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Posts de setembro 2012

Artigo: Ação e ilusão virtual

29 de setembro de 2012 1

Astor Wartchow*

Desde a revolta popular nos países árabes – ainda em curso, e agora nas grandes metrópoles mundiais, intensificou-se o debate em torno da capacidade de mobilização e ação político-social via internet, mais precisamente através das redes sociais, a exemplo do Facebook e do Twitter, bem como as imagens do YouTube.
Seria um novo poder, uma forma invisível de ação e reação quase instantânea. Uma forma de ação que transcende as limitações geográficas e que pode ser deflagrada a partir de um ponto distante, periférico e politicamente insignificante. E mais significativo ainda é o fato de que a ação pode ser realizada de forma anônima e sem medo de represálias.
Resumindo, seriam as vantagens tecnológicas a serviço da democratização do conhecimento e do poder. Ou da fragmentação e contenção dos abusos de poder. Ainda que desarticuladamente, seriam os indivíduos superando os grupos tradicionais de representação e participação. Sem manuais de conduta, sem gurus, sem hierarquias e sem regulamentos.
Claro que de parte dos mais notórios acossados e acusados também há reações. Alvos tradicionais, políticos, partidos e governos também montam suas estratégias de comunicação, informação e contrainformação.
O poder clássico de Estado, financeiro, judicial e fiscal, principalmente, ficou em segundo plano. O núcleo está na comunicação. No poder de incutir pensamentos e convicções. No poder de reforçar conceitos e preconceitos medos e temores. A política, em especial, é especialista em contrainformação, em “destruição” de personagens e personalidades, em abalos de confiança.
Consequentemente, esse intenso processo de participação, agitação, confusão, informação e contrainformação gera um volumoso, variado e caótico painel. Não é a toa que se sucedem os escândalos de toda ordem. Também não é toa que beiramos – se é que já não atingimos o fundo do poço – a completa desmoralização das representações clássicas.
É o excesso de tudo gerando a fadiga e o cansaço. Gerando a desmoralização de tudo. Gerando o desprestígio como regra.
Mas, em verdade, tudo isso já estava por aí, desde sempre, ainda que sob outras roupagens. A novidade são as novas mídias, os novos e intensos meios de comunicação e divulgação. Então, a regra não é mais o silêncio e a máscara. A regra, agora, a partir do saber e do conhecer, é a indignação e o caos.
Mas, a pergunta essencial é a seguinte: do ponto de vista do interesse público, haverá revolução, mudança de práticas e hábitos a partir de ações sem regras e sem hierarquia, sem planejamento e sem método? Ou tudo não passa e passará de uma ilusória e virtual sensação de ação e participação?

*Advogado

Do Leitor: Neve atinge o sul o país

28 de setembro de 2012 0

O frio e a neve atingiram o sul do país no começo da semana. Isso mesmo, em plena primavera, a cidade de São Joaquim, em Santa Catarina, e outros quatro municípios gaúchos, ficaram cobertos pela precipitação.  Foram 2.173 curtidas,  2.126 compartilhamentos e mais de 100 comentários na página de ZH no Facebook. Confira:


“Neve em plena primavera!”
Rosecler Zatti, via Facebook

“O nosso Rio Grande amanheceu todo branco, gelo puro.”
Antonio Carlos Silva, via Facebook

“Pode comprar casaco e botas.”
Denize Soares Lemos Batista, via Facebook

“Que primavera que nada, dê-lhe invernão!”
Neusa Grossmann, via Facebook


 

Leitores registram frio e neve pelo Estado

26 de setembro de 2012 2

Chuva congelada em Herval

25 de setembro de 2012 0

O vigilante Fábio Nobre de Souza fotografou a chuva congelada que caiu às 13h50min desta quinta-feira em Herval.

Foto do Leitor: Aluguel de Bicicletas

25 de setembro de 2012 0

Liam Moraes registrou os porto-alegrenses usufruindo do aluguel de bicicletas na Capital, que começou na última sexta-feira.

Artigo: Vagas pra deficientes

25 de setembro de 2012 7

Vladimir Polízio Júnior*

Sou contra reservar vagas em concursos públicos ou em universidades pela cor da pele. Creio que isso apenas subverta o que realmente deveria ser enfrentado, que é a má qualidade do ensino público, embora predomine no Supremo Tribunal Federal entendimento diverso. Com relação aos portadores de necessidades especiais, a situação é outra. Há concursos nos quais se exige atributos físicos que todos sabemos servem apenas para reprovar candidato, e não para demonstrar uma identificação maior ao cargo protendido. Por isso quando o STF suspendeu o concurso da Polícia Federal, em julho último, porque não foram destinadas vagas aos portadores de necessidades especiais, e determinou que novo edital fosse publicado com vagas para deficientes, pensei que esse tema fosse algo superado. Eu estava enganado.
Infelizmente, algumas Administrações Públicas insistem em violar o art. 37, VIII, da Constituição Federal, de clareza irretocável: “a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para pessoas portadores de deficiência e definirá critérios de sua admissão”.
Pouco tempo depois da decisão do STF, a polícia civil do Espírito Santo publicou edital para o cargo de agente, destacando que “Não serão oferecidas vagas para candidatos portadores de deficiência, em razão de as atribuições do cargo exigir aptidão plena do agente de polícia civil”. Diante desse absurdo, a Defensoria Pública ingressou com uma Ação Civil Pública no final de agosto requerendo que não se violasse a Constituição, e que houvesse vagas para deficientes. O juiz da 2ª Vara Cível de Baixo Guandu, Roney Guerra Duque, acolheu o pedido e mandou adequar o edital.
No Estado do Acre também coube à Defensoria Pública requerer a suspensão do concurso para os cargos de agente e de escrivão de polícia, porque não estabeleceram vagas para pessoas com deficiência, o que foi aceito no último dia 17 pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Rio Branco, Luís Camolez.  O magistrado não concordou com a justificativa de que a restrição imposta aos portadores de necessidade especiais seria legítima em virtude da natureza do trabalho policial, e que estaria respaldada na Lei Orgânica da Polícia Civil.
Se de um lado falta bom senso àqueles que ignoram o direito de integração das pessoas com necessidades especiais, por outro temos Instituições atentas e sempre prontas para proteger o interesse coletivo. Menos mal.

*Defensor Público

Foto do Leitor: Programa de domingo?

24 de setembro de 2012 0

Maria Cristina Brunes registrou a pesca na rodovia Porto Alegre-Osório (BR-290), a free-way. Por causa do acúmulo da água das chuvas a prática do esporte foi possível.

Foto do Leitor: Companherismo

24 de setembro de 2012 0

Cheila Angelita do Nascimento Tavares registrou o companherismo entre o gaúcho e seu cavalo. Depois do desfile de 20 de setembro era hora de dar água ao amigo.

Artigo: Políticas Educacionais

22 de setembro de 2012 12

Ubiratã Ferreira Fretias*

Os índices negativos da educação brasileira estão em níveis assustadores, sendo o grande vilão desse resultado o Ensino Médio, que cada vez mais deixa a desejar na formação de futuros jovens profissionais de todas as áreas. Estamos em um momento de um pleito eleitoral nos municípios, onde os candidatos se apresentam com fórmulas “mirabolantes” para sanar as realidades de uma sociedade que caminha a passos largos para um futuro incerto, daí podemos acreditar em melhoras na educação?
A nossa indiferença ao que se apresenta como solução educacional está acarretando um déficit de compreensão e compromisso, cujo preço está muito alto, ou seja, a realidade é a que nossa política se transformou em um “bom negócio”, um “bom salário” e vantagens para os candidatos eleitos. Isso tudo me deixa assustado com as “várias políticas adotadas dentro do Estado Brasil”.
No caso da educação aqui no RS, qual seria a saída para aumentar os índices educacionais? Acho que essa resposta é muito simples, o Brasil deve ter uma educação igual para todos os setores sociais, o Governo Federal diz como deve ser feito, os Estados fiscalizam e  executam e os municípios efetivam na base o alicerce educacional voltado para o aprendizado, solidificando  o incremento de saberes e despertando a intelectualidade das crianças.
Na realidade não é assim que as coisas acontecem, as esferas de poder citadas acima tem suas próprias políticas educacionais, em detrimento de sua própria vontade. O Governo Federal organiza a educação de uma maneira que não condiz com as realidades sociais, no  Estado do Rio Grande do Sul as escolas possuem total autonomia para fazerem o que bem entenderem com a educação, os municípios têm suas próprias leis e determinam como vai ser o processo educacional, ou seja, cada instância do poder governamental faz do seu jeito.
Dessa maneira não mais teremos uma educação de qualidade, pois não há uma unidade política educacional voltada para uma educação de qualidade, o que acontece é uma “vaidade política de tirar vantagens  para o futuro”. Não podemos admitir que os órgãos de poder fizessem suas próprias leis educacionais, tem que haver uma coerência. Por exemplo: um aluno que troca de uma escola pública estadual para outra escola estadual na mesma cidade a nível médio, não possui o mesmo conteúdo que é dado em sua escola anterior, mas a escola é do Estado. Então porque não é a mesma educação, ou melhor, o mesmo conhecimento? Se trocar de Estado então, fica completamente deslocado e sem fundamento, ou seja, o Brasil atual possui muito tipos de educações dentro da educação.
As direções das escolas do Estado do RS, cada qual tem suas políticas e normas para sua administração, acho que deveria ser um “padrão”, onde todas seriam regidas da mesma forma, onde todas as decisões fossem direcionadas pelos órgãos competentes, no caso as CREs, e não pelos diretores que em muitos casos não possuem qualificação, flexibilização e coerência para tal responsabilidade.
Os municípios em grande maioria, adotam políticas que somente elevam os índices de aprovação, mas não tem o compromisso da real formação na base, e como se percebe isso? Quando o aluno chega ao nível médio e não sabe, em muitas vezes, escrever o próprio nome, então como vamos ter uma educação de qualidade se cada órgão gestor possui a sua política educacional? O Ensino Médio não é o culpado dos baixos índices educacionais, o nome já diz tudo “ensino médio”, ou seja, ensino do meio, da metade do aprendizado, do momento de transição do jovem aluno adolescente, da fase de criança para a fase adulta. Então, como podemos fazer uma casa começando pelas paredes, e o alicerce?
A educação é coisa séria, e isso não é levado em conta pelos políticos e políticas públicas que se apresentam, não adiante pedagogias e novas técnicas para os alunos, se a educação e uma diversidade de coisas diferentes e sem fundamentos em todo o “Estado Brasil”.
Enquanto não existir uma unidade educacional que possua um compromisso voltado para o desenvolvimento intelectual, aplicando em todo o Brasil uma “única política educacional” nos Estados e Municípios, deixando as legendas partidárias de lado, buscando fazer uma coesão social em prol da educação, tentando salvar a sociedade brasileira que caminha para o caos – seja não está -, talvez tenhamos a chance de novamente sermos o país do futuro, pois do jeito que está, será que ainda podemos dizer que “as crianças são o futuro do Brasil”?

*Professor

Do Leitor: Homenagem ao 20 de Setembro

21 de setembro de 2012 0

A homenagem do colunista Fabrício Carpinejar ao tradicionalismo emocionou os leitores. As palavras do escritor, publicada em meio às comemorações do feriado de 20 de setembro fez os gaúchos relembrarem as raízes e revigorar o orgulho de ser do Rio Grande do Sul. Foram 2.114 curtidas, 3.150 compartilhamentos e mais de 80 comentários na página de ZH no Facebook:

“Belíssimo, Carpinejar. Belíssimo!”
Caco Konzen, via facebook

” Meu Deus, que texto maravilhoso! Lindo demais!
Franciely Bordin, via facebook

“Tradição é cultivar e valorizar suas raizes, sem querer que os outros a vivam, pois cada um tem a sua!”
Claudionice Pozzer, via facebook

“Cultura tão grande, que não existe em nenhum estado, que orgulho de ser Gaúcho! Como dizem, primeiro gaúcho depois brasileiro.”
Ramon Gomes, via facebook

“Saudades do meu Rio Grande!”
Cristian Lamb, via facebook

“Na verdade o Carpinejar, é gaúcho. E como todo gaúcho, mais do que bombachas e demais indumentárias, gaúcho é sentimento, alma e consciência! Orgulho de um povo. Sem cor, sem credo, sem roupas específicas, mas com um sentimento comum!”
Adenir Jardim, via facebook

“Tradição é amor ãs tuas origens; é valorizar a tua herança cultural.”
Pedro Gilberto Aloise, via facebook

“Tradição é amar nosso chão. É ter orgulho de sermos gaúchos.”
Susana Muller, via facebook