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Todos os homens de Aguirre (ou Inter é pentacampeão gaúcho com rodízio de jogadores)

03 de maio de 2015 2

Diego Vara

Como se molda um time campeão? O Inter de Diego Aguirre foi construído sob a desconfiança. Dos medalhões contratados para o início da temporada, nenhum deles começou o Gre-nal do título. Dois deles estavam no banco: Lisandro López e Nico Freitas. Mas, sobretudo, entre os titulares estavam seis jogadores da base, que abriram a temporada sentados na casamata, esperando a vez como suplentes dos reservas ou ainda no sub-23: William, Alan Costa, Geferson, Rodrigo Dourado, Sasha e Valdívia – há ainda Alisson, que terminou 2014 como titular, e Nilmar, que saiu das categorias inferiores do Inter quando Aguirre estava em seu último ano como atacante profissional.

- Eles (os guris da base) jogaram porque eram os melhores que eu tinha. Não dou preferência para ninguém. Isto não é importante (ser da base ou ser medalhão). Precisamos dos jovens, dos jogadores mais velhos, de todos. Com tantas competições que teremos pela frente, é bom eles saberem que não vão jogar sempre. Assim, dão tudo no dia a dia para ganhar um lugar no time – declarou Aguirre.

O técnico seguiu com os elogios aos time e disse:

- O Inter joga um futebol moderno. O que jogamos na primeira parte foi espetacular. Imprimimos um ritmo de jogo que passou por cima do adversário. Depois sofremos, é verdade. Mas tentamos fazer um time mais veloz a cada dia, a cada treino. No jogo do Chile (Universidad de Chile 0×4 Inter) mostramos uma dinâmica que foi muito boa. Os jogadores acreditam na proposta e fazem o possível para que tudo dê certo. Também havia dúvidas sobre a nossa preparação física. É algo normal, mas passamos por cima de muitos times.

Aguirre criou, a partir deste Gauchão, um sistema de carrossel no Inter: com 33 jogadores tendo atuado no Estadual. Este esquema foi vingando porque o técnico insistiu em fortalecer a equipe na Libertadores, descansando os até então titulares de começo de ano, colocando no regional uma formação até então alternativa. O rodízio deu certo. E foi assim que o pentacampeonato gaúcho foi sendo construído – até ontem, o último pentacampeão no Rio Grande do Sul havia sido mo Grêmio, de 1985 a 1989.

- Espero que com a mesma intensidade das críticas venham os elogios. Foi espetacular, pela torcida, pelo time, pelo grupo – desabafou Diego Aguirre. _ Continuamos acreditando, sem mudar as nossas convicções – acrescentou.

O técnico uruguaio, de 49 anos e fala sempre serena, quebrou uma regra que durava no Inter há mais de seis décadas: a de que um treinador estrangeiro não vingava no clube. O último gringo a se sagrar campeão com os colorados havia sido o argentino Alfredo Gonzáles, que conquistou o Gauchão de 1950.
- Parabenizei a todos os meus jogadores antes da partida, pois estavam todos os 30 lá (o 33° é Fabrício, negociado ao Cruzeiro). Isto dá força e, ali, senti que merecíamos ser campeões – afirmou o treinador uruguaio.

Comentários (2)

  • Dorian R. Bueno diz: 4 de maio de 2015

    VALEU DIEGO AGUIRRE !!!

    Quando o Charrua Diego Aguirre aqui chegou

    Teve que superar muitas e muitas desconfianças

    Não estava na lista do PIFFERO, mas não amarelou

    Com o tempo treinou, gerou algumas esperanças

    Foram tantos os seu adversários além do campo

    Precisou todos os dias treinar e saber enfrentar …

    Com toda a sua equipe e jeito foi trabalhando

    Acreditava que com tempo e paciência iria ganhar

    Foi contratado sem pressa para ser muito melhor …

    De tudo que tinha disponível no imenso mercado

    Sabia que poderia ser bem mais ruim ou e pior

    Por não conhecer o elenco COLORADO

    Sua primeira meta foi renovar alguns conceitos

    Dar oportunidade para todos os seus atletas

    Viu muitos treinos com acertos e alguns defeitos

    Durante todas as partidas foi alcançando metas

    Seus jogadores lhe deram bola para entender

    Que todos seriam testados e transformados

    Para sempre treinar o máximo e se envolver

    Na hora certa estariam prontos e escalados

    Todos um dia já tinham ouvido, é PENTA !!!

    Mas ganhar exatamente o título do Felipão

    Meu coração tão COLORADO não aquenta

    A página de 2015 tatuou, é nosso o GAÚCHÃO

    Graças ao trabalho em nossa talentosa BASE

    Também ouviu o ídolo e lapidador CREMER

    Não teve medo de buscar muitos do seu STAFF

    Por serem talentosos e rápidos para vencer

    Com o espírito de uma equipe PENTA CAMPEÃO

    O Gauchão passou ,tudo agora é LIBERTADORES

    O Brasileirão também será o nosso amanhã

    Para ter mais TAÇAS por sermos VENCEDORES

    O nosso espírito acelerado está sensacional

    Valeu Diego Aguirre, queremos ir mais além

    O INTERNACIONAL aprendeu a ser MUNDIAL

    A aqui nos PAMPAS, não tem prá ninguém.

    Valeu !!!

    Dorian R. Bueno – POA – 04.05.2015 -

  • Janio(NOSEGUNDA) diz: 4 de maio de 2015

    Ainda preciso ver o Inter jogar contra um time grande para dar o meu conceito ao treinador.

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