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Como o Peñarol de Diego Aguirre eliminou o Inter de Paulo Roberto Falcão na Libertadores

22 de dezembro de 2014 3

Paulo Franken/Agência RBS

A lembrança mais presente do trabalho de Diego Aguirre como treinador foi a vitória do Peñarol sobre o Inter, nas oitavas da Libertadores de 2011, de virada, no Beira-Rio. No jogo de ida, empate em 1 a 1 no Centenário. Na volta, o Inter abriu vantagem ao fazer 1 a 0, com Oscar, aos cinco minutos de jogo. Torcida a favor, placar a favor, mas o Inter de Falcão foi surpreendido pela garra charrua logo na largada do segundo tempo. Martinuccio, a um minuto, e Juan Olivera, aos cinco minutos, viraram o jogo, deixando os colorados sem reação. O Inter foi eliminado em casa.

As escalações
Inter: Renan; Nei (Rafael Sobis), Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Ricardo Goulart) e D’Alessandro; Oscar (Tinga) e Leandro Damião
Técnico: Paulo Roberto Falcão

Peñarol: Sosa; Alejandro González, Carlos Valdez (Albín), Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Luis Aguiar, Nicolás Freitas e Matías Mier (Domingo); Juan Olivera e Alejandro Martinuccio (Torres)
Técnico: Diego Aguirre

Relembre os principais momentos do jogo de Aguirre no Beira-Rio:

Falcão escalou o Inter no 4-4-1-1, com D’Alessandro executando o “enganche” com Leandro Damião. Foi o mesmo time do Gre-Nal, com o acréscimo de Mario Bolatti na vaga de Tinga. O 4-3-3, treinado no dia anterior, foi alternativa testada, que seria utilizada no segundo tempo.

Gol relâmpago

Nem deu tempo para os uruguaios respirarem. Logo com 1 minuto, Oscar provou que Falcão, em nenhuma hipótese, pode cogitar a possibilidade de escalá-lo na reserva. Da frente da grande área, pelo lado esquerdo, se livrou da marcação e desferiu um potente chute, que morreu nas redes do goleiro Sosa.
O 1 a 0 era um placar perigoso e o Inter tinha de atacar. O 1 a 1 levaria a partida aos pênaltis. Também de fora da área, Andrezinho dominou bonito, mas arrematou para fora.

Peñarol esboça reação

Após um bom início de jogo, o Inter diminuiu o ritmo e o Peñarol esboçava uma reação. As jogadas do time uruguaio eram monotemáticas, pelas linhas de fundo. Com isso, ganhavam muitos escanteios. Em uma das cobranças, Freitas desviou com perigo.
Mas o toque de bola colorado era melhor. D’Alessandro, de direita, arriscou de fora da área, com perigo. Mas a chance viva foi com Kleber. Bolatti fez lançamento e encontrou o lateral colorado com uma liberdade única na área. Bateu cruzado, mas para fora. Irritado, chutou a trave. Sabia que era uma chance preciosa.

Apagão colorado

Assim como fora no primeiro tempo, o gol saiu logo no início da segunda etapa, mais precisamente aos 15 segundos. Mas para o time amarelo e preto. Martinuccio aproveitou bobeada da defesa colorada e apareceu livre na área. Chutou na saída de Renan.

A torcida do Inter sentiu o resultado. Berrou como nunca das arquibancadas, como um coro. Mas veio a ducha fria aos 5 minutos, quando Mier subiu a linha de fundo e alçou bola. Bem colocado, Oliveira cabeceava para as redes. Ninguém acreditava. Freitas ainda teve a chance de ampliar, ao arrematar por cima um rebote.
Imediatamente, Falcão mexeu. Colocou Tinga e Ricardo Goulart nas vagas de Andrezinho e Oscar. O time passou para o 4-3-3, mas a alteração não foi boa. A equipe colorada não apresentava a compactação tão solicitada pelo comandante.

De forma desordenada, o Inter se lançava ao ataque. Não criava chances reais. O tom era dramático no Beira-Rio. Falcão chamou Sobis e o colocou na vaga de Nei, que saiu vaiado.

D’Alessandro, pela direita, enfileirou na ponta direita, cruzou rasteiro. No centro da área Bolatti, bateu, mas Freitas salvou em cima da linha.

Sobis, com um chute cruzado, e Bolatti, um uma verdadeira pancada arriscaram de longe. O desespero chegava aos jogadores que não conseguiam criar. O Peñarol se retrancava e conseguia segurar a pressão. E foi assim até o final.

Comentários (3)

  • josé diz: 22 de dezembro de 2014

    Já cansei com a desculpa dos tais apagões. Para mim isso é sinônimo de incompetência.

  • Sergio Roberto diz: 22 de dezembro de 2014

    Que bom, assim a imprensa colorada vai babar no novo mesias e parár de inventar crise no GREMIO. Agora enquanto o saco do cara não doer, lá estarão os mesmos puxando. Assim nos deixam em paz, pois passarão a semana toda dizendo que será campeão disto, daquilo, procurarão estórias de heroísmo do novo mestre, narrarão gols do dito cujo, continuarão a dizer que o plantel á o melhor do Brasil, quisá do mundo. É o ritmo normal desta imprensa vermelha. Interessante é que, até esta data, só o GFREMIO está em dificuldades financeiras, como se o co irmão fosse muito diferente. Encheram o saco colocando a torcida contra os dirigentes pelo fato destes estarem com os pés no chão. Agora, vejam a chamada. Precisamos urgentemente de gente realmente profissional em nossa imprensa, de torcedores o estádio está cheio. A algum tempo que os torcedores passaram a ocupar as cabines de imprensa, principalmente vermelhos. Está vergonhoso o negócio, vergonhoso. A muito perderam a qualidade e o objeteivo de bem atender aos ouvintes, leitores e telespectadores. O que tem sobresaidos são os colorados de microfones. E o mais incrível, eles acharem que são invisíveis.

  • Tiago diz: 22 de dezembro de 2014

    Sergio Roberto, te acalma rapaz, ou vai ter um infarto…

    Se tu for pesquisar a fundo, verá que a maioria dos empresários (donos, acionistas e CEOs) do ramo de comunicação no RS são gremistas. Se tiver contato com amigo pessoal de diversos comentaristas e colunistas, verá que gremistas, na infância, são maioria…

    O Grêmio vai para o buraco por ter dirigentes que pensam como torcedor alienado (como tu está fazendo), colocando a desculpa na imprensa de algo vindo dos dirigentes gremistas. Poxa, ninguém inventou que o Grêmio vai diminuir o investimento para o ano que vem, que as contratações serão modestas ou de ocasião e nem que no primeiro semestre o objetivo é se livrar de altos salários e ganhar o Gauchão, foi dirigentes gremistas que disseram.

    E é papinho de perdedor e que quem fala só o que convém, pois a nova diretoria do Inter foi taxada de amadora e por alguns comentaristas de incompetente com menos de 10 dias no poder. Então me diga…

    – Isso é imprensa vermelha?
    – Com o Felipão não foi ignorado por muito a campanha na Copa do Mundo para exaltar um passado, distante, do Felipão?

    A imprensa não tem culpa dos dirigentes gremistas jogarem contra o próprio clube dando manchetes eles mesmo…

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