Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de julho 2012

Leitor-repórter: Problemas no transporte em Guaíba

31 de julho de 2012 0
Fabiane de Souza Santos*


A empresa de ônibus Guaíba está desrespeitando a população Guaibense. Há alguns anos inventaram um terminal único de ônibus para unificar 4 bairros (São Franscisco, Bom Fim, Pedras Brancas e Jardim dos Lagos). Cada um desses bairros tinha seu ônibus para Porto Alegre, agora cada bairro tem micro ônibus que leva até um terminal.

Lá, tem um ônibus para levar todos os quatro bairros para PoA, vai passando pelo centro de Guaíba  pegando mais e mais passageiros. O ônibus vai tão cheio que parece uma lata de sardinha.  Vai devagar devido ao excesso de passageiros. Lembro que antes quando fazia o trajeto, às 7 horas da manhã, chegava na Ponte do Guaíba às 07h e 20 min., pois hoje com o terminal “eficiente” chamado Sistema Tronco Alimentador, por exemplo saímos às 07h da manhã chegamos na Ponte do Guaíba por volta de 08h e 30 min, se não houver engarrafamento, acidente ou passeata de alguém.

Além disso quando voltamos para Guaíba no fim do dia prometeram que cada bairro teria seu micro ônibus para voltar para seu bairro, quando tem micro eles juntam dois três bairros em micro ônibus só, além que todos vão desconfortáveis fica mais demorado para chegarmos em casa. E mais agora como todo esse frio, eles deixam as pessoas na rua esperando. E se alguém reclama o fiscal quase bate nos passageiros. Essa semana o fiscal chamou uma passageira de “velha” e ameaçou outra passageira.
Eles falam de qualquer jeito com os passageiros. Teve um dia que presenciei esse fiscal e um dos motoristas responderam para uma passageira que se não gostarem que juntem os bairros nos micro ônibus, que fiquem então passando frio no terminal até liberar um ônibus.

Contraponto

Flávio Píccoli, gerente de operações da Expresso Rio Guaíba, informa que a média de passageiros que usam a linha diariamente está dentro do previsto pela empresa. Diz que ocorre um monitoramento constante da demanda e que horários extras são disponibilizados conforme a média de usuários vai crescendo. Atualmente, segundo ele, essa linha possui 18 carros, com capacidade para 55 passageiros sentados e 55 em pé. Na semana passada, no horário das 7h da manhã, a média de usuários foi de 86.

*Auxiilar Administrativo


Foto do Leitor: Fim de Tarde

31 de julho de 2012 0

Egon Leo Steinke fotografou o entardecer em Santa Teresa, interior do município de Catuípe-RS.

Artigo: Atletas heróis

31 de julho de 2012 3

Luciano d’Avila*

Atletas brasileiros de esportes individuais que conquistam medalhas devem ser considerados heróis. Penso que as lágrimas de Felipe Kitadai foram mais de desabafo do que apenas alegria. 
Empresários e governos em geral só lembram dos esportes individuais na Olimpíada. Nos raros casos em que patrocinam atletas, só o fazem depois que estes conseguiram se virar sozinhos ou com seus clubes e não sucumbiram a anos de esforço próprio sem dinheiro e desprezo geral do empresariado. 
Depois que o atleta ganha e aparece, os empresários vêm correndo oferecer patrocínio. Não é à toa que o Brasil ganha tão poucas (mas bem merecidas) medalhas. Os empresários e os políticos não querem plantar e, muito menos, cuidar da plantação. Só querem colher, e bem rápido. E a mídia também não reconhece os que plantam. A seguir, temos um exemplo.
A mídia do eixo Rio-São Paulo destaca apenas o clube atual da ginasta Daiane dos Santos, o Pinheiros, de São Paulo. Menospreza o Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, que investiu muitos anos na formação da atleta. Sem nenhum apoio empresarial, contando tão somente com a mensalidade dos sócios do clube (entre eles, eu), o União mantém instalações razoáveis, contratou técnico estrangeiro para treinar a equipe e enviou Daiane a competições no Brasil e no exterior. Nem uma linha nos jornais. 
Eis que ela ganha o Mundial de Ginástica. As imprensas paulista e fluminense exultam a atleta, mas ignoram o clube que a formou. Assim como ignoram o Centro Estadual de Treinamento Esportivo do RS e a professora estadual que descobriu Daiane ao vê-la movendo-se com desenvoltura em um brinquedo “trepa-trepa” de uma praça da Capital, e lapidou o seu talento. Infelizmente, tanto o centro quanto a professora, são muito mal amparados financeiramente. 
Agora elogiam-na e destacam como atleta do Pinheiros. Nada contra este clube, mas, sim, contra a imprensa míope e bairrista do eixo Rio-São Paulo, e aquela que se diz esportiva (na verdade, é futebolística) no Brasil inteiro. Fazem um verdadeiro trabalho para tentar assassinar o esporte amador no país. Falo não apenas pelo Grêmio Náutico União, mas, pela Sogipa, também de Porto Alegre, e pelas dezenas de outros clubes que são de outro Brasil, completamente ignorado pelas mídias paulista e fluminense. Para estas, o Brasil é apenas São Paulo e Rio de Janeiro e, eventualmente, Minas Gerais. O resto… Bem, é o resto.

*Funcionário público

Foto do Leitor: Prova de amor

30 de julho de 2012 3

Alain Ryff fotografou um ato  que não ocorre todos os dias. Na janela do apartamento, em Capão da Canoa, o romântico assina te amo, a prova de amor.

Artigo: Vacina da gripe A e políticas públicas de saúde

30 de julho de 2012 0

Paulo Afonso Brum Vaz*

Saúde é um direito fundamental de todos a que correspondem prestações estatais. Em outras palavras, políticas públicas que concretizem e garantam condições de saúde à população. Esse mínimo social é dever de qualquer Estado Democrático de Direito, embora a controvérsia sobre os limites das prestações respectivas, sobretudo nas crises capitalistas, renda muito.
Ninguém ignora que o sistema público de saúde brasileiro é deficitário, para dizer o menos. À míngua de políticas públicas, a saúde dos brasileiros, aos poucos, vai sendo trespassada à iniciativa privada. O processo de privatização dos serviços públicos essenciais é moeda corrente. A tal de judicialização das políticas públicas de saúde é a prova disso.
O capitalismo, de sua vez, tem sempre interesse de ampliar o mercado. Antevê no adoecimento da população, nos surtos, nas epidemias, nas pandemias, naturalmente, uma oportunidade de negócios. A eficiência e a ambição por lucro estão na racionalidade da modernidade, somos homo economicus – embora seja ético tentar resistir ao apelo consumista/ materialista. Nada de errado, isso salva vidas.
Se ficarmos apenas nos serviços públicos essenciais, que hoje são oferecidos pelo Estado a custo baixo ou gratuitamente (saúde, segurança, educação, transportes públicos e até mesmo a justiça), vamos ver que eles despertam a cobiça capitalista. São rentáveis fatias do mercado que estão sendo mal geridas pelo Estado perdulário, dizem os economistas liberais, e que passariam a ser oferecidos remuneradamente pela iniciativa privada. Resumindo, são serviços e bens que podem ser adquiríveis segundo as regras do mercado.
A distinção público/privado na saúde é assunto ainda em aberto, mas há uma zona de intersecção que não é controvertida. É dizer, uma zona de consenso em que se localizam as políticas públicas na área da saúde que não dependem da condição econômica do beneficiário, nem de seu próprio interesse em submeter-se a um tratamento. Para ficar apenas no exemplo da pauta do dia, falamos das campanhas de vacinação pública contra a popular Gripe A, nomeadamente da vacinação preventiva.  Um escandaloso (des)caso de saúde pública.
Pode-se deduzir, salvo engano, que o Estado não previu surto (ou, se previu, nada fez), não se organizou. O certo é que não está disponibilizando a vacina, nem mesmo às pessoas que se encontrem em grupos de risco. Aposta perigosamente na retração da gripe ou nos milagrosos efeitos curativos do Tamiflu, que é verdadeiramente eficaz e aplaca o clamor público, mas é um remédio e com muitos efeitos colaterais. Nem todos podem dele se beneficiar. 
Pesquisamos em três postos de saúde em Porto Alegre (todos eles atendendo precariamente, na base de quatro fichas por dia!) e a vacina não é fornecida, está em falta, dizem os agentes de saúde. Enquanto isso, junto com o frio polar do sul, os casos aumentam assustadoramente. Não se pode gerir interesses públicos a partir de uma lógica de banalização da vida humana. Gente está morrendo!
A vacina, quando existia, custava em média R$ 70, nos centros de vacinação particulares, agora, depois de algumas mortes, deve chegar ao mercado pelo dobro do preço. Uma boa oportunidade de ampliar os lucros. Alguém está ganhando mais do que deveria, e a população pagando a conta por um serviço público.
Dir-se-ia: o Estado é ineficiente, é melhor privatizar os serviços essenciais de saúde. Tudo bem, o exemplo mostra que o Estado falhou. Mais cedo ou mais tarde isso deve ocorrer – o mundo contemporâneo é capitalista, o Estado, enquanto instituição,  é capitalista. A tendência é, no entanto, perigosa e gera profunda exclusão social. Esse é o ponto: apenas quem puder pagar pelos serviços antes gratuitos os terá! A pergunta é: estamos ou não diante de retrocessos sociais?

*Desembargador

Foto do Leitor: No fim da estrada

29 de julho de 2012 0

Caroline Osielski Gimenis fotografou o pôr do sol no município de Charqueadas.

Foto do Leitor: A flor

28 de julho de 2012 0

Leonardo Amora Leite fotografou a imagem enquanto caminhava pela Avenida Otávio Rocha.

Tudo na sua mão: A matemática de ZH

28 de julho de 2012 1

Cândida da Silva não lê o jornal. Ela analisa, mede, equaciona, calcula e, finalmente, resolve ele.

– Zero Hora é minha fonte de inspiração – diz a professora de 63 anos antes de discorrer uma lista sem fim de exemplos de uma atividade na qual tornou-se especialista: transformar notícias em questões matemáticas.

A ideia surgiu em 2002, quando viu que era possível relacionar informações publicadas nos cadernos de ZH sobre a Copa do Mundo ao conteúdo que lecionava.

– Formulei questões a partir das notícias, usando, por exemplo, as distâncias entre países.

Diante da aceitação dos alunos, Cândida testou  novos conteúdos e multiplicou a frequência até criar uma fórmula de ensino que arrebata mesmo os mais avessos às disciplinas exatas.

– A matemática serve até para interpretar notícias. Mostro isso aos alunos, e vejo que eles se envolvem, levando as discussões para casa.

Cândida é uma de três leitores que estrelam as vinhetas da campanha Tudo na Sua Mão. A todo momento, Zero Hora coloca o mundo na sua mão. A professora já escolheu o que fazer com ele.

E você, também faz a diferença? Envie sua história em vídeo ou foto para o Blog do Leitor clicando aqui.

Foto do Leitor: Na porta de casa

28 de julho de 2012 0

Gisele Barreto Mendes fotografou um pequeno pássaro abaixo da janela de casa. A ave observava o dia do interior de sua “casa”.

Foto do Leitor: Demonstração de carinho

28 de julho de 2012 0

Paula de Siqueira Pinhatti capturou o momento em que dois leões trocavam carícias, no Parque Zoológico de Sapucaia.