Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de abril 2013

Sobre ZH

30 de abril de 2013 1

Após a leitura do jornal, comente aqui o que achou sobre a edição de Zero Hora do dia 30 de abril de 2013.

Sobre ZH

29 de abril de 2013 0

Dê sua opinião sobre a edição de hoje de Zero Hora, dia 29 de abril de 2013.

Sobre ZH

27 de abril de 2013 0

Comente aqui o que você achou sobre a edição de Zero Hora, do dia 27 de abril de 2013.

Sobre ZH

26 de abril de 2013 2

Após a leitura do jornal, comente aqui o que achou sobre a edição de Zero Hora do dia 26 de abril de 2013.

Artigo: Neblina e os gargalos do Aeroporto Salgado Filho

26 de abril de 2013 0

PAULO MOSER *

Porque o equipamento ILS CAT II ( para pouso em neblina) não resolverá o problema no aeroporto Salgado filho?

Sou usuário do aeroporto como passageiro e como trabalhador. Tenho 35 anos de experiência como piloto de linha aérea, dos quais 20 anos como comandante da nossa saudosa VARIG.

Com isso, sempre senti os 2 lados dos problemas que acometem aos passageiros e aos pilotos com os problemas recorrentes do aeroporto fechado por causa da neblina e suas consequências, e as soluções sugeridas para amenizar esse problema, ao meu ver, estão distorcidas.

O que ocorre em nosso aeroporto é que quando surge a neblina, geralmente o aeroporto é fechado e a visibilidade fica bastante restrita e a distância vertical ( teto) inferior a 30 m conforme definição de nevoeiro na meteorologia aeronáutica.

Um avião do porte do B-737/800 da Gol, por exemplo, ou o AIRBUS 320 da TAM, podem pousar/decolar quando a visibilidade está em 800 m ou mais e o teto de 60 m ou mais na pista principal ( pista 11).

Por isso a necessidade de se instalar um equipamento melhor para que os aviões possam efetuar os procedimentos de pouso e decolagem com visibilidade e teto inferiores a estes, justamente em condições adversas, como nevoeiro ou mau tempo.

O sistema “ ILS CAT II” irá reduzir o teto para pouso somente em 30 metros e 400 m de visibilidade, porém para que uma empresa aérea possa usar esta facilidade, seus pilotos (TODOS) devem ter um treinamento em simulador de voo e teórico, o que já onera bastante as companhias. Uma de nossas grandes empresas brasileiras de aviação já informou que não fará este investimento, pois não representaria grandes vantagens. PORQUE ? – Se fosse instalado um sistema “ILS CAT I” na cabeceira oposta ( pista 29), que é bem mais barato do que o “ILS CAT II”, já melhoraria muito os índices de atrasos, pois é justamente quando chega a chuva e os temporais que o vento muda e consequentemente a pista em uso, que tem um teto mínimo para pouso muito maior ( em torno de 200 m) do que na pista normal de pouso que é a pista 11.

Além disso, para que o “ILS CAT II” seja instalado, a pista de pouso do Salgado Filho teria que ser alargada em pelo menos 3 m. Isso é um dos requisitos necessários para que este equipamento possa ser utilizado.

Portanto poderíamos economizar milhões de reais instalando um segundo equipamento “ ILS CAT I” na pista oposta e já reduziríamos os atrasos dos voos em pelo menos 50%.

Já foram gastos milhões em desapropriações e remanejo. Se fosse aumentada a pista só em 500 m, isso já resolveria o problema para um B767, por exemplo, decolar de Porto Alegre direto até Orlando sem escalas e com alternativa para Miami, e não só até Miami com restrições no peso máximo de decolagem e na temperatura ambiente.

Lembro que a TAP já voa para Lisboa desta pista e direto.

Em pleno século XXI o sistema “ ILA CAT II” já está muito ultrapassado. Podemos usar uma aproximação por GPS que nos dá praticamente a mesma precisão ao custo de 5% do “ILS CAT II.

Existe espaço suficiente para ampliação do terminal de passageiros e para mais estacionamentos, inclusive para uma ligação entre os 2 terminais pelo aeromóvel, sem a construção de um novo aeroporto a 30 km do centro de Porto Alegre por uma “BR” congestionada com alternativas projetadas sem prazo e perigosas .

* COMANDANTE DE LINHAS AÉREAS

Sobre ZH

25 de abril de 2013 0

Dê sua opinião sobre a edição de hoje de Zero Hora, dia 25 de abril de 2013.

Sobre ZH

24 de abril de 2013 0

Comente aqui o que você achou sobre a edição de Zero Hora, do dia 24 de abril de 2013.

Artigo: Sobre a paralisação nacional do magistério

24 de abril de 2013 1

Bernardo Caprara *

Se alguém está lendo estas palavras, o trabalho deles esteve presente. Se governantes, jornalistas, empresários ou quaisquer leitores destituídos da preguiça vigente para ler mais do que duas frases estão seguindo adiante, os professores fizeram parte das suas vidas. Penso que os argumentos que justificam a paralisação do magistério público nacional nestes três dias a seguir devem caminhar em duas frentes entrelaçadas, pelo menos: uma política e outra pedagógica.

Do ponto de vista político, paralisar é uma necessidade devido aos desmandos dos governos relativos ao financiamento e ao desenvolvimento da educação. O fato de que no Rio Grande do Sul o piso salarial legal não é aplicado constitui um ponto de luta veemente. As horas-atividades devem ser cumpridas e remuneradas. As escolas demandam professores qualificados e uma dedicada revisão/manutenção das suas estruturas físicas. A carreira pouco atraente, comparando com o mercado de trabalho atual, não faz com que os novos concursados planejem permanecer por bastante tempo. Há a necessidade de que o professorado questione a própria legitimidade incontestável das relações de trabalho que favorecem demais o capital em vez dos trabalhadores. Daí se desdobra uma associação à face pedagógica da coisa.

Os olhos dos nossos alunos ainda exibem esperança. Embora a situação possa ser de uma crueldade desumana, às vezes, ser professor ainda faz sentido. Pululam por aí casos de ótimos profissionais com ótimas histórias para contar sobre experiências pedagógicas satisfatórias. Porém, através da desencantadora aventura sociológica, percebe-se uma pedagogia de mercado intrínseca aos sistemas de ensino. Muitas pessoas estão agindo baseadas num repertório operacional de disposições que servem como sofisticados simulacros das relações provindas das sarjetas do capitalismo financeiro e da falência da modernidade. A competição, a vitória sem limites, a ganância, o investimento, a especulação, a hierarquia, as relações líquidas, voláteis e efêmeras, o tratamento essencialista dispensado aos discentes e um clima geral de conformismo com as condições da vida social repetem-se como espécies de axiomas dos horizontes da educação em funcionamento no país. À feição de um sintoma reside a máxima de que hoje é melhor ter do que ser (estar, na verdade).

Construir um processo de ensino e aprendizagem envolve, sim, apostar algumas fichas nas especificidades dos conteúdos divididos sob o prisma cartesiano, mas parece carecer com urgência de uma ressignificação do sentido pedagógico hegemônico. O aspecto humano da atuação em sala de aula tem que ser prioridade, afinal nós lidamos com jovens intensos, múltiplos e heterogêneos que vivem a sociabilidade dos colégios e das ruas todos os dias. Um conjunto de princípios que vai do respeito à solidariedade nas práticas cotidianas orientariam novos paradigmas proeminentes. Assim como a educação não é uma mercadoria, nós não somos números que se cruzam sem vida.

Vou parar as atividades nestes três dias porque quero continuar a acreditar nos meus estudantes. Vou parar para tentar refletir e repensar as práticas políticas tradicionais e a semântica pedagógica por detrás delas e do universo educacional por inteiro. Pararei porque quero experimentar no espaço e no tempo vendo nas pessoas possibilidades de estar de alguma maneira acontecendo no porvir. A todo o momento, sem observá-las enquanto essências estáticas, fixas e permanentes demais, carregadas de preconceitos, opressões e individualismos. Importa menos a incompreensão da maioria e os “prejuízos” propagados sem criticidade. A vida está em movimento e nada deve parecer impossível de mudar.

* Sociólogo, Mestre em Sociologia pela UFRGS e Professor

Sobre ZH

23 de abril de 2013 0

Após a leitura do jornal, comente aqui o que achou sobre a edição de Zero Hora do dia 23 de abril de 2013.

Sobre ZH

22 de abril de 2013 2

Dê sua opinião sobre a edição de hoje de Zero Hora, dia 22 de abril de 2013.