O silêncio de Paulo Odone intriga. Alvo maior dos protestos dos torcedores, o presidente do Grêmio recusou-se a dar entrevistas após a derrota para o Corinthians. Também passou incomunicável toda a segunda-feira. Ontem, foi localizado em meio a uma votação na Assembleia Legislativa. Foi econômico nas respostas.
Dupla Explosiva - Por que o senhor não deu entrevistas depois do jogo contra o Corinthians?
Paulo Odone - Eu não tinha nada para falar. Estou na minha, me deixa quieto. Eu não tenho que falar nada, tenho que apresentar fatos. E eles estão sendo apresentados, com as contratações. Fala com o pessoal do futebol.
DE - O senhor pediu a intervenção da Brigada Militar para acabar com os protestos dos torcedores?
Paulo Odone - Não houve determinação nenhuma de minha parte.
DE - Como vê o fato de, pela primeira vez, sofrer críticas da Geral do Grêmio?
Paulo Odone - Seria incomum se ela não estivesse chateada. Você queria o quê? Não é comum perder Gre-Nal e perder em casa o primeiro jogo do campeonato. Eu também estou chateado até agora.
DE - O senhor desceu ao vestiário para falar com os jogadores no dia seguinte?
Paulo Odone - Não bati papo com os jogadores. Só falei com Renato, Vicente, com os dois assessores e fiz minha ginástica.
DE - Houve cobranças?
Paulo Odone - Não fui lá para isso.
DE - O senhor sente falta de antigas referências no vestiário, como Alfredo Oliveira (ex-conselheiro, falecido no início deste ano, apontado como o principal conselheiro do presidente)?
Paulo Odone - Me deixa na minha, estou quieto.
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