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Tudo na sua mão: Otto, o ciclista

11 de agosto de 2012 1

Quando criança, Otto Gomes sonhava em ser superlativo. Queria ser o Súper Otto. Ele não tinha visão de raio X nem teias de aranha ou dinheiro para investir em poderes tecnológicos. Não era mais um menino quando, aos 35 anos, adotou a mudança de vida que transformaria sua rotina em uma pequena saga.

Numa manhã, antes de ir para o trabalho, resolveu trocar a carona oferecida pela namorada pelo caminho solitário sobre duas rodas.

_ Quando deixei Osório para viver em Porto Alegre, pedalava a passeio. A partir desse dia, passei a usar a bicicleta como meio de transporte.

O cantor e locutor de 38 anos leva, desde então, uma vida múltipla. Quando acelera as pedaladas à beira do Guaíba, a "sensação de estar voando" proporcionada pelo vento rende uns minutos de Súper-Homem. Chegar em casa até 40 minutos antes de quem usa carro é coisa para um Flash. Súper-herói da própria vida, agora ele tenta expandir suas habilidades de Capitão Planeta.

_ Estimulo a separação de lixo em casa. Ainda tem uns deslizes, mas não desisto.

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Comentários (1)

  • Juliano Pereira dos Anjos diz: 21 de agosto de 2012

    Louvável a atitude do Otto. Só não vejo cabimento situações como a comentada na Zero Hora de domingo, que obriga o motorista a transitar atrás de um ciclista que está na pista. Pelo código de trânsito, existe uma velocidade máxima para a via, mas também uma velocidade mínima, essa que pode causar uma colisão ou retenção do fluxo, se numa via de grande circulação. Daí faço o quê? Por questão de uma modinha atual, tenho de pôr em risco a minha segurança e a de outros motoristas, ou mesmo do próprio ciclista? Sou totalmente a favor de se construir ciclovias, ou até mesmo faixas exclusivas nas vias já existentes, pois eu mesmo usaria minha bicicleta para trabalhar, mas o poder público não pode ser irresponsável de engessar ainda mais o trânsito, pois não temos vias necessárias para comportar o trânsito cada vez maior, transporte público que atenda as necessidades do cidadão, e muito menos condições para ciclistas poderem andar tranquilamente para seus compromissos. Novamente: por uma modinha atual, não podemos colocar em risco nem a mobilidade do motorista, nem a segurança do ciclista.

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