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Artigo: A triste situação dos bacharéis em Direito

20 de julho de 2012 57

Carlos Roberto Prates Thomas*

No dia em que colei grau em Direito, em uma solenidade pública inesquecível, fiz um lindo juramento. Este juramento proferido diante de um público de centenas de pessoas, bem como de membros do Poder Judiciário e de outras autoridades dizia o seguinte: "Prometo no exercício de minha profissão, cumprir fielmente os preceitos da honra, da justiça e da ciência, e ao patrocinar o Direito, fazê-lo de acordo com minha consciência, sem jamais omitir colaboração à causa da humanidade em prol da igualdade entre os homens".
Se determinada organização me proíbe de cumprir tal juramento, não o farei, sou um cidadão que cumpre as leis do meu país. Mesmo assim, na minha consciência, no meu agir, no meu comportamento, este juramento estará sempre presente, pois o título de Bacharel em Direito ninguém, jamais, tirará de mim.
Aos que em breve estarão colando grau, e recebendo o título de bacharéis em Direito, peço que pensem nisso, na hora do juramento, pois ele perdeu a razão de ser e, neste aspecto, as formaturas do curso de Direito perderam grande parte do seu valor, pois quem ainda não é inscrito na OAB não poderia proferir o juramento a pouco citado. A não ser que a palavra juramento tenha perdido seu nobre significado.
Para finalizar, digo que os milhares de bacharéis em Direito que estão espalhados por este país não estão inertes. Eles estão lutando. Estamos lutando através de várias organizações e associações espalhadas por este Brasil imenso. Nada, absolutamente nada, temos contra os advogados. O que queremos é um mínimo de respeito aos bacharéis em Direto que hoje tem menos prerrogativas profissionais que um estudante de Direito (estes são reconhecidos pela OAB com direito à identificação profissional). 
Nósb, bacharéis, estamos abandonados, sequer temos direito a uma identidade profissional ou a um órgão de classe, o próprio Ministério da Educação nos abandonou à própria sorte. Estamos lutando silenciosamente e com certeza cedo ou tarde esta realidade mudará, pois, todos juramos solenemente cumprir fielmente os preceitos da Honra e da Justiça, e esperamos que a justiça seja feita e nosso juramento honrado.
No Brasil contamos com várias associações e movimentos que reúnem bacharéis em Direito. Posso citar o MNDB ( Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito), Bacharéis em Ação, ABBDIR ( Associação Brasileira do Bacharéis em Direito ), entre outros. Temos também parlamentares no Congresso Nacional que apoiam a nossa causa. 
Esta situação não pode perdurar e temos fé que não vá. Pouco falei da OAB, entidade de difícil definição jurídica, que tudo pode e nada deve, arrecada fortunas anualmente, não presta contas, não paga tributos de espécie alguma, não é fiscalizada por nenhum órgão, mas tem poderes que poucas possuem no cenário nacional. 
Não podemos nos conformar com esta situação, ou seja, depois de estudar cinco anos em um curso regulamentado pelo Ministério da Educação, sermos impelidos a fazer uma prova elaborada por uma entidade privada ( Fundação Getúlio Vargas ), para que então se aprovados termos o direito de exercer nossa profissão. Diga-se de passagem que a imensa maioria dos candidatos só consegue aprovação nesta prova após investir um bom tempo e dinheiro nos cursinhos preparatórios.

*Bacharel em Direito

Comentários (57)

  • miriama iguchi luft diz: 20 de julho de 2012

    passar adiante

  • Davi diz: 20 de julho de 2012

    Isso envolve vários fatores e a discussão é ampla...eu penso que após ter colado grau em direito estou apto a prestar serviços de assessoria jurídica ou advocacia haja vista que a entidade em que eu me formei esta devidamente regulamentada pelo Orgão oficial do Governo. Daí tenho que me submeter a uma prova de "capacitação" para saber se posso ou não atuar na área que me formei?? sou reprovado...e simplesmente a Entidade que me "preparou" não se manifesta não acontece nada...tá facil...sabe como se chama isso? ESTELIONATO EDUCACIONAL...ahhh...Brasil um país de tolos...

  • karla diz: 20 de julho de 2012

    Mas tem bacharéis que realiZam a prova logo após o término do curso
    E são aprovados de primeira.! São super dotados? São
    Pessoas de sorte ? Ou são alunos que realmente estudaram
    Durante todo curso de 5 anos?!

  • hudson diz: 20 de julho de 2012

    Temos advogados demais e justiça de menos.De que vale o juramento se temos que ver o advogado do Cachoeira,ex ministro da justiça,defendendo um ladrão daquele quilate,recebendo honorários em "dinheiro sujo",ou não. Nosso país é uma grande farsa assim como nossa rica justiça.O sistema todo é uma grande mesa de negócios.separada de quem os sustenta pela hipocrisia.Precisamos de uma grande revolução onde a razão precisa se impor antes que a promiscuidade se instale definitivamente.

  • Luiz Carlos diz: 20 de julho de 2012

    Em vez de reclamar e publicizar o seu despreparo, o autor deveria estudar, se preparar e ser aprovado para exercer a sua pretendida profissão. A arte de advogar faz o profissional influir diretamente no patrimônio e nas liberdades dos clientes. Portanto, a sociedade exige e necessita de bons profissionais para exercerem a nobre missão de advogado. Ainda, a considerar, as múltiplas possibilidades de concursos que não exigem a aprovação na OAB, bastando ser bacharel. Por fim, se milhares são aprovados, é sinal que as provas são normais em suas configurações.

  • Luciana diz: 20 de julho de 2012

    Sou acadêmica de direito e defendo a prova da OAB apesar de algumas ressalvas: o valor cobrado pela inscrição é absurdo, o bacharel aprovado na primeira fase deveria ter um tempo determinado para ser aprovado na segunda sem precisar refazer a primeira. O exame versa sobre assuntos que um profissional da área deve conhecer, nada mais que isso. Ainda, é necessário acertar apenas 50% da prova na primeira fase, um bacharel que não consegue ter pelo menos esse índice de acerto não merece mesmo advogar! Os cursos de direito são ruins, há professores com doutorados e que não sabem sequer elaborar/redigir uma questão de prova, mas também há estudantes arrogantes que nunca, sequer abriram a Constituição Federal e acham que já são juízes. Portanto, a prova deve ser mantida com algumas alterações e vamos estudar, ser aprovado não é impossível!

  • Karen Pereira diz: 20 de julho de 2012

    Carlos, pelo que li, tu és formado em Direito e provavelmente ainda não conseguiu a carteirinha da OAB (o que é compreensível, já que não é uma prova fácil) e revela achar injusto os formandos em Direito terem de prestar essa prova. Pois eu acho essa prova fundamental e imprescindivel. Atualmente - e infelizmente - há muitas pessoas ingressando no Direito só pelo dinheiro, visto que as carreiras jurídicas geralmente são bem remuneradas. Qualquer um que tiver dinheiro pode fazer uma redação e ingressar numa faculdade de Direito. Injusto, não? A prova da OAB serve exatamente como um contraponto a isso: é um filtro onde só quem realmente demonstra estar apto irá passar! Com relação à você, quando tu entrou na faculdade de Direito, já deveria ter em mente a dificuldade de tal exame e o empenho que deveria ter... Não é necessário cursinho preparatório, ESTUDE com afinco, mais do que já tens e conseguirá passar! Acredite no seu potencial!

  • Vinicius M. R. Emygdio diz: 20 de julho de 2012

    Caro articulista, na minha humilde opinião, embora a advocacia seja uma atividade desenvolvida por agentes privados, possui contornos nitidamente públicos, uma vez que essencial ao Estado Democrático de Direito. Dessa forma, fundamental que o candidato a ingressar nos quadros da OAB comprove um mínimo de qualificação técnica. Ora, é possível sim que o bacharel exerça a advocacia: basta apenas a aprovação no Exame de Ordem, cujo nível de dificuldade é extremamente inferior às provas aplicadas as demais carreiras jurídicas, como a magistratura.

  • P@ulo diz: 20 de julho de 2012

    Os bacharéis em Direito não estão abandonados, estão com falta de conhecimento para serem aprovados, também não há falta de respeito para com eles.
    O que acontece é que a OAB respeitando o direito do cidadão de ter um advogado competente para que o cliente não fique abandonado pela falta de conhecimento de um bacharel realiza um prova até simples, deveria ser mais exigente porque mesmo tem muito que não tem qualificação para advogar, para tentar oferecer profissionais qualificados a população.

  • Ana Contessa diz: 20 de julho de 2012

    Até qdo vão ficar chorando esse mesmo assunto??faça a prova da OAB e va ser um feliz advogado, todos bachareis podem fazer, ninguem esta tirando o direito de ninguem, vai la e faz,e fim de chororo!!

  • Marcia diz: 20 de julho de 2012

    É um absurdo que exista a prova da OAB. Ou provas qualificadoras existem para TODOS OS CURSOS, ou para nenhum. Porque só com o curso de direito? É óbvio que esta pressão existe por parte dos advogados, que estão criando uma subclasse dentro da área do direito. Um bacharel em direito tem que poder advogar, a faculdade prepara para isto. O PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO FOI UM ABSURDO, NO SENTIDO DE QUE É FLAGRANTEMENTE INCONSTITUCIONAL. EM ALGUM MOMENTO VÃO TER QUE REVERTER O QUE FIZERAM. O problema é que os bacharéis não tem como se unir, em termos de Brasil. Se houvesse uma maneira de que todos os movimentos protestassem em conjunto, daria para entrar com um projeto de lei estabelecendo que sim, o formando do curso em direito é um advogado. O curso prepara para isto, para a advocacia. Acho que no momento em que milhões de bacharéis se unirem para protestar, vão ser ouvidos. É INCONSTITUCIONAL. TODO MUNDO VÊ. TODO MUNDO SABE. MAS DEVIDO AO PODER DA OAB, AS COISAS SEGUEM ASSIM.

  • Joana Ribeiro diz: 20 de julho de 2012

    O curso preparatório para a prova da OAB deve ser a própria faculdade. Talvez nem todos se empenhem como deveriam durante a faculdade e, ao final do curso, não alcançam o resultado esperado na prova da OAB. Faculdade é dedicação, presença e atenção nas aulas, ainda que não possa revisar a matéria em casa. É utilizar todo o tempo que se está na faculdade para aprender. Talvez os estudantes devam pensar mais sobre isso enquanto estiveram no curso e se dedicarem mais as aulas.

  • Moacir Berwanger diz: 20 de julho de 2012

    Caro Carlos Alberto:
    Quando voce ingressou no curso de Direito voce não sabia sobre a prova da OAB?
    Você não tem capacidade/conhecimento para ser aprovado nesta prova?
    A sensação que me passa o teu artigo é a de que tu tens que buscar um melhor preparo para aprovação pois muitos são aprovados.
    Praticar o Direito sem competência não é justo.

  • mary diz: 20 de julho de 2012

    Porque você não investiu na política que sequer precisa estudar é só saber passar a conversa no povo, não terias tanto desgaste e despesas estudando,infelizmente cada dia que passa vejo que a educação é mera utopia perante os absurdos do dia-a-dia

  • Fraga diz: 20 de julho de 2012

    "Pouco falei da OAB, entidade de difícil definição jurídica, que tudo pode e nada deve, arrecada fortunas anualmente, não presta contas, não paga tributos de espécie alguma, não é fiscalizada por nenhum órgão, mas tem poderes que poucas possuem no cenário nacional. " Ótima definição para a OAB.

    Mas isto "cumprir fielmente os preceitos da honra, da justiça" se perdeu faz tempo. Se este juramento fosse cumprido, meliantes pegos em flagrante não teriam "advogados" os defendendo.

  • Iuri Fiedoruk diz: 20 de julho de 2012

    Realmente, quem se forma em direito deveria poder ser advogado diretamente. Dito isto, que o MEC acabe com essa montanha de cursos de direito pelo país todo que só servem para ter um diploma e começar a fazer concurso, pois direito virou um curso genérico de quem simplesmente precisa diploma superior para qualquer motivo e é uma PIADA!
    O que eu conheço de bacharel em direito que não serve nem para limpar a capa dos livros da lei tá fora do mapa. Não me venham querer deixar esse monte de incompetentes que estão aí advogar, pelo amor de deus!

  • Eduardo diz: 20 de julho de 2012

    Se acabarem com o exame da OAB vai virar bagunça!

  • Diego Ferreira diz: 20 de julho de 2012

    "(...) pois quem ainda não é inscrito na OAB não poderia proferir o juramento a pouco citado". Esse "A POUCO" explica porque o nobre bacharel não deve exercer a advocacia. Com todo respeito, o articulista sequer domina o básico do Português, então é preferível não expor a sorte de um desafortunado ao seu saber jurídico.

  • Rudnei Sabedra Medeiros diz: 20 de julho de 2012

    Triste situaçao no brasil e os aposentado,alhas aqui no Brasil ninguem defende os aposentados, nem o Paim nos defende mais,por isto nunca mais votarei em ninguem

  • joao arreguy diz: 20 de julho de 2012

    é isso tudo. é uma picaretagem geral. um bando de espertos sugeriu e se deu bem pois botou nas cabeças dos donos da OAB QUE todos os bachareis em direito deveriam fazer um vestibular para poder trabalhar.

    Logo a seguir montaram cursinhos particulares, caríssimos e começaram a VENDER A dita preparação para que o candidato alcance a tão desejada carteira.

    Por que a OAB não oferece esse CURSÃO gratuitamente para seus futuros contribuintes?

    Por que a OAB NÃO defende a ideia de todos fazerem um estagio tal qual os medicos residentes que além de tudo são remunerados?

    Por, dizer que, dizer não, perguntar: pra que oab? QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE A OAB PROPORCIONA A SEUS FREGUESES? MEROS CONVENIOS QUE TODOS NÓS JÁ POSSUIMOS?

    Me parece que a OAB EXISTE SOMENTE POR VAIDES, PAVONICES E VANTAGENS PARA SEUS DIRIGENTES QUE APARECEM E SE PROMOVEM AS NOSSAS CUSTAS.

    LUTE PELO DIREITO DE NÃO SER FILIADO NA OAB.
    LUTEMOS NO MÍNIMO PARA QUE SEJA FACULTATIVO O REGISTRO NA OAB.

  • Brasileiro diz: 20 de julho de 2012

    Acho que neste país já existem muitos benefícios e privilégios para os advogados, e todas as estruturas são montadas para isso. Quando outras carreiras forem valorizadas, como engenheiros, administradores, professores ou pesquisadores por exemplo, o país vai evoluir. Do contrário, viveremos em eternos recursos, mandados de segurança, liminares e outros recursos jurídicos que emperram tudo sempre, principalmente a justiça.

  • Felipe diz: 20 de julho de 2012

    Vão estudar e parem de ficar chorando.
    Nunca leram um livro na faculdade e ficam achando culpados pelo insucesso no
    exame da ordem. É triste ver isso.

  • Antonio Carlos diz: 20 de julho de 2012

    Tive o trabalho de fazer um levantamento na jurisprudência do TJRS acerca das petições ineptas. Basta ver o nº da OAB daqueles "advogados" que redigem iniciais ineptas. São todos recém formados, que passaram (não sei como) no exame de ordem e agora estão a prejudicar seus clientes propondo ações inócuas, ineptas, sem possibilidade jurídica, conflitantes na causa de pedir, e por ai vai. Já os recursos na maioria das vezes são cópia e cola de jurisprudência, sem existência de argumentos sólidos, da analogia e do direito comparado. Óbvio que a culpa é do despreparo do recém formado, cujos professores não pussuem capacidade técnica para repassar seus conhecimentos. Por isso a OAB impõe o necessário exame de ordem, para peneirar na medida do possível, os preparados dos despreparados.

  • Giovana diz: 20 de julho de 2012

    Se acabarem c/ a prova da OAB os cursinhos preparatórios perderão dinheiro, pois sem preparatório ninguém passa, os próprios professores da faculdade dão aula em preparatório, é uma prova difícil, c/ pegadinha, duvido que os advogados das antigas passariam, no tempo deles essa prova não existia, é incoerente, vc se forma e não é profissional.

  • Tiago José Fernandes diz: 20 de julho de 2012

    Sou acadêmico de Direito.Tenho colegas que não fazem a mínima ideia de quem foram Sócrates,Kant,Hobbes,Montesquieu,Adam Smith,Rousseau,dentre outros.Nunca leram um livro,tampouco lerão.Sequer leem jornais e não sabem nem o que é um editorial.São "gremiofóbicos" e 'interfóbicos" e passam as noites ouvindo jogos em seu modernos aparelhos e outros privilegiados assistem via internet.Em aula,não proferem uma palavra que tenha relação com os estudos e nas provas passam de um para outro o gabarito usando os torpedos do telemóvel.Alguns,mais ousados,fotografam as provas e as reproduzem no xerox,resolvendo as questões e passando por telefone para quem, em aula,não completa uma frase.Passam de ano e se formam,porque o Direito,para eles,é somente requisito para prestarem concurso público.Jogam papel e bagana de cigarro no chão,urinam fora do mictório e quando usam a privada não dão a descarga,tudo isso propositadamente.São quase selvagens no seu comportamento,talvez porque são os pais (pensando que eles estudam) que pagam suas mensalidades e demais despesas.Tenho aulas ministradas por mestres e por doutores,onde colegas,numa atitude de total desrespeito,assistem-nas de bermudas e chinelinho de dedo,isso quando não vão de bonés com o bico fincado na nuca.Ridículo.Formados,vão para o mercado de trabalho sem saber o artigo 5º da nossa Constituição e porque nunca trabalharam antes, rejeitam as ofertas porque pagam muito pouco.E quando vão "encarar" a prova da OAB,que sabatina o que eles deveriam ter aprendido,sucumbem a sua própria ignorância.Como o Direito nos privilegia com o estudo do contraditório,talvez,sejam estes que o nobre "colega" esteja a defender no seu artigo.

  • Tatiana diz: 20 de julho de 2012

    Se os estudantes de direito realmente estudassem durante os anos que fazem faculdade iriam passar na prova e acabou o drama. Direito é um curso no qual os estudantes passam os anos fazendo de conta que estudam, todos são aprovados nas cadeiras e se formam. A única prova decente que eles têm que fazer na vida é a da OAB, e não conseguem passar...tadinhos...vão colar a bunda na cadeira e estudar, simples assim!

  • Roberto machado diz: 20 de julho de 2012

    Realmente, o que acontece é que nos vivemos a chamada LEI DA OFERTA E DA PROCURA. Ou seja há muita oferta de Bachareis e muita oferta de Advogados e poucas causas, pouco serviço. Estamos vivendo a pior crise de todos os tempos na área juridica.
    Os que se formam e não conseguem passar na prova da OAB ficam totalmente abandonados com diploma na mão. Os que já são advogados, estão sem trabalho, porque os JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS, estão levando o que sobra da Defensoria Publica. Então é só ver. Não vale a pena fazer o curso de direito , porque não há trabalho. Somente há bastante oferta de concursos. SÓ CONCURSOS, ou trabalhar em algum escritório rico e bem conceituado.

  • Roberto machado diz: 20 de julho de 2012

    Sugestões : 1. Mudem imediatamente de Curso. 2. Estudem para qualquer concurso.
    3.Façam um abaixo assinado e peçam ao MEC que fechem a maioria das faculdades de direito do Brasil. 4. É terrivel, quem não passa na OAB fica sem nada, quem já é Advogado não tem trabalho, maioria dos Advogados não vivem mais exclusivamente da profissão a muito tempo. Sem contar aqueles que trocaram de profissão.

  • Ricardo Guedes diz: 20 de julho de 2012

    Será que não seria melhor o nosso colega Carlos Roberto estudar mais e reclamar menos? Afinal de contas um bacharel em direito pode ser nomeado para determinados cargos públicos que não necessitam de aprovação no exame de ordem, os quais pagam muito mais do que o oferecido para um advogado em início de carreira. ESTUDE MEU QUERIDO.

  • João Augusto diz: 20 de julho de 2012

    ...JÁ FIZ 08 PROVAS DA OAB E LHES AFIRMO! NÃO SOU CONTRA A PROVA, SOU COMPLETAMENTE A FAVOR! O PROBLEMA ESTÁ NA FORMA DE APLICAÇÃO! A PROVA É FEITA PARA CLÍNICO GERAL E NÃO PARA ESPECIALISTA EM PENAL, TRABALHISTA E AFINS...QUEREM QUE O BACHAREL SAIBA UM POUCO DE CADA DISCIPLINA!
    ...ALGUMAS DISCIPLINAS O ADVOGADO TEM ORBIGAÇÃO DE SABER, PROCESSOS, CONSTITUIÇÃO, ETC... MAS SER ESPECIALISTA EM TRABALHISTA, PENAL, CIVEL, CONSTITUCIONAL, AMBIENTAL, TRIBUTÁRIO, DIREITOS HUMANOS, ECA, CDC, ÉTICA, FAMILIA, DIP, .....ACHO DIFICIL NEH!!!???...NEM PONTES DE MIRANDA!!!

  • Thenio Fonseca diz: 20 de julho de 2012

    Se é preciso ser aprovado no exame da OAB para advogar, por que não pular a etapa da faculdade de Direito, isto é, fazer SÓ os cursinhos preparatórios, estudar bastante, passar no exame da Ordem e provar que é apto a advogar????? Me parece que sem o exame da Ordem a faculdade vale muito pouco. Ou estou enganado?

  • Ana diz: 20 de julho de 2012

    É isso ai! Pergunto-me também por que fazer a tal prova da OAB? Tenho que provar que sou capaz para uma classe? Classe de que mesmo? Ah, sim, não vale nada mesmo estudar durantes anos, fazer estágio, discutir e buscar pelo conhecimento que esta além de normas instituidas. No final você precisa responder umas questões que não te acrescentam em nada. Tudo para ser e ter mais um número, mais um controle. Pois, somos só isso um número. Se não o tem, não és ninguém. E azar é o teu.
    Para os que defendem a prova, tudo bem. Porém, penso que a prova deveria ser aplicado para os advogados de cinco em cinco anos, para uma reclicagem. A constituição muda a todo ano, leis existem aos montes. Será que esses advogados estão defendo seus clientes com todo aparato disponível? Ah, não! Para que, né! A OAB iria perder muito com isso. E fazer os advogados estudarem, ah não. O problema é dos bacharéis.
    E por que não pensar em uma prova também para os arquitetos, engenheiros, economistas, administradores, nutricionistas, enfermeiros, médicos, fisioterapeustas? Eles também lidam com a vida dos outros. Ah, não, né. Eles não. O curso já os preparou. Prova só para o Direito, o curso que não prepara um proficional.

  • Dirnei Bandeira diz: 20 de julho de 2012

    Concordo com várias opiniões aqui colocadas, inclusive contigo João Arreguy, no entanto, ao procurar um advogado, é muito bom saber que ele tem um mínimo de conhecimentos para defender a minha causa, e assim deveria ser feito com todas as outras profissões. Uma grande verdade deve ser dita quantas vezes for necessário: em todas as áreas do conhecimento, direito, engenharia, informática, medicina, letras, pedagogia, administração, ciências contábeis e todas as outras existentes, há os que se formam e não sabem nada, apenas portam o canudo. É a expansão das universidades, muitas com cursos à distância, sem as mínimas condições de formar. Seguidamente aparecem na mídia escândalos de toda ordem, como provas e redações não corrigidas, compra de monografia, plágio. Contudo, fico com o exame de ordem da OAB.

  • Ana diz: 20 de julho de 2012

    É isso ai! Pergunto-me também por que fazer a tal prova da OAB? Tenho que provar que sou capaz para uma classe? Classe de que mesmo? Ah, sim, não vale nada mesmo estudar durantes anos, fazer estágio, discutir e buscar pelo conhecimento que esta além de normas instituidas. No final você precisa responder umas questões que não te acrescentam em nada. Tudo para ser e ter mais um número, mais um controle. Pois, somos só isso um número. Se não o tem, não és ninguém. E azar é o teu.
    Para os que defendem a prova, tudo bem. Porém, penso que a prova deveria ser aplicado para os advogados de cinco em cinco anos, para uma reclicagem. A constituição muda a todo ano, leis existem aos montes. Será que esses advogados estão defendo seus clientes com todo aparato disponível? Ah, não! Para que, né! A OAB iria perder muito com isso. E fazer os advogados estudarem, ah não. O problema é dos bacharéis.
    E por que não pensar em uma prova também para os arquitetos, engenheiros, economistas, administradores, nutricionistas, enfermeiros, médicos, fisioterapeustas? Eles também lidam com a vida dos outros. Ah, não, né. Eles não. O curso já os preparou. Prova só para o Direito, o curso que não prepara um profissional.

  • roberto alvm diz: 20 de julho de 2012

    O exame da Ordem dos Advogados do Brasil é fundamental. O número de faculdades existente não prepara os alunos com deveria. Agora, se um bacharel não consegue acertar 50% (cinquenta por cento) da prova não tem condições de atuar como advogado. Infelizmente. Estude mais. É o que esta lhe faltando.

  • Lucas Mondelo diz: 20 de julho de 2012

    chiando sem motivo, é isso que o autor está fazendo.

    O Brasil tem inúmeras faculdades sem qualidade. Vão estudar e passar no exame ao invés de ficar reclamando. Tá cheio de gente com uma formação risível sendo barrado na OAB.

    Se você não é uma delas, não se preocupe em miar sem motivo

  • RICARDO HENRIQSON CIMIRRO diz: 20 de julho de 2012

    Se todos estudassem como deve ser, não haveria essa choradeira toda. Em vez de reclamar da OAB, deveriam é estudar mais.

  • Nando; diz: 21 de julho de 2012

    Bela carta redegida, é como se formar e não ter forma, é como comprar algo e não poder usar, é como pagar a conta pelo que não comprou, e os cursinhos agradecem, será que não seria mais fácil só fazer o cursinho e fazer a prova da OAB, para que fazer vestibular e apreender durante 5 anos com um mestre, se a questão em si é uma carteira eu faria um concurso, meu pai sempre dizia que um bom homen não precisa de de carteira e sim de respeito e honra ao nome.

  • cleber dorneles diz: 21 de julho de 2012

    Essa é uma "chave" de poder, dinheiro e influência, que está fechada há muito tempo. E parece que ninguém vai abrir. Gostaria de saber porque a OAB não leciona nas faculdades e universidades brasileiras, uma vez que arvora para si a pretensa ideia de selecionar qualitativamente àqueles que prestam sua prova. Enquanto se enchem de dinheiro o governo é quem gasta com a formação do futuro advogado. Assim é fácil. O BRASIL É REALMENTE O PAÍS DOS ESPERTOS.

  • Virgílio Melhado Passoni diz: 21 de julho de 2012

    Embora não sendo advovado,ou melhor dizendo, não sou diplomado em nada,presumo que na vida á prática seja bem mais importante que a teoria.Se a lei tornace obrigatória para milhares de advogados que atuam no Brasil para fazer esse exame da OAB,mesmo advogados renomados e capazes que estão atuando, com certeza reprovariam nesse exame.

  • Aparicio Dorneles diz: 21 de julho de 2012

    Quando leio certas materias relacionadas ao assunto exame da ordem, sinceramente fico constrangido com os assuntos comentados logo após. Vejo que as opiniões se dividem e que muitos criticam ferrenhamente àqueles que críticam as provas. E quero deixar aquí também o meu repúdio e revolta por tal coisa. Para exercer a medicina o formando de tal área não é preciso "fazer prova" para isso. Tem sujeito que se forma em Direito, passa no "BENDITO EXAME DA ORDEM" pronto... Seja feliz vai advogar... Defender seus "clientes". E a vida pregressa desse cidadão? E a folha corrida dele" Que em muitas firmas e ofertas de emprego exigem dos seus pretendentes a um cargo? Será que também em vez de cobranças ás vezes infundadas não seria bom também dar uma olhadinha como está o passado do futuro advogado???

  • Carmem Jardim diz: 21 de julho de 2012

    Quem não consegue passar em uma prova em que se exige o mínimo de conhecimento jurídico, não pode realmente pleitear o exercício da profissão de advogado. O bacharel em direito tem que estar apto para atuar, se não demonstra conhecimento básico, sinto muito, que vá estudar.

  • Rui Telmo Fontoura Ferreira diz: 21 de julho de 2012

    Prezados Senhores,
    Paz e Bem!

    Esse é um assunto de alta complexidade por que envolve grandes interesses econômicos/financeiros, que são legais, mas acima de tudo são imorais.
    A democracia exige o que a Constituição Brasileira estabelece, portanto, a fragilidade do conhecimento não será consolidada com uma simples prova "mercantilista" da OAB, e sim, com o fortalecimento do ensino no país, através do exemplo, da dedicação, do cumprimento do dever, das obrigações, para uma ampla garantia do direito, em harmonia com os anseios e as aspirações libertárias de um povo.
    Mas, infelizmente, vamos continuar fazendo de conta que a prova/OAB credencia um bacharel, e o OAB acreditando que credencia um bacharel ao exercício da advogacia.
    Assim, vamos caminhando e cantando e "me engana que eu gosto" que "A Força do Direito deve superar o Direito da Força", como dizia Rui Barbosa.
    Cordialmente,
    Rui Telmo

  • luciano diz: 21 de julho de 2012

    Pura choradeora de incompetente. Eu e muitos dos pilotos de aviao do pais tivemos que passar por um aerocluble, nele prestamos pelo menos 3 checks e 3 bancas do DAC (e tinhamos feito curso homologado, este devia nos dar o direito de voar sem uma prova no final) fizemos um psicotecnico que permitiu concorrermos a um vestibular (caso único no pais), terminamos uma faculdadede bacharelado em ciencias aeronauticas, entramos em uma companhia aérea e somos checados pelo menos 2 vezes ao ano, com possibilidade de insussesso e perda do emprego, pra voar pra fora precisamos uma certificação internacional de proficiencia em lingua inglesa, e ainda todo o ano prestamo-nos a um exame médico minucioso, o que no caso de insussesso nos impede o exercício da profissão. Por isso que eu acho que uma provinha da OAB é bico.

  • Bruna Menegon diz: 1 de setembro de 2012

    Sou estudante do terceiro ano do ensino médio, me formo no final do ano e pretendo cursar direito, e mesmo "inexperiente" no caso da OAB sou a favor, pois passar em uma faculdade particular como a unisinos é fácil, a OAB serve para ver se realmente e empenhei para ser uma boa advogada ou juíza (que é a profissão que pretendo seguir), acho que esta na vontade da pessoa em se dedicar totalmente nos 5 anos que esta dentro da faculdade, nunca me aprofundei a respeito de como é a prova, minha prima se formou no começo do ano e já passou, então acredito que não seja algo tão impossível como dizem, basta ter vontade. E você Carlos, que talvez ainda nao conseguiste passar, estude que você vai conseguir!!

  • Carlos Roberto Prates Thomas diz: 29 de setembro de 2012

    Só gostaria de lembrar que no último exame de ordem a reprovação foi de 85%. Com exceção da UFRGS, UFSM e UFPEL que aprovaram respectivamente 70, 65 e 57% de seus alunos o resultado das demais instituições foi muito baixo. A instituição particular que mais aprovou teve 33% de aprovados. PUC e UNISSINOS aprovaram aproximadamente 20%. A aprovação não é impossível, ela é apenas bem mais difícil para quem não estuda em Universidade Federal ( classe privilegiada da sociedade ) e para quem não tem dinheiro para pagar faculdade privada mais cursinho. Notem que a UFRGS foi recentemente considerada a melhor faculdade de Direito do Brasil e mesmo assim 30% de seus alunos foram reprovados.

  • WANDERLY AGUIAR OLIVEIRA diz: 10 de novembro de 2012

    "PORQUE ACEITAMOS UM EXAME APLICADO PELO MEC

    E o fim do exame aplicado pela OAB...

    *Reynaldo Arantes

    O Exame de Ordem da OAB já tem 16 anos de vida, é um “aborrecente” criminoso e marcado para morrer.

    Criminoso, pois é estelionatário e usado para gerar recursos “não contabilizados” totalmente sem fiscalização, massacrando a vida de centenas de milhares de bacharéis em Direito em nome dos milhões arrecadados a cada exame.

    Hoje podemos afirmar com provas documentais que estelionatária não é a educação e sim a prova aplicada pela OAB. Documentos oficiais da OAB mostram que são feitas duas respostas díspares para questões de 1ª fase, de forma a reprovar os históricos 60 a 75% de examinandos.

    Provamos documentalmente que a OAB e seus cúmplices dão notas diferentes para quem responde igual – e certo !!! – na 2ª fase, de forma a reprovar mais um tanto de colegas, para que os índices de aprovação final fiquem dentro dos “critérios” definidos pela OAB...

    O VII exame provou ainda, que as mesmas “ferramentas” podem ser usadas para aprovar, pois a Fundação Getúlio Vargas demonstrou claramente esta possibilidade, ao aprovar 73% de seus alunos, mais que todas as federais e com a 2ª instituição privada aprovando 52%...

    Em síntese, a prova da OAB aprova quem quer e reprova quanto quer...

    É um crime mais que hediondo, pois destrói famílias levando fome e depressão a centenas de milhares de colegas a cada exame, alimenta consultórios de psicólogos e psiquiatras, gera suicídios e traumas irrecuperáveis.

    E tudo isto por dinheiro.

    A cada exame há sempre mais de 100 mil candidatos inscritos que pagam R$ 200,00 para se inscreverem. São 3 exames no ano... Estamos falando de no mínimo 60 milhões de reais arrecadados totalmente sem fiscalização e sem controle.

    Isto porque, desde a ADI 3.026 de 2007, relatada por Eros Grau (“empurrado” pela OAB por meio do 5º Constitucional) e aprovada mesmo com votos contrários como do Ministro Joaquim Barbosa por exemplo, a OAB não é nem pública e nem privada. É impar !!! É sui generis... É a única entidade/empresa ou seja lá o que for, que NÃO PRESTA CONTAS A NÍNGUÉM !!!

    Recentemente, o site Consultor Jurídico (ConJur) registrou um bate-boca entre um conselheiro federal com o presidente Ophir Cavalcante durante plenária da OAB Nacional. O Conselheiro, responsável por auditar as contas da OAB declarou que ele NÃO TINHA ACESSO aos detalhes da prestação de contas dos valores arrecadados COM AS ANUIDADES recolhidas pelos advogados brasileiros.

    Imaginem então as dezenas de milhões arrecadados com as taxas do exame da OAB !!! E reiteramos, a OAB NÃO PRESTA CONTAS A NINGUÉM, pois é uma pessoa jurídica ÍMPAR nos ordenamento nacional...

    Temos, portanto as provas de manipulação documentadas para provar a reprovação e os motivos que levam a esta manipulação criminosa...

    O pesadelo dos atuais líderes da OAB que sabem o destino destas dezenas de milhões saqueados dos bacharéis todo ano, é o PL 2.154/11 do Deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) que revoga o art. 8º, inciso IV da lei 8.906/94 e acaba com o exame aplicado pela OAB. É o mesmo texto já apresentado na Câmara em 2005 por Max Rosenmann (PMDB/PR), em 2006 por José Divino (PMDB/RJ) e em 2007 por Edson Duarte (PV/BA) e Jair Bolsonaro (PP/RJ). O mesmo teor – fim do exame por sua inconstitucionalidade – é do Projeto do Senador Gilvam Borges de 2006 no Senado Federal.

    Os 5 projetos dos deputados já tiveram sua aprovação no Relatório do Deputado Pastor Marco Feliciano (PSC/SP) na Comissão de Constituição e Justiça.

    O Deputado Eduardo Cunha no entanto, obteve a assinatura de 9 líderes para a apreciação em regime de Urgência Urgentíssima na Câmara. Assinaram Jilmar Tatto (PT), Henrique Alves (PMDB), Guilherme Campos (PSD), Lincoln Portela (PR), Arthur Lira (PP), Sandra Rosado (PSB), André Figueiredo (PDT), Jovair Arantes (PTB) e André Moura (PSC).

    O Presidente da Câmara, Marco Maia negocia para colocar o requerimento e o projeto em votação até o final deste ano. É compromisso assumido com os bacharéis e com os líderes de bancadas.

    O MNBD OABB, mostrando as provas de manipulação trabalha o apoio de outros líderes partidários, como de Luciana Santos (PC do B), Antonio Bulhões (PRB), Ronaldo Caiado (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Chico Alencar (PSOL) e Rubens Bueno (PPS). A forma de se obter apoio é aceitando uma troca da OAB pelo MEC na aplicação do exame.

    A troca do exame, saindo das mãos da OAB e passando para o MEC foi criação do Senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) - PLS 43/2009 - que prevê que TODOS os cursos de nível superior tenham uma prova de avaliação aplicada pelo MEC.

    A propositura deste projeto foi originada na participação do Senador (atual Ministro da Pesca) em uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos no Senado em março de 2008, organizada pelo Senador Paulo Paim (PT/RS) para se debater o exame aplicado pela OAB.

    O MNBD OABB apoiou integralmente o projeto desde o inicio com decisão unânime de nosso colégio de líderes (formada pela direção nacional e os presidentes estaduais da entidade) por vários motivos:

    - Com a revogação do exame aplicado pela OAB, um exame aplicado pelo MEC só entraria em vigor após sua regulamentação. Ou seja, para os já formados bastaria o diploma para sua inscrição na OAB.

    - O exame aplicado pelo MEC seria republicano, ou seja, NÃO seria feito para reprovar e sim, aferir conhecimento acadêmico adquirido nos 5 anos de faculdade.

    - Um exame aplicado pelo MEC seria justo, exigindo o currículo básico (13 matérias) instituído pelo Ministério, sem as matérias optativas (26 matérias) que complementam o curso a critério de cada Universidade e, principalmente, sem as matérias que nem fazem parte do currículo das faculdades, como jurisprudência por exemplo...

    - Um exame aplicado pelo MEC seria acessível, pois não teria taxas de R$ 200,00, se houver taxas, pois o MEC não faria o exame para ser uma máquina de gerar dinheiro... E o MEC presta contas do que arrecada (como as taxas de R$ 30,00 do ENEM) ao Tribunal de contas da União....

    - Um exame aplicado pelo MEC seria constitucional, pois seria aplicado ANTES da diplomação e colação de grau e feito por um Órgão Público responsável pela Educação, ao contrário da indefinida (lembre-se: Ímpar) OAB...

    - Um exame aplicado pelo MEC seria democrático, pois a OAB poderia acompanhar e opinar sobre sua aplicação, da mesma forma que a OAB hoje é consultada sobre abertura de novos cursos de direito. Tudo bem que a OAB sempre nega a abertura e o MEC não dá a mínima atenção às negativas e segue os critérios técnicos próprios.

    Há ainda a questão politica e social. A esmagadora maioria dos senadores apoia desde 2007 o fim do exame aplicado pela OAB, mas entendem que exames são necessários para controlar o nível da educação fornecida pelas Universidades. É o caso emblemático do Senador Cristovam Buarque que é contra o exame da OAB, mas só aprova com a mudança para o MEC aplicar um exame de proficiência.

    Na Câmara, onde há 2 anos concentramos nossos esforços – O PL 2.154 é de 2011 – não é diferente. Os deputados – apresentados às provas de manipulação – apoiam o fim do exame da OAB, desde que um exame passe a ser realizado pelo MEC.

    E temos parlamentares de destaque da Bancada dos Advogados nesta posição, caso do Dr. Grilo (PSL/MG), Hugo Leal (PSC/RJ) e do ex-presidente da OAB MS Fábio Trad (PMDB/MS), que ao conhecerem as provas de manipulação que a OAB vem fazendo, passaram a apoiar a troca do exame da OAB pelo MEC.

    É sintomática esta posição, pois a sociedade em sua maioria já foi manipulada para acreditar que os bacharéis em direito são vítimas de um estelionato educacional como prega a OAB. É uma meia verdade, pois o sistema educacional brasileiro desde o fundamental está se expandindo, não há formação de professores de qualidade no mesmo ritmo e a formação de nossos jovens desde a entrada na escola é deficitária. Pela lógica, não é diferente nas Universidades.

    Assim, como astutamente a OAB alardeia, é necessário um exame para “proteger” a sociedade de profissionais não qualificados. É... A sociedade desconhece as manipulações e os motivo$$$ da OAB reprovar 85, 90% dos examinandos e – conhecedores da realidade educacional brasileira – dão razão e veem como verdadeiras as afirmações da OAB.

    Os parlamentares no Congresso Nacional têm apenas mais informações, mas são “espelhos” da opinião pública e também entendem que exames de proeficiência são fundamentais no final dos cursos superiores.

    O Executivo também tem esta visão. Basta reiterar a posição do Ministro Marcelo Crivela em seu projeto de lei e os comentários recentes do Ministro Padilha da Saúde sobre exame para médicos a serem aplicados pelo MEC.

    Destacamos portanto, que um exame aplicado pelo MEC tem nosso total apoio desde 2009, que o importante é revogar o exame inconstitucional e criminoso aplicado atualmente pela OAB e que desta forma pretendemos obter apoio parlamentar suficiente para aprovar o PL 2.154/11 na Câmara ainda este ano, negociar uma tramitação rápida no Senado e esperar a sanção pela Presidenta Dilma Rousseff, cuja neutralidade nesta questão nos é conhecida desde sua campanha presidencial.

    Estamos trabalhando para que os partidos por meio de suas lideranças aprovem o Projeto do Deputado Eduardo Cunha com esta pequena mudança a ser feita em Plenário, mantendo o texto original e apenas acrescentando “O exame passará a ser aplicado pelo MEC conforme regulamentação”.

    Buscamos ainda apoio do Ministro Marcelo Crivella para que gestione junto a Presidenta Dilma para que, ao ela sancionar o Projeto de Lei, que por Medida Provisória ou Decreto institua exames de proficiência para TODOS os cursos superiores como preceitua o PLS 43/09 do senador Crivella.

    Seria uma forma de aferir a educação superior no país, garantir uma qualificação básica de todos os formandos e dar rumos claros e justos sobre as necessidades de correção da Universidades.

    Até por formação, os bacharéis em Direito sempre lutam por justiça e aperfeiçoamento da Democracia, razão pela qual lutamos pelo fim do exame estelionatário aplicado pela OAB e pela implantação de uma avaliação justa a ser realizada pelo MEC.
    *Reynaldo Arantes é radialista e jornalista registrado no MTE, bacharel em Direito e Presidente Nacional da OABB MNBD."(aspas no final do texto, nossas).

  • Marcelle Alves diz: 23 de novembro de 2012

    Não se deve confundir as coisas. Nós fazemos um curso chamado Direito e não Advocacia. Ou seja, como qualquer outra profissão que exige o curso, tais como: Delegado, Promotor, Juiz, Defensor, é necessário se prestar a realizar uma prova para o exercício da profissão de Advogado. Não esqueçam que os outros cursos não dão essa opção de exercerem diversas profissões, mas tão somente uma. Assim é o caso do Médico e que mesmo assim, se quizer permanecer em uma area específica terá que fazer residência que é até mais difícil que a prova da ordem.
    Sou totalmente a favor do exame. Apenas discuto questões de valores, como já vi alguns comentários aqui. E não sou a favor tão somente pq acabei de passar em pleno 10º periodo, mas sempre fui a favor de um exame que fizesse esse tipo de avaliação, inclusive, defendo para TODAS AS PROFISSÕES.
    Ressalto ainda que, a prova da OAB não bixo de sete cabeças algum, estudou durante todo o curso? Passou. Falo isso por experiência própria que passei na primeira vez que fiz, ainda no 10º periodo e sem gastar com cursinho.

    Parabéns àqueles que não querem estudar e querem facilidade. Pois todos sabemos e não é novidade, que a quantidade de faculdade rídiculo e mediocre que existem por aí é enorme.

  • Marcelle Alves diz: 23 de novembro de 2012

    "É um crime mais que hediondo, pois destrói famílias levando fome e depressão a centenas de milhares de colegas a cada exame, alimenta consultórios de psicólogos e psiquiatras, gera suicídios e traumas irrecuperáveis."

    Nossa, gente

    Que exagero!! Quer dizer que o cara vai passar fome pq não foi aprovado no exame da ordem? Tem dó né? Vai passar fome pq não quer arrumar emprego. Pq na pior das hipoteses ele pode conseguir emprego como bacharel.

  • adriana de castro diz: 17 de dezembro de 2012

    Karla querida,esses que passam não são super dotados ou coisa parecida. Se vc não sabe, esses que passam não tem conhecimento de toda ciência jurídica, ou seja, também não sabem tudo. O que acontece é que essas pessoas podem estar em dia de sorte e cair o que elas sabiam para conseguir passar na prova, só isso. Essa prova não mede conhecimento nenhum, pois, se assim fosse, não teriamos tantos advogados com carteira da OAB fazendo tanta besteira. Voce Concorda???

  • Manoh diz: 29 de janeiro de 2013

    Deixemos claro uma coisa aqui. O exame não serve como medidor de competência para a prática da advocacia. Porque se fosse assim não precisaria existir contestações, emendas, réplica, tréplica, etc. Essa de que o cidadão deve ser protegido do mau advogado é conversa pra boi dormir. Psicologia inversa, isso sim. O cidadão deve ser protegido sim, mas é desses advogados arrogantes e altamente captalistas, que não têm a mínima consideração em defender os direitos de uma criança, por exemplo, se os pais não tiverem como ressarcir seus honorários. Me formei em Direito para ser um advogado, mas diante de tantos absurdos que presenciei na faculdade, me recuso a prestar esse exame de ordem. Ser advogado está muito acima de ser submisso ao exame da OAB.

  • Marcelle Alves diz: 30 de janeiro de 2013

    Réplica, Tréplica, Contestação.. Não tem qualquer relação com seu advogado ruim.. Acho que tá faltando um pouco de conhecimento sobre esses recursos do direito. Perdão.

  • Jorge Rodrigues Coelho diz: 22 de março de 2013

    Acho que quem defende o Exame de Ordem da OAB, fora os que gastam esse rio de dinheiro cobrado de quem faz a prova, são mais idiotas e imbecis porque diz apoiar algo que sequer conhece, porque se conhecesse o Direito jamais apoiaria algo PODRE e IMORAL, além de INCONSTITUCIONAL.

  • JOÃO BATISTA SUAVE diz: 7 de maio de 2013

    A/C DA VOSSA SANTIDADE PAPA "FRANCISCO"

    NOTÁVEL PAPA FRANCISCO:

    Nós Bacharéis em Direito do Brasil, pedimos o Vosso apoio em nossa árdua luta, que ja perdura desde o ano de 1994, pedimos que ore por nós principalmente, pois temos fé em DEUS e em ti. Gostariá-mos de ter o direito ao livre ofício do trabalho, já que atendemos as exigências da LEI de nosso PAÍS. infelizmente, vemos nosso direito ser suprimido pela OAB(ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL), que insistemente discrimina aqueles que não passam no seu EXAME IMORAL, ANTIÉTICO, INJUSTO, DESUMANO e com o fim específico de arrecadar milhões com suas taxas exorbitantes, mantendo a quase uma década a sua reserva de mercado.
    Ressalta-se que seu EXAME imposto, não têm nenhuma função pedagógica para acrescentar à aqueles que já concluiram a faculdade(universidade).
    Há milhões de Bacharéis em Direito no Brasil que muita dificuldade conseguirarm formar com aprovação do MEC, hoje são impedidos de exercerem com dignidade sua profissão.
    Enfim, Vossa Santidade que o MESTRE JESUS CONTINUE TE ILUMINANDO SEMPRE.

    São Paulo - SP, 26 de Abril de 2.013

    Cordialmente,

    JOÃO BATISTA SUAVE
    PRESIDENTE NACIONAL DOS BACHARÉIS EM DIREITO DO BRASIL

  • Marcelle Alves diz: 7 de maio de 2013

    Ao papa??? Essa foi boa..

  • Marcelle Alves diz: 7 de maio de 2013

    Caro, Jorge.
    Sou apoiadora do Exame e tanto o conheço que tive que passar por ele para Advogar.
    Quem parece desconhecer são pessoas como você que dizem ser inconstitucional sem qualquer embasamento legal. Algumas coisas no Exame tem sim que mudar, mas extingui-lo seria retrocesso. Observe que existem outros conselhos buscando realizar o Exame por acreditar ser a melhor opção para resguardar as profissões.

  • ROSANGELA DA SILVA COUTINHO diz: 15 de maio de 2013

    OAB não tem competência para realizar Exame de Ordem! Segundo o artigo 22, inciso I , da CF/88 compete privativamente à União legislar sobre o Direito do Trabalho e não a OAB. Compete privativamente ao Presidente da República e não a OAB sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução(art. 84, IV, da CF/88). São as universidades que gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão(art. 207,CF) e não a OAB. Para concluir, diz o artigo 48 da LDB que, OS DIPLOMAS DE CURSOS SUPERIORES RECONHECIDOS, QUANDO REGISTRADOS, TERÃO VALIDADE NACIONAL COMO PROVA DA FORMAÇÃO RECEBIDA POR SEU TITULAR. Esse é o motivo dessa petição, tirar o exame de ordem do controle da OAB, em obediência a lei e repassar para quem de direito é competente, o MEC.

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