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Do Leitor: Conselheiros de Zero Hora opinam sobre a campanha

29 de agosto de 2012 2

A campanha institucional é de suma importância_ Eu já tinha comentado que achava ZH negligente neste ponto, agora sim esta lacuna está preenchida, parabéns isto é um avanço no jornalismo do RS. Que esta campanha continue com seus questionamentos em prol deste país!  A propósito, o debate ouviu especialistas, professores jornalistas… e os alunos? Só repercutiram a brilhante página da menina de 13 anos, como os estudantes podem ser incluídos neste debate? Sugiro que este painel rode pelas escolas e universidades!
Marco Antônio Simas Araújo

Achei muito boa a campanha, com questões muito pertinentes e acho que toca no ponto frágil de propostas políticas, pois se a educação tivesse maior cuidado com certeza teríamos um país melhor e mais igualitário. Acho que a imprensa tem este papel, denunciar muito…isto pra mim é mais político que muita promessa sem chance feita pelos políticos. Nosso país precisa olhar mais para as questões relativas à educação e precisa parar de reparar danos e apenas tapar feridas sem se preocupar verdadeiramente com as causas de nossas dificuldades, como as cotas por exemplo.
Vera Hartmann

Repetindo Jorge Gerdau Johannpeter, ZH de hoje página 20, “Aqui no Estado a educação está em deterioração vergonhosa……o que preocupa é que estamos em uma curva descendente, e sem reação”. Infelizmente para o politico inescrupuloso se perpetuar no poder, interessa manter baixo o nível de educação, nos Estados e mesmo no país como um todo. Para tanto manter os professores à mingua e por isto desestimulados é necessário. Enquanto uma recepcionista da Assembleia ganha mais de R$ 20 mil por mês. Povo sem instrução tem baixa autoestima e por isto acredita em qualquer demagogo; depois, frustrado, não tem meios de reação, e não tendo, se torna submisso. Massa de manobra. Recentemente meritocracia passou ser nome feio e avaliação de professores ofensa.
Debater educação com políticos se assemelha a entregar o galinheiro aos cuidados da raposa. A iniciativa é meritória, no entanto o trabalho será longo e requererá persistência para motivar professores, pais e alunos. Almejo a Zero Hora sucesso em mais essa empreitada.
Heitor Monteiro Lima

Cumprimentos à RBS pela iniciativa de promover esta campanha. Desejo que ela prossiga na busca por respostas, através de um debate necessário com os leitores e autoridades, no intuito de melhorar a qualidade da educação no RS e no país. Um dado que seria interessante ressaltar: além do fato de apenas 2% dos estudantes desejarem seguir a carreira de professor, um levantamento do MEC (Outubro/2007) revelou que 70% dos formados em licenciaturas a partir de 1982 havia rejeitado o magistério, utilizando o diploma para inserção profissional em ouras áreas. Na época, lembro que ZH publicou reportagem sobre o assunto. Este é o meu caso: um professor de História que trabalha há 15 anos no ramo da aviação.
Rodrigo Neto Dinnebier

Parabenizo o Grupo RBS pela campanha institucional em prol da qualificação da educação. A campanha certamente dará ainda mais destaque para a relevância desse tema, que é prioridade para o salto estratégico que nosso projeto de nação desenvolvida tanto demanda. No entanto, é necessário que o debate proposto por meio dessa campanha não se atenha à discussão e ao relato de programas educacionais e iniciativas do Governo, em seus diferentes níveis, para a melhoria da educação de modo amplo, ou aos já tediosos “ensinamentos” de especialistas a respeito de quais os remédios “certeiros” para a melhoria da educação de modo geral. Isso já foi feito e é cotidianamente feito nos mais diversos veículos de comunicação.
As lentes que utilizamos para tratar de educação precisam ser diversificadas. Esse tema precisa urgentemente de um foco no que acontece dentro dos muros da escola, no dia a dia das diferentes salas de aula, na relação que alunos e professores constroem diariamente, a cada momento em cada espaço que compartilham.
E me reporto, então, à notícia da página 41 da ZH de 28/08 (exatamente a mesma edição em que foi lançada a campanha em prol da qualificação da educação) sobre a página do facebook criada por uma aluna de uma escola pública de Santa Catarina para relatar os problemas de sua escola (“Diário de Classe”). O título da pequena notícia afirma que a aluna, Isadora Faber, usa o facebook para criticar a escola. Todavia, distintamente do que destaca a notícia, a página criada por Isadora apenas apresenta a realidade da escola em que ela estuda. São as imagens e notícias que ela traz da escola pra nós que são ruins, não seus comentários propriamente.
Isadora salienta em sua página que criou esse espaço para melhorar sua escola e a escola de todos. Ou seja, Isadora criou a página porque percebeu que não adianta falar de educação em termos de números e dados amplos. Isadora percebeu que quando o Aluísio Mercadante se gaba dos números vultosos referentes aos investimentos do governo em educação, ele não está levando em conta o bebedor quebrado da escola dela. Isadora percebeu que quando a secretária de educação fala dos números relativos aos programas de formação de professores, ela não está levando em conta a difícil relação entre seus colegas e o professor de matemática na sala de aula. Isadora percebeu que as críticas ao resultado de seu Estado no último IDEB pouco dizem sobre o momento em que a professora de história falava interminantemente sobre fatos históricos sem que aquilo fizesse sentido na sua vida em sua comunidade e que, por isso, ela preferiu ficar mexendo no celular.
Eu, assim, como a Isadora, acredito que não é mais aceitável mantermos o debate sobre educação restrito à discussão sobre políticas públicas de modo amplo. Falar de números, de programas governamentais de alcance amplo, de perspectivas para o futuro da educação não são suficientes se o olhar da sociedade manter-se alheio ao que acontece no dia a dia das escolas. Isso porque os números não refletem de fato o que é uma escola. E é de escola que estamos falando quando falamos em educação. É de escolas reais, de corredores sujos, de banheiros sem descarga, de bebedores estragados que devemos cada vez mais falar quando tratamos de políticas públicas de educação. Porque é nas escolas que tais políticas existem de fato. É na convivência diária entre alunos, professores, gestores, pais, funcionários que a escola se desenha. É com gente de carne e osso (que sente frio, que sente sede, que sente cheiro, que se alegra, que se motiva, que desrespeita, que humilha, que ataca, que ri, que discute, que aprende) que se desenha um projeto de nação com educação de qualidade.
A iniciativa do Grupo RBS em lançar uma campanha em prol da educação é louvável. Todavia, é importante destacar que o potencial grande erro numa discussão importante como essa é abordar o tema levando em conta números e programas educacionais de modo amplo, mas negligenciar (ou mesmo repudiar) iniciativas como as de Isadora, que, se bem conduzidas e gerenciadas, darão maior visibilidade ao lugar onde essas políticas públicas fazem sentido: o dia a dia das escolas.
Ingrid Frank

Comentários (2)

  • Cintia Mara Gonçalves diz: 29 de agosto de 2012

    Li sobre o movimento da Zero Hora a favor da educação
    inclusive trazendo especialistas para debate.
    Várias conclusões chegaram!
    Conhecemos a maioria delas:
    valorizar os professores!!!!!!????!!!!
    com salários baixos;unica profissão que se ficamos doentes,temos de recuperar os dias parado,ou seja,nem direito a ficarmos doentes temos;não ganhamos periculosidade,apesar de estamos sujeitos a pegarmos doenças ou sofrer agressões;
    para fazermos cursos de especializações,ou colocamos substitutos,ou ganhamos falta,
    afora ser caro a maioria dos cursos,principalmente para os do interior,pois ai incide passagem e até hospedagem;Muitas turmas e muitos alunos por turmas,sem tempo suficiente para preparo das aulas e projetos;…
    Escolas sucateadas!!!! sim e muitas,a minha tem que trocar telhados,arrumar fiação antiga,mais salas de aula,reforma da parte do prédio interditada,reforma total da quadra de esporte,mais computadores,acessibilidade……….
    Número pequeno de novos profissionais(2%),pq será?
    Projetos de melhora da educação?e as horas para fazermos? e verbas?
    um pouco do muito a ser pensado!
    Mas adorei a iniciativa da RBS,meus parabhéns!

  • maria neuza gomes marques diz: 3 de setembro de 2012

    Já faz tempo que ser professora era profissão de mulher, filha de fazendeiro, para levar informação aos filhos dos trabalhadores, tinha férias longas, se dava de forma bancária, por gerações seguidas. O mundo mudou e muda em velocidade espantosa. É triste, mas professor não ganha para computador, internet, literatura, jornal, revistas, curso de atualização, etc, necessários ao processo ensinar-aprender. Agora a situação é alarmante, vergonhosa e, o professor se sente responsável por não ter sido bom psicólogo, bom conselheiro, boa (bom) mãe(pai), nutricionista, orientador de higiene, etc para um trabalho diário de não menos, 20 alunos. Será que vamos sensibilizar as autoridades competentes? Países com menos riqueza natural, vencem pelo nível de educação- podemos nos espelhar neles, ou estou enganada?

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