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Artigo: Para não parar

17 de agosto de 2012 17

Adilson Luiz Gonçalves*

A Presidenta Dilma anunciou o Plano Nacional de Logística Integrada, que prevê investimentos da ordem de R$ 133 bilhões na recuperação e ampliação das malhas rodoviária e ferroviária do país. Antes disso, a concessão de aeroportos tinha sido notícia e vem por aí anúncio similar, no âmbito de portos.
Não há novidade nisso, pois o Plano Nacional de Logística e Transportes, elaborado pelos Ministérios dos Transportes e da Defesa, já previa, em 2007, ações estratégicas nesse setor. O que há de novo é que um planejamento está sendo transformado em ação!
O Brasil precisa investir muito em educação e saúde, sem dúvida. Mas, hoje, já vivenciamos uma situação: o quase colapso do atual sistema de transporte brasileiro frente à demanda, com sérias implicações no escoamentos da produção agrícola e industrial, o que exige ações de curtíssimo prazo.
Os centros produtores de commodities e de produtos manufaturados estão cada vez mais difusos pelo país, gerando empregos e prosperidade para regiões, melhorando a qualidade de vida, com amplos benefícios sociais. No entanto, a capacidade do sistema viário não evoluiu em igual escala.
São várias estradas deterioradas, de mão dupla, perigosas em múltiplos sentidos. Nossas ferrovias são limitadas em extensão e velocidade.Tudo isso implica altos custos de manutenção, fluxo lento, roubo de mercadorias, que resultam em fretes mais caros, situação ainda mais agravada pelos gargalos logísticos existentes em nossos principais portos.
Nossas instalações portuárias podem aumentar sua produtividade e viabilizar planos de expansão; o agronegócio pode quebrar sucessivos recordes de produção; a indústria pode obter todas as certificações internacionais necessárias para colocar nossos produtos no mundo, com qualidade e custo de produção competitivos. Entretanto, se não tivermos sistemas de transporte que garantam segurança, prazos e custos adequados, continuaremos a ser escravos do "Custo Brasil".
A situação atual já é de uma quase "trombose" viária! Se não fizermos investimentos urgentes, o desenvolvimento do país estará comprometido, impedindo ou limitando os indispensáveis investimentos em educação, saúde, moradia...
Nesse sentido, a participação da iniciativa privada é necessária e bem vinda, pois ela também integra a sociedade. Além disso, suas condições de investimento são muito mais ágeis e flexíveis do que as governamentais, e assim permanecerão até que as legislações vigentes sejam revistas.
As concessões e PPP surgem, então, como alternativa viável para cumprir as metas de desenvolvimento do país.Caberá ao Estado estipular critérios de gestão e controle modernos e honestos, que sejam interessantes para governos, empreendedores e sociedade, ou seja, para que o Brasil seja beneficiado técnica, econômica, ambiental e socialmente, firmando-se cada vez mais no cenário internacional.
Nesse sentido, R$ 133 bilhões é pouco. E ainda faltam investimentos em navegação de cabotagem, hidrovias... Sem falar em geração e distribuição de energia.

*Mestre em Educação

Comentários (17)

  • Virgílio Melhado Passoni diz: 18 de agosto de 2012

    Ao meu ver, essas medidas tomadas pela peresidenta Dilma Rousseff são positivas.São muito parecidas com as medidas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tomava no período que governou nosso país.À única diferença é que no governo de FHC, essas medidas eram conhecidas como privatizações e no governo atual á denominaram por outro nome.Esperamos que essas medididas sejam benéficas ,até por que, a economia brasileira já acendeu a luz vermelha indicando há desaceleração na nossa economia.

  • José Maria Xavier diz: 19 de agosto de 2012

    Estou de pleno acordo. Temos que apoiar as boas idéias independentemente das paixões e preferencias políticas.

  • DANTE diz: 19 de agosto de 2012

    EM ZERO! QUE TAL UMA FERROVIA DE NORTE A SUL? ACABARIA COM ESSA LOUCURA DE CAMINHÕES PELAS RODOVIAS, DESAFOGARIA O TRANSITO, ENFIM FICARIA UMA MARAVILHA. AGORA TEMOS QUE VER QUANTO SE PODE GANHAR NUMA FERROVIA DESSAS, PORQUE SE NÃO DER UMA VANTAGEM PARA OS POLITICOS ELA NÃO SAI.
    NESTE PAÍS NÃO INTERESSA O BEM COMUM, E SIM O BEM DAS CUECAS DE BRASILIA.

  • eduardo tavares diz: 19 de agosto de 2012

    Uma Ferrovia de Norte a Sul,o Brasil só tem a ganhar!
    Esse sistema de transporte tem um grande beneficio para o pais,reduz o trafico de caminhões nas estradas e o numero de acidentes, assim como aumenta a produtividade na economia Brasileira.
    As nossas rodovias ficariam bem mais conservadas e com condições de rodagem.

  • Georg Carlos diz: 20 de agosto de 2012

    Bah, exportam milho para EUA e o frango encarece no Brasil, nós que pagamos a conta, sem agregar valor 'comodotis' tem recorde de DÌVIDAS, matam pintos, fecham abatedouros, DESEMPREGO< MOSCAS E MAU CHEIRO numa produção sem controle mal remunerada de impacto ambiental criminoso a toda Nação. Qualidade em nossos produtos para o Mundo e nós comemos frango de 'promoção' refugado, muito por serem tratados com drogas proibidas e salmoura injetada. Certificação Internacional devemos exigir no que importamos e não consumir sucata tecnológica estrangeira. Custo Brasil está na trbutação como ICMS no frete e energia, vias abandonadas, revisões legislativas punitivas, professores e motoristas mal pagos, burocracia improdutiva. pedágio, propina. PPP 'Povo Paga o Pato', imagino as doações a partidos políticos.

  • Michel diz: 20 de agosto de 2012

    Virgílio, é isso aí: só mudaram o nome... Santa coerência, Batman!

  • Isabel Silva diz: 20 de agosto de 2012

    Não sei porque as pessoas reclamam tanto de tudo. Reclamam da saúde, educação, transporte, etc, etc, só sabem reclamar!!! Não fazem NADA além de reclamar. Duvida??? Vai votar em quem mesmo nesse ano????

  • ivan diz: 20 de agosto de 2012

    josé maria, acho engraçado quando você fala em paixões, creio q em politica devemos por sempre a racionalidade, e os interesses do país a frente, quando fechavamos acordos com o FMI nos idos dos anos 70/80 e 90, fundo controlado por interesses do capital norte -americano, comprovadamente estavam distantes de trazer-nos alguma espécie de beneficio, e por isso criticavamos as tendências que ocilavam do centro à extrema direita passando pelo centro direita aqueles sim podemos dizer q morriam de amores, o que podemos chamar de paixão, pelos norte-americanos , e apoiavam toda e qualquer receituario vindo destes,o fundo hoje tem seu controle mais fracionado, portanto eles perderam consideravel fatia do organismo

  • Fernando Lazzarotto diz: 21 de agosto de 2012

    O excesso de caminhões é o maior flagelo das estradas. São interesses mesquinhos das multinacionais fabricantes de caminhões e de politicos inescrupulosos que ganham com o caos. Ou será apenas incompetência do min dos transp? Nos EUA as ferrovias foram e ainda são os alicerces do progresso. Só que lá não existe o monopólio vergonhoso e daninho daqui. Temos que não só recuperar a nossa ínfima e decrépita malha ferroviária, como urgentemente ampliá-la e liberar para que haja concorrência. Concorrência real e não de terceirizadinhos da ALL.
    Ijui - RS - Brasil15/07/2012 | 08:17

  • Leandro Ferrari diz: 21 de agosto de 2012

    E eu continuo repetindo que deveria haver uma ferrovia ligando Buenos Aires a São Paulo. Talvez com esse projeto apresentado abra a possibilidade de fazer uma ligação entre Rio Grande a Buenos Aires. Explico: a quantidade de caminhões que circulam diariamente por Uruguaiana e São Borja por si só justificaria o investimento, não raro chegam a ser 1.000 caminhões diários saindo e entrando no país por essas cidades. Por exemplo, por São Borja saem principalmente peças e automóveis vindo desde Minas Gerais e entram muitas frutas e peixes para o Ceagesp, em São Paulo. Os números referente ao fluxo entre os dois pontos de fronteira variam diariamente, mas pode-se dizer que seriam cerca de 1.000 caminhões a menos nessas nossas estradas de pistas simples. Claro que há todo um conjunto de interesses contrários, que não favorece o caráter técnico desse tipo de infra-estrutura, há toda uma "indústria rodoviária" que lucra muito bem do jeito que as coisas operam hoje, e por isso, pelo menos nesse ponto, o Estado deveria fazer pesar seu Poder, pois a estrutura para o transporte de mercadorias que temos é algo que atrasa o país, em benefício de poucos.

  • Fernando Schlindwein diz: 21 de agosto de 2012

    Grande Dilma. Age. Os cães ladram e a caravana passa. Dá-lhe, Dilma!

  • rubens ciro diz: 22 de agosto de 2012

    Não concordo com a divisão, doando para empresas ( ou particulares) obras que o governo por incapacidade não consegue administrar. Melhor destituir o poder público por inoperância e inércia! Depois vão doar a Petrobras etc.etc.etc.

  • Ana vergara diz: 22 de agosto de 2012

    Com certeza medidas que desafoguem o trânsito nas rodovias brasileiras, que aproveitem as ferrovias, abandonadas há tanto tempo, serão bem vindas. Que se preocupem os nossos governantes com obras de infra estrutura e não apenas com consertos emergenciais, que geralmente tem um custo elevadíssimo, pois sofre todo o tipo de desvio e propinas que o dinheiro público pode proporcionar. O brasileiro conhece bem os governantes que tem. E o pior é que entra governo e sai governo e a coisa não muda. A galinha dos ovos de ouro continua sendo o cofre brasileiro. Esperemos da Dilma uma atitude responsávável, que não faça vista grossa a seus apadrinhados, como Lula costumava fazer e para que no futuro não seja lembrada apenas como a primeira mulher presidente, mas como a presidente que conseguiu moralizar a politica brasileira.Tem a minha torcida.

  • Michel diz: 24 de agosto de 2012

    Escrevam aí: a Caixa Econômica Federal será privatizada em alguns anos.

  • alberto ferreira diz: 28 de agosto de 2012

    porque este artigo está há tanto tempo na zh? e com tão poucos comentários.
    coloquem coisas mais polêmicas

  • josé luiz bicca heineck diz: 29 de agosto de 2012

    Dependendo da ótica em que se analisa, podemos afirmar que o Brasil está quase parado, diminindo a velocidade de crescimento.Já perdemos algumas décadas, deixamos escapar por várias vêzes a chance de alcançar-mos níveis de desenvolvimento mais expressivos. Um dos nossos grandes males é a politicagem,que passou de " conversa ao pé do ouvido " para transações milionárias em dinheiro ou bens. A corrupção graça pelo país afora. O prejuízo é bilionário e segvue aumentando.Hoje para cada centavo gasto precisaria ter um fiscal ao lado.O que falta é educação com boa formação, com bons princípios, com respeitabilidade, tudo aliado a uma boa dose de civismo. Milhões trabalham ganhando pouco, muito pouco mesmo e milhares se locupletam no andar das transações milionárias. As medidas tomadas agora pelos governantes atuais atré poderiam ser interessantes já que nosso estado jogou a toalha, declarando aos quatro ventos que não tem recursos bilionários para obras.Nossa arrecadação é trilionária, mas não temos os bilhões para obras importantes. Na medida em que o governo oferece a iniciativa privada a possibillidade de realizarem as obras grandiosas de infraestrutura, necessárias para terminar com os gargalos conhecidos, poderia anunciar também aos quatro ventos a diminuição do tamanho do estado. Se a iniciativa privada fizer tudo o que está sendo oferecido, então poderemos diminuir o tamanho do estado pela metade. Sugiro ate que a iniciativa privada contrate os funcionários públicos dos ministérios em questão. Prá que tanta gente ganhando tanto se o serviço vai diminuir significativamente? Assim também deveríamos tratar as questões relativas aos gfastos dos políticos. Quanto o Brasil gasta por ano para sustentar todo o quadro político do país? Diminuindo o gasto o governo poderia fazer a reforma tributária e deixar de cobrar o cobra das pessoas. Este valor iria para o consumo das familias e consequentemente geraria novos empregos. Nos países desenvolvidos o gasto público é menor do que o nosso e a produtividade do trabalho é maior. Vivemos num país onde os governantes não pagam o piso nacional dos professores e isto tem que mudar. Tem que pagar o piso e professor tem que ensinar, sem a mínima possibilidade de greve, até porque não haveria motivos para tanto. O Brasil precisa adotar a racionalidade nas ações. Precisa se educar com esmero. Precisa ter saude. Precisa gerar empregos. Precisa acabar de vez com a corrupção. É constrangedor perceber que o Planalto não dá a mínima para o julgamento do mensalão. Isto é estarrecedor. Todos precisamos clamar por justiça.

  • Renato Barth diz: 1 de setembro de 2012

    É óbvio que o único caminho para melhorar a infra-estrutura neste país é a iniciativa privada, independentemente título que se dá, seja privatização ou parcerias, enfim. O importante é que finalmente estão se dando conta que o estato não sabe gerir nada. É imcompentente. Que bom que a Dilma, que foi eleita pela esquerda, aí incluídos a grande massa de funcionários públicos, CUT,MST e outros setores ligados ao corporativismo, está se dando conta disto agora. Antes tarde do que nunca. Pimenta nos olhos dos outros é colírio.O PT está tomando de seu próprio veneno. Espero que Dilma tenha pulso forte para administrar a Greve dos funcionários públicos, estes que se acham Donos do Brasil. Até agora a Dilma tem me surpreendido, positivamente, pois tem demonstrado grande capacidade de Gestáo, palavra que seu antecessor nem sabia o que era.

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