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Posts de abril 2012

Leitor-repórter: Estacionamento com preço salgado

30 de abril de 2012 3

O valor que se paga por estacionamentos fechados, em geral, é um absurdo. No dia 26 de abril, fui ao Hospital Ernesto Dornelles, destinado ao atendimento aos funcionários públicos do Estado, para fazer uma tomografia. Deixei meu carro no estacionamento, ainda em obras, de vários andares. Não conduzi o veículo até o estacionamento, pois são eles que manobram, não sei onde nem como ficou estacionado. Não tem placa indicativa do valor a ser cobrado por hora. Quando voltei, conforme comprovante, 3h13min após, pasmem, o valor cobrado foi de R$ 40. Ainda perguntei: mas quanto custa a hora? Responderam: “R$ 10, senhora”.

Pode isso? Desconheço outro local em Porto Alegre que cobre este assombroso valor por hora! Isto é fazer com que os funcionários públicos, familiares em visita, amigos etc, paguem este absurdo! Será que com tamanha arrecadação, já estamos contribuindo para a grande obra de estacionamento?

Contraponto

O que diz a assessoria do Hospital Ernesto Dornelles

Informa que o estacionamento da instituição é terceirizado e que, portanto, o hospital não tem nenhuma ingerência sobre o valor. Quanto a placa indicativa do valor, a assessoria informa que existe uma ao lado do guichê de pagamento.

Texto enviado pela comissária de polícia Marisa Burigo. Você também quer enviar sua reportagem? Clique aqui para participar do Leitor-Repórter.

Poesia do Leitor: Revolução de vergonha

30 de abril de 2012 0

*por Carlos Alberto Fontoura Luiz

Que paizinho é este
Quem pode mais rouba mais
Como se nada acontecesse
Sempre vem outro atrás.
Político, Juiz, Promotor
É ladrão de todo jeito
Nojo, Raiva, Pavor
É um rio fora do leito.
País ta contaminado
É uma cachoeira de roubo
Só tem ladrão graduado
Num oceano de lobo.
O Povo é domesticado
Gatinhos de estimação
Estamos todos pesteados
Doentes de corrupção.
Não temos personalidade
Nem Raça, nem reação.
Venceu nossa validade
Precisa revolução.
Revolução de Conceitos
De ideias, de vergonha
De honestidade, preceitos
Desse montão de PAMONHAS.

*Protético – Cachoeirinha

Artigo: Tragédia na Serra

30 de abril de 2012 15

Angelo Corsetti

Sábado, 28 de abril de 2012. Manchete da capa da Zero Hora, a morte de jornalistas na Curva da Morte na ERS-122.

Moro em Porto Alegre, trabalho em Flores da Cunha. Há 18 anos subo na segunda, desço na quarta, novamente subo na quinta e retorno na sexta.

Posso dizer que tornei-me um especialista na curva da morte. Ao subir, reduzo a velocidade, em marcha mais reduzida, motor no torque máximo, olhos atentos. Ou seja, preparado para frear, jogar o carro no acostamento, na contra mão, ou acelerar para fugir de algum “previsto”, do tipo uma carreta desgovernada na contra mão.

Se afirmo que ao longo destes 18 anos vi umas 50 carretas tombadas nesta curva não estou sendo superlativo. É corriqueiro.

Culpam sempre os motoristas. O que ninguém comenta é que neste local existe uma das maiores armadilhas do sistema viário brasileiro.

Para quem está descendo a serra, antes desta curva existe um declive acentuado vários quilômetros. Uma carreta carregada com 30 toneladas, tem que começar a frear antes do início do declive, porque em caso contrário os freios chegam fatigados no ponto crítico.

Colocaram um pardal antes da curva. Adiantou? Óbvio que não. Este motorista não tentou frear antes da curva? Óbvio que sim. Simplesmente, se o motorista não conhecer esta curva não vai antecipar suas ações 5 quilômetros antes, e não vai conseguir reduzir a velocidade no momento crítico porque estará com os freios do caminhão fatigados.

Mas o mais importante desta história que se repete todo mês é a irresponsabilidade dos nossos governantes. Ou a burrice.

Já imaginaram uma campanha política em que o candidato, em vez de prometer hospitais e saúde, prometer: “Durante meu mandato vou salvar pelo menos 10 vidas humanas”. Impactante, não?

Bastaria construir uma ponte unindo a ferradura da curva da morte, ou até mais simples, uma segunda pista na curva para quem sobe (um anel bem aberto), apenas na região da curva, que o candidato eleito teria cumprido sua promessa.

Li na matéria que o motorista do caminhão provavelmente será indiciado por crime doloso. O governo também? O governo não sabe que mais gente vai morrer nesta curva? O governo não tem as ferramentas para evitar? Sabe e tem. Por que não evita? Quem sabe e tem ferramentas para evitar e não evita, não é cúmplice?

Todos sabemos que vai acontecer de novo. A curva tem nome até em placa: Curva da Morte.

Senhores governantes, não se trata de terremoto ou inundação onde as forças da natureza são muito mais fortes que nós. Vocês tem a solução.

De minha parte, como não tenho as ferramentas, só posso protestar, e continuar subindo a Serra atento e agradecendo a Deus por não ser a minha vez.

Meus sinceros pêsames aos familiares das vítimas. Cada vez que alguém morre nesta curva me sinto como aquele vidente que sabe que alguém terá sua vida ceifada nesta armadilha, mas que não sabe quem, nem quando. Impotente para ajudar, mas com enorme dor no coração por saber que vai acontecer de novo.

Foto do leitor: À espera do frio

29 de abril de 2012 0

“Preparando-me para o inverno em Rio Grande”, escreve o leitor João Carlos Castro Mendonça.

Foto do leitor: Amor pelo time em qualquer canto do mundo

29 de abril de 2012 0

“Como o clima do final de semana é de grenal, aqui vai uma foto minha com a camisa do timão campeão do mundo que me acompanha sempre”, declara a leitora Marcela Franco.


Leitor-repórter: Destruição da Natureza

29 de abril de 2012 0

Em homenagem ao Dia do Índio: venda de orquídeas pelos habitantes mais antigos do Brasil. No Brique da Redenção, cartão postal de Porto Alegre.

A Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (Smic) diz não ser de responsabilidade dela. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) não tem nada com isso.

Mas a verdade é que a degradação da natureza, com a extirpação ilegal de várias espécies de orquídeas das nossas matas acontece a céu aberto, aos olhares de todos e nada é feito! Eles podem destruir a natureza? Onde está a fiscalização?

Contrapontos

O que diz a Smam:

A Equipe de Fiscalização da Smam não havia recebido essa denúncia no final de semana, por se tratar de área do Brique da Redenção e, portanto, sob cuidados da Smic. A Smam irá agora dar os encaminhamentos internos à denúncia. Quanto aos questionamentos a respeito do credenciamento do grupo para venda no Brique, as perguntas devem ser dirigidas à Smic.

O que diz a Smic:

A Smic afirma que não cabe ao órgão fiscalizar a comercialização de produtos nativos, por não possuir profissionais habilitados para isso.”

O que diz o Ministério Público Federal:

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul não possui nenhum procedimento em aberto sobre esses fatos. Caso a leitora ache pertinente, ela poderá comunicar a nossos procuradores da República a ocorrência da situação através do nosso site (http://www.prrs.mpf.gov.br/home/denuncia) ou pessoalmente. Caso ela o faça, os fatos e documentos contidos na representação dela serão analisados para que se veja se é o caso do MPF/RS tomar providências. A Procuradoria da República no Rio Grande do Sul está situada na Praça Rui Barbosa, 57, no centro de Porto Alegre.

Texto e foto enviados pela bióloga Marianne Angelim, de Viamão. Você também quer enviar sua reportagem? Clique aqui para participar do Leitor-Repórter.

Artigo: Cargos públicos não deveriam ser públicos?

29 de abril de 2012 4

Ronie de Oliveira Coimbra*

Veicula-se na mídia que algumas promoções de oficiais da Polícia Militar de Goiás aconteciam por influência de Carlinhos Cachoeira, aquele mesmo envolvido, entre outras coisas, com exploração ilegal de jogos de azar, e, segundo gravações tornadas públicas, era chamado de professor pelo senador Demóstenes Torres.

A notícia das promoções irregulares em Goiás pode até não ser fato, o que é pouco provável, mas o tema que deve ser trazido a lume é o quanto o cargo público é “público”? Penso que o cargo público deve ser exercido em prol da sociedade e a ela deve pertencer, bem como, aquelas carreiras públicas cujos cargos mais elevados são alcançados por promoções devem, não somente estabelecer, mas observar e cumprir critérios que possibilitem a ascensão daqueles que trabalham e beneficiam a sociedade como um todo.

O cargo público não deve ser apropriado por um político ou autoridade para que a partir daí beneficie aqueles que por amizade ou ideologia política lhe agradem.

O leitor deve estar se perguntando o que ele tem a ver com promoções de oficiais da Polícia Militar? Ora, tem tudo a ver. Promoções justas, que premiam o servidor qualificado somente trazem ganhos à sociedade, que terá funcionários alçados aos cargos públicos — que a sociedade pertencem — por suas qualificações e pelo trabalho prestado em prol dos cidadãos. Ao contrário, promoções que decorrem de apadrinhamento político ou de relações de amizade desmotivam aqueles que efetivamente trabalham em benefício da sociedade, que irão buscar outras formas de ascensão que não seja o trabalho operacional, com flagrante prejuízo aos serviços que os cidadãos, pagadores de impostos, recebem.

Por outro lado, tudo isto que está acontecendo, fartamente noticiado pela imprensa, me faz clamar por maior proteção aos Oficiais que labutam em Unidades Operacionais, pois a qualquer momento poderão estar “atrapalhando” os negócios escusos — a exemplo de exploração de caça-níqueis e casas de bingos — de alguém que seja amigo de um político desonesto, e este pedirá a substituição do Oficial por outro menos “rigoroso”. Portanto, uma conquista que policiais militares que comandam Frações da BM devem obter é a garantia de que não serão transferidos por interesses políticos, por que alguma autoridade teve sua suscetibilidade supostamente ofendida por ações legais da polícia, mas sim, e somente, por interesse público.

Assim, Senhor cidadão, está na hora de reclamar, também, da politização das promoções e movimentação de servidores públicos, pois como o cargo é público ele não pertence a uma autoridade que o distribua ao seu bel prazer, gosto ou interesse.

*Policial Militar

Poesia do Leitor: Desabafo de um goleiro

29 de abril de 2012 0

*por Lucas Meira

Sem poder conversar com ninguém
enquanto trabalho, me sinto sozinho
Lugar privilegiado
lá de trás enxergo toda a frente
outros com fardamentos, do meu, bem diferente
Avisto também os do lado de fora
tantos em pé, pulando ou sentado
pena muitos me admirarem de costas
observando o número um, imponente e bem ressaltado
Prometo: quando puder me virar, sorrirei contente
Entretanto minha angústia não permite
atrapalhar minha concentração
como cada movimento é calculado
nesses noventa minutos
nada pode ser em vão
O placar me observa atento querendo se mexer
preciso saber me posicionar
nessa área sem grades que estou enjaulado
para no zero ele permanecer, enquanto isso
torço para meus colegas afiarem o pé
porque sou fadado a usar as mãos
se errar me torno o vilão
serei culpado, talvez crucificado
Sem minha anuência algum treinador me colocou aqui
irracional fui também e resolvi ficar
pra ser aplaudido apenas quando alguém chutar
até quando terei de esperar?
Exposto a um pique ingrato do gramado irregular
não terei depois a quem reclamar caso eu a deixe escapar
Esperam sempre uma agarrada firme sem pestanejar
para quem sabe na partida seguinte eu possa voltar
pro lugar que tanto adoro estar
com as mangas longas e mãos tapadas
sob a casa de traves brancas e redes balançantes
zelam por mim ao mesmo tempo sem me proteger
pra dentro dela não posso levar nada
a não ser uma toalha pro suor absorver
Mesmo no chão tenho de ser confiante
porque ali que passo a maior parte do tempo
levantando pra cair de novo – eis o meu dever
Queria um dia poder sair correndo
não com o pé, sim com ela abraçada
minha única confidente esférica e macia
podendo mostrar que não sou tão tranqüilo
quanto pareço, sou um inquieto espectador sem poder ajudar
um torcedor ativo longe da bola que parece nunca chegar
Imagino cenas que em seguida vou contracenar
para logo cessar com tais pensamentos
que me levariam apenas ao cartão vermelho
e um enorme constrangimento.

*Estudante – Porto Alegre

Mamãe eu quero ser famoso

29 de abril de 2012 0

Jonas Martins*

— Mamãe eu quero ser cantor.

— Mas você sabe cantar meu filho?

— Hoje em dia não precisa mais saber mãe, é só ser bonito ou usar roupa estranha.

— É mesmo, meu filho?

— Sim, mãe. Hoje em dia é só ser bom em se vestir, ter um rostinho bonito, um bom empresário ou um pai famoso. Se foi o tempo em que tinha que compor. Hoje é só você rimar duas ou três frases e no máximo colocar uma batida legal. Ninguém mais liga se eu sou afinado, se a letra quer dizer alguma coisa, isso é coisa do passado, é coisa de brega, de Roberto Carlos, Cazuza, Renato Russo, Tom Jobim e tantos outros que não fizeram nada que preste, só uma porção de música bem acentuada, com letra e melodias que casavam perfeitamente. Hoje está no momento da música abstrata.

— Como assim, meu filho?

— Como a arte abstrata que você vê e não sabe o que significa, a musica abstrata também. Você ouve e não entende o que está ouvindo, a primeira frase não está dizendo nada, mas emociona, a música está mal arranjada, mas faz dançar e a gente sendo bonito tudo fica mais bonito.

— E o que você precisa para se lançar no mundo da música meu filho?

— Nada! Já está tudo armado. Amanhã vou gravar um CD ali no vizinho da esquina e vou mandar para as rádios. Vai ter um idiota que vai tocar e uma porção de idiotas que vão gostar. Para esse idiota aqui fazer sucesso, quanto mais idiota melhor. Afinal, é disso que o povo gosta e a voz do povo é a voz de Deus. E a voz de Deus é a voz da imprensa. Se eles disserem que é bom então é bom e nada muda. Lá vou eu rumo ao sucesso.

*Radialista e escritor

Poesia do Leitor: Teias

28 de abril de 2012 0

*por Launi Guedes de Miranda

Palavras são fios que tecem verdadeiras teias.
Às vezes, carregadas das lágrimas de quem as escreve… Palavras-orvalho!
Por vezes, prendem risos e gargalhadas…Palavras engraçadas;
Mas são sempre palavras.

Palavras coloridas,cinzas;
Palavras quentes,frias;
Palavras doces,amargas;
Palavras que gritam; que calam escondidas;
Palavras ativas,cansadas.

Sempre elas a tecerem sentimentos.

Tão somente Palavras!

* Professora – São Jerônimo