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Posts de outubro 2014

Siegmann exige que demais candidatos à presidência apresentem negativas de débitos e eleição do Inter pode parar na Justiça

31 de outubro de 2014 4

Reprodução

Começou a eleição no Inter e, com ela, eclodiu também a guerra civil entre os diversos movimentos políticos do clube – e que antes estava adormecida. O candidato da Chapa 03, Roberto Siegmann encaminhou na noite desta sexta-feira um requerimento à comissão eleitoral do Inter exigindo que os demais candidatos à presidência, Marcelo Medeiros e Vitorio Piffero apresentem as suas negativas de débito, sob pena de impugnação de candidatura.
Conforme o requerimento de Siegmann, que apresentou as suas negativas de débitos, aquele candidato que não apresentar tais documentos estará ferindo o artigo 2º do Estatuto do clube e não poderá concorrer.
— Esse artigo a qual me refiro está no reformado estatuto, que copia o artigo da Constituição sobre os princípios próprios do serviço público. Ele adota as exigências do serviço público. Alguém que tem cargo público tem de comprovar sua condição financeira e econômica, tem de ser idôneo, não pode ser alguém que tenha processo de execução em andamento, ser devedor e não pagador. A minha condição está ok, já me antecipei e mostrei isso à comissão eleitoral. Minha vida eu sei que não tem qualquer problema, mas os outros que digam de si mesmos, das suas empresas, das empresas que foram sócios. Eu sei da minha condição — apontou Siegmann.
Luiz Fernando Costa, presidente da comissão eleitoral do Inter, analisará o requerimento de Siegmann na segunda-feira. Caso entenda necessária a apresentação destes documentos, abrirá prazo para que Medeiros e Piffero o façam.
Porém, se Costa e os demais integrantes da comissão eleitoral entenderem que as negativas não eram necessárias para inscrever as chapas, a eleição seguirá o seu curso normal, com o primeiro turno em 10 de novembro. Mas, neste cenário, é possível que Siegmann recorra à Justiça, alegando que o Estatuto do clube foi desrespeitado e fazendo valer a necessidade de que cada candidato à presidência apresente as suas negativas.
— Se a comissão eleitoral não pedir os documentos, está aberta a possibilidade de qualquer sócio ou conselheiro ou até mesmo candidato impugnar as candidaturas. E tem outra: se a comissão achar por bem não pedir a documentação, posso eu mesmo pesquisar sobre os demais candidatos e apresentar a documentação caso haja problemas. Não quero ganhar no tapetão, quero que se cumpra o que se pede no estatuto do Inter em termos de moralidade — disse Siegmann.
A guerra em vermelho teve início.

* Com Alexandre Ernst

Piffero: "O Inter tem uma folha adequada para um clube que vai faturar R$ 300 mi em 2015. Não faremos enxugamentos"

31 de outubro de 2014 2

Foto: Júlio CordeiroFoto: Júlio Cordeiro

Vitorio Piffero, candidato da Chapa 2 à presidência do Inter respondeu sobre diversos temas em sua coletiva, há pouco, em hotel do bairro Moinhos de Ventos. O Inter deverá contar com 70 mil sócios aptos a votar na eleição presidencial. Algumas respostas do candidato:

Fernando (Carvalho) vai apoiar a nossa candidatura e, para a eleição do Conselho, apoiará o Movimento Inter Grande.

Giovanni Luigi poderia ter buscado um diálogo ao ser eleito. Cobrei dele. Estamos fazendo isto agora, antes da eleição, buscando o entendimento. Temos mais de 200 conselheiros, já estamos além do que o Inter em visto em termos de união nos últimos tempos. Vamos chamar quem quiser trabalhar pelo Inter.

Como presidente, tínhamos o segundo maior orçamento dos clubes brasileiros. Tamanho do investimento é do tamanho do clube. Tem que ter investimento compatível. Clube não é para gerar lucros, é para gerar títulos. O investimento em futebol do Inter hoje é compatível com o tamanho do clube. O que está faltando? Talvez um pouco mais de apetite de buscar os grandes títulos. Em 2005, nos tomaram na mão grande o Brasileirão. Depois, fomos mais duas vezes vice brasileiros. Não podemos abrir mão de Copa do brasil e de outras competições. Inter tem que buscar todos os títulos.

Se o torcedor se tornar sócio, paga metade. É sócio, participa do clube, vai votar, tira o cara se tá ruim, bota outro… A setorização, o Inter está aprendendo com o seu novo estádio. Torcida quer título. Para isto, a torcida tem que ajudar, pois é preciso comprar jogadores, pagar jogadores… Ingresso a R$ 1 é bonito? É. Mas não se faz futebol assim.

Não podemos tratar de assunto de futebol agora, mas nesse momento não é legal para o Inter falar deste ou daquele. Todo o mundo sabe que adoro Abel. Nos deu a Libertadores e o maior título do Inter. Estamos no G-4 ainda. Podia ser melhor? Sempre pode ser melhor. Mas isto é futebol. Não vou falar porque sou responsável e sou conselheiro do clube, vou defender o grupo que está aí até o fim. Quero chegar na Libertadores e, se der, ainda ganhar o Brasileirão.

(Por que Inter praticamente abandonou a Copa do Brasil e a Sul-Americana?) Pergunta tem que ser feita para Giovanni (Luigi) e Marcelo (Medeiros). De fora, como torcedor, me pareceu que foi privilegiado o Brasileiro, que é mais longo. Na minha época, a gente fazia o contrário: privilegiava os mata-matas.

(Entorno do Beira-Rio) Foi feito um projeto lá atrás, iniciamos a obra, Giovanni a concluiu. O que fazia parte do acordo lá atrás, parte é da Brio. É deles e ponto. O resto do patrimônio é do Inter: o Parque Gigante, ao sul, parte dos antigos campos suplementares, ao norte, a área cedida pela prefeitura. Temos que pensar o entorno. Armar uma comissão de notáveis e ver o que dá para fazer ali. Temos um novo CT, em Guaíba. Uma área importante, de frente para o Beira-Rio, em torno de 100 hectares. Dá para fazer um excepcional projeto. O futuro do Inter está em Guaíba, muito mais do que nas áreas adjacentes. Temos que ter a base junto ao profissional. Um tem que estar olhando para o outro. O CT de Guaíba estará a oito minutos do beira-Rio, de balsa. Bem mais perto que o CT de Alvorada (hoje alugado pelo Inter).

Continuo achando que faríamos a reforma do nosso estádio à nossa maneira. Talvez faltasse recursos para colocar granito no banheiro. Mudamos. Mas era o nosso estádio. Foi o conceito que nos norteou desde o início. Jamais saberemos. Mas que não venham dizer que da nossa maneira (reformar com recursos próprios, sem parceria com a Andrade Gutierrez) quebraria

Ter mais de 200 conselheiros apoiando é inusitado nos últimos anos. Queremos gestão para todos os colorados. Quem quiser participar, está convidado.

Uma folha de R$ 10 milhões (é o que custa a folha do Inter hoje), perto de um faturamento em torno previsto em R$ 300 milhões para o ano que vem, é adequada. O ideal seria 50% de gasto com futebol, mas ninguém consegue isto. Não fabricamos lata, vamos atrás de títulos, de jogador. Ou desenvolve jogadores para isto no CT, ou contrata. Temos que buscar título. Não precisaremos enxugar a folha, um clube do tamanho do Inter não pode ter uma folha de R$ 5 mihões. A não ser que encolhamos o clube, e não faremos isto.

Vitorio Piffero lança candidatura à presidência: "Adoro ganhar Gauchão e Gre-Nal, mas o Inter precisa mais"

31 de outubro de 2014 0

Foto: Júlio CordeiroFoto: Júlio Cordeiro

Vitorio Piffero se apresentou como candidato à presidência do Inter, ao lado dos vices Pedro Affatato e Luiz Henrique Nuñez de Oliveira. Inscrito como a Chapa 2, Piffero conta com os apoios dos movimentos Ação Independente Colorada, União Colorada, Mais Inter, Colorado Eu Sou e Convergência Colorada.
- Conseguimos construir um grande apoio. Temos mais de 200 conselheiros junto com a nossa candidatura – disse o candidato e presidente do Inter de 2007 a 2010.
Com 61 anos, Piffero passou a discorrer sobre temas importantes para o futuro do clube, ao apresentar a sua candidatura:

“Todos falam em profissionalização. Vamos avançar neste tema. O clube tem que ser cada vez mais profissional e transparente. Vamos ampliar esta transparência no clube, o que ajudará até mesmo à imprensa. Temos junto o Convergência, que carece um pouco de experiência (na gestão), mas que nos ajudarão muito. Clube tem que ter pessoas competentes nas mais diversas áreas. O Inter precisa estar unido. Não houve negociações de cargo, de quem vai estar em qual vice-presidências, quais grupos ocuparão determinados postos. Vamos escolher juntos as pessoas mais qualificadas para cada função. Temos condições de fazer uma gestão que ganhe mais títulos. Adoro ganhar gauchão e Gre-Nal, mas precisamos ganhar ainda mais coisas. Vamos trabalhar o clube como se fosse uma empresa. Passei quatro anos fora da gestão do clube, acompanhando o clube como um torcedor. Ganhando a eleição, ninguém vai fechar as portas para ninguém. Vencido não é inimigo. As portas estarão sempre abertas para todos que quiserem ajudar o Inter. Tomara que a gente quebre um tabu nesse fim de semana contra o Santos. vamos torcer muito por isto. E semana que vem, Gre-Nal. Vamos ter muito cuidado com qualquer manifestação política nesse momento. Não queremos dar margem para prejudicar o vestiário. Apoiamos o vice de futebol Marcelo Medeiros e Abel Braga nessa hora. Até porque queremos ir à Libertadores”.

Chapa de Marcelo Medeiros tem ex-presidente do Conselho e o "homem dos consulados" como vices

30 de outubro de 2014 4

Mateus Bruxel

A chapa da situação, encabeçada por Marcelo Medeiros como candidato à presidência do Inter está definida. O 1º vice-presidente será Luiz Carlos Bortolini (ex-presidente do Conselho Deliberativo) e o 2º vice-presidente será Gelson Pires.
Conhecido por sua atuação junto aos consulados, Gelson Pires tem forte entrada junto aos associados colorados do Interior e até de outros Estados.
* Com Alexandre Ernst

Fernando Carvalho votará em Vitorio Piffero, mas seguirá pregando a união do Inter após a eleição

30 de outubro de 2014 3

Diego Vara

Principal nome do Inter, o ex-presidente Fernando Carvalho prega a união do clube. Foi voto vencido na tentativa de reunificação da antiga gestão (a de 2002 a 2010) para a eleição atual e vê com tristeza antigos companheiros cada vez mais distantes.
Por isto, em nome de uma tentativa de acordo pós-pleito, Carvalho promete ser discreto no apoio ao candidato Vitorio Piffero (seu ex-companheiro de Movimento Inter Grande, que concorrerá contra Marcelo Medeiros, ainda no Movimento Inter Grande, e contra Roberto Siegmann, outro ilustre ex-Movimento Inter Grande), apenas revelando o seu voto no ex-presidente. Fernando Carvalho só partirá para o corpo a corpo por votos, caso a eleição se torne algo fratricida e pegue fogo, com farpas de lado a lado.
O ex-presidente entende que o Inter unido sempre foi vencedor, em guerra civil, sempre afundou.

Candidato derrotado por Giovanni Luigi na "eleição do racha" será o 1º vice de Vitorio Piffero

30 de outubro de 2014 1

Agência RBS

Principal força de oposição à eleição presidencial do Inter, o bloco do Diretas Sempre aliado ao Convergência Colorada, definiu a sua chapa majoritária para o pleito colorado: Vitorio Piffero será o candidato a presidente, tendo como 1º vice-presidente Pedro Affatato (do movimento União Colorada) e como 2º vice-presidente Luiz Henrique Nuñez de Oliveira (do Convergência Colorada).
Pedro Affatato, ex-vice de patrimônio e de finanças do clube, surge como um dos fortes nomes desta chapa. Em 2010, na eleição que gerou o grande racha do Movimento Inter Grande (de Fernando Carvalho, Vitorio Piffero, Giovanni Luigi e Roberto Siegmann), Affatato concorreu contra Luigi. Fernando Carvalho apoiou Luigi (agora apoiará Piffero) e Piffero, então presidente, não se posicionou. O MIG perdeu força como movimento político, Affatato perdeu a eleição e se distanciou do Beira-Rio. Volta agora, a convite de Vitorio Piffero.

Se eleito presidente, Vitorio Piffero terá presença ativa no futebol do Inter

29 de outubro de 2014 3

Ricardo Duarte

A terceira e última candidatura à eleição presidencial do Inter será lançada na sexta-feira. A chapa que terá Vitorio Piffero como presidente, contará com Luiz Henrique Nuñez de Oliveira, do Convergência Colorada, como 2º vice-presidente. Alguns nomes são especulados para o futebol como o antigo vice de patrimônio Pedro Affatato (e candidato a presidente em 2010, contra Giovanni Luigi), Luis Antônio Lopes e o “convergente” João Patrício Hermann.

Mas, seja quem for o escolhido para o futebol, contará com a participação ativa de Piffero. Vice de futebol campeão da Libertadores e do Mundial de 2006 e presidente do Inter de 2007 a 2010, Vitorio Piffero é conhecido por atuar em todas as áreas do clube. Como possivelmente terá um diretor neófito no vestiário, deverá ser presença constante junto aos jogadores nos primeiros seis meses de gestão, caso seja eleito.

Além disso, a classificação para a Libertadores de 2015 é vista como fundamental para as finanças do clube.

Situação lança Marcelo Medeiros à presidência do Inter. Roberto Mello será o vice de futebol

28 de outubro de 2014 2

Alexandre Ernst

O Movimento Inter Grande apresentou há pouco, no galpão crioulo do CT Parque Gigante, a candidatura Marcelo Medeiros à presidência do Inter. O vice de futebol será o candidato de situação à sucessão de Giovanni Luigi e contará com o apoio dos cinco grupos que integram a gestão: Alma Colorada, DNA Colorado, Colorado Eu Sou, Inter Maior e Inter Sempre. O vice de futebol de Medeiros, caso seja eleito, será Roberto Mello, atual diretor de futebol do Inter.

- Ser presidente do Inter é uma honra e um desafio. Uma honra reservada a poucos colorados. Talvez eu não mereça, mas, talvez, esteja aqui pelos meus mais de 20 anos de conselheiro, compartilhado com vocês, e dos meus dois anos no futebol no Inter. Certamente é uma homenagem à história de meu avô, meu pai e meu tio (todos ex-presidentes do clube). Quero agradecer ao presidente Giovanni Luigi, que nos representa. Obrigado pelo seu apoio e amizade – discursou Medeiros.

- A gente pode não vencer esta eleição, mas nunca passaremos pela vergonha de não ter lutado – completou o candidato.

Nesta segunda-feira, Roberto Siegmann apresentou a sua candidatura à eleição. Nessa quinta-feira, será a vez de Vitorio Piffero se apresentar para a disputa, com o apoio do movimento Convergência Colorada – e com o voto de Fernando Carvalho.

* Com Alexandre Ernst

Grêmio prevê um ano para começar a lucrar com a compra da gestão da Arena

28 de outubro de 2014 2
Rodrigo Muzell

Rodrigo Muzell

Apontada como a redenção financeira do clube, a compra da gestão da Arena não renderá lucros ao Grêmio antes de um ano. Pelo contrato, que ainda não foi redigido, a futura diretoria espera duplicar o rendimento do quadro social, além de assegurar a renda das bilheterias.
Até que a Arena gere o faturamento esperado, o desafio será equilibrar despesa e receita. Quinta-feira, uma realidade sombria será apresentada aos conselheiros na reunião em que serão expostos os demonstrativos contábeis e financeiros do terceiro trimestre. A previsão é de um elevado déficit.
A falta de receita extraordinária comprometeu o orçamento do segundo semestre. Diferentemente do primeiro, quando negociou Alex Telles e Wendell e vendeu parte dos direitos de Bressan e Ramiro ao empresário Giuliano Bertolucci, o Grêmio nada faturou no mercado.
Com isso, o clube tem sofrido para manter os salários em dia. Como em temporadas anteriores, recorre-se ao adiantamento da receita da televisão. Cartas de crédito da Rede Globo servem como garantia para obter empréstimos juntos a bancos, entre eles Safra e BCV. O problema são as elevadas taxas de juros, que comprometem o orçamento.
Como qualquer clube brasileiro, o Grêmio tem na venda de jogadores a solução mais rápida para quitar dívidas. Nesse caso, a investida dos empresários na janela de janeiro poderá ser a saída para enfrentar as primeiras despesas de 2015. Resta saber quem sairá.
- Não há milagre. A venda de jogadores ainda é a solução mais viável – reconhece o presidente eleito Romildo Bolzan Júnior.
É por isso que ele evita fazer promessas de contratações à torcida. Reforços chegarão à medida que investidores como Celso Rigo, responsável pela vinda de Giuliano, se disponham a aportar recursos.
Bolzan não se abala. Admite que as dificuldades de gestão dos primeiros meses serão compensadas quando a gestão da Arena passar ao comando do clube. Além do quadro social e da bilheteria, locação de espaços, venda de naming rights e faturamento em publicidade estática surgem como a redenção econômica.

Para fechar com Piffero, Convergência Colorada ganhará vice-presidência e diretoria de futebol

28 de outubro de 2014 0

Ricardo Duarte

Uma assembleia na noite dessa quarta-feira definirá a aliança do Convergência Colorada à candidatura de Vitorio Piffero para a eleição presidencial do Inter. Dono de 78 cadeiras no Conselho Deliberativo, o Convergência recebeu a mesma oferta do oposicionista Piffero e do situacionista Marcelo Medeiros: uma vice-presidência eleita (o grupo terá o 1° ou o 2° vice-presidente na chapa), além de duas vice-presidências executivas (possivelmente finanças, patrimônio ou administração) mais a presença de um “convergente” em todas as diretorias da gestão – inclusive a de futebol.
Apesar das ofertas idênticas, o Convergência Colorada fechará com Vitorio Piffero por também ser um movimento de oposição à gestão Giovanni Luigi.
Na noite dessa terça-feira, Marcelo Medeiros lançará a sua candidatura à presidência do Inter. Todas as chapas serão inscritas na sexta-feira. A eleição em primeiro turno ocorrerá em 11 de novembro. O segundo turno será em 13 dezembro, após o Brasileirão.