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Artigo: Reprodução assistida: Novidades do CFM - Conselho Federal de Medicina

19 de maio de 2013 0

Camille Stalleikem *

O Conselho Federal de Medicina elaborou a resolução nº 2.013/2013, que foi publicada do Diário Oficial da União, em 09 de maio de 2013. Essa resolução adota normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida e serve como preceito a ser seguido pelos médicos.

Destaca-se, ainda, a existência de diversos projetos de Lei sobre o assunto, no Congresso Nacional, no entanto, até o momento, não foi criada nenhuma lei específica reguladora da técnica de reprodução assistida.

Em razão disso, o CFM produziu essa resolução, norteadora da conduta ética médica, no tocante aos conflitos porventura gerados, a partir da prática da reprodução assistida. Lembrando que essa técnica serve tanto para auxiliar quanto para facilitar o processo da procriação humana.

A resolução determina que a reprodução assistida não deve ser utilizada com o intuito de seleção do sexo do bebê e nem de qualquer outra característica biológica, a menos que o objetivo seja evitar alguma doença relacionada ao seu sexo. Além disso, recomendou o número de embriões destinados às receptoras por cada grupo de idade e determinou a proibição de procedimentos embrionários redutores, em caso de gravidez múltipla.

Assim, havendo aptidão e sendo prestados os devidos esclarecimentos a respeito da técnica, após a assinatura do termo de consentimento, todas as pessoas poderão se expor às técnicas da reprodução assistida. Lembrando, ainda, que essas técnicas também podem ser utilizadas para relacionamentos homoafetivos como também por pessoas solteiras. No entanto, a resolução deixa claro o direito do médico em opor-se à prática, dependendo da situação.

A resolução também atribuiu à clínica, a responsabilidade pelo controle das doenças infectocontagiosas, de modo a evitar a transmissão de doenças pelo material biológico humano à paciente receptora da técnica de reprodução. Outro ponto observado, foi a proibição da natureza lucrativa ou comercial da doação dos gametas e dos embriões.

Além disso, a resolução estabeleceu o anonimato da identidade entre os doadores e os receptores e impôs uma idade limite para a doação dos gametas por homens e por mulheres. Estabeleceu também o impedimento de mais de duas gestações de crianças de sexos diferentes, advindas de um mesmo doador, na região da clínica, em uma área de um milhão de habitantes, através do registro dos nascimentos.

Do mesmo modo, atribuiu à clínica, a responsabilidade pela seleção dos doadores e pela garantia, dentro do possível, da compatibilidade e da semelhança com a receptora. Além disso, vedou a participação dos médicos e dos participantes da equipe, na doação dos gametas para a reprodução assistida.

No tocante à criopreservação, a resolução estabeleceu a necessidade dos pacientes manifestarem a sua vontade, por escrito. Então, eles decidem o destino dos embriões em caso de falecimento de um deles ou de ambos, no caso de divórcio, em caso de doação, etc. Destacando que os embriões, com mais de cinco anos, poderão ser descartados se os pacientes assim desejarem.

Interessante saber, que a técnica de reprodução assistida, também pode ser utilizada para a seleção de embriões compatíveis com um filho - já existente do casal - que necessita de transplante de órgãos ou de células-tronco como medida de tratamento. E mais, a resolução também trata da situação da doação temporária do útero, deixando clara a necessidade da existência de um problema médico que impeça a gestação na doadora genética. Destacando, ainda, a possibilidade dessa doação em casos de uniões homoafetivas.

A resolução trata também, a imprescindibilidade da doadora do útero pertencer à família de um dos membros do casal, num parentesco até o quarto grau. Logo, podem ser doadoras, as mães, as filhas, as tias, as sobrinhas, as avós, as netas e as primas, todas com a idade limite de 50 anos. Salientando-se, ainda, que a doação do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial.

Por fim, a resolução trata da situação da reprodução assistida após a morte do(a) doador(a), caso em que a técnica será possível desde que exista a prévia autorização do(a) falecido(a) para uso do seu material biológico crio preservado.

* Advogada

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18 de maio de 2013 0

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17 de maio de 2013 0

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16 de maio de 2013 0

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Artigo: Troco um tablet pela busca da dignidade

16 de maio de 2013 1

Bernardo Caprara *

No final do mês de abril, o magistério público realizou uma paralisação nacional. Foi um momento importante para a reflexão e para a luta da categoria. Passado algum tempo, a 1ª Coordenadoria Regional de Educação do Rio Grande do Sul começa a distribuir tablets para os docentes. Gostaria de problematizar a perspectiva adotada pelo governo frente ao cenário educacional, ressaltando a inoperância e o equívoco de algumas das suas propostas.

É óbvio que vivemos uma realidade em que a tecnologia atravessa a vida social. Nós, professores, precisamos estar cientes dos acontecimentos desse cunho. Eis o lado interessante da política de distribuição dos tablets. De alguma forma, mesmo que desprovida de sentido, como uma boia perdida na imensidão de um oceano, os educadores estão sendo condicionados a lidar com os modernos recursos que dispomos. Trata-se de um aspecto positivo.

No entanto, parece piada propagar que isso concretiza uma política séria e comprometida com a qualidade educacional. Enquanto as escolas penam, tanto do ponto de vista da estrutura física, quanto do caos pedagógico que permeia o nosso ofício, os governantes inserem goela abaixo uma reforma no ensino médio. Iniciativa maquiada pela disseminação de aparelhos cuja necessidade é questionável – no mínimo. Afora o fato de que poderemos usar os tablets para algumas tarefas facilitadoras, sou taxativo em sentenciar que a ausência deles não é o eixo do problema da educação.

Ao invés de negociar uma parceria com uma empresa qualquer, o que sem dúvidas dispendeu algum investimento público, nossos gestores poderiam juntar esforços para pagar o piso nacional do magistério. Não porque as máquinas consignadas sejam rejeitáveis, volto a dizer. Mas porque é uma evidência empírica mundial que valorizar os salários dos profissionais componentes dos sistemas de ensino tem que ser prioridade. Nos dias de hoje, digo com tristeza, poucos acadêmicos dedicados querem virar professores da rede pública. Isso é uma verdade terrível, uma realidade incômoda que direciona para o fracasso uma das ocupações mais relevantes na atualidade.

Concordo que muitos colegas fazem corpo mole ou deveriam ser mais cobrados nas suas atuações em sala de aula. E é por isso que urge um projeto de Estado que financie a educação com vigor, que remunere com dignidade aqueles que estão no olho do furacão. Que reestruture os colégios, acabando com as goteiras, instalando internet sem fio por todos os ambientes em todos os estabelecimentos. Que disponibilize salas de vídeo, projeção e informática. Que termine com as rachaduras, os ventiladores quebrados e todas as demais mazelas materiais. Até para que a sociedade exerça o direito de nos cobrar com mais ênfase, sem que seja possível respondermos na linha do conformismo pelo salário miserável que recebemos ou pelo ímpeto de trabalhar 60 horas por semana a fim de atingir uma condição financeira de médio conforto. O cotidiano demonstra que o suporte básico não é cumprido.

Impossível é não retornar a uma referência à reformulação do ensino médio. De uma hora para a outra, através de um documento de 40 páginas, que, com todo o respeito, lembra mais um capítulo introdutório de uma dissertação ou tese não corrigida, o executivo gaúcho aplicou uma significativa transformação conceitual. Saliento que tenho vários pontos de convergência com o texto que fundamenta o ensino médio politécnico. Muitos são os argumentos acurados. Só que a prática e a teoria estão deveras distantes, contrariando as diretrizes dos próprios escritos que as baseiam. Além de assassinar a carga horária de determinadas disciplinas, o processo democrático de consecução desta política não está sendo executado democraticamente. A comunidade escolar não foi e não está sendo protagonista desse movimento. Está tudo acontecendo como dá para ser feito, à medida que os mandamentos da SEDUC batem na porta. Uma grande confusão.

Acho mesmo que os tablets podem ser úteis. Creio, entretanto, que não poderei adquirir aquele que me caberia. No dia marcado para aprender a ligá-lo e a fazer desenhinhos num Paint genérico, apresentarei dois trabalhos em dois eventos diferentes. Quem não for na formação, não recebe o brinquedo. Não vou deixar de fomentar a minha construção enquanto docente/autor/criador para ter a satisfação de ganhar um instrumento tecnológico. Estou trocando uma ferramenta pela busca da dignidade. Não obstante, nunca vi os governantes incentivarem um docente a pesquisar, a escrever, a expor suas ideias perante os pares da sua área de estudos. Ah, mas pelo menos eles vão ter um tablet.

* Sociólogo, Mestre em Sociologia pela UFRGS e Professor

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15 de maio de 2013 0

Arimar Lopes Marçal *

Referência: Artigo Publicado em 14/05/2013 por LUIZ ROBERTO PONTE

Como cidadão, não posso ficar calado diante dos descalabros publicados neste jornal pelo destacado integrante do PT Luiz Roberto Ponte.

Em seu artigo, o eminente petista incita a população a insurgir-se contra o supremo Tribunal Federal, afirmando que seis ministros não podem interpor-se a vontade de 200.000.000 de brasileiros.

Hora, será mesmo que este político realmente acredita que esta falando em nome da população? É muita pretensão ou muita ignorância, não sei interpretar a real intenção dele.

Correto seria afirmar aquelas inverdades em nome do PT, ficaria assim explícita a defesa do seu partido.

Antes de qualquer coisa, afirmo que sou totalmente apolítico, não tenho partido e sempre votei no homem, inclusive integrantes do PT como Pain Filho, Olivio Dutra e outros que para mim representaram a essência do PT. Portanto, não admito ser taxado de antipetista.

Agora, é muita inocência do Luiz Ponte achar que “a população brasileira” vai acreditar nas suas afirmações de que o STF consegue mudar tudo com o voto de seis ministros.

O Supremo Tribunal Federal esta lá para INTERPRETAR a Constituição Federal e suas leis, inclusive as que ele votou como constituinte em 1.988. O Supremo não cria as leis, isto é encargo do Congresso, exceção feita quando o Congresso inventa leis em proveito próprio. Neste caso, o STF as derruba por serem inconstitucionais e esta é também sua função.

Por também ser gaúcho, o Luiz Ponte sabe muito bem que a ascenção do PT no Brasil começou aqui em Porto Alegre, foram 4 (ou 5) mandatos consecutivos porquê a população acreditava na honra dos seus representantes, mas depois, com as inúmeras acusações de seus integrantes foi minguando, minguando até cair no esquecimento dos Rio Grandenses.

Nossa presidente Dilma esta com índices de aprovação elevados e não é por acaso, o povo sente nela a vontade de mudar e execrar das entranhas do PT todos aqueles que desviaram seus objetivos partidários para objetivos próprios.

Me diga porquê o Lula nunca desmentiu as tramoias do seu filho com a Cia Telefônica? Porquê sua mulher tratou de conquistar dupla nacionalidade enquanto o marido era presidente do Brasil? Porquê José Dirceu desdenhava do processo no Supremo, mesmo com inúmeras provas contra sí, sentia-se tão seguro?

Antes de tentar usurpar o poder do STF, Luiz Ponte e seus correligionários deveriam é insurgir-se contra os colegas de partido que descaradamente roubaram do povo, primeiro a confiança e depois o dinheiro mesmo, com o claro objetivo de perpetuar-se no poder.

Agora querem tirar o poder de investigação da justiça, se conseguirem, só “os indicados” por “eles” é que poderão investigar as falcatruas ou seja: investigarão o que eles quiserem que seja investigado. Inclusive a imprensa não poderá mais fazer reportagem investigativa (será que os jornais já se deram conta disto?). Será exclusividade “deles”.

Quando aparece alguém com coragem como o Juiz Barbosa, imediatamente querem mudar “as regras” do jogo, falam até em votação popular para os ministros do STF pois pelo que se viu, com a regra atual (indicação do presidente), não esta mais sendo possível “confiar no indicado”.

Senhor Luiz Roberto Ponte, declaro solenemente que o senhor não fala em nome da população brasileira, pelo menos em meu nome.

* Representante Comercial

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15 de maio de 2013 0

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14 de maio de 2013 0

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13 de maio de 2013 0

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Do Leitor: Frio

10 de maio de 2013 0

As primeiras temperaturas negativas do ano e parece que o frio veio pra ficar.
Foram 190 comentários, 3.422 curtidas e 2.764 compartilhamentos na página de ZH no Facebook .

Confira:

"Adoro tudo isso! Adoro o Frio!"!!!!!

Helena Avila


"Que maravilha"!!!!!

Cláudia Lemes Müller


"Nada melhor que o bom e velho amigo inverno para que nos traga temperaturas extremamente frias"!!!

Lucas Macahado


"Adoro o Frio"!!!!!

Lori Schoenardie


"O outono-inverno nos proporciona belíssimas imagens"!!!!!

Karin Lang