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Posts de setembro 2013

Luigi nega contato com Abel e garante apoio a Dunga e Paixão

30 de setembro de 2013 9

É com a convicção de um presidente que Giovanni Luigi afirma que a direção colorada dá respaldo e segurança para que Dunga e a atual comissão técnica permaneçam no comando do Inter até o fim da temporada.

Ele também negou que tenha conversado com Abel Braga, técnico campeão do mundo pelo Inter, em 2006, e que deixou o Fluminense no final de julho.

— Apesar de ter ótima relação com o Abel, não falo com ele desde a virada do ano, quando um cumprimentou o outro pela passagem de ano. É uma pessoa que tem história no Internacional. Disseram que falamos com o Tite. Essa especulação, que veio do centro do país, e com relação ao Abel, não aconteceu, o Inter não trata deste tema, estamos dando toda segurança e todo respaldo a essa comissão técnica, que tem condições de reverter esse quadro momentâneo de derrotas — falou.

Perguntado sobre as críticas sofridas por Dunga, o mandatário destacou que a responsabilidade pelo momento ruim é de todos: direção, comissão técnica e jogadores.

— A responsabilidade é de todos, comissão técnica, direção, e todos trabalham permanentemente para que o momento mude.

Em seguida, comentou que acredita na reação colorada no campeonato:

— Tenho certeza de que isso (série de vitórias) vai começar a acontecer imediatamente, pelo grupo, pelo trabalho que vem sendo feito incessantemente. Dunga, Paulo Paixão e os demais têm as condições necessárias — complementou, em entrevista ao jornalista Filipe Gamba, no programa Hoje nos Esportes, da Rádio Gaúcha.

 

Alan Patrick fratura mão, para por 35 dias e faz companhia a Scocco entre os desfalques contra o Vasco

30 de setembro de 2013 1

Após uma boa participação na derrota para o Cruzeiro neste domingo, Alan Patrick fraturou a mão e para por 35 dias. A lesão ocorreu na partida no Estádio do Vale. O meia faz companhia ao atacante Scocco, em recuperação de dores no tornozelo, e ao zagueiro Alan, que faz tratamento devido a uma lesão muscular na coxa esquerda. O trio sequer viaja para o Rio de Janeiro, nesta terça-feira à tarde, onde o Inter enfrenta o Vasco na próxima quinta.

Airton, D’Alessandro e Índio, fora contra o Cruzeiro por conta de suspensões, retornam. Josimar, que recebeu o terceiro amarelo, está impedido de atuar. A tendência é que Dunga escale uma equipe muito próxima da que entrou em campo no primeiro tempo deste domingo, no Estádio do Vale, com Caio no ataque e Otávio aberto pela direita.

Leandro Damião deve ser mantido na reserva, juntamente com Diego Forlán, quando Dunga já apostaria no Inter sem o uruguaio, já que o camisa 7 terá de se apresentar a seleção de seu país.

As ausências do uruguaio ocorrerão em partidas contra Flamengo (fora), Náutico (casa) e Santos (fora). Neste período ele estará atuando contra Equador, no dia 11, e Argentina, quatro dias depois. O retorno de Forlán se dará no dia 20, no Gre-Nal pelo Brasileirão. Seu último jogo antes de se apresentar é diante do Fluminense, no dia seis.

Um esboço do Inter para enfrentar o Vasco teria: Muriel, Gabriel, Índio, Juan e Kleber, Ygor, Willians, Jorge Henrique, D’Alessandro e Otávio, Caio.

Novo contrato entre Grêmio e OAS está pronto para ser assinado

30 de setembro de 2013 3
Jefferson Botega

Jefferson Botega

Aprovado em 17 de junho pelo Conselho Deliberativo e homologado dois dias depois por Fábio Koff e Eduardo Paes Barreto (foto), o novo contrato entre Grêmio e OAS poderá ser assinado no início da próxima semana.

Já foram entregues à direção os pareceres do conselho fiscal e das comissões de finanças e assuntos legais e estatutários, todos eles favoráveis às alterações no contrato inicial, assinado no final de 2008.

Pelas novas regras, a principal vantagem financeira do clube é a redução do gasto anual com a migração dos associados.

Este ano, o valor cai de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões. Em 2014, o custo passará para R$ 15 milhões. Até o final dos 20 anos de parceria, ele será de R$ 18 milhões fixos.

O clube também receberá da parceira valores para a conclusão do Centro de Treinamento, do setor administrativo, que será transferido do Olímpico para a Arena, e do Memorial.

- A situação financeira melhora muito, mas ainda está longe de ser a ideal. No longo prazo, iremos desenvolver ações de marketing conjuntas, que permitirão captar novos sócios e aumentar em muito a a arrecadação – projeta um integrante da direção.

O novo contrato permitirá uma proximidade maior entre as duas partes.

Com a escolha do ex-presidente Duda Kroeff como segundo representante do clube no Conselho de Administração da Arena Porto-alegrense – o primeiro é Marcos Almeida–, o objetivo é a participação mais intensa no dia a dia do estádio, para facilitar a vida do torcedor em dias de jogos.

– A Arena tem que ser o novo Olímpico – projeta o vice-presidente Renato Moreira.

Uma das metas é evitar a elitização do estádio. No setor Sul, serão vendidos ingressos a preço mais baixo, sem lugares marcados, que permitirão ao torcedor levar o seu acompanhante ao jogo sem maior custo. Até mesmo a retirada de cadeiras do local foi cogitada, mas a ideia não avançou.

Pelo Grêmio, assinarão o novo contrato o presidente Fábio Koff e os seis integrantes do Conselho de Administração. Pela OAS, é aguardada a presença do presidente César Mata Pires.

 

Cacalo rejeita convite para concorrer a presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio

30 de setembro de 2013 4
Lívia Stumpf

Lívia Stumpf

Passada a renovação de 150 nomes, ocorrida sábado, o Conselho Deliberativo do Grêmio projeta agora a eleição de seu novo presidente, em outubro.

Por ter cumprido dois mandatos consecutivos, o atual, Raul Régis de Freitas Lima, não poderá ser reeleito. Para consternação de muitos conselheiros, que o respeitam por sua dedicação e facilidade de transitar entre todas as correntes políticas do clube.

Um nome de consenso é buscado para o lugar de Régis, o que não é tarefa fácil.

Lideranças da Chapa 2, que fez a maioria dos conselheiros na renovação de sábado, pressionam o ex-presidente Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, a concorrer.

Mas já ouviram um não como resposta.

 

Otávio é o melhor em campo na derrota do Inter para o Cruzeiro

29 de setembro de 2013 17

Na derrota do Inter para o Cruzeiro por 2 a 1 no Estádio do Vale, o atacante Otávio foi o melhor em campo. Confira as notas:

Muriel - Não teve culpa no primeiro gol. No segundo, pulou atrasado no chute de Willian. Nota 5

Gabriel - Marcou firme e chegou bem à linha de fundo. Nota 6

Ronaldo Alves - Como sombra do mineiro Borges, anulou o atacante. Nota 6

Juan - Na defesa, sério e sem comprometer. No ataque, levou perigo a Fábio em dois momentos. Nota 6

Kleber - Fez ótimo primeiro tempo. Mas cansou e teve de ser substituído. Nota 5

Josimar - Um bom chute na etapa inicial. Recebeu o terceiro amarelo. Nota 6

Willians - Guarda pouco a posição e vai ao ataque de forma atabalhoada. Nota 4

Alan Patrick - Finalmente estreou com a camisa do Inter. Funcionou na função de D’Alessandro pela esquerda. Nota 6

Jorge Henrique - Jogador tático ao extremo. Joga fácil, seja como meia, como volante, como lateral. Nota 7

Otávio - Mais um gol marcado e um dos poucos poupados pelas críticas da torcida. Melhor em campo. Nota 8

Caio - Motorzinho do ataque. Chegou bem à frente, por vezes como um centroavante, por vezes como um ponteiro. Nota 7

Fabrício - Perdeu a bola que originou o segundo gol do Cruzeiro. O mais vaiado em Novo Hamburgo. Nota 3

Leandro Damião - Se fizer jogadas fáceis, retoma a confiança. Tentou uma lambreta estando mano a mano com Bruno Rodrigo. Nota 3

Alex - Deixou a vontade e o futebol no Catar. Nota 3

Cotação: Dida e Vargas garantem vitória do Grêmio no Morumbi

29 de setembro de 2013 10
Foto: ROBERTO VAZQUEZ/FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: ROBERTO VAZQUEZ/FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO

Por Adriano de Carvalho
adriano.carvalho@zerohora.com.br

Dida – Com defesas importantes, fechou o gol.
8
Pará – Osvaldo fez o que quis pelo seu lado do campo.
4
Saimon – Mesmo sem ritmo de jogo, não comprometeu.
6
Bressan – Evitou um gol quase certo de Wellington.
7
Alex Telles – Ótimo cruzamento para o gol de Vargas.
6
Souza – Conteve a movimentação de Jadson e Ganso.
7
Riveros – Bem na marcação, mas pouco foi à frente.
6
Ramiro – A exemplo de Riveros, defendeu mais que atacou.
6
Vargas – Velocidade pela esquerda e um gol providencial.
8
Kleber – O mais participativo do ataque.
6
Barcos – Ajuda na marcação. Mas a seca de gols continua.
5
Wendell – Entrou no final
Sem nota
Paulinho – Entrou no final
Sem nota

Bellini vira nome forte para a sucessão do Grêmio em 2014. Moreira pode ser o ungido de Koff

29 de setembro de 2013 3
Jean Schwarz

Jean Schwarz

O conselheiro Homero Bellini Júnior (acima) afirma-se, neste momento, como uma forte liderança política do Grêmio. Entre os jovens, certamente a mais representativa.

A expressiva votação da Chapa 7 – 1,7 mil votos – na renovação do Conselho Deliberativo, neste sábado, em muito se deve ao seu prestígio junto aos associados.

Algo que Bellini já havia obtido na eleição presidencial do ano passado, embora tivesse ficado atrás de Fábio Koff e Paulo Odone.

Com a derrocada política do grupo de sustentação de Odone – a Chapa 5, Grêmio Maior – não colocou nenhum novo conselheiro – a sucessão de 2014 passa por Bellini. É certa sua ida para o segundo turno, quando a eleição se decidirá no pátio.

Tudo, claro, passa pelos resultados de campo.

A conquista de um grande título, por exemplo, poderá levar Koff a tentar um novo mandato, apesar da idade avançada. Neste caso, ele seria o favorito, por toda a sua história de conquistas.

Caso contrário, ele terá que escolher alguém de seu grupo para concorrer.

Neste caso, Renato Moreira (abaixo), o número da Chapa 2, a mais votada na eleição, com 2,5 mil votos – também é um nome de grande expressão. E poderia ser o que se chama de “cavalo do comissário”.

É possível, portanto, que dois jovens estejam frente a frente em 2014. O que decretaria o fim do caciquismo político dentro do clube.

Mauro Vieira

Mauro Vieira

 

Otávio, Jackson e Josimar despontam para as vagas em aberto no Inter contra o Cruzeiro

27 de setembro de 2013 2

trio

Não bastasse ao Inter enfrentar o Cruzeiro, líder do Brasileirão, time que não perde há nove jogos — são oito vitórias e um empate —, o técnico Dunga enfrenta, novamente, problemas para repetir a escalação para diminuir a distância do G-4.

São três os desfalques desta vez: o zagueiro Índio, expulso contra a Portuguesa, o volante Airton e o meia D’Alessandro, ambos suspensos por terem recebido o terceiro cartão amarelo.

Como o treino da tarde de hoje foi apenas regenerativo por conta do desgaste pela partida da última quinta, contra o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, o trabalho da manhã de sábado deve definir os 11 titulares para o confronto deste domingo, às 18h30min, no Estádio do Vale.

Zero Hora esboça abaixo as opções do treinador para as três funções:

Zaga rejuvenescida

Sem Índio ao lado de Juan, a média de idade da dupla de zagueiros do Inter cai sete anos, de 36 para 29. Como Alan foi diagnosticado com uma lesão muscular e para por três semanas, Jackson (23) e Ronaldo Alves (24) devem aparecer. O mais velho tem força e vinha bem no Gauchão até uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda interromper a sequência favorável. A polivalência de Jackson pode ser decisiva para a escolha de Dunga, uma vez que o jovem também atua como lateral-direito e teria facilidade no setor para cobrir os avanços de Gabriel.

Meio de campo eclético

A etapa final contra o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, abriu precedente para imaginar Jorge Henrique como um segundo homem de meio-campo. O ex-corintiano posicionou-se bem ao lado de Willians, mantendo-se à frente da defesa nas investidas do companheiro ao ataque. Conta a favor de Jorge Henrique, ainda, a velocidade e a boa saída de bola para fazer a transição entre a defesa e o ataque. Se tivesse uma semana cheia para treinar, a alternativa poderia se tornar realidade. Porém, o mais provável é que Dunga opte por Josimar ou ainda Ygor na vaga de Airton, atletas que, mesmo com alguma contestação por parte da torcida, estão acostumados com a função.

Velocidade ou experiência na meia?

Contratado na janela de agosto para ser o companheiro de D’Alessandro na armação do Inter, Alex seria o substituto natural para suprir a ausência do argentino. Porém, o desempenho abaixo do esperado nas últimas partidas o descredencia a iniciar contra o time de Marcelo Oliveira. Outro ponto contra Alex está na necessidade de os titulares estarem com os pulmões a pleno — e o próprio jogador já declarou que não está no melhor momento de sua forma física. A tendência é que Dunga escolha Otávio à vaga do camisa 10, mas Fabrício tem o apreço do treinador para a posição. Se quiser optar pela velocidade, Caio ou Scocco também podem aparecer. Alan Patrick corre por fora nesta briga.

Ataque em xeque

Contra o Atlético-PR, Leandro Damião tentou uma finalização de “bicicleta”, buscou deixar o marcador para trás com o drible “lambreta” e acabou com uma triangulação no ataque ao abusar do preciosismo com um toque de calcanhar. A torcida não quis saber se o centroavante havia sofrido com febre alta ao longo da semana, soltou a vaia no Estádio do Vale, e Damião acabou substituído no intervalo. Os 10 jogos sem marcar gols pressionam Damião, e uma má atuação diante do Cruzeiro pode levá-lo ao banco de reservas para dar lugar ao argentino Ignácio Scocco.

— O futebol está bastante nivelado. Quando dois ou três estão abaixo, a equipe sofre um pouco — resumiu Dunga na quinta-feira.

"O Grêmio quebraria antes de ganhar dinheiro com a Arena", diz renegociador do contrato com a OAS

27 de setembro de 2013 6
Félix Zucco

Félix Zucco

Prestes a ser assinado, o novo contrato entre o Grêmio e a OAS contou com inúmeros articuladores. Um deles, o empresário Remi Acordi (esq, ao lado de Fábio Koff), também um dos idealizadores da campanha que resultou na eleição de Fábio Koff, em outubro passado.

Homem avesso a manifestações públicas, Acordi fez, por escrito, um longo depoimento ao blog sobre as tratativas para o fechamento do novo contrato. Num dos trechos, diz que “o clube quebraria antes de ganhar dinheiro com a Arena”.

 

A relação com o presidente Fábio Koff

Remi Acordi - Minha relação de torcedor vem do tempo das transmissões de jogos pelo rádio. E ídolos como Juarez, Alcindo, Joãozinho, Milton povoaram minha infância. Os dirigentes eram meus cavaleiros da Távola Redonda e o presidente, o Rei Arthur. Meu dirigente modelo, Rudi Armin Petry. Meu presidente, Fábio André Koff. Gosto do espírito conciliador do Dr. Raul Régis de Freitas Lima e da forma pão, pão, queijo, queijo do Dr. Nelson Olmedo. Sou casado com uma prima irmã do Dr. Fábio, e os laços familiares nos tornaram muito próximos. Sou empresário, e sempre estive ligado de uma forma ou de outra ao varejo.

Como surgiu o projeto Avançar Juntos, que tornou viável a volta de Fábio Koff às disputas eleitorais

Remi Acordi - Prefiro dizer que fui um dos componentes do grupo, cuja liderança era do presidente do Clube dos Treze à época (Fábio Koff), com a contribuição de José Galló, Luiz Carlos Mabilde, Renato Moreira, Irany Santanna Jr. e eu. Nosso sonho era deixar um projeto legado, com o escopo do Grêmio que queremos para nossos filhos e netos. E, para tanto, o projeto visava criar um diferencial competitivo por meio de gestão profissional e integração com nossos sócios e torcedores. Se fizermos, na administração do clube, apenas mais do mesmo, não conseguiremos mais competir com os clubes do centro do país.

A opção por não ocupar cargos na direção

Remi Acordi - Entendo que em tudo na vida existe o timming correto para cada etapa da trajetória de todos nós. Não tenho nenhuma função executiva no Grêmio, por entender que sou mais útil ao clube apoiando quando solicitado a contribuir, oferecendo, dentro das minhas limitações, meu melhor. Esclareço que não participo das eleições , nem figuro como candidato em nenhuma chapa.

 O papel na renegociação com a OAS

Remi Acordi – Verificou-se que quem tornava a Arena rentável era o Grêmio. E isso não era o propósito do projeto inicial. A Arena será um grande negócio para o Grêmio, no médio e longo prazo, após pagar seus financiamentos. Mas, nos contratos originais, o Grêmio quebraria antes de ganhar dinheiro com a Arena. Além de tudo isso, Grêmio e Arena disputavam receitas. O Grêmio perdia a possibilidade de ter novos sócios com cadeiras no estádio, e a Arena não via atratividade em o Grêmio ampliar o número de sócios torcedores. Procuramos conduzir, após o presidente Koff ter preparado o terreno, a formulação de um novo desenho financeiro que respeitasse nossa capacidade de pagamento e criasse sinergias com a OAS para a produção de novas receitas. Para isso contei com o talento dos doutores Wagner Salaverry e André Berg da Quantitas e o olho clínico do dr. Irany Santanna Jr.

As vantagens que o Grêmio e os associados obtém com o novo contrato

Remi Acordi - Essa renegociação permitirá que o Grêmio economize mais de R$ 20 milhões ao ano, relativamente aos contratos originais. São mais de R$ 400 milhões ao longo do prazo do contrato. E permitirá que o clube e a OAS, de fato, se beneficiem e busquem as receitas novas que o estádio gerará a partir dos esforços e do alinhamento que agora foi criado. Por isso, foi uma negociação viável. A Arena deixa de ser dependente do Grêmio (clube) para se tornar rentável. O Grêmio terá condições de arcar com seus pagamentos. E ambos estarão alinhados na busca de novas receitas, da ampliação de sócios, e no crescimento do público no estádio. Agora, definitivamente, para que a Arena ganhe, o Grêmio também ganhará, e para que o Grêmio ganhe, a Arena também será beneficiada. Alinhamento que, antes, não havia.

A relação do Grêmio com a OAS

Remi Acordi - Toda a negociação tem seus momentos de tensão. Mas o espírito que norteou o encontro inicial foi mantido e está sendo preservado dia após dia. Nossas premissas eram respeitar uma empresa com mais de 8 mil colaboradores e, de outra parte, uma legião de mais de 8 milhões de torcedores. Manter um foco eminentemente técnico. Não julgar ninguém, especialmente fora do contexto original. Sem buscar vencedores ou vencidos, conscientes de que a guerra emburrece o vencedor e deixa rancoroso o vencido. Com o objetivo de assegurar a sobrevivência do Grêmio, buscando o que a OAS poderia fazer pelo Grêmio, e o que o Grêmio poderia fazer pela OAS. Com uma frase de Nietzche como mote: “O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo o mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos como se fossem novas”. Com o target de conseguir uma Fair Opinion com equilíbrio e humildade.

A Arena passa a ser efetivamente do Grêmio?

Remi Acordi - Numa análise direta, do ponto de vista financeiro e até contábil e de gestão, quando o presidente Koff assumiu o clube, a Arena não era do Grêmio. Essa percepção mudará significativamente com o novo contrato. Há alinhamento para busca de receitas conjuntas, menor dependência financeira da Arena com o Grêmio, e fundamentalmente melhorias nos contratos e termos jurídicos, incluindo regras de governança, que efetivamente mudaram a percepção do presidente Koff. A Arena é do Grêmio. Nenhum outro clube jogará nela. Sem o Grêmio, ela não existe. E o Grêmio e a OAS estarão alinhados, com benefícios e riscos semelhantes, no desafio de torná-la rapidamente não apenas um excelente e monumental estádio, mas também um ótimo investimento.

As reclamações dos associados em relação a Arena

Remi Acordi - Na pesquisa recente feita junto ao associado do Grêmio, ficou claro que a Arena precisará estar mais próxima do sócio. Ele a vê como a Gisele Bundchen: linda, maravilhosa, mas não a conhece de perto. Como um conhecido de longe. Ou como um primo distante. É da família, mas não sabem quem é.

 As reformas estatutárias

Remi Acordi - O projeto Avançar Juntos ainda esta embrionário. As longas tratativas com a OAS, e seu rito processual, aliada às resistências naturais a mudanças em um clube de 110 anos criam linhas de dificuldades importantes. Some-se a isto a carência de recursos, por comprometimento de receitas futuras e a resultante. É um processo lento e de resistências a mudanças. Outro ponto importante é que o presidente Koff precisa conquistar uma base de apoio sólida no Conselho Deliberativo. Sem isto, é muito difícil realizar as reformas estatutárias e aprovar projetos indispensáveis aos nossos objetivos.

O apoio de Fábio Koff a duas chapas

Remi Acordi - O presidente apoia as chapas 2 e 4. Particularmente, já externei minha simpatia a chapa número 4 , por ela contemplar uma revitalização do quadro com pessoas mais jovens, alinhadas com o projeto, e capazes de enfrentar os desafios deste novo tempo.

Cumpre esclarecer a todos os gremistas que a demora em assinar os documentos definitivos (já estão firmados os documentos negociais) se deve aos cuidados do presidente Koff e nossa equipe, no sentido de atender, além das disposições legais, todos os requisitos de natureza ética e moral que uma negociação deste porte enseja, com a revisão de todos os contratos e aditivos anteriores , exames criteriosos das implicações de natureza legal e tributária, e do exame e detalhamento de todos os memoriais descritivos que assegurem ao Grêmio seus direitos de receber e entregar o pactuado. Reitero a transcrição da fórmula que adotamos: “Um sim, um não, uma linha reta, uma meta, em busca da felicidade.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Se fizer gol na quinta-feira, vou comemorar", afirma Dellatorre sobre Inter x Atlético-PR

26 de setembro de 2013 5

dela

O Inter que bateu o Independiente por 3 a 1, na final da Recopa de 2011, no Beira-Rio, tinha o ataque titular formado por Leandro Damião e por Guilherme Dellatorre. Jô, hoje consagrado na Seleção Brasileira e no Atlético-MG, era banco dos dois novatos. Sem chances em 2012, acabou deixando o Inter. Hoje, Dellatorre será adversário dos colorados pela Copa do Brasil. Atacante adquirido pelo Atlético-PR ao Porto, Dellatorre chegou a Curitiba em julho, uma semana antes do desembarque de Vagner Mancini no clube. Nessa entrevista a ZH, Dellatorre fala sobre a sua saída do Beira-Rio, o sonho de conquista da Copa o do Brasil e a pretensão dos paranaenses no Estádio do Vale: marcar gols _ assim como ocorreu no Brasileirão, quando o Atlético-PR empatou em 2 a 2 com o Inter.

Zero Hora — Pelo Brasileirão, o Inter estreou em Novo Hamburgo justamente contra o Atlético-PR. E não foi bem. Empatou em 2 a 2. O que vocês viram do Inter naquela noite?

Guilherme Dellatorre — Sabemos que o Inter tem um time muito forte, mas, naquela partida, tivemos a impressão de que o time não entrou mobilizado. Tanto que fizemos o primeiro gol com menos de um minuto (João Paulo marcou aos 37 segundos de jogo). Sabemos como enfrentar o Inter em Novo Hamburgo.

ZH — E como é enfrentar o Inter em Novo Hamburgo?

Dellatorre — Vamos fazer um jogo ofensivo, marcando por pressão a saída de bola e tentando vencer já esse primeiro jogo. Nosso projeto inicial era somar 45 pontos para evitar o descenso. Agora, já queremos a Copa do Brasil e terminar o Brasileirão no G-4.

ZH — Em 2008, Vagner Mancini foi demitido do Grêmio sob o argumento de ser “faceiro” demais, de escalar uma equipe muito ofensiva, sem cuidados com a defesa. Mas, no Atlético-PR, ele parece ter montado uma defesa sólida.

Dellatorre — Vagner Mancini assumiu o time na oitava rodada do Brasileirão (ele substituiu o técnico Ricardo Drubscky) e a equipe cresceu muito. Com ele, passamos a ser mais agressivos na marcação, marcar os adversários desde a saída de bola e, com isso, ter mais controle dos jogos. Até o nosso ataque cresceu.

ZH — Assim como o Inter, o Atlético-PR está com seu estádio em obras e joga na Vila Capanema, cedida pelo Paraná, mas em Curitiba. Não ter a Arena faz falta ao time?

Dellatorre — Estamos loucos para jogar na Arena, mas fomos bem acolhidos na Vila Capanema. O nosso torcedor tem comparecido, até mesmo em noites de chuva e frio. Estamos nos sentindo em casa.

ZH — O fato de o Atlético-PR ter poupado o elenco principal de todo o Estadual surtiu efeito? Você percebe os jogadores com uma preparação física acima dos demais no Brasileirão?

Dellatorre — Não. Porque com jogos às quartas e aos domingos, o nosso cansaço e desgaste é o mesmo das demais equipes. Estamos fazendo bons trabalhos regenerativos e descansando bastante para suportar o calendário.

ZH — Por que você deixou o Inter?

Dellatorre — Pertencia ao Desportivo Brasil (da Traffic) e estava emprestado ao sub-20 do Inter. Subi com Osmar Loss (que era o interino, após a demissão de Falcão), em 2011, e tive boas chances com Dorival Júnior. Na virada do ano, fiz a pré-temporada, mas fui colocado de volta no sub-20. Como o sub-20 jogaria apenas a Copa FGF naquele ano, pedi para ir embora. Não tenho mágoas do Inter, mas, se fizer gol na quinta-feira, vou comemorar.