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Meninos micam, homens agem

14 de maio de 2011 0

Foto: divulgação, publicado originalmente no Blog N9ve

Papo reto com as Donnas. Post que, em geral, inquieta alguns Donnos, mas, de vez em quando, faço uma média com elas. Coisa que se sabe no mundo masculino, mas que não se revela para vocês.

Prestem atenção, gurias.

Homem apaixonado dá mais bola fora que tiros certeiros. A nuvem do amor embaça a razão, prejudica a avaliação das atitudes e regride a maturidade na abordagem deles para com elas. Em geral, o cara perdidamente apaixonado assim está por uma rejeição de sua pretensa amada.

Fosse a “vítima” confessamente “interessada” no mancebo, de certeza este assumiria, instintivamente, um certo menosprezo, um ar de superioridade que indicaria “ajo na hora que quero, da forma como desejo e com a condução que me aprouver”.

Típico da autoafirmação que é o “crack” viciante das relações íntimas masculinas.

Quando esta condição de mão dupla não se apresenta ao homem, é na fragilidade da não-correspondência que se separa homens de garotos. Mesmo que estes “garotos” já sejam bem grandinhos.

Infelizmente as garotas, mesmo que estas “garotas” já sejam bem grandinhas, demoram a aprender esta lição.

Porque quando a mulherada quer, escancara. Quando não quer, sequer observa o “contra-ataque” instintivo do renegado.

Quando quer, e neguem turma genética do XX, você abre a guarda e desperta DNA ancestral machista que afasta o homem de vossa senhoria.

E, quando não quer, fecha a guarda e não observa que, dá para separar joias raras em meio ao lixão padrão masculino.

Porque a pseudo certeza é a maior inimiga do coração. Em geral, depois, a razão pulveriza a burra unanimidade tão bem condenada por Nelson Rodrigues.

Este Donno é feito para as donnas. Então deixo o alerta: no severo “não” de vocês para com eles há um efeito colateral no macho. Um sentimento que só não brota em psicopatas. Se o cara for normal, há sismos secundários após o terremoto inicial.

Observem a reação, vocês não costumam fazer isso.

Se o cara colocar um outdoor como o que a @claudiai tuitou e postou no Blog By N9ve e está neste post (clique aqui e veja o post da Claudia Ioshpe), desconfie. É coisa de menino que, se tivesse sua atenção, não atenderia o telefonema em caso de sua aprovação anterior.

Agora, se o cara, por exemplo, olhar nos seus olhos e, profundamente disser: “Te arrependerás de teu ‘não’ tão aparentemente seguro. Porque o coração é inseguro e tuas palavras vêm da razão, não da alma. Aqui está meu telefone. Se reconsiderares ao transferir o julgamento para a alma e processares o sentimento no lado direito do cérebro, me liga”.

Podes ligar, menina. O cara é sujeito homem. Te atenderá até no meio da madrugada. Te cobrirá de atenção, te amará com a alma e com pegada.

O cara do outdoor colocará outro, um mês depois, avisando aos amigos: “Peguei mais uma”.

O não para um menino é motivo de gincana para combater a rejeição. O não para um homem é um tiro na alma do amor sincero.

Meninos e meninas de todas as idades são a maioria no mundo superficial dos relacionamentos.

Homens e mulheres unidos é algo difícil de encontrar. Mas, donnas, quando dá liga é um festival de “sim’s” tão delicioso, tão prazeroso, que viramos meninos e meninas de alma e coração.

Então, resumindo esta ladainha: sejam homens e mulheres, é o melhor caminho para voltar a ser menino e menina e, então, entender Fernando Pessoa:

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Eles estão nos observando

13 de abril de 2011 0

Todo o segundo dos dias é um desafio ser pai. É, também, uma alegria. Preocupação, incerteza se a decisão é certa, incapacidade de resolver tudo que é demandado, necessidade de ensinar sem tolher são alguns pontos implacáveis a se lidar.

A sensível e desafiante arte de amar o suficiente para não sufocar, de dar liberdade, vigiar somente o necessário e acertar a mão para evitar o excesso de carinho de um lado, o excesso de cobrança de outro.

Tudo empírico. Exercido na tentativa constante de caminhos, descartando erros, valorizando acertos, fazendo apostas a curto prazo, investimentos num futuro ser humano.

Tudo muito intenso, muito desafiador, uma grande interrogação a cada manhã em que acordamos. Pensamos neles o tempo todo, vivemos uma vida dentro de nossa vida para eles.

Ser pai é exercer o amor na sua forma mais evidente, mais intensa, mais bonita, mais marcante.

Fiquem com o vídeo abaixo, que vi hoje pela manhã postado pelo professor Mesquita no Twitter.

 

Simples e profundo: o momento do parto

06 de abril de 2011 0

Passei duas vezes pela sublime experiência do parto. Asseguro-lhes, senhores e senhoras, nada é mais intenso, emocionante e marcante na vida de uma pessoa.

Culmina, naquele instante da chegada de um novo ser, a espera física (da mamãe e do papai, se este tiver a sorte de estar ali, juntinho) de nove meses. Isto num contexto simplista.

E num pensamento metafísico mais profundo, é um rito simbólico que marca o fim de uma preparação que você fez desde que deixou a adolescência; e um marco que determina suas ambições futuras nesta passagem física que nos foi outorgada no pálido ponto azul.

Acompanhei o parto dos meus dois pimpolhos, o Bruno, de 10, e a Júlia, de 5. A missão do papai ali é, primeiro, não virar paciente. Ou seja, não desmaiar.

Depois, não se emocionar demais, a ponto de desequilibrar o momento que é mais intenso para a mamãe, por motivos óbvios.

Garantido este equilíbrio, o resto é um espetáculo de sensações indescritíveis. Do primeiro encontro, de receber o pequenino/a, contemplar e de compartilhar com a mamãe.

Lembro de receber o Bruno em meus braços e ficar a fitá-lo, em transe. Voltei à real com a batida no meu braço de um dos enfermeiros:

- Não vai mostrá-lo à mamãe?  

A lágrima escorrendo no canto de olho da mamãe também é lembrança vívida.

Aí os donnos e donnas estão a perguntar: por quê deste relato, perdido num post?  

Ah, só porque li esta matéria no Donna (clique aqui e confira), sobre o treinamento de mamães para auto hipnose na hora do parto. Aí me veio à cabeça a lembrança.

E fiquei pensando: será que é necessário se preocupar com isso? Ou é melhor deixar a cabeça livre para viver a emoção que relatei e o cuidado restante com a medicina, que está avançadíssima?

Só o tempo dirá.

Lanche pobre, pobre criança

29 de março de 2011 0

Este espaço maravilhoso para a interação com homens e mulheres é de muita brincadeira, mas vale falar sério de vez em quando. Hoje é o dia.

O Donna discutiu recentemente a necessidade de oferecer aos pimpolhos merendas escolares saudáveis (clique aqui e confira).

E Deus sabe como é difícil colocar em prática tal desafio.

Meu filho, por exemplo, de 10 anos, nas terças e quintas-feiras, vai para o colégio depois do Almoço e, de lá, só volta às 20h15min, portanto oito horas e meia depois.

Neste período, ele tem que alimentar-se e hidratar-se em meio a uma aula de educação física, muita caloria gasta com raciocínio nas demais aulas. Fecha o pacote com mais de hora na escolinha de futebol.

Tortinha de maça, dica do Feito em Casa. Foto: Marcinha

E a alimentação? Vocês não imaginam como é difícil fazê-lo levar uma fruta e lanches decentes e ter a rotina de não “esquecer” de comê-los.


No bar do colégio ele gosta de pouca coisa. Salgados industrializados não recomendamos. Aí fazemos pão caseiro, mandamos maça e outras frutas, bolachas etc.

Até água temos que lembrá-lo de beber.

É uma luta diária, às vezes inglória.

Quando chega em casa, lá se vai uma fúria sobre a janta, insaciável. O problema é que, depois, para se acalmar e baixar a bola antes de dormir é um parto. Isso quando não tem temas e estudo, já que o calendário de provas parece interminável.

Pobres crianças. Estão involuntariamente inseridos na nóia estressante criada por horários impostos por adultos.

Fico pensando: não estamos exigindo demais competitividade, eficiência e resultados e esquecendo que um ser humano está em formação?

É um desafio para nós, pais. E para a escola também.

Bom, pelo menos na questão da alimentação, temos nos esforçado em mandar alimentos saudáveis, se possível feitos em casa, como nas dicas do Donno e também do blog da minha amiga Marcinha, Feito em Casa (clique aqui e visite).

Não se renda as bolachas recheadas e chips da vida. É um crime lesa infância.

O casamento de Mimi e Pluto

19 de março de 2011 0

Foto: euzinho que fiz

O amor é lindo. Ainda mais em dia/noite de Blue Moon como a deste março. E amar é…

Ora, quem ousa definir.

Pode o amor brotar em qualquer circunstância, mas a sua forma mais sutil e interessante é o ensaio lúdico.

Numa tarde agradável de sol, prenúncio de lua cheia, eis que contraíram núpcias Mimi e Pluto.

Mimi de linhagem cor-de-rosa, provavelmente francesa, nasceu para viver sua Toy Story de uma prosaica prateleira das lojas Americanas.

Foi companheira de uma moreninha serelepe, cinco aninhos, até encontrar seu amor, Pluto, norte-americano boa praça.

Este, apareceu no lar de simpáticas e belas trigêmeas, presente da vovó no Natal.

Foi um amigão das três, parceiro mesmo. Apresentado a Mimi, foi amor à primeira vista.

Hoje à tarde, firmaram laços eternos. A festa foi concorrida, teve bolo de chocolate, balões cor-de-rosa, pãozinho de queijo, suco e muita brincadeira.

Não vão morar juntos, provavelmente é um casamento moderno. Mimi segue ao lado de Júlia. Pluto não vai desgrudar das trigêmeas.

Mas o casamento é irrevogável.

Março, com ou sem alalaô

08 de março de 2011 0

É pau, é pedra, é o fim do caminhoÉ o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Mãos à obra, seja no que for. Na alegria, na brincadeira, nas ideias, nos pensares, nos quereres, nas vontades

Se espreita o final de um verão chuvoso, estranho, instável. O tempo foi um pouco pau, um pouco pedra.

É um resto de toco, é um pouco sozinho

Mas não terminou, tem o glorioso mês de março para curtir. Depende só de você.

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

Apare as arestas, ajeite a agenda e curta os maravilhosos dias de praia e as noites convidativas que este mês sempre reserva.

É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

Ou recolha-se reflexivamente, vá para um cantinho quieto curtir sozinho, “ensimesme-se em si mesmo”, reinvente-se. No silêncio da noite, pesque os peixes filosóficos da solidão.

É peroba no campo, é o nó da madeira

Crianças não gostam só de mar. Habitam praças e relvas como se ali fossem parte da própria natureza. Desligue tudo que for eletrônico. Boicote a tecnologia.

Caingá, candeia, é o Matita Pereira

Então vamos semear, iluminar e contar causos. Singelamente. Apaixonadamente. Livremente.

É madeira de vento, tombo da ribanceira

Os astros pedem falta de prudência no brincar, leveza no cobrar e excesso de zelo no amar.

O mistério profundo, é o queira ou não queira

Dizer por dizer, pensar por pensar, fazer por fazer; sem exagerar, sem cobrar, sem esperar.

É a viga, é o vão, festa da cumeeira

Sim, é espreitar, é espiar, é insinuar, é querer muito, mas não demonstrar de jeito nenhum suas intenções. Mas conseguir o que quer.

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Conversar fiado, trocar ideias (repetidas), descobrir algo novo, afastar coisas ruins, afagar momentos delicados.

Das águas de março, é o fim da canseira

Todo fim pode significar um recomeço. Um ano todo vem pela frente? Não, o minuto seguinte é o que importa.


  • ·  FIM DO TRANSE

Desliguei o rádio do carro sem remorso. Chegara ao destino contemplado por esta canção, que pintou na programação por acaso.

Até deu vontade de ficar e ouvi-la todinha. Mas não. Pensei: foi um sinal para escrever esta crônica.

Bateu o sentimento de que tinha de interromper o prazer de curtir a música por um motivo simples: passar ao papel a alegria de estar em março.

E o sentimento despertou com estes acordes e a letra mais linda da MPB. E tudo que senti ao ouvir cada estrofe registrada acima.

É uma melodia perfeita porque fala do mês perfeito, março. Um período intermediário entre a efervescência das férias e o ritmo intenso de um ano cheio de planos que a todos espera.

É um mês tépido, mas não insosso. Desacelera, mas não trava. Acalma, mas não entedia. Afaga sem impregnar preguiça.

O calorão foi embora, mas o frio não chegou. Você já está trabalhando, mas a sensação de férias permite ir e vir pelas delícias do Verão sem remorço.

E, agora mesmo, enquanto você está lendo esta ode a março, há um interregno: “baticumbuns” soam tentadores aqui; “ziriguiduns” chacoalham insinuantes acolá; piscadelas sensuais provocam por todos os cantos.

Sim, o Carnaval instalou-se no início de março.

Trouxe um non-sense, um torpedo paralisante e alucinógeno que come alguns dias deste mês.

E você decide. Pode ser março com ou sem alalaô.

São as águas de março fechando o Verão. É a promessa de vida no teu coraçãoObs: esta crônica faz parte de uma série publicada também no DC.


 

Fantasias eróticas de Carnaval

21 de fevereiro de 2011 0

Preconceito, por ser um conceito formulado antes, já é odioso. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra: não quer dizer que, para ter o conceito, seja preciso experimentar tudo. Por exemplo: não é necessário ter uma relação homossexual para descobrir se você é hetero, certo?

Papo cabeça, mas necessário para anunciar que mais um tabu está a desafiar os homens. Eis que os sex shops (clique aqui e confira), já consolidados como empresas, portanto vendendo seus produtos adoidados, agora investem em artigos para os homens.

Nunca vi empresários investirem em algo sem demanda. Ninguém em sã consciência perde dinheiro.

Logo, neste mercado onde as mulheres adoravam transitar, para agradar seus companheiro/as, agora mira os homens.

Estes, desde que não tenham preconceito, podem agora agradar as companheiras/os com fantasias sexuais.

Soa estranho no visual de início, mas, como disse, o preconceito é latente quando acompanha algo novo e até certo ponto exótico.

Qual o efeito do elefantinho em frente à parceira? Bom, aí só arriscando…

Um período de Carnaval, para quem gosta (e eu já gostei bem mais) é bem propenso para algumas loucuras.

Ou loucura de Carnaval para você é só cair bêbado num canto?

A saideira

16 de fevereiro de 2011 0

Aí, que dor de cabeça. Deixa-me ver se consigo lembrar bem esta história para contar a vocês. Afinal, um espaço nobre do DC merece todo esforço para que nada do verão deixe de ganhar seu registro.

- Mor, me dá uma “Neusa” aí (bom, se você não sabe que “Neusa” é uma Neosaldina, então você vai certamente para o céu, junto com a finada Velinha de Taubaté, do Veríssimo).

- Ah, e dá um Engov também.

A história é daquelas que os homens comentam entre si, mas só na confraria dos genes “xy”, os únicos que compreendem certas situações etílicas. Você está no grupo xx? Então é sua chance de saber como funciona a programação cerebral dos maridos. Não se expõem estas coisas para todos entenderem o quanto custa uma “saideira” (não sabe também o que é uma saideira? Aí já é demais). Mas vou contar assim mesmo.

“Peraí”, me deixa tomar um Epocler (sabe, vitamina B12 para o fígado, tá ligado?). Agora sim, dá para começar a escrever. Bom, vou me complicar com tribos de cervejeiros, boleiros, carnavalescos e toda uma turma que faz do Verão seu momento particular… de queimar o filme com a patroa e a família. Mas vou contar. Como disse, o espaço é nobre e merece ineditismos.

Verão, praia, mar, calor, férias. Combinação perfeita para reunir a família e os amigos e curtir um mês sem compromissos. Os cuidados alimentares ficam de lado. A academia, as caminhadas, tudo vai para debaixo do tapete neste mês. Petiscos, muita praia, comer fora de hora, sem regras. Aliás, a falta de rotina é a regra.

Então tudo vai bem, o cara curte a folga prolongada, pega um bronze ali, vai ao cinema com os filhos acolá, até arrisca nos dias nublados uma caminhadinha na Beira-Mar, até que surge aquele convite para o futebol (com um churrasco depois, eis o problema) feito pelo Manchinha (saca o Manchinha, bom de bola e craque na saideira?).

Então o paizão vai, bate aquela bola “endemonhada”, lá em Antônio Carlos, naquelas graminhas perfeitas dos campinhos de várzea e depois, claro, vai tomar aquela gelada. Um pagodezinho rola junto, papo flui, o calor e a falta de obrigação de acordar no outro dia empolgam. Ele toma uma, duas, na terceira ele pensa: “Tá tudo muito bem, tá tudo muito bom, mas chegou a hora perfeita de ir embora”.

Aí é que tá o xis da questão, tudo se resume na falta de timing. Porque, quando o sujeito pensou que aquele era o momento ideal de partir, é por que realmente era. Mas os “muy amigos”, de forma orquestrada, um a um (e uma a uma), provam para você que uma “saideira” não faz mal. O problema é que a tal “saideira” é uma ficção. Ela não existe. É uma fábula que se desmancha diante da próxima cerveja, que vira a nova  última gelada.

Bom, o resumo da ópera é o seguinte: após aquela terceira cerveja e a perda do timing para ir embora, e até ali pela quarta “saideira”, a história é que há a lembrança de ter jogado bem aquela partida, de algumas piadas contadas que agradaram. Depois, a coisa complica. Por que você saiu para jogar bola de manhã em Antônio Carlos e foi resgatado, ali pelo início de madrugada, no Koxixo’s, pelo cunhado, é um mistério pós-saideira. O motivo de o celular ter ficado na bolsinha junto à chuteira, esquecido e com as 28 ligações não atendidas da patroa? Nem pensar em tentar explicar.

Bom, o negócio é ficar “pianinho” o resto do verão. Atender todos os desejos da “estimada”. Geralmente o sorriso leva de dois a cinco dias para ser restabelecido da matriarca para com o marido sem juízo. Sabe, tem algo de bom no episódio da “saideira”. É que a ressaca moral permite a entrada nos eixos, a condução nos trilhos por um bom tempo. O outro dia, o “day after” é para renascer, recobrar o funcionamento normal do organismo, tomar litros de água, comer um chocolate e abrir a farmácia escondida naquela gavetinha ao lado da cama. Os outros 20 dias restantes das férias? Bom, da para começar com uma caminhada na Beira-Mar.

- Mor, me traz um Sonrisal.

(da série cadeira de praia, publicada no DC toda a segunda-feira com minha assinatura)

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07 de fevereiro de 2011 0

Depois das férias deste blogueiro e da paradinha neste espaço, o Donno retorna à temporada 2011 louquinho para interagir com as Donnas. Algumas boas discussões, risadas e abstrações se processaram por aqui em 2010. Espero evoluir nesta jornada. 

Um dos desejos para este blog é, além de manter o bom humor, discutir, a fundo, a paixão. 

Precismos, Donnos e Donnas, redescobrir a intensidade, o calor, a profundidade, o amor nos relacionamentos. 

Por este motivo, para “volver” caliente, deixo o vídeo abaixo de inspiração. Vamos lá?

Sexo a três

05 de janeiro de 2011 0


O Donno, quem acompanha sempre já sabe, é fanático pelo consultório do Dr Carrion. No Dúvida ente Lençóis, ele esclarece, sem preconceito, todo o tipo de questões, principalmente de cunho sexual.

Algumas delas, o Donno rouba para “meter a colher”. E eu disse a colher, ok?

Uma das perguntas que me chamou atenção, desta vez, foi: “Quero fazer sexo a três e meu marido só topa se a outra pessoa for uma mulher. O que faço?”

Então, o Donno aproveita para discutir a questão.

Certamente, a interessada no “sexo a três” gostaria de democracia neste tipo de relação, é o que denota a pergunta.

Isso implica na possibilidade de sexo entre ela, o companheiro e outra mulher ou outro homem.

Também se depreende que ela está com vontade de experimentar dois homens, mas seu parceiro só topa se for com duas mulheres.

Eis o impasse.

Parece claro que o marido não se comove nem um pouco com a ideia de outro homem “sequer” roçando nele. Não entra na dúvida o fato de outro homem “ter” com sua mulher, já que ele cogita a presença de outra, portanto é um cara com vontade de “variar”.

Então a questão é a seguinte, minha cara: ou o maridão é totalmente liberal, ou fica no papai/mamãe. Topar relação a três com outra mulher e não topar com outro homem é sacanagem com você.

Outra: o desejo de relação a três, a curiosidade, não seria pela insatisfação na relação a dois?