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Inter oferecerá aumento salarial ao supervalorizado Abel Braga. Celso Roth ganha corpo como alternativa

18 de dezembro de 2014 0

Fernando Gomes

Arquivo ZH

Com um mercado cada vez mais restrito para o emprego de técnico do Inter na Libertadores, a nova direção colorada começa a dar suas últimas cartadas. Mano Menezes avisou que não deseja trabalhar no primeiro semestre de 2015, mas… não descartou assumir o Inter.

Enquanto isto, Abel Braga está magoado, mas já teve tempo para pensar e, a partir de sábado, quando desembarcar no Rio, após férias em Miami, começará a ser procurado por pessoas ligadas ao Inter – até D’Alessandro poderá ser solicitado a telefonar a Abel, a fim de pedir seu retorno. O clube insistirá em manter o seu último treinador, até mesmo pagando mais dos que os R$ 550 mil que ele recebia, e ainda que não haja a certeza que estes interlocutores conseguirão convencê-lo a aceitar ser chefiado por Vitorio Piffero.

Em meio a isto, a figura de Celso Roth começa a ganhar corpo sobre o Beira-Rio.

Dias antes da eleição, Piffero conversou com Roth. De maneira informal, no aniversário de um amigo em comum. Roth está sem clube, tem passado os dias entre as suas casas de Caxias do Sul e Atlântida. Recusou a oferta de R$ 100 mil mensais para trabalhar com Eurico Miranda, no Vasco. Uma negociação com o mundo árabe não avançou. Foi sondado 40 dias atrás, mas não houve acerto. É um nome que já começa a circular nos bastidores do novo Inter – apesar da possível rejeição da torcida.

Enquanto isto, o vice de futebol para 2015, Luiz Fernando Costa, mantém o firme o mantra de que está buscando treinador e reforços, mas sem pressa. E sem descartar ninguém.
- Abel e Mano são dois bons treinadores, dois bons nomes. Um tem os maiores títulos do Inter. O outro, foi técnico da Seleção Brasileira e chegou ao vice-campeonato da Libertadores (em 2007, com o Grêmio) _ respondeu Costa, ao ser questionado sobre os dois nomes prioritários do momento.

E Celso Roth?
- Não descarto nem encarto. É um homem honesto, trabalhador, campeão da Libertadores. Não recebi veto nem exclusão de nome algum por parte do Vitorio Piffero. Ele me disse: “Trabalha onde tu achar que tens que trabalhar”. E é isto que estou fazendo – afirmou o vice de futebol.

Costa admite que as suas primeiras horas como dirigente de vestiário foram “tumultuadas”. Não estava acostumado à correria do departamento de futebol, ainda não foi reconhecido pelos torcedores nas ruas nem passou por cobranças públicas. Insiste que não tomará decisões açodadas.
- Não estou demorando (para contratar o técnico), estou trabalhando com cautela para acertar. Não é morosidade, é estratégia. Até 7 de janeiro (data da reapresentação) já deveremos ter um técnico contratado – revelou o dirigente.

Enquanto Luiz Fernando Costa entende que um treinador estrangeiro deverá ter dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro, admite que a regra não vale para jogadores. O Inter poderá contratar de dois a a três novos estrangeiros (incluindo o meia uruguaio Arrascaeta).
- O mercado sul-americano é muito bom, pelo material humano e pelos valores, mais baixos que no Brasil. As negociações que estavam em andamento (com o meia Arrascaeta, o volante Nilton e o zagueiro Henrique) vão evoluir e serão concretizadas, se forem boas para o clube – destacou Costa.

O certo é que haverá uma reformulação no elenco para 2015. É possível que haja uma mudança de até 10 jogadores do grupo que encerrou a temporada. Além de compras e vendas, o Inter deverá apostar em troca-trocas de atletas com outros clubes.
- Não vou fazer lista de dispensas. Mas é claro que tentarei reduzir a folha para reinvestir nela. Temos um grupo valorizado, que foi terceiro lugar no Brasileirão, e poderemos partir para algumas trocas também – concluiu Luiz Fernando Costa.

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