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Posts de dezembro 2012

Artigo: A NOVA LEI SECA

31 de dezembro de 2012 3


André Marques*


O autor dessas linhas ficou muito feliz, tendo a certeza de que a sua felicidade fora como de tantos outros brasileiros, quando foi alterado o Código de Trânsito Brasileiro, por meio da Lei nº 11.705/08, que originou a chamada Lei Seca, mesmo sabendo que a legislação, na época possuía insuficiências.

Em 28 de março deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de decisão de sua 3ª Seção, trouxe desânimo em diversos setores da sociedade brasileira, haja vista que somente seria instaurada ação penal em desfavor de motorista embriagado tipificado no art. 306 do CTB se fosse comprovado ter ele concentração de álcool no sangue igual ou superior a 0,6 gramas por litro, o que somente seria possível por meio do uso do bafômetro ou exame sanguíneo, aceitos de forma espontânea pelo condutor.

Após a repercutida decisão do STJ, a Câmara dos Deputados aprovou novo projeto de lei, que dentre as modificações previstas trouxe a extinção da obrigatoriedade do teste do bafômetro e do exame de sangue. Noutra banda, com o sistema tradicional processual, as provas obtidas através de testemunhas, imagens, vídeos ou quaisquer outras em direito admitidas passaram a ser valoradas. Projeto enviado ao Senado e aprovado sem qualquer modificação e a presidente Dilma Rousseff sancinou a nova lei seca no dia 20 de dezembro.

Voltando a estaca zero a chamada lei seca, agora de cara nova a lei vai pegar? Não há dúvidas que mais uma vez o legislador buscou dar uma resposta imediata à sociedade, cansada das corriqueiras notícias de violência no trânsito. Ocorre, que até os dias de hoje, não há dúvidas, também, que o caminho adotado, juridicamente, não foi o melhor percorrido.
Acidentes de trânsito constituem uma chaga social que envergonha o Brasil, demonstrando números que ultrapassam 40 mil vítimas por ano, conforme estatística do último levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2010, que corresponde a quase 110 pessoas por dia. Através desses números, podemos comparar que nenhuma guerra em andamento, no cenário em que vivemos, produz tal número de vítimas.

A nova lei seca vem sendo manchete, bastando zapear os canais disponíveis na TV, as frequências de rádio, além do jornalismo impresso, para observarmos as tragédias que trucidam pessoas, destroem sonhos e enlutam famílias, sendo as vidas jovens que compõem a parte mais relevante desse massacre.

Sabemos que a estrutura fiscalizadora do trânsito é visada para a arrecadação e com o surgimento da nova lei seca, continuo acreditado que a mesma continua falha, haja vista a possibilidade do pagamento de fiança, que tirou o rigor da lei e penaliza os menos favorecidos.
Observa que a lei trouxe mecanismos para o estado arrecadar um pouco mais, já que a infração em momento pretérito era de R$ 957,65, agora R$ 1.915,30 e em caso de reincidência o valor de R$ 3.830,60. Em nosso pensar, trouxe novas oportunidades para os corruptos (condutor subornar policiais) para escapar das penalidades.

Sem mais delongas, conforme o ditado popular, no Brasil existem as “leis que pegam” e as “leis que não pegam” e continuamos com a visão fantástica de que a nova lei seca vai pegar. É preciso entender que leis não resolvem os problemas sozinhas é preciso prevenção e educação.

*Advogado

Artigo: Novo ano, novas possibilidades

29 de dezembro de 2012 0

Evandro Saldanha Jochims*

E assim chegamos ao final de mais um ano, de forma abrupta, como sempre acontece. Embora muitos dos sonhos e metas traçados para este ano tenham de ficar esperando para talvez se realizar em 2013, há muitos e bons motivos para comemorar. Comemorar antes de tudo porque 2012 nem deveria ter acabado e acabou muito bem, obrigado. A despeito de todos os documentários sensacionalistas, com incontáveis cenas da Terra sendo vaporizada, nenhuma catástrofe nos deu o ar da sua graça no final do ano.

A espécie humana sempre foi fascinada pela sua própria destruição. Imaginar como será o último capítulo de nossa existência neste planeta é algo que muitos procuram evitar, mas que ninguém consegue ignorar ou se manter neutro. Quanto mais obscuro, sinistro ou aterrador, mais nos sentiremos atraídos, com nosso imaginário trabalhando a todo vapor. Todo final de ano representa o fechamento de um ciclo, o encerramento de uma jornada que sempre envolve realizações, superação de obstáculos ou decepções, eventuais desilusões e fracassos.

Ratificando o que alguns filósofos da antiguidade já haviam elaborado, a Física moderna propõe que o tempo não existe. O conceito de tempo que adotamos e seguimos está sempre atrelado à imagem de um relógio, com os ponteiros das horas, minutos e segundos, de tal forma que isso nos parece algo imutável, sagrado até. É quase impossível imaginarmos o tempo de outra forma. Na civilização ocidental, toda a nossa existência está relacionada e demarcada pelo conceito do tempo cronológico: hora de tomar o remédio, hora de ir para o trabalho, dia que marca o domingo, dia de nosso aniversário, dia do primeiro beijo, dia que marca o final de um ano, dia que marca o início de um novo ano…

Tudo isso não passa de uma convenção. Para algumas tribos aborígenes da África e da Austrália, que não utilizam o conceito de tempo em suas vidas, a existência humana não é pautada pelas horas, dias ou anos. Antes, privilegiam-se as atividades necessárias à sobrevivência, os afazeres domésticos e os momentos de lazer. Nesse contexto, a vida humana assume um significado muito diferente do nosso. Cada tarefa, cada brincadeira acontece de forma natural e espontânea, pois não está condicionada pela escravização imposta pelo tic-tac de um relógio.

Da forma como vivemos, o final de um ano e início de outro sempre evoca o imaginário. Nos acostumamos a pensar que tudo será diferente, que coisas extraordinárias acontecerão. Pensamos desta forma sobretudo porque desejamos que seja assim! Gostaríamos muito que nossa vida desse um giro de 360 graus, para melhor é claro. No entanto, sabemos muito bem que muito pouco ou nada de diferente acontecerá. Eventuais realizações se intercalarão com muitas tentativas fracassadas e decepções, afinal somos um só, e o mundo em que precisamos lutar para sobreviver é uma multiplicidade, quase uma infinitude de variáveis, todas funcionando como obstáculos. É claro que as possibilidades de sermos derrotados são muito maiores do que as de sairmos vencedores.

Tal constatação, no entanto, precisa funcionar como um incentivo e não como uma perspectiva de derrota antecipada. Se terei mais barreiras, tenho que ser ainda mais forte. Se o ambiente de trabalho está carregado de derrotismo e pessimismo, então preciso ser ainda mais otimista, ver coisas positivas e oportunidades onde outros veem desilusões e fracassos.

Será mesmo que 2013 será tão diferente de 2012, tão melhor que 2012? Até pode ser, mas sou EU que tenho de criar as condições para que isso aconteça. Não irá acontecer por um passe de mágica, por um milagre. O início de um novo ano não traz promessas milagrosas de melhorias de vida, como muita gente pensa. O que ele traz são possibilidades. Cabe a cada pessoa transformar estas possibilidades em realizações ou… em decepções.

Levantemos as velas pois, e preparemo-nos para navegar mais uma vez por esse mar desconhecido e deveras fascinante chamado futuro. O que seria do gênero humano sem a aventura, sem a incerteza, sem o mistério? Seja muito bem-vindo 2013, e que bons ventos o tragam!

*Professor


Do Leitor: A Lua e o planeta Júpiter

28 de dezembro de 2012 0

Os gaúchos puderam ver, a olho nu, o alinhamento das órbitas da Lua com o planeta Júpiter na noite desta terça-feira. O fenômeno astronômico já havia ocorrido em novembro. Na época, o astrônomo Eugênio Reis explicou que a Lua fica um pouco mais baixa e passa na frente de Júpiter, provocando uma coincidência das órbitas. Foram  481 comentários,  3.440 curtidas e 7.388 compartilhamentos na página de ZH no Facebook.

Confira:

“A lua estava maravilhosa ontem , eu fixei meus olhos nela por vários minutos eu amei aquela cena … Estava encantadora hein …”
Jane Lara, via Facebook


“A lua, em pleno dia de natal fez o show. Eu vi achei espetacular”.
Eliane De Araújo Fraga , via Facebook

Artigo: A Copa não é tudo

28 de dezembro de 2012 11

Andreas Richter Weber*

Muito se tem falado nas diversas mídias sobre a preocupação de muitos em relação à Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil. São diversas as preocupações. O pessoal da Federação Internacional de Futebol (Fifa) está preocupado com a construção dos estádios, dos hotéis, dos aeroportos. Enfim, de todo aparato necessário para cada uma das 12 sedes receber o evento.

Sua maior preocupação, portanto, é com a infraestrutura. Para eles, o que interessa é que tudo esteja pronto e de acordo com as normas regidas pela entidade em junho de 2014. O que o Brasil fará depois da Copa com esses estádios que serão construídos em Belém e Manaus, por exemplo, não é problema deles.

E esse é o ponto que o governo deve levar a sério. Os governantes brasileiros precisam levar em conta não só o evento Copa, mas sim pensar a longo prazo. Tudo bem, a Copa tem uma repercussão mundial, é positiva ao país. Mas o que fazer com esses gigantescos estádios que serão levantados em territórios brasileiros onde o futebol ainda possui pouca expressão?

A palavra-chave é planejamento. Mais do que realizar um grande espetáculo em 2014, o Brasil precisa fazer valer esses caros projetos e utilizá-los a fim de desenvolver o esporte no Brasil, formar bases de atletas, incentivar jovens e promover eventos além do futebol. Tudo isso para que essas obras tenham uma digna valorização, não servindo apenas a um evento que dura um mês. É preciso, portanto, pensar na Copa como apenas uma das etapas do esporte no Brasil, sabendo que a importância de toda a infraestrutura elaborada está no futuro, em muitas outras situações que virão pela frente.

Ademais, precisamos levar em conta que em termos de aeroportos, estradas e infraestrutura em geral, nossa nação deve muito. A população brasileira espera, portanto, que a Copa seja o ponto de partida para melhorias nesse sentido, e que essas melhorias não sejam mero disfarce a ser colocado em prática apenas durante o evento. Que tudo isso não seja provisório, mas que fique para a população. Não adianta fazer instalações provisórias em aeroportos. Todo mundo sabe que independentemente da Copa, quando não há evento algum, a situação já é preocupante nas grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e também Porto Alegre.

O desafio é enxergar a Copa como ponto de partida para uma revolução em termos de desenvolvimento no Brasil. Que todos possam enxergar, inclusive aqueles que nos governam.

*Estudante

Foto do Leitor: Tucano no quintal da minha casa

27 de dezembro de 2012 0

O leitor Vinícius Biscarra Severo, registrou a visita de um tucano no quintal de sua casa, em Coqueiro Baixo (RS). ” O pássaro é comum na nossa região e tive a felicidade de registrar sua visita”, comenta o leitor.

Um lindo sorriso natalino

23 de dezembro de 2012 5

A alegria do Natal fica bem representada no sorriso de Isabella Czerneck Dalcin, de 18 meses, sobrinha-neta de Adelmar V. Marques Filho, que mandou a imagem feita pela fotógrafa Pati Mesquita, a pedido dos pais do bebê, Renata Czerneck e Eduardo Dalcin.

Artigo: O FUTURO COMEÇA AGORA. VOCÊ SABIA DISSO?

23 de dezembro de 2012 0

Odilon Medeiros*

O futuro a Deus pertence. Passei a minha infância inteira ouvindo o meu pai, que aproveito para homenageá-lo agora. É… como, conforme ele afirmava, o futuro não me pertencia e, assim, eu não sabia que, anos mais tarde, estaria usando as suas sábias palavras para ser mote para uma reflexão minha.

Hoje vejo que era uma frase singela, dita de forma humilde, mas cheia de sabedoria. É verdade: como o passar do tempo, como as coisas mudam… O poeta nos faz refletir perguntando de “Quantos amores jurados pra sempre, Quantos você conseguiu preservar?” Do passado para o presente e dele para o futuro, a única coisa que não muda, é a mudança.

Hoje vejo países que dificultavam ao máximo a nossa entrada, que nos humilhavam e que tinham preconceito conosco, passando por crises que até pouco tempo atrás era inimaginável. Atualmente, empobrecidos, nos convidam para visitá-los, nos pedem socorro, precisam de nosso dinheiro. Alguma vez você já pensou que tal situação poderia ocorrer?

Hoje vejo também (aliás, não vejo, lembro, pois elas sumiram), empresas outrora muito poderosas que faliram. Em alguns casos foram engolidas por outras menores e mais novas. Essa situação também chega a ser estranha, não é verdade?

Quantos profissionais, que você conheceu ou ouviu falar, também mudaram de ramo, deixaram os negócios, foram desligados, substituídos? Tenho conhecimento de profissionais que eram tidos como verdadeiros baluartes das empresas e foram demitidos. Eram pessoas tão poderosas dentro de determinadas instituições que eu jamais pensei que algum dia eles seriam desligados, principalmente da maneira que alguns foram…

Destaco que o importante é vencer alguns sentimentos inferiores que pairam sobre a nossa cabeça quando tomamos conhecimento que fatos como estes aconteceram com determinadas pessoas. O que, para nós, talvez fosse um sentimento de justiça, pode, na realidade ser um sentimento de vingança, que não nos engrandece em nada. É difícil, mas não impossível, evita-lo.

Mais especificamente para a última situação citada, fico pensando o que pode passar na cabeça deles, quando receberam o comunicado do desligamento. Será que algum deles pensou como agiu quando desligou um membro da sua equipe? Pensou nos sentimentos daquela pessoa? Se a decisão foi justa? Ou se foi realmente necessária?

E agora? Será que, ao passar por uma situação que ele tenha feito alguém passar, está com a consciência tranquila, pois administrou bem aquela situação? Ou está arrependido e dizendo para si mesmo que gostaria de ter outra chance para, agora sim, fazer como deveria ter feito da primeira vez? Será que está se sentindo injustiçado e dizendo que eles não pensaram nos seus sentimentos, no momento que ele está passando, nas consequências sobre a sua vida?

Os motivos que levaram a todas as situações citadas acima são os mais diversos e não é o meu intuito discuti-los aqui. O meu intuito é levar você, leitor, independentemente do campo onde atue, a refletir sobre o que você pode fazer agora, para que não tenha arrependimento e perdas no futuro.

Recomendo que faça uma análise sobre as suas relações interpessoais em todas as esferas da sua vida: na família, na empresa, com outras pessoas que convivem você. Primeiro perceba se as pessoas, espontaneamente dão opinião sobre a sua maneira de ser, pois, se positivo, pode demonstrar que você está no caminho certo. Perceba como você se vê e, informalmente, converse com as pessoas sobre o seu comportamento. Peça a essas pessoas que sejam sinceras e garanta que não haverá qualquer tipo de retaliação (e cumpra isso!). Esteja aberta para receber esse retorno e procure saber se você trata as pessoas com educação, com respeito, se é empático, se sabe dar notícias não positivas (mas necessárias), se facilita processos, se sabe escutar, etc. Depois compare a sua percepção com as outras.

Observe os resultados. A sua percepção chegou perto da percepção das outras pessoas? O que precisa ser feito? Lembre-se que o início do futuro é agora. Por isso, adeque-se. Mude o que tem que mudar já. Ou então, culpe-se para sempre: a opção é sua. Portanto, aja hoje para ser feliz amanhã. Que assim seja!

* Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA

Final de tarde em Alegrete

22 de dezembro de 2012 0

A leitora Juliana da Silveira registrou este belo final de tarde em Alegrete.

Do Leitor: Protocolado projeto para tombar o Olímpico

21 de dezembro de 2012 0

O vereador Pedro Ruas protocolou nesta terça-feira o projeto para tombar o Olímpico como patrimônio. Se o documento for aprovado, a OAS não poderá implodir o estádio. E você, o que acha? Aprovaria a proposta?  Foram mais de 436 comentários, 941 curtidas e 465 compartilhamentos na página de ZH no Facebook.

Confira:



“Olá, boa noite, acho que o Olímpico deveria ser imortalizado, como um verdadeiro museu, onde muitas pessoas poderiam visitar, onde muitas pessoas poderiam, conhecer onde nasceu o verdadeiro imortal tricolor gaúcho, não deveria ser demolido!!!!!!”

Jonas Baumhardt, via Facebook

“Nada mais justo para aquele que serviu de vitrine para Porto Alegre nas transmissões de jogos !! Olímpico Monumental = Olímpico Imortal !!”

Marcio Dalpiaz Quintanilha, via Facebook

“Ridículo! Quem irá sustentar este “elefante branco”? Pura vaidade. Estamos na era do Arena. O Olímpico deixou uma história bonita, mas já é passado.”

Virgínia Mello, via Facebook

Artigo: O PODER DA SIMPLICIDADE

21 de dezembro de 2012 11


Élcio Pinheiro de Castro*

Nossa capacidade de saborear cada momento é o grande segredo para apreciarmos os prazeres da vida. Se dermos atenção e avaliarmos a beleza, mantivermos a serenidade e enxergarmos a arte presente em cada dia, conseguiremos uma sabedoria de vida que irá contagiar todos ao nosso redor.

Dentre inúmeros outros, Oscar Wilde, escritor, poeta, dramaturgo, crítico de seu tempo e de sua sociedade, amante dos prazeres da vida e sensível à beleza, tanto exterior quanto interior, frequentemente dizia: “Adoro os prazeres simples. Eles são o último refúgio dos homens complicados”.

Os “homens complicados” de que trata Wilde, não sabem aproveitar esses prazeres, porque esperam da vida grandes acontecimentos que nunca irão chegar. Há coisas que são preciosas justamente porque duram pouco. A vida é um canto eterno de beleza. Os homens complicam a vida e dificultam a existência porque se acreditam diferentes uns dos outros.

Para nos sentirmos bem não é necessário nenhum gasto com terapia. Aliás, os prazeres mais intensos que a vida nos proporciona são grátis ou exigem muito pouco dinheiro. Confira: pedalar sem pressa numa bicicleta; cumprimentar um desconhecido na rua quando nos encara; ver o pôr do sol; ouvir música; dar flores a quem não espera; tomar um banho quente em uma noite fria; dançar pela casa; visitar um amigo de surpresa; acariciar um gato e ouvi-lo ronronar; preparar um prato diferente; conversar com o vizinho; receber um e-mail da pessoa amada que não vemos há muito tempo etc. etc.

Saiba viver integralmente os belos momentos de sua vida. Aproveite os minutos de alegria, sem pressa de novamente mergulhar nos trabalhos agitados. Goze amplamente seu repouso espiritual. Olhe a paisagem, contemple as estrelas, aprecie os caprichos da natureza, colha em todos os canteiros as flores de alegria nos pequenos prazeres. Modifique seu modo de pensar para que sua saúde encontre o equilíbrio necessário e prosperar cada vez mais.

Assim agindo, dentro de pouco tempo você estará impregnado de amor e alegria que são os elementos básicos para conquistarmos amizades e as conservarmos. E são básicos também, para nossa paz mental. Experimente. Demonstre amor, bondade e alegria em todas as oportunidades diárias e veja que a paz nasce dentro de você.

Neste fim de ano, estamos novamente celebrando o aniversário do homem mais querido e mais famoso do Planeta que não precisou dizer nada a respeito da simplicidade, da pureza ou da humildade. Apenas nos deixou o seu exemplo que (como sabemos) vale mais do que mil discursos. Basta observar. Para muitos, 2.000 anos ainda não foram suficientes para perceberem o que já foi revelado há tanto tempo.

Natal também é festa. Natal também é simplicidade. Das crianças, dos jovens e dos velhos. É festa de todos, sem nenhuma distinção de raça ou de cor.

Meu desejo é que na noite de paz que se aproxima, o olhar da bondade divina ilumine e inspire cada um de vocês a viver com alegria todos os pequeninos momentos que certamente 2013 vai nos oferecer.

Feliz Natal a todos.

*Desembargador