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Redenção colorada no Beira-Rio

12 de outubro de 2014 2

Ricardo Duarte

E quem diria que o Inter, depois de ser pulverizado em Chapecó, renasceria no Brasileirão? A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no Beira-Rio, mostrou no segundo tempo um ataque poderoso, com D’Alessandro, Alex e Nilmar comandando as ações – e com Valdívia salvando o domingo colorado. Pelo volume de jogo, o Inter merecia ter feito mais gols. Mas os três pontos obtidos na redenção do Dia das Crianças, somados às derrotas de Cruzeiro e de São Paulo para Flamengo e Atlético-MG, devolveram os colorados à vice-liderança e, uma vez mais, a seis pontos do ainda líder Cruzeiro.

Para se recuperar do trauma de Chapecó, um animado Inter foi a campo para enfrentar o Fluminense. Sem Rafael Moura, preservado das vaias e no banco de reservas, Wellington Paulista iniciou no ataque. Gilberto também perdeu a vaga para o jovem Diogo. Um Inter brigador, bem diferente do time apático da rodada passada era visto no Beira-Rio. Wellington Paulista chegou a receber cartão amarelo com sete minutos de jogo por tentar um gol de qualquer jeito. Neste caso, com a mão.
A partir dos 20, o Inter passou a pressionar o Fluminense – que já se defendia com oito jogadores dentro da área, por vezes. Em conclusão de Alan Patrick, Fred foi quem salvou. Mais adiante, D’Alessandro lançou Alex, que viu Cavalieri se atirando a seus pés para defender. Porém, qualquer resposta carioca parecia um perigo iminente de gol, com o pesado ataque de Conca, Wagner, Cícero e Fred.
Nilmar se levantou da casamata e foi para o vestiário aquecer para entrar no intervalo. Não viu Alex deixar Cavalieri deitado e encobrir o goleiro do Fluminense. Tampouco viu o zagueiro Marlon saltar contra a bola, tirar de cabeça de dentro do gol e evitar o golaço de Alex.
No segundo tempo, os mais de 15 mil torcedores vibraram quando Nilmar surgiu do vestiário fardado e sem o jaleco amarelo, no lugar de Wellington Paulista. Logo na saída de bola, em jogada ensaiada, Paulão aparou cruzamento para Nilmar, mas Elivelton cortou antes.
O ataque colorado foi reenergizado, ganhou velocidade e novas triangulações com o ingresso do novo camisa 7. Nilmar, mesmo sem ritmo de competição, após cinco meses parado, causava constante preocupação ao Fluminense. Aos sete minutos, D’Alessandro enxergou Alex correndo entre dois zagueiros, lançou o camisa 12, que correu sozinho para cima de Cavalieri, fitou o goleiro e, com um toque, deixou Cavalieri olhando para cima, enquanto a bola o encobria e morria dentro do gol.
Desta vez, o 1 a 0 não satisfez o Inter, que seguiu na pressão contra o adversário. Desta vez, a defesa se manteve firme. Aos 13, Fred estava fazendo um belo gol de cabeça, mas Alisson foi buscar a bola no alto, quando ela quase cruzava a linha. Uma grande defesa, que assegurou a vantagem colorada.
Com uma atuação sólida, o Inter se mantinha com o domínio do meio-campo e com estocadas à área do Fluminense. Mas o visitante sempre conseguia uma escapada. Wagner pegou bem na bola, dentro da área, e Alisson fez outra grande defesa.
Depois de perder tantas chances de gol, o Inter cedeu o empate. Conca cruzou na área, Fred se antecipou a Ernando e fez de cabeça. O Fluminense, porém, não teve muito tempo para comemorar. Em um lance veloz, D’Alessandro passou para Valdívia, que invadiu a área e, ao contrário de outros jogos, teve tranquilidade para vencer Cavalieri e garantir a vitória que reabilitou o Inter no Brasileirão.

Comentários (2)

  • Fabio diz: 12 de outubro de 2014

    15 mil torcedores? Éramos quase 30 mil.

  • ricardo diz: 13 de outubro de 2014

    não somos modinhas igual os gremistas, tomamos de 5 da chape e no jogo seguinte 30 mil colorados dando força pro clube!

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