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Posts de março 2015

Comentários da página do leitor desta terça-feira (31/03)

31 de março de 2015 0

HIPOCRISIA
Pertencer à raça humana implica conviver diariamente com o que ela tem de pior: burrice e hipocrisia, sobretudo esta última. Quantos dos que esbravejam contra a corrupção têm ou sabem de parentes, conhecidos ou empregadores que estão envolvidos em questões ilícitas e não os denunciam? Parece que só os políticos devem ser santos, podendo o restante da população fazer o que quiser. Decididamente, para mim, a classe política é o espelho da sociedade, que mais reclama por não se beneficiar da corrupção do que é efetivamente contra ela.
Lauro Becker
Empresário – Porto Alegre

AJUSTE FISCAL
O ajuste fiscal é mais um aumento insano de impostos, em geral para extorquir ainda mais o proletariado, o aposentado, o assalariado, o autônomo, o produtor rural, o minifundiário e todas as classes produtoras do Brasil. Esta infâmia é para acobertar os vários bilhões de reais utilizados em atitude enganosa para saciar a sede de poder e a fome de dinheiro de alguns.
Milton Munaro
Advogado – São Leopoldo

ENERGIA
Assistindo ao jogo do Grêmio no último domingo, às 18h30min, fiquei pensando: quanta energia gasta inutilmente. Todos os jogos poderiam ser feitos à tarde, com a luz solar. Até mesmo jogos durante a semana poderiam ser mais cedo. Já foi provado que, mesmo em dia útil, os jogos à tarde levam muita gente aos estádios. A natureza já faz tempo que nos dá o recado.
Moacir Piamolini
Funcionário público – Porto Alegre

FINANCIAMENTO
Financiamento público para campanha é outra sacanagem ao contribuinte. Imagine-se pagando por uma festa para alguém, sem ao menos participar da mesma. Pior, este alguém, uma vez eleito, montará uma equipe de até cem pessoas para se perpetuar no poder, porque entrar para a política no Brasil é um excelente negócio.
Luiz Bavaresco
Aposentado – Nova Prata

SOBRE ZH
Em época de jogos com torcida mista, o jornalista Moisés Mendes faz questão de pertencer à torcida organizada do Brasil. São aqueles que agitam suas bandeiras, mas só conseguem enxergar bem a metade do campo.
João Luiz Couto Anzanello
Médico – Porto Alegre

O advogado Sebastião Paixão Jr., em seu artigo (ZH, 30/03, página 25), só esquece que, entre as empresas que elegem os membros do Congresso Nacional, há as que sonegam impostos, especulam com dinheiro sem criar empregos, acordam cartéis, emperram a modernização, corrompem funcionários e órgãos do Estado e causam prejuí-
zo econômico, social e humano ao país. Quando os congressistas votam emperrando a reforma política, nos sobra esperança (tênue) no Judiciário.
Júlia Müller
Professora – Porto Alegre

 

Confira os comentários da página do leitor dessa quarta-feira (25)

25 de março de 2015 0

FINANÇAS DO ESTADO
Mesmo com o corte previsto, haverá um rombo de R$ 5,4 bilhões nos cofres do Rio Grande do Sul. Algo que vem se repetindo ano após ano e atualmente já soma mais de R$ 50 bilhões. As maiores despesas são com pessoal ativo e inativo e as menores são com investimentos de que tanto precisamos. Desejamos sucesso ao nosso governador nesta tarefa dificílima, sem aumentar impostos.
Claudio Peña
Engenheiro _ Porto Alegre

PRECONCEITO
O próprio Papa já afirmou que somos todos filhos de Deus, quando questionado sobre a questão do homossexualismo, deixando transparecer uma clara intenção da Igreja Católica em rever seus posicionamentos quanto à homossexualidade. Nós, médicos, sabemos que ser homossexual não é considerado doença há muito tempo, mas ainda existe muito preconceito e discriminação. As redes sociais estão de assustar a todos que têm um mínimo de civilidade.
Nós precisamos crescer como cidadãos e respeitar as diferenças. No momento em que aceitarmos que pessoas do mesmo sexo podem se unir e ser felizes, podem criar filhos e ter uma vida normal, teremos evoluído muito.
João Carlos Stona Heberle
Médico _ Cruz Alta

ANTICORRUPÇÃO
Sobre o pacote anticorrupção de nossa presidente Dilma, gostaria de lembrar duas coisas: em 2005, no caso do mensalão, o ex-presidente Lula criou um pacote contra a corrupção. Agora, Dilma lança um novo pacote dando ênfase à criminalização de caixa 2. Precisa de lei para isso?
Vejam o que disse a ministra Cármen Lúcia, no julgamento do mensalão: “Acho estranho e muito, muito grave, que alguém diga com toda tranquilidade que ‘ora, houve caixa 2′. Caixa 2 é crime. Caixa 2 é uma agressão à sociedade brasileira”. Então para que colocar em lei algo que já está
definido como crime?
CLENIO GONÇALVES DIAS
Aposentado _ Porto Alegre

IMPEACHMENT
A gritaria de que o impeachment é golpe parte de quem não conhece a Constituição. Eu morava em Los Angeles em 1972, quando o então presidente Nixon foi reeleito em meio a rumores do chamado caso Watergate. Com o início do processo de impeachment, renunciou. Posteriormente, tivemos o episódio Collor, que também renunciou. Com uma democracia há pouco tempo restabelecida após o golpe militar, assumiu Itamar Franco e tudo continuou com a mais absoluta tranquilidade. Assim sendo, o processo faz parte da democracia e, se for o caso, deve passar por um período de gestação até ser completado.
João Alfredo Zoppas
Médico _ Porto Alegre

 

Sobre ZH

Sou leitor e fã das colunas de Rosane de Oliveira, pois ela sempre tem comentários muito equilibrados. No entanto, no assunto do uso dos depósitos judiciais, me parece que explorou em demasia. Hoje não votaria no Sartori. Mas é o que temos.
Sérgio Chaves
Militar _ Porto Alegre

Sobre a coluna “O ovo”, de Moisés Mendes, publicada na segunda-feira (ZH, página 26).
Moisés Mendes, após algumas considerações, conclui seu último parágrafo questionando de qual ave seria o ovo que gerou esta enorme dinheirama desviada. Eu acho que o ovo é de chupins. Pois esses se embrenharam em todas as “Bras” através dos sindicatos. Muito antes do Plano Real, já visavam aparelhar as estatais e fundos de pensões para fortalecer o partido.
Jair Escobar de Moraes
Aposentado _ Santiago

O colunista afirma que o ovo da corrupção na Petrobras começa com o clube de nove empreiteiras no governo FHC. Na sua opinião, os culpados de tudo. Barusco, Cerveró, Costa e Duque foram inocentemente envolvidos pelas empreiteiras. Coitados deles…
O ovo foi chocado e o filhote muito bem cuidado pela mãe (e/ou pai), que renega seu rebento.
Werner Bischoff
Engenheiro _ Porto Alegre

A presença de Moisés Mendes entre os articulistas de ZH, junto com Verissimo e alguns poucos, é o que mantém a minha assinatura do jornal. Imagino que os inúmeros leitores desagradados com o Puggina e outros não sejam tão assíduos nas críticas por terem coisas mais importantes a fazer. Ou por respeitarem a liberdade de opinião… Gosto de sua ironia e de sua coragem.
Maria J. Becker
Assistente social _ Porto Alegre

Confira os comentários dos leitores publicados em ZH de 9 de março de 2015

09 de março de 2015 0

A polêmica proposta de legalização, produção e comercialização da maconha foi tema de reportagem especial de Zero Hora e de um editorial do Grupo RBS publicados na edição de domingo, 8 de março. Veja a opinião dos leitores abaixo e leia a reportagem aqui: http://zhora.co/legalizacaodamaconha
Sou contra a liberação das drogas, mas, de qualquer forma, questiono: por que só a maconha? Por que não também o ecstasy? E por que esqueceram da “cocainazinha”, tão comum em baladas burguesas?
A valer o raciocínio propalado pela ZH, então, deveria liberar-se tudo para combater o tráfico, não? Sinceramente, isso não é combater. Isso é capitular. Agora, por que só diante da maconha é que não entendo! A única explicação que me vem é que os autores disso sejam usuários contumazes ou simpatizantes: “Maconha pode, crack não”. Pois se querem combater verdadeiramente o tráfico, é bem simples: apene-se o crime de uso com a mesma pena do crime de tráfico! Garanto que em breve o consumo de drogas cairia vertiginosamente, e isso sim seria um baque no tráfico – pois sem usuário não há o que traficar.
Liberar a venda de qualquer droga não vai arrefecer o tráfico, ainda mais se houver regras para venda e consumo, bem como incidência de impostos. A prova disso é o que ocorre no famigerado mercado da pirataria de produtos.
cristiano mourão
Promotor de Justiça – Caxias do Sul
via Facebook

Meu respeito à ZH que, mais do que tomar um lado, está propondo um debate deveras sadio a respeito da marijuana. Ao contrário do que se possa pensar, a legalização não vai incidir apenas sobre a vida de quem faz uso da erva. Enfim, acho importante a proposição do debate, e que todos procurem se informar, sem comprar pacotes prontos de opinião.
Lucas Silveira
Vocalista da banda Fresno
via Twitter

Parabéns pela coragem e postura ao falar sobre o elefante na sala chamado legalização da maconha. Sou da opinião que jornalismo sério toma partido sobre assuntos de importância extrema na nossa sociedade, e foi o que a Zero Hora fez no domingo.
Fábio Luis emerim
Professor – Canoas

Apesar das opiniões contrárias das pessoas mais abalizadas para se manifestar no assunto, como o deputado Osmar Terra, entre outras posições contrárias à liberação da maconha, apresentadas no próprio debate publicado no domingo na ZH, incompreensivelmente, o jornal optou por admitir em editorial sua mudança de posição em relação ao assunto, passando a ser favorável
à liberação.
A posição favorável à liberação dá sinal verde para os jovens que já usam ou estão sendo tentados a fazer uso dessa droga nociva, capaz de destruir seus cérebros em formação.
Rubens Mário Mazzini Rodrigues
Psiquiatra – Porto Alegre
Bela capa! Temos que debater “para ontem” a política de drogas no Brasil e colocar abaixo essa política que fracassou!
Rafael Lapuente
Historiador – Porto Alegre
via Facebook
Achei interessante o posicionamento do Grupo RBS a favor da maconha, mas dizer que a proibição só alimenta o tráfico e os homicídios é de extrema ingenuidade.
Doce ilusão dizer que liberar a maconha vai amenizar o tráfico de drogas, a insegurança e os homicídios protagonizados pelos traficantes. Mas, mais ingênuo, até diria utópico é dizer acreditar que, ao legalizar a produção e a distribuição com rígido controle, o tráfico perderá poder e a segurança se ampliará. Se nem o tráfico de cigarro, de armas tem controle neste país…em que país vocês pensam que vivem?
Sônia Andrade
Empresária – Canoas

Artigo do leitor: Por uma educação inclusiva

04 de março de 2015 1

Confira o texto de Leticia Prata e Prazeres Bolgenhagen*:

Compreender a complexidade do mundo  demanda criatividade: há espaço para a diversidade, para o exercício das múltiplas formas de  inteligência, temos de ter esta percepção, pois esta é a porta para o futuro.

A educação é direito de todos e, reconheço, muitos têm sido os avanços na legislação pátria em relação ao ensino inclusivo. A começar pelo próprio texto constitucional, no seu artigo 208, que garante à pessoa  portadora de necessidades especiais o direito de estudar em escolas públicas e particulares. Isto é, garante-se o acesso à pré-escola, ao ensino fundamental, médio e universitário a todos. Também, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, art. 4º, e Lei nº 12.796/2013, Resolução CNE/CEB nº 02 de 11 de dezembro de 2001 (art. 3º, 5º e 8º), o Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54), além de outros artigos dessas mesmas leis e de outros documentos legais, sendo fundamentais os aqui mencionados.

Mas as leis não bastam.

Iniciamos um novo ano letivo. Junto com nosso filho, fui arrumar o seu local de estudo; deparei-me com expressiva quantidade de papéis e provas antigas. Reservei um tempo para olhar para trás. Aos 10, nosso filho foi diagnosticado disléxico. Neste ano, cursará o último ano do ensino médio, aos 17 anos recém-completos.

A nossa luta foi árdua, incessante e difícil; concluo que não houve vencedores, nem vencidos. Existiu, sim, a longa jornada: parcerias, trabalho conjunto, rede de apoio familiar, médico e psicoterápico. Professores sensíveis abraçaram nosso filho e conseguiram ajudá-lo a crescer, extraindo o melhor dele e da sua capacidade de aprendizagem.

Analisando o seu material escolar, posso garantir que há uma enorme diferença de expressão de conteúdos assimilados nos resultados da aprendizagem, quando as avaliações são elaboradas com ferramentas e métodos adequados;  no caso  específico dele, frases curtas e diretas, opção para a criação de vídeos e foco na expressão oral.

Leio muitos relatos de pais, e as histórias se repetem por todos os cantos do Brasil. As dificuldades ampliam-se no ensino médio.

Na educação infantil e no ensino fundamental, as adaptações são mais fáceis, o número de alunos é menor, em sala de aula, e a atenção dirigida pode ser oferecida.  No ensino médio, muitas vezes, nos sentimos “pedintes”, como relatou uma mãe. Trata-se de um favor, uma concessão que a escola nos faz, aceitando nossos filhos.

Muitas vezes, a elaboração das provas especiais depende da boa vontade do professor, de sua habilidade e sensibilidade pessoal, mais do que do próprio colégio.

É de todo certo que há um dado concreto de realidade: com muitos alunos em sala de aula, professores atarefados e muitas vezes não remunerados, como deveriam ser, exigir-se que preparem provas específicas, deem atenção especial a um determinado aluno pode ser “pedir muito”.

Mas há o outro lado da história: o processo implica vida de adolescentes querendo ser incluídos, desejados; eles não querem ser estorvos, nem olhados com consentimento benevolente. Querem ser respeitados como cidadãos, e desejam ver garantidos os seus direitos.

Há de um modo geral uma grande dificuldade na aplicação de soluções criativas e inclusivas, por diversos fatores, como os já mencionados.

Nós pais, educadores, sociedade, temos que estar atentos, não somente para exigir que as normas sejam observadas, mas como poderemos, de fato, concretizá-las, dentro  das escolas; com estruturas e mecanismos disponibilizados por estas instituições.

Remuneração do trabalho extra dos professores, realização de palestras e cursos, sistematização de cartilhas de como melhor avaliar o aluno, respeitando suas limitações, são algumas das medidas que podem ser implementadas.

Acredito que o diálogo dentro da comunidade escolar ainda é o melhor caminho, embora não desconheça o aumento de ações judiciais envolvendo a questão aqui posta.

O fato é que há uma crescente demanda de tratamento escolar condizente com as necessidades especiais do aluno.

A grande questão que se apresenta é que não basta falar em inclusão ou a escola simplesmente “aceitar” o aluno com necessidades especiais, como se nos estivesse abrindo uma exceção.

O processo de inserção exige um compromisso consolidado de todos, inclusive do próprio aluno, que não pode simplesmente se apoiar na sua dificuldade,  uma vez que se constitui sujeito ativo da própria história.

O que ora se propõe é que estratégias adequadas sejam disponibilizadas para que se possa extrair dessa criança/adolescente o melhor de si.

Acredito ser esse o caminho da única e verdadeira inclusão escolar.

*Mestre em Direito/PUCRS