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Posts de maio 2012

Os Vingadores e a corrosão do império dos EUA

31 de maio de 2012 12

* Luiz Fernando Castelo Branco Rebello Horta

Muito já foi dito sobre a profusão de super-heróis criados e vendidos pela Marvel e DC Comics durante o período da Guerra Fria (1945-1989). Também litros de tinta serviram para mostrar o quanto a indústria do cinema americano influenciou na formação de consciência e julgamentos do mundo todo durante o mesmo período. Enquanto sempre os inimigos eram agentes russos ou a própria KGB, dentro do universo dos gibis, os heróis eram sempre altivos, justos, moralmente inabaláveis, ricos e brancos. Somente no final da década de 80 que heróis mais “humanos” começaram a ganhar forma representando, ainda que parcamente, a diversidade cultural do planeta. Honrosas exceções devem ser feitas ao Homem Aranha (o herói que trabalha, anda de ônibus e paga contas), ao Wolverine (o anti-herói animalesco e pragmático) e ao Hulk (uma cópia do Mr. Hyde com brutalidade aumentada). Não por acaso que esses heróis estão entre os mais venerados e lucrativos.
Recentemente tem se criticado o cinema americano por sua infantilização com os inúmeros filmes de super-heróis e realidades fantasiosas que têm sido produzidos. Cada um arrecadando mais do que os outros. A mão invisível do mercado guiando a oferta para uma demanda de adultos consumidores que viveram nas décadas de 70 e 80. Se assim continuarmos, em oito ou dez anos veremos filmes sobre bichinhos amarelos que dão choques e sobre bolinhas que quando jogadas ao chão se transformam em monstros que lutam não se sabe bem por quê. Indiscutível é, porém, que toda produção artística é um reflexo do seu tempo histórico. Os Vingadores da década de 70 ou 80 são muito diferentes dos do ano 2012.
Claro que continua sendo emblemático o uso de um escudo como única arma do Capitão América. Durante a Guerra Fria, a bem sucedida campanha norte-americana dizia que suas armas nucleares eram apenas para defesa e dissuasão, o que – consciente ou inconscientemente – o mundo se convenceu. O fato de os EUA terem sido o único país na história a usar um artefato nuclear contra outro não verga nem destrói o brilhante escudo do herói, ocorre que, no filme de 2012, o Capitão América é, no máximo, um bom coadjuvante.
A tecnologia avançada de Tony Stark, a perfeição mitificada de Thor ou a brutalidade desmedida de Hulk são muito mais efetivas do que o velho Capitão. Nunca nas revistinhas o espaço dado ao herói das listras e estrelas foi tão pequeno. Não sem uma correlação imediata também da redução de importância que os EUA sentem historicamente no mundo. Se compararmos com o período da Guerra Fria, é evidente que o Tio Sam não exerce mais a influência de outrora. Se isso é em função das crises econômicas, do crescimento tecnológico ou de outros antagonistas internacionais (vilões), ainda está por se provar. 
Eu apostaria mais claramente numa erosão interna do império americano bem aos moldes de “Todo império perecerá” de Jean Baptiste Duroselle ou mesmo “Ascensão e queda das grandes potências” de Paul Kennedy. O fato é que em 2012 o Capitão América está muito mais restrito à importante tarefa de cuidar de civis e evitar baixas entre populações não envolvidas no conflito do que em salvar o mundo. Essa tarefa ficou à cargo do tecnológico e rico Tony Stark que, para tanto, voltou a usar uma bomba nuclear, a velha e surrada ideia.
A arte imita a vida? É interessante ver que, em tempos de discussão nuclear com o Irã e testes de mísseis norte-coreanos, a temática nuclear volte a ser presente em filmes. E, quando se discute a responsabilidade de proteger – lembrando dos absurdos ocorridos no Iraque e Afeganistão –, o escudo do Capitão América seja diligentemente empregado para proteger civis numa tarefa menor – para o enredo do filme e nunca para a humanidade. No filme, s SHIELD (organização secretíssima que mal se sabe a quem responde) está criando novas armas de destruição em massa para enfrentar vilões mais poderosos. E nós, boquiabertos, nos perguntamos: “Armas mais poderosas para enfrentar vilões mais poderosos? Quem são os vilões do mundo, cara pálida?”. E esperamos que não criem mais respostas a essa pergunta.

* Professor, historiador e mestrando em Relações Internacionais

Foto do Leitor: Nuances do amanhecer em Porto Alegre

31 de maio de 2012 1

Sergio Ordobás não perdeu a oportunidade de fotografar a revoada de pássaros no amanhecer desta quinta-feira.

Foto do Leitor: Laçador sob o sol

30 de maio de 2012 0

O estudante Leonardo Dewes aproveitou o domingo ensolarado para fazer as imagens no sítio do Laçador.

Leitor-Repórter: Queda de árvore interrompe trânsito na BR-285

30 de maio de 2012 0

A queda de uma árvore nas imediações do Posto do Gordo, na BR-285, entre Lagoa Vermelha e Passo Fundo, deixou o trânsito interrompido pela manhã.

Texto enviado por Priscila Mello de Oliveira , com fotos de Arnaldo de Oliveira. Você também quer enviar sua reportagem?

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Artigo: Desabafo

30 de maio de 2012 31

Olga Aline Orlandini Cavalcante*

Essa semana, nos jornais de grande circulação, foi publicada a notícia acerca das Marcha das Vadias, movimento que começou, segundo li, no Canadá.

Baita manifestação, que em um primeiro momento pode até chocar os mais desavisados. Mas ao contrário, nunca é demais chocar, nesse caso.

Pelo que se observa, essa coisa de machismo e superioridade masculina nunca passou, ou então, está voltando com nova roupagem, meio misturado com essa ideia do politicamente correto.

Para minha geração, que veio um pouco após àquelas mulheres que abriram os caminhos (postos de comando em setor privado e público), acho que meio que se perdeu essa noção, nunca havia percebido até bem pouco tempo, como estão arraigadas na nossa cultura tais preconceitos.

Nunca fui discriminada ou menosprezada no meu trabalho ou qualquer outro lugar. Sorte, quem sabe?

Meu pai, embora militar de carreira, daqueles bem conservadores, sempre me estimulou a não depender de ninguém, de homem nenhum. Obviamente não desejava para filha o que via ocorrer. Homem moderno, afinal.

E tais preconceitos surgem das mais variadas formas, com um comentário sem maior impacto acerca da qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em geral, acerca de como se vestem, de como se vive a maternidade nos dias de hoje (em geral as mães de ontem são beeeem melhores que as de hoje), acerca do tempo de licença maternidade etc.

E isso é tão subliminar que muitas vezes, nós mulheres, também fazemos isso. Sabe fogo amigo?

Mas esquecem-se, essas mesmas pessoas, que muitos dos lares no Brasil são sustentados por mulheres, que tem tripla jornada de trabalho. Que não se tem babás ou empregadas, mão de obra cada vez mais escassa. E que essa mulher, que antigamente “tinha mais paciência” ou lidava melhor (mais calma) com as doenças dos filhos, quer ao final do dia de trabalho, é que seu filho doente fique sarado/bom!! Quem nunca foi a uma emergência pensando: “Nada de chazinho..me dá um antibiótico!! Tenho que esperar mais 48 horas?!

Uma vez ouvi, e nunca mais vou esquecer: “É preciso ser uma mãe suficientemente boa!!” É isso.

E quem me conhece sabe que sou uma mãe hiper-protetora!

Aliás, não vamos esquecer que as “mães de ontem” tinham mais pessoas a seu serviço — empregadas, babás — que as de hoje em dia. Em geral, quando e se trabalhavam, trabalhavam meio turno. Isso sem falar nos internatos, práticas muito comum antigamente.

Quer saber como é ser mãe e trabalhadora no século XXI, engravide ou pede para vir mulher na próxima encarnação! Depois conversamos.

*Procuradora do Estado

Leitor-Repórter: Loteamento de vagas na Fernando Machado

29 de maio de 2012 1

Se de uns tempos para cá já se tornara difícil estacionar o seu veículo na rua Fernando Machado no centro da cidade, recentemente os estabelecimentos comerciais próximos ao número 525 resolveram, por conta própria, lotear as vagas para os seus clientes, tornando impossível para os moradores estacionar seus veículos.

Apesar do local possuir uma área de carga e descarga, os comerciantes utilizam-se de placas, cones e pinturas no chão para assegurar-lhes  suas  “vagas ” sem que o órgão competente assegure ao cidadão comum o direito de ali estacionar o seu veículo.

Texto e fotos enviados por Alex Bernardes. Você também quer enviar sua reportagem?

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Foto do Leitor: Praia deserta em Torres

29 de maio de 2012 0

Piter Batista Grossmann aproveitou o calor fora de época para fazer o registro na Praia da Guarita, em Torres.

Artigo: O arrastão de leis "dos dias" e o tamanho do Congresso

29 de maio de 2012 6

André Leandro Barbi de Souza*

O Congresso Nacional fez um “esforço concentrado” e somente no mês de maio gerou a promulgação de 28 leis estabelecendo datas comemorativas. O Brasil ganhou, entre outros, o dia nacional do quilo, o dia nacional de luta dos acidentados por fontes radioativas, o dia nacional da silvicultura, o dia nacional do reggae, dia nacional do ouvidor, dia nacional do artesão, dia nacional do jogo limpo e do combate de doping nos esportes, o dia do aniversário do Buda Shakyamuni, com a inclusão da data no calendário oficial de datas e eventos brasileiro…

A discussão não se situa no mérito dos assuntos que marcam a edição dessas leis, se é merecido ou não o atleta paraolímpico ter um dia nacional; se cabe ou não instituir o dia 17 de outubro como dia nacional da música brasileira; se as hemoglobinopatias justificam a instituição de um dia nacional. A questão é a dedicação do Congresso Nacional à elaboração de leis que, na prática, pouco ou quase nada interferem na condução dos destinos da nação e do cidadão.

A Lei 12.644, que institui o dia nacional da umbanda, tem dois artigos. O primeiro institui o dia e o segundo prevê a vigência da lei. O detalhe é que desde 2005 (PL 5.687) o Congresso Nacional “trata” dessa matéria. Esse é o ponto. O Brasil tem um Congresso Nacional que em 2012 possui um orçamento anual 7,6 bilhões de reais e que não racionaliza o exercício técnico e político de sua função constitucional, menosprezando-se publicamente. A redução da institucionalidade do Legislativo Federal é endógena. Se o próprio Congresso Nacional não valoriza o seu “produto”, perdendo-se na definição de suas prioridades, não é a sociedade que o valorizará como instituição. O Congresso Nacional custa caro e é pobre na sua produção. Se a vocação do poder legislativo é legislar, o reconhecimento social da sua importância decorre (ou não decorre) da qualidade das leis que produz.

Ter um Congresso Nacional não é suficiente para o cidadão sentir-se valorizado, é preciso que essa instituição instale-se como um Poder, funcione como um Poder, legitime-se como um Poder e justifique-se como um Poder. Caso contrário, o parlamento nacional permanecerá reduzido, não reconhecido e conformado com a submissão de seu valor à rasa condição de coadjuvante no cenário democrático brasileiro.

*Advogado e professor

Coral Santa Cecília canta em Uruguaiana

28 de maio de 2012 0

Crédito da Imagem: Hugo Araújo

A convite da organização, o Coral Santa Cecília viajou a Uruguaiana na última sexta-feira, 25 de maio, para realizar duas apresentações na cidade, durante o XXI Festival Uruguaianense de Integração Coral. O festival, organizado pelo Coral de Uruguaiana com o apoio da Prefeitura Municipal, Lions Clube e Federação de Coros do Rio Grande do Sul, é realizado anualmente e tem por objetivo promover o intercâmbio cultural, a integração e o acesso da comunidade à cultura. Participaram onze grupos, dos quais cinco brasileiros, quatro uruguaios e dois argentinos que apresentaram músicas clássicas, folclóricas e populares. Na manhã de sábado, 27, no centro da cidade, os grupos realizaram a primeira apresentação e após houve um almoço de confraternização.

À noite, na Catedral de Sant’Ana, os corais convidados realizaram nova apresentação, prestigiada por grande público. Após as apresentações individuais, os corais compartilharam a interpretação da canção “Amigos para Sempre”; em seguida, um jantar foi oferecido aos cantores. No domingo pela manhã, os cantores do Santa Cecília iniciaram a viagem de retorno a Garibaldi, a qual foi subsidiada através do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

REPERTÓRIO

Para a apresentação da manhã, foram escolhidas obras que representassem a história e cultura da cidade, bem como o trabalho do Coral: “Anita Garibaldi”, canção escrita por Alcy Cheuíche, que conta a história da personagem-título, e Funiculí Funiculá, canção tradicional italiana escrita em 1880 por Luigi Denza. Para a apresentação da noite, o grupo preparou um trecho do espetáculo “Nos embalos da Jovem Guarda”: com as canções “Coração de Papel”, “Splish Splash” e “Alguém na multidão” e acompanhados pelo Grupo Palco MPB, o grupo arrancou aplausos entusiasmados do público. Encantados pelo colorido do figurino, pelas coreografias e cenas, os espectadores aplaudiram de pé e elogiaram a performance do coral.

O texto acima foi enviado por Rafael Lumi.

Foto do Leitor: Rio Pelotas

28 de maio de 2012 0

O leitor Mateus Pinto fotografou o Rio Pelotas no dia 19 de maio.