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Gre-Nal com azul e vermelho na Arena?

23 de julho de 2013 0


Foto: Anderson Fetter/Agência RBS


Por Marco Souza – marco.souza@diariogaucho.com.br

@marco_amsouza

A organização do Gre-Nal 397 começa a ser discutida amanhã. Uma reunião entre o comando da Brigada Militar e oficiais do Batalhão de Operações Especiais (Boe) avaliará a presença das duas torcidas na Arena no clássico de 4 de agosto.

Só depois desse encontro é que tomará posição sobre torcida única no maior jogo dos gaúchos. Se depender da vontade de Grêmio e Inter, as arquibancadas do novo estádio gremista terão as duas cores.

Colorados só de ônibus

Segundo o comandante do CPC João Diniz Godoi, o objetivo do encontro é avaliar se é possível oferecer segurança para o público que for até a Arena. Se a definição da presença de duas torcidas ainda será estudada, pelo menos uma medida já está descartada. Em caso de liberação dos colorados na Arena, o trajeto deles entre Beira-Rio e Humaitá não será cumprido a pé. Uma das alternativas estudadas seria a escolta dos ônibus com os visitantes de vermelho.

- Antes, conduzíamos as torcidas no deslocamento entre o Olímpico e o Beira-Rio. Era pertinho. Hoje, trazer a pé do Beira-Rio até a Arena é inviável. Precisamos conversar. Esse será um processo novo – avalia Godoi.

Gilmar Machado, diretor de marketing e negócios da Arena, acredita que, se a Brigada permitir, a nova casa gremista não terá dificuldades em receber os colorados.

Lugar para 2 mil colorados

Em uma primeira avaliação, cerca de 2 mil torcedores poderiam ser acomodados em segurança no espaço destinado à torcida adversária na Arena.

- Depende da Brigada Militar, mas seria em torno de 2 mil torcedores. Ainda não chegamos a um número, precisamos chegar a um acordo – explicou.

- O único que temos em mente é a segurança. Esse é um assunto que terá que ser muito bem debatido – completou Machado.

Casa nova sem muitas visitas

Como a Arena é utilizada pelo Grêmio há apenas sete meses, ainda não houve jogos com grande presença de torcida adversária. O exemplo utilizado para adaptar a ação da Brigada é o do jogo contra o Fluminense, pela Libertadores. Foi o adversário que mais levou torcida ao estádio gremista. Na ocasião, eram menos de 300. Alguns deles invadiram o espaço dos gremistas e houve confusão.

Luís Fernando Martins Oliveira, delegado da 20ª delegacia, no Cristal, e diretor do departamento de torcidas do Inter

“Defendemos o clássico com duas torcidas. Na Arena é aberto, tem que canalizar os visitantes. Agora, o Grêmio não pode ficar fadado a jogar com torcida única em seu estádio. Não falo apenas de Gre-Nal. Por exemplo: se ocorre de ter jogo decisivo contra o Corinthians ou o Flamengo, que trazem 4 mil, 5 mil pessoas, como será?”

Nestor Hein, integrante do Conselho de Administração do Grêmio

“O Grêmio está pela civilidade. Pela instituição Grêmio, gostaríamos de receber a torcida do nosso tradicional adversário em nosso novo estádio. Somos adversários só dentro de campo, fora dele nos respeitamos. Gostaríamos de torcida mista, mas quem decidirá serão as autoridades que fazem a segurança pública.”

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