e fotos enviados por Cézar Mendonça. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-Repórter: Mais ônibus para a Capital

27 de fevereiro de 2012 0

Sou moradora da zona sul de POA, deficiente física e fico abismada com alguns fatos que estão acontecendo nesta minha POA que eu amo tanto. Fatos estes que estão prejudicando uma série de pessoas moradores de POA. Como tenho bom acesso às informações e me interesso pelo desenvolvimento da cidade, indignada, resolvi procurar meios para ajudar.

A linha Unibus precisa colocar com urgência mais um ônibus, além do São Caetano 349, que leva de 20 a 40 minutos para ir do centro de POA ao bairro. No centro de POA, o terminal deste ônibus fica próximo aos correios e, no bairro, fica próximo ao hospital espírita. Durante todo o ano, transporta a população de baixa renda _ existe uma lotação que sobe e desce o morro São Caetano. Sugiro que a Unibus coloque à disposição mais um ônibus da linha, para facilitar a ida e vinda destas pessoas, com horários decentes. Os terminais não mudariam em nada. Este ônibus atenderá melhor as pessoas que necessitam ir e voltar do Morro São Caetano, principalmente a população de baixa renda.

Contraponto

O que diz a EPTC:

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa à leitora que a linha 349 – São Caetano tem uma baixa demanda de usuários, por essa razão, sua frequência é reduzida se comparada com linhas de maior fluxo de passageiros. A EPTC ressalta que para dimensionar uma linha de ônibus, utiliza dados que consideram a oferta e a capacidade dos veículos em função da demanda, além de outras peculiaridades. O funcionamento da 349 – São Caetano é estável, regular e não apresenta denúncias significativas por parte dos usuários. Para saber os horários das viagens, itinerário e pontos de parada, dessa linha e de todas as outras de Porto Alegre, basta ligar para o fone 156, acessar o site www.eptc.com.br ou www.poatransporte.com.br.

O que diz a Unibus:

A Unibus informa que o acréscimo de novas linhas é definido em conjunto com a EPTC, de acordo com as demandas dos usuários. E que, no momento, com relação a essa linha específica, não existe nenhum Estudo Técnico em andamento para aumentar a linha. A empresa também informa que sugestões e reclamações dos usuários podem ser feitas através do SAC (0800 51 8818. Ligações originadas de celular ligue 3336 8294. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h; e, nos sábados, das 8h às 18h). Ou através do site (www.unibus.com.br).

Texto enviado por Andrea Bertê. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-Repórter: início de ano letivo às escuras

27 de fevereiro de 2012 0

No retorno às atividades escolares da Escola Estadual Anne Frank, que deveria ser festivo e motivador, a foto retrata a realidade que estamos enfrentando: quase toda escola está sem energia, impossibilitando o início do ano letivo e demonstrando o descaso do governo estadual com a educação.


Contraponto

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informa que a obra na rede elétrica da Escola Estadual Ensino Médio Anne Frank está concluída. A Seduc já encaminhou o pedido para CEEE e está aguardando os procedimentos técnicos para que seja efetuada a ligação da rede externa com a rede da escola pela companhia elétrica. Imediatamente à liberação da CEEE, a direção da escola e a 1ª CRE organizarão o calendário da recuperação dos possíveis dias parados”.

Texto e foto enviados por Lucas Berton. Você também quer enviar sua reportagem?

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Houve uma vez um verão: Me ajuda a olhar...

27 de fevereiro de 2012 0

Não! Eu não sabia da existência de Diego Kovlakoff, personagem de um conto de Eduardo Galeano, em “O Livro dos Abraços”. Sequer conhecia a obra de Galeano, ou de qualquer outro autor. Seria muito exigir do guri de três anos que, pelas mãos de seu pai, vislumbrou o mar por vez primeira, em Capão da Canoa. Mas, quem sabe, teria sido minha a frase de encantamento que o pequeno Kovlakoff dissera ao pai ante a imensidão oceânica:
– Pai, me ajuda a olhar!
Capão, naqueles idos, era um bucólico balneário, rodeado de altas dunas, somente alcançado, por quem viesse de Porto Alegre, passando por Gravataí e a doce Santo Antônio da Patrulha, após cinco horas de viagem a bordo dos ônibus da empresa Santos Dumont. No entanto, Capão da Canoa já mostrava os primeiros sinais de que, no devido tempo, ganharia a condição de cidade. Que dissessem os edifícios Aymoré e Xavantes, os primeiros prédios de apartamentos residenciais naquele início dos anos 50.
O Hotel Rio-grandense – onde nos hospedáramos – ficava em frente a uma arejada pracinha. Era uma imensa construção de madeira, formada pelos quartos – os banheiros não apenas eram apartados como coletivos – e o grande salão, onde eram servidos o café, o almoço e o jantar. O salão, nos finais de semana, transformava-se em pista de dança ou palco para algum show.
Meus pais – jovens ainda – curtiam, às tardes, uma segunda lua de mel. Esta, como tudo, tinha o seu preço: a contratação, durante duas horas inteiras, da carrocinha puxada por um cabrito, e guiado pelo “Boininha”, um moleque esperto nos seus dez anos. Lampeiro, eu excursionava a bordo da pequena carroça pelas ruas de precário calçamento daquela estação de veraneio.
Os prazeres, que nem mesmo as águas geladas daquele mar(rom), ou a eventual “beliscada” de siri espantavam, eu os encontrava nas brincadeiras com meu pai com a imensa bola, forrada por um espesso e áspero tecido com quadrados multicolores, e no picolé – o prêmio pela exaltação aos exercícios físicos – sob os estranhos aparas-sóis que já não mais existem. O sono, recheado de sonhos promissores para outro dia de venturas, não se deixava perturbar pelos mosquitos – verdadeiros “kamikazes” – que a fumaça dos espirais de “Boa-Noite” tentava inutilmente espantar.
Hoje – curiosamente – moro em Capão da Canoa; não mais no bucólico e seguro balneário, rodeado de imensas dunas que transfiguravam os passeios, aos finais de tarde, no carrocim do “Boininha”, em empolgantes aventuras. Em que escaninhos da memória se encontram as dunas imensas de minha infância, os jogos, as brincadeiras e os bailes do Hotel Rio-grandense, onde meus pais, esquecidos de tudo, planavam ao som de um doce bolero?
O lugar onde moro foi sepultado pela insânia dos espigões, dos ambulantes e gradeado ante a presença da mão armada da criminalidade. E meu pai não mais está aqui pra me ajudar a olhar…

Sergio Agra/Capão da Canoa – RS