Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Renovação do Conselho do Grêmio antecipa disputa eleitoral de 2014 no clube

24 de agosto de 2013 0

Mesmo que nenhum grupo assuma de forma pública, a eleição que renovará 50% do Conselho Deliberativo do Grêmio, marcada para 28 de setembro, é a arrancada para a sucessão presidencial de 2014.

Eleito em 2010 com o voto dos associados, Fábio Koff tenta formar agora uma base política sólida, sustentado por duas chapas, Faixa no Peito e Juntos pelo Sócio, embora este último faça críticas pontuais à atual administração.

A oposição, enquanto isso, prevê a retomada do poder e se articula com Grêmio Maior. Oposicionista por natureza, o Grêmio do Prata se define como uma alternativa.

A polarização entre koffistas e odonistas é o que incomoda as chapas Vem pro Grêmio, Grêmio Democrático e Nação Tricolor.

Confira o pensamento de cada chapa.

 

CHAPA 1(Grêmio do Prata)

Nascido em 2008, o Grêmio do Prata não faz oposição apenas a Fábio Koff. Até o ano passado, o grupo também contestava a gestão de Paulo Odone.

_ Somos oposição a tudo o que aconteceu no clube nos últimos anos. A torcida está ansiosa por mudanças. O Grêmio precisa de oxigenação _ diz Cláudio Medeiros, presidente do movimento.

Mesmo sem alianças, a expectativa é de fazer pelo menos 50 conselheiros na eleição de setembro.

CHAPA 2 (Faixa no Peito, Grêmio Unido e Vencedor)

Ampliar a base política da atual direção é a luta da chapa 2, Faixa no Peito, de situação. Respaldada por Fábio Koff e pelos ex-presidentes Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, e Hélio Dourado, além do ex-goleiro Danrlei, ela tentará diminuir a influência política que o grupo de Paulo Odone passou a desfrutar na renovação de 2010.

Primeiro nome na chapa, o vice-presidente Renato Moreira prega mandato presidencial de três anos e unificação de todos os processos eleitorais do clube, sempre no final da temporada.

CHAPA 3 (Nação Tricolor)

Da falta de entendimento com lideranças do Grêmio Sem Fronteiras e Grêmio Independente, nasceu a chapa Nação Tricolor, que ganhou o número 3 no sorteio. Antonio Frizzo, um de seus principais articuladores, aposta em uma base política formada entre os consulados de dentro e de fora do Estado para levar adiante uma proposta de pacificação para o clube.

_ O Grêmio está muito fatiado, dividido, atrapalhado pela fogueira das vaidades _ critica Frizzo, para quem o Nação Tricolor não se enquadra como situação, nem como oposição.

CHAPA 4 (Juntos pelo Sócio)

Coordenador da chapa 4, Juntos pelo Sócio, Carlos Lenuzza diz que o futebol “não suporta mais imoralidades”. Sua crítica é aos altos salários pagos a treinadores e jogadores, que variam de R$ 500 mil e R$ 700 mil. Ele teme que tal política financeira decrete a falência dos clubes.

Também apoiada pelo presidente Fábio Koff, o Juntos pelo Sócio prega, como diz seu nome, a maior representatividade do associado dentro do Conselho.

 CHAPA 5 (Grêmio Maior)

Uma visão empresarial para o clube é a proposta do Grêmio Maior, a chapa 5, de oposição. A crítica mais forte feita à atual gestão está ligada a falta de um projeto para a Arena. O que impera, dizem os integrantes da chapa, é o antimarketing, que resulta em prejuízo financeiro para o clube.

Com a elevação do número de chapas para sete, os coordenadores de campanha não acreditam em votação tão expressiva quanto a de 2010, quando foi formada a atual base política.

CHAPA 6 (Somos Grêmio)

Chapa 6, o Grêmio Democrático mantém sua postura de independência e de crítica ao que suas lideranças chamam de “caciquismo”. Na última eleição para presidente, o grupo não apoiou nenhum dos três candidatos.

_ Há 12 anos, o clube está dividido entre defensores de Koff e defensores de Odone e só tem perdido _ critica Nilton Cabistani, um dos sete conselheiros do grupo.

Forte no interior, o Grêmio Democrático aposta que 70% de seus eleitores irão votar por correspondência.

CHAPA 7 (Vem pro Grêmio)

A dicotomia entre Fábio Koff e Paulo Odone é nociva para o Grêmio, entendem as lideranças da Chapa 7, Vem pro Grêmio. O grupo diz não fazer oposição sistemática e por isso evita críticas tanto ao atual presidente quanto ao ex. Mas, por entender que a mudança completa de ideias a cada troca de gestão atrasa a vida do clube, prega a profissionalização em todos os setores. Um ponto de preocupação é com o que chamam de descontrole financeiro, responsável por um déficit acumulado de R$ 47 milhões no primeiro semestre.

 

 

 

 

Serviço

O que: Eleição do Conselho Deliberativo do Grêmio

Quando: 28 de setembro, das 10h às 17h

Local: Arena do Grêmio, Portão A (lado oeste e acesso pelas rampas oeste/norte);

Aptos a votar: associados maiores de 16 anos, pertencentes ao Quadro Social há mais de dois anos, ininterruptamente, e em situação regular com o Grêmio nos 12 meses anteriores à eleição e com mensalidades pagas até 7/8/2013.

Eleitores: Ao todo, são 37.680 sócios aptos a votar.

Forma de votação: na Arena ou por correspondência, até o dia 16 de setembro.

Quem se elege: os representantes das chapas que alcançarem o mínimo de 20% dos votos válidos.

Duração do mandato: seis anos

 

 

 

Envie seu Comentário