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Artigo: Outra visão do desempenho olímpico brasileiro

15 de agosto de 2012 28

Rodrigo Blasckesi Fernandes*

O final das competições da Olimpíada de Londres foi o estopim para que explodisse nas redes sociais a insatisfação dos brasileiros com o desempenho dos atletas do país. Mesmo que ninguém ligasse a mínima para eles antes dos jogos. Em especial, as medalhas de prata do vôlei e do futebol masculino foram alvo de muitas críticas por parte dos internautas.
A maior parte das críticas, um pouco mais centradas, reside no fato de que apesar dos cerca de R$ 2 bilhões investidos nos atletas de alto rendimento, o número de medalhas conquistadas foi quase o mesmo do que os dos jogos de Pequim em 2008. Uma análise um pouco mais profunda sobre nosso desempenho olímpico mostra uma verdade incontestável: conseguimos medalhas nos esportes que há muito tempo já as traziam. Houve exceções. O boxe, o pentatlo e a ginástica.
Isso significa que o investimento está sendo realizado onde não precisa, nos atletas que já possuem destaque. Não que eles não necessitem de apoio, mas para esses, conseguir um patrocínio, por exemplo, se torna mais fácil (e nem falo em patrocínio de estatais, que ao final das contas é dinheiro público).
Vou chover no molhado. A meta do Comitê Olímpico Brasileiro, de  alcançar o top 10 no quadro de medalhas em 2016, dificilmente será atingida. Em quatro anos não formaremos lutadores, ciclistas, esgrimistas e outros atletas em modalidades que as medalhas são distribuídas às pencas. Agora, se for para daqui a 15, 20 anos, quem sabe, mas providências devem ser tomadas agora, e diferente das que tem sido implementadas. A saída, investir em educação.
Pra começar, qualquer funcionariozinho de qualquer repartição pública ganha mais do que um professor. Absurdo. A frase é batida, mas não se pode falar da qualidade em educação sem professores ganhando bem. Investir em estrutura: bibliotecas, laboratórios, novas salas. Fala-se muito em escola de tempo integral, mas como amontoar os estudantes das já lotadas salas de aula de um turno escolar, no turno oposto? Sobre isso, existem escolas que sequer possuem uma quadra esportiva coberta. Esporte na escola? Só se São Pedro deixar.
Essa relação esporte e educação, duas coisas que andam juntas, faz-se muito mais necessária em período pós-olimpíadas e pós-divulgação do Ideb de 2011. O relatório do Ministério da Educação que avalia a educação no país revela que o desempenho das escolas e estudantes brasileiros, no geral, superou as expectativas (não no Ensino Médio), mas pouco evoluiu em relação ao período anterior (2009), e que 44,2% das escolas estão abaixo da meta.
Melhor desempenho olímpico, melhores escolas. Porque no final, se não conseguirmos formar campeões olímpicos, teremos formado cidadãos.

*Professor

Comentários (28)

  • Tiago José Fernandes diz: 15 de agosto de 2012

    É,sobretudo,real a visão do Prof.Rodrigo,ainda que carregada de algum ressentimento contra os "funcionariozinhos" públicos,como se estes fossem os culpados,por exemplo,de que o RS é o estado que lidera -de baixo para cima- os índices do IDEB aqui na região (matéria veiculada hoje em ZH e Rádio Gaúcha).Aliás,na esfera universal,os índices do Brasil beiram o ridículo,em que pese o grande potencial que tem o país que tem,na sociedade toda,pessoas com altíssimo potencial para a crítica,mas nenhuma iniciativa para a ação,considerando que a educação necessita da participação de todos para que se realize o processo educacional,aquele que determina a formação do caráter do individuo consciente da sua qualidade de ser humano,das suas responsabilidades civis,do seu direito ao acesso,conservação,transformação e difusão dos bens culturais e dos valores a eles pertinentes.Como sociedade,o dia que alcançarmos essa consciência,formaremos sim,atletas e cidadãos caro Rodrigo.

  • Rodrigo Blasckesi Fernandes diz: 15 de agosto de 2012

    Tiago, não penso que a culpa do baixo ideb seja dos "funcionariozinhos", pode e talvez deva ser minha também, afinal sou professor e trabalho na educação básica. Penso que errada é uma sociedade que permite (e que ache normal) que um auxiliar qualquer do poder judiciário ou do poder executivo ganhe mais do que um professor.
    Acredito também que a educação de qualidade não passe somente pela escola, e deva envolver a sociedade como um todo. Talvez no futuro, com uma educação de qualidade essas distorções possam ser corrigidas.

  • Leandro diz: 15 de agosto de 2012

    Creio que o Sr. Rodrigo ao denominar de forma pejorativa os "funcionariozinho de qualquer repartição pública" reflete o despreparo de muitos professores para ensinar alguma coisa de útil para nossas crianças, ao menos que ele, para fazer esse tipo de afirmação, tenha alguma evidência concreta para embasar sua afirmação. Fui vítima, pois estudei em escola pública, da negligência, falta de preparo e indisposição de muitos docentes para com a causa (ensinar). E isso, mesmo com a correção de distorções salariais não vai resolver, embora entenda e defenda que todos merecem uma remuneração digna, ao contrário do Sr. Rodrigo que, pelo visto, guarda uma profunda mágoa e inveja em relação as demais categorias.

  • Virgílio Melhado Passoni diz: 15 de agosto de 2012

    Caro Rodrigo,como faço partes daqueles que criticaram o número de medalhas conquistadas pelos nossos atletas nas Ôlimpiadas de Londres ,gostaría de lhes fazer duas perguntas: 1º) O senhor acha correto que em um país como o Brasil onde parte das rodovias e ferrovias ,portos e aeroportos precisando de envestimentos, nossos governantes libera a bacatela R$2,1 bilhões para grupos fazerem verdadeiro turismo em cidades estrangeira.2º)O sr,sabia que as minguadas medalhas que foram conquistadas pelos brasileiros partes delas foram conquistadas por atletas de treinavam no fundo do quintal por não receberem apoio de ninguem? Eu detesto ficar criticando alguem,porem cheguei a seguinte conclusão: Em nosso país se faz necessário botar a boca no trombone.

  • DIRCEU diz: 15 de agosto de 2012

    Caro Tiago Fernandes,
    Não há como fugir da realidade aparente.
    Tão óbvia que infelizmente a maioria a tem por normal.
    É verdade sim, que um paíz que gasta quase tudo o que arrecada em folha de pagamento, e que folhas de pagamento, e que salários, não sobra para investimentos em desenvolvimento social, educacional e intelectual.
    Ao contrário de vermos o natural ressentimento, deveriamos proceder a avaliação da pestação dos serviços públicos, que embora sem generalizar, não correspondem nem em quantidade e muito menos em qualidfade, aos proventos que essa turma recebe.
    São fatos.

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 16 de agosto de 2012

    Em matéria de conquista de medalhas em olimpíadas, pelos investimentos que existem para formar um atleta, o Brasil está no oitavo mundo. E nunca vai sair de lá. Enquanto estas "cabeças "de políticos pensarem como pensam, a medalha de ouro vai para "Assalto em Distância". E dai não passa!

  • Matias Azevedo diz: 16 de agosto de 2012

    Os investimentos que hoje se fazem no esporte brasileiro, limita-se ao topo da piramide, ou seja, depois que o atleta, por suas conta, de sua família ou clube, já atingiu o ápice da sua carreira e parte para as experiências internacionais que são necessárias a sua evolução olímpica. A base da piramide ainda é desprezada e a ela são destinados minguados recursos que não permitem a contratação de bos profissionais (acaba nas mãos de atletas que viram "monitores" nas horas vagas) e promovem, no primeiro momento, a inclusão social através do esporte para, em seguida, devido aos limites destes recursos, promoverem a exclusão uma vez que os jovens atletas não podem dar prosseguimento a sua iniciação e acabam desistindo. É uma estrutura complexa que deveria se preocupar com as bases, com o desenvolvimento crescente (inclusive no meio universitário que hoje é uma piada ao contrário do que acontece nos países tidos como potência olímpivas) para que possamos ter, na ponta da piramide, um número cada vez maior de candidatos as vagas olímpicas. Não vejo, com tristeza, que isto ocorrerá nos próximos anos (muitos anos) em nosso país. O Comitê Olímpico Brasileiro, se interessa por quem já está pronto para as etapas internacionais e as Bolsas distribuídas pelo Ministério dos Esportes são bem mal administradas. É uma cultura pobre em ações mas pode e deve ser mudada a LONGO prazo. Não antes.

  • Jorge Badalha diz: 16 de agosto de 2012

    O melhor do comentário do Rodrigo é o seu último paragrafo. No que toca a formar campeões olimpicos, como "na natureza nada se cria, tudo se copia", basta seguir o caminho já mostrado pelas chamadas potencias olimpicas. No nosso caso (Brasil), a parte mais dificil vai ser segurar os "desvios" do dinheiro público a ser empregado.

  • lea diz: 16 de agosto de 2012

    É totalmente desrespeitosa a opinião de quem escreveu o artigo, chamando de "funcionariozinho" os funcionários públicos, afinal, professor também é pago com dinheiro público.Além de se revestir de uma certa "inveja" a respeito da categoria, pois nem todos os órgãos públicos pagam bem. E aqueles que ganham bons salários investiram muito tempo e dinheiro em preparação para passar por concurso públicos muito disputados. Nem todo professor merece ganhar bem (pois muitos não investem em sua capacitação), e nem todo funcionário público deve ser mal pago. Preocupem-se com o seu salário, em crescer e investir em sua formação, que o salário melhora!!!

  • Izane diz: 16 de agosto de 2012

    Que insatisfação? Nós população não podemos cobrar absolutamente nada dos atletas. Não há investimentos e patrocínios suficientes. O incentivo tem de ter início nas aulas de educação física do ensino fundamental. Os nossos atletas, com excessão do footebol masculino, fizeram o máximo por medalhas de ouro. No Brasil, para exercer qualquer modalidade de esporte, tu tens de pagar altas mensalidades ou locar quadras. O que existe público, muitas vezes, está no abandono e não condiz com as necessidades reais para formar atletas.

  • alberto ferreira diz: 16 de agosto de 2012

    meu caro professor:
    é lamentavel que você, como educador, use a palavra
    " funcionariozinho", querendo indicar trabalhadores de posições menos graduadas.
    todo profissional deve ser respeitado, mesmo porque, o exercício das funções mais elementares e humildes é necessário para o bom desempenho das pretensas mais "nobres".

  • Cibeli Fernandes diz: 16 de agosto de 2012

    Infelizmente, lendo alguns comentários, fiquei triste ao ver que muito se prenderam ao comentário do professor Rodrigo que menciona o 'funcionarioziho", e esqueceram o restante. Em momento algum foi denegrido qualquer classe de trabalhador público, o diminutivo foi apenas para indicar que qualquer funcionário público (por menor que seja a capacitação requerida para o cargo) é muitas vezes, melhor remunerado que um professor que estudou por pelo menos 4 anos e que está formando os cidadãos do nosso país.
    é muito fácil ir as redes sociais criticar o desempenho olímpico de nossos atletas, quando na verdade, eles deveriam ser exaltados. Considerando que no nosso país, aquele que decide praticar um esporte deverá fazer por suas próprias forças, pois o incentivo é zero! Ao ver algumas entrevistas desses atletas, fiquei envergonhada ao ver a dificuldade que algusn tinham inclusive de dar entrevistas...
    Agora a pergunta, o que nós estamos fazendo? Estamos em um período que podemos usar nosso voto para escolher aqueles que nos próximos quatro anos deverão cuidar de nossa cidade, o voto é a arma mais poderosa que o povo tem em suas mãos, mas desconhecemos seu poder, pois não a utilizamos corretamente.
    Sou favorável a uma remuneração justa ao professor, vinculada ao desempenho de suas turmas no IDEB (por exemplo), pois só assim vamos eliminar a mediocridade da educação brasileira.

  • Catimba diz: 16 de agosto de 2012

    Quanto ao fato do investimento no esporte olimpico o texto é bom, mas é lamentavel que um professor refira-se a outro tipo de categoria profissional com um adjetivo tão desrespeitoso.
    Ao contrário do autor do texto, não irei generalizar os professores, já que existem muitos competentes e de educação rara (o que é fundamental para ensinar bem os alunos), mas talvez seja por culpa de alguns poucos como ele que a classe dos professores não esteja sendo valorizada como deveria.
    Imagino como irão se formar os alunos educados por uma pessoa que não respeita outros seres humanos e trata pessoas de profissão diferente dessa maneira.

  • Ana vergara diz: 16 de agosto de 2012

    O artigo retrata o perfil do brasileiro, o perfil dos governos brasileiros, que ao invés de medidas efetivas, investimentos sólidos na área de educação atentam sempre com medidas paliativas que apenas mascaram uma realidade que se perpetua neste pais: a falta de planejamento. Quando falam em investimentos para trazer medalhas, e uma quantia absurda de dois bilhões, fato que horroriza até mesmo crianças, pois como dispor de dois bilhões para trazer medalhas se na saude faltam até gaze e esparadrapo. Como fabricar um atleta em 04 anos, e faze-lo competir de igual para igual com outros que cultuam o corpo e são construidos desde a pré-escola. Quando vão entender, nossos governantes, que a construção da pessoa começa na família, mas é na escola que ela se concretiza, e assim teremos além de atletas capazes de trazer muitas medalhas, cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. E partindo deste principio,planejando o futuro, direcionando verbas à educação, à saúde, investindo em segurança, mas acima de tudo investindo com responsabilidade, sem desvios de verbas, sem roubalheiras é que teremos em todos os setores, não só no esporte, conquistas e mais conquistas, e não me deixa mentir os resultados obtidos pelos alunos da educação básica. Vergonhoso, para um governo que diz tratar a educação como "prioridade".

  • wagner walter diz: 16 de agosto de 2012

    Eu acrescentaria mais um "sentimento", advindo da reação das autoridades brasileiras frente ao episódio com a ex-ministra Marina Silva. Estamos acostumados ao "tudo pode"; somos os “maiorais”; podemos burlar a lei que nada acontece ou prescreve; adolescentes e crianças enfrentam pais e professores e nada acontece; o transito é uma baderna e nada acontece; temos péssimos serviços (concessões e públicos) e nada acontece... Se observarmos a vida do brasileiro, ela está rodeada de "nada acontece"; é o efeito "lei de Gerson", antigo, mas em voga hoje através dos malandros e suas malandragens; se ninguém coibir a malandragem, o levar vantagem em tudo, o individualismo e aplicar um regramento adequado de povo civilizado, logo teremos consciência de nossas limitações de país eternamente do futuro. Com este sentimento de "tudo pode", sucumbimos ao encarar a verdadeira realidade fora do nosso paraíso tropical que todos tentam nos vender. Somos o máximo! A educação está péssima, existe inflação sim, somos um país atrasado, desorganizado, mesmo tendo um lugar junto às estrelas, mais pelo fracasso das estrelas do que o pequeno mérito nosso. Quando acordarmos desse sono letárgico... se acordarmos.

  • benhur o branco diz: 16 de agosto de 2012

    Entendo o problema de forma diferente embora no final concorde com a ideia do professor. Não deveríamos buscar medalhas como meta, mas como consequencia de investimentos maciços em educação. Muitos destaques esportivos, olimpicos ou não, que temos obtido ao longo dos tempos sequer eram do conhecimento dos governos. Depois de obterem destaque recebem patrocinio ou seja vendem suas imagens para o patrocinador ganhar isenção de impostos.

  • Carlos Renato E. da Rosa diz: 16 de agosto de 2012

    A raíz das mazelas do Brasil está na ausência total de educação. Formação básica mesmo. Ser capaz de ler e escrever corretamente. Possuir um mínimo de conhecimento de política e economia. Eu certamente não verei um Brasil melhor. Talvez meus netos ou bisnetos vejam, quem sabe. Enquanto o Brasil se auto sintetizar na figura de um indio ou de um "malandro carioca", continuaremos a ver presidentes liderando quadrilhas e verdadeiros mafiosos ditando os rumos do país. É um desabafo de um cidadão que levanta todos os dias às 5 horas da manhã, trabalha 365 dias por ano, respeita a sinalização de trânsito e não joga lixo pela janela do carro. Chega! Não é mais possível aceitarmos que esses políticos canalhas façam pouco caso de milhões de cidadãos iguais a nós. Chega! Chega! Chega!

  • Regina Reitter diz: 17 de agosto de 2012

    Lendo o artigo do colega Rodrigo, interpreto, não como "inveja, ressentimento", ou outros adjetivos, seu comentário em relação aos bons salários pagos para funcionários com pouca formação, mas um alerta. Não vejo nenhum problema em ganhar bons salários, eu como professora, o almejo também, mas a categoria do professorado é muito exigida e pouco recompensada, muitos colegas de profissão fazem jornada de 60 horas para dar conta de suas despesas familiares.
    O fato é que quem ganhou medalha, ganhou por mérito próprio (queria grifar, enfim), pois o governo não investe em sua formação, não lhe dá infra-estrutura, não lhe dá patrocínio. É muito fácil Petrobras, ou outra estatal, apoiar as modalidades já vencedoras e que apresentam bom desempenho.
    Logo chegará 2016, nosso país se colocou em evidência, mas será um fiasco a quantidade de medalhas que consquistará. Como já foi dito pelo colega, isto deveria ter iniciado há muito tempo, porque para formar um atleta é preciso paciência e muito treino! É preciso muito investimento na formação básica, não para atingir niveis adequados em Ideb, mas para não correr o risco de profissionais mal capacitados amputarem pernas sadias. Necessita-se prioridade na educação!

  • Eduardo diz: 17 de agosto de 2012

    Chega ! Chega ! Chega ! Eu estou de saco cheio de todos o brasileiros, bando de chorões, reclamões e alienados. Se querem mudança e transformação, isto deve ocorrer pelas suas próprias mãos. Referindo-me a coisas boas, NUNCA vamos ser top 10 de nada , se ficarmos esperando pelas nossas quadrilhas de políticos fazerem alguma coisa boa.
    Está mais do que óbvio que as leis que estão ai, são feitas sob medida para que nunca haja punição para político ou fucionário público corrupto. Está montado o esquema da impunidade. Quando a lei não consegue coibir e punir determinados elementos é necessário utilizar o método Stallone Cobra. "Aqui é onde a lei termina e eu começo".
    Cada um de nós deveria tomar a ação em suas próprias mãos "Aqui é onde a lei termina e NÓS começamos."
    Sonho em um dia montar um grupo para raptar um político corrupto , torturá-lo, fazê-lo confessar, mostrar onde estão as provas, filmar tudo, com um grande final, o corrupto sendo explodido com dinamite, colocar tudo no YouTube.
    Espero ter dado uma boa idéia !

  • Rafael diz: 17 de agosto de 2012

    Falta a imprensa apresentar a contabilização desses 2,1 bilhões de reais gastos no ciclo olímpico, apresentando o que realmente chegou até o atleta e o que foi gasto por cartolas das inúmeras federações, que pouco ou nada fazem pelo esporte. Agora, também me causa espanto essas manifestações de indignação por parte de pessoas que nunca praticaram um esporte de forma competitiva e que não fazem a mínima ideia do que seja competir em alto nível e a dificuldade de se classificar entre os melhores do mundo em suas modalidades.

  • lilica diz: 17 de agosto de 2012

    Por que esse preconceito contra os "funcionariozinhos", que estão lá por que passaram em concurso público? não esqueça, Rodrigo, que estes também tiveram que frequentar escolas por muitos anos, além de dedicar muitas horas de estudo, privando-se do convívio social. O que dizer então dos jogadores de futebol e das celebridades? se você acha que professor ganha pouco, vá procurar outra profissão. É a lei da oferta e da procura, mas pare de ficar denegrindo as outras categorias profissionais, pois você é um sujeito "curto" de raciocínio, logo, deve ser um péssimo profissional que forma pessoas com mentalidade preconceituosa.

  • jão diz: 17 de agosto de 2012

    Dos comentários podemos observar que existem muitos analfabetos funcionais.
    E alguns deles, aparentemente, são funcionários públicos, que vem aqui falar besteira, enquanto deveriam estar trabalhando.

  • Luiz Carlos diz: 18 de agosto de 2012

    Conheço o funcionalismo de dentro é vejo que a expressão "funcionariozinho" é perfeita. 95% são um bando de medíocres desqualificados e incompetentes que NUNCA conseguiriam trabalhar em lugar nenhum se não fossem funcionários públicos. O mito de que funcionário público é um mito e ganham muito, não é um mito, é mais que a verdade, só que ninguém tem coragem de dizer. A maioria não sabe usar um computador, nunca leu um livro, não tem educação. É a escória da sociedade. Por isso somos o país que somos.

  • Maria Clara dos Anjos diz: 18 de agosto de 2012

    É perfeita a expressão. Quem trabalha para o estado em qualquer esfera sabe. Os "funcionárioszinhos" não trabalham, ganham muito e ainda roubam tudo que tem nas instituições, de papel higiênico a computadores. As repartições públicas estão infestadas destes inúteis.

  • Maria Clara dos Anjos diz: 18 de agosto de 2012

    O último concurso do Estado feito em 2010 só passaram semianalfabetos. Alguns coitados são de tamanha incompetência que sequer sabem usar um programa de computador como word. Não me venha dizer que essa gentinha estuda...que piada...só passaram os desqualificados que querem viver sem trabalhar.

  • Virgílio Melhado Passoni diz: 18 de agosto de 2012

    À comentários que na verdade são verdadeiras obras-prima :Exemplo esse acima que se identificou com Jão,que pressuponho se chamar João,que perde seu precioso tempo para chamar aqueles que escrevem de analfabetos funcionál.Falando por mim,creio que um analfabeto funcional com cérebro é muito mais útil que letrados com cérebro vasio.Eu por exemplo sou semianalfabeto com uma resalva:No Jornal Zero Hora e o Estadado de São Paulo que são os dois jornais de maior circulação em nosso país tenho de minha autoria mais de 890 cartas publicada,e você Jão tem quantas ?

  • Alcides Stecanella diz: 18 de agosto de 2012

    2 Bilhoes!!!! foi oque o gov gastou mas ....eu creio que 1.3 bilhoes foram consumidos na estrutura corrùpta que administra a grana. Os atletas nao receberam merd@ nenhuma, aqui è Brasil gente. Y perdemos mais uma vez para a pobre CUBA comunista do companheiro FIDEL " viva la revoluciòn del CHË". Aqui no pais dos babacas analfas ignorantis, no pais cheio de lumpens sociais, se gasta milhoes em estàdios de futebol e olìpiadas, grana de empresas pùblicas atiradas nas novelas da GLOBO etc . Mas..... a educaçao continua igual, professores mortos de fome, escolas caindo aos pedaços etc etc. Aqui è o mundo virtual DA FANTASIA do faz de conta. O paìs do futuro aonde gente? Bom me deixe eu sonhar anestesiado pela alienaçao das igrejas dos crentes dos canais de televisao aberta desta vergonha brasileira interna e externa .

  • Virgílio Melhado Passoni diz: 18 de agosto de 2012

    Há pessoas que generaliza a incompetência dos funcionários públicos.Na minha análise , há pessos que são funcionários públicos e são competentes.Referente á salários ,no mundo há muitas disparidade quando se refere a salários.Existem políticos que não sabe nem falar e seus salários são maiores que dos executivos de multinacionais:fazer o quê, é assim que funciona.

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