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Inter começa a enxugar a folha para reinvestir. Saídas já representaram redução de R$ 1,5 milhão

22 de dezembro de 2014 1

Arquivo ZH

Com a definição do treinador para 2015, o uruguaio Diego Aguirre, o Inter agora começará a fazer investimentos no grupo da Libertadores. Além do uruguaio Giorgian de Arrascaeta, o volante Nilton e o zagueiro Henrique deverão ser anunciados como reforços. Para reinvestir, o Inter começa a contar com as dispensas. As saídas de Wellington Silva (que voltou ao Fluminense), Gilberto (retornou ao Botafogo), Alan Patrick (regressou ao Shakhtar Donetsk), mais os finais de contratos de Mario Bolatti (na foto) e de Índio, o clube já economizou R$ 1,5 milhão.
Poupará ainda mais com as liberações ou cessões de Wellington Paulista e de Rafael Moura – este último, ainda depende de uma reavaliação de Aguirre. O Inter ainda poderá buscar um novo atacante no mercado e, da base, Maurides ascenderá de vez aos profissionais.
Apesar deste enxugamento, o plano do Inter é investir até R$ 15 milhões mensais no futebol.

* Com Alexandre Ernst

Jorge Fossati sobre o novo técnico do Inter: "Se Piffero contratou outro uruguaio, é porque meu trabalho não foi ruim"

22 de dezembro de 2014 0

Arquivo

Técnico do Inter em 2010, o uruguaio Jorge Fossati foi a aposta de Vitorio Piffero para a Libertadores. Perdeu o Gauchão, mas conduziu o time até a semifinal do torneio sul-americano. Foi substituído por Celso Roth, no recesso da temporada por causa da Copa do Mundo, antes da semifinal contra o São Paulo, e após uma derrota para o Vasco (de Roth), de virada, em São Januário, em jogo válido pelo Brasileirão. Aos 62 anos, o treinador uruguaio saúda a contratação do compatriota Diego Aguirre pelo Inter.
Nesta entrevista a Zero Hora, ele dá algumas dicas e orientações ao novo técnico. Uma delas, estudar a mentalidade do jogador brasileiro, tentar compreendê-la rapidamente. Fossati também elogia o novo reforço colorado, o uruguaio Giorgian de Arrascaeta, e diz que D’Alessandro poderá ser o professor dele no Inter.
A seguir, os principais trechos da entrevista, por telefone, direto de Montevidéu:

Quatro anos depois, o Inter volta a apostar em um uruguaio para comandar o time na Libertadores. O que o senhor achou da escolha de Diego Aguirre?
Jorge Fossati – Está acima da nacionalidade. Diego já jogou no Brasil, tem experiência com treinador, dirigiu times no Equador, no Catar, clube grande do Uruguai… Se o Inter foi atrás dele é porque viu qualidades para o momento.

De alguma forma, Aguirre segue seus passos como técnico. O senhor também passou pelo Equador, Catar, Peñarol e, agora, ele pega o Inter.
Fossati – Casualidade. Ele é de uma geração posterior à minha. Quando a gente trabalha fora do país, vira uma espécie de embaixador do Uruguai. Fico feliz de abrir caminho para meus conterrâneos. E fico mais feliz porque o presidnete é o Vitorio Piffero de novo. Se ele buscou de novo um uruguaio, significa que meu trabalho não foi tão ruim assim, né? Se não, ele não teria contratado de novo um técnico do Uruguai.

O que o senhor pode nos dizer sobre os times de Aguirre?
Fossati – Para conhecer bem um técnico é preciso ter jogado com ele ou ter sido atleta dele. Não tive este prazer. Mas Diego tem se caracterizado por armar times fortes em contra-ataques. Equipes com forte marcação a partir de meio-campo, com roubadas de bola e saídas rápidas ao gol adversário. Mas tudo dependerá do elenco que ele encontrará no Inter. É o técnico quem se adapta ao elenco.

Quais as dificuldades que o senhor encontrou no Inter e que dicas daria a Diego Aguirre?
Fossati – Não encontrei dificuldades, além das normais. Um estrangeiro é mais exigido que um treinador local. Mas isto acontece em todo o lugar. Por alguma razão, te escolheram, por ter algo especial. Você precisa estudar as características e a mentalidade do jogador brasilerio. Ele é bem diferente do jogador uruguaio, por exemplo, desde a forma de treinar. O brasileiro tem que ser muito puxado, estimulado nos treinos para dar 100%. Caso contrário, ele não vai render tudo o que você quer, nem no treino nem no jogo.
Tive bons profissionais no Inter e, outros, nem tanto. Muitas vezes eu tinha que falar bastante com eles para que entendessem que vida do profissional tem que ter foco para que ele possa render tudo nos jogos…

O senhor conhece bem Arrascaeta. Acredita que ele poderá ter sucesso no Inter?
Fossati – Ele é mais brasileiro que uruguaio. Tem muita técnica e gosta de conduzir a bola, de provocar o drible, este tipo de jogada que não é normal do jogador uruguaio.

Poderá se dar bem ao lado de D’Alessandro?
Fossati – Com D’Alessandro como mestre, vai se adaptar muito bem ao Inter. Tem qualidades de sobra, só precisa se adaptar ao Brasil e ao que Diego (Aguirre) quiser para ele. A primeira providência precisa ser tomar um bom chimarrão com Andrés (D’Alessandro), a fim de ouvir toda a experiência de D’Alessandro no Inter. É um grande garoto e vai ajudar muito. Arrascaeta precisa se deixar ajudar por D’Alessandro. São dois jogadores que têm tudo para ir bem atuando lado a lado. Minha dica seria que os dois atuassem com grande liberdade no meio-campo. Arrascaeta joga mais à frente. Deixo-o solto e ele mostrará toda a qualidade que tem.

O senhor foi à Justiça para receber do Inter (cerca de R$ 2 milhões para toda a comissão técnica, após a demissão, em 2010). Está tudo certo agora?
Fossati – Tudo resolvido. Só não gostei de receber pela Justiça. Fiquei aborrecido, mas agora está tudo certo. Sigo com o mesmo sentimento pelo Inter e sigo torcendo pelo clube. Fui ao Beira-Rio, em abril (era o treinador do Peñarol, em abril, na partida de reinauguração do Beira-Rio), e me comportei bem, ganhei o carinho da torcida. Seria sacanagem da minha parte me comportar diferente, com todos os aplausos que recebi.

Quais são os seus plnaos para 2015?
Fossati – Vou esperar até juno, descansar. Depois, deverei assumir um time no Catar.

Nova comissão técnica do Inter custará metade do que Abel Braga e sua turma recebiam

22 de dezembro de 2014 8

Foto: Jefferson Botega

Arquivo

Vitorio Piffero avisou que investiria no mercado platino. Entende que, com os inflacionados preços do mercado brasileiro, buscar uruguaios, argentinos, paraguaios e chilenos gera um custo-benefício melhor. É o caso do novo técnico e sua comissão. Abel Braga, seus auxiliares, preparador físico e de goleiros custavam pouco mais de R$ 800 mil mensais. A Diego Aguirre, Fernando Piñatares (preparador físico) e Enrique Carrera (preparador de goleiros), o Inter pagará cerca de R$ 400 mil mensais. Assim, no entendimento da nova direção, sobre mais dinheiro para investir em jogadores. Piffero não vê problemas em manter uma folha mensal alta, na casa de até R$ 15 milhões. Quer um time forte, em condições de ganhar pelo menos algum título importante em 2015.

Como o Peñarol de Diego Aguirre eliminou o Inter de Paulo Roberto Falcão na Libertadores

22 de dezembro de 2014 3

Paulo Franken/Agência RBS

A lembrança mais presente do trabalho de Diego Aguirre como treinador foi a vitória do Peñarol sobre o Inter, nas oitavas da Libertadores de 2011, de virada, no Beira-Rio. No jogo de ida, empate em 1 a 1 no Centenário. Na volta, o Inter abriu vantagem ao fazer 1 a 0, com Oscar, aos cinco minutos de jogo. Torcida a favor, placar a favor, mas o Inter de Falcão foi surpreendido pela garra charrua logo na largada do segundo tempo. Martinuccio, a um minuto, e Juan Olivera, aos cinco minutos, viraram o jogo, deixando os colorados sem reação. O Inter foi eliminado em casa.

As escalações
Inter: Renan; Nei (Rafael Sobis), Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Ricardo Goulart) e D’Alessandro; Oscar (Tinga) e Leandro Damião
Técnico: Paulo Roberto Falcão

Peñarol: Sosa; Alejandro González, Carlos Valdez (Albín), Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Luis Aguiar, Nicolás Freitas e Matías Mier (Domingo); Juan Olivera e Alejandro Martinuccio (Torres)
Técnico: Diego Aguirre

Relembre os principais momentos do jogo de Aguirre no Beira-Rio:

Falcão escalou o Inter no 4-4-1-1, com D’Alessandro executando o “enganche” com Leandro Damião. Foi o mesmo time do Gre-Nal, com o acréscimo de Mario Bolatti na vaga de Tinga. O 4-3-3, treinado no dia anterior, foi alternativa testada, que seria utilizada no segundo tempo.

Gol relâmpago

Nem deu tempo para os uruguaios respirarem. Logo com 1 minuto, Oscar provou que Falcão, em nenhuma hipótese, pode cogitar a possibilidade de escalá-lo na reserva. Da frente da grande área, pelo lado esquerdo, se livrou da marcação e desferiu um potente chute, que morreu nas redes do goleiro Sosa.
O 1 a 0 era um placar perigoso e o Inter tinha de atacar. O 1 a 1 levaria a partida aos pênaltis. Também de fora da área, Andrezinho dominou bonito, mas arrematou para fora.

Peñarol esboça reação

Após um bom início de jogo, o Inter diminuiu o ritmo e o Peñarol esboçava uma reação. As jogadas do time uruguaio eram monotemáticas, pelas linhas de fundo. Com isso, ganhavam muitos escanteios. Em uma das cobranças, Freitas desviou com perigo.
Mas o toque de bola colorado era melhor. D’Alessandro, de direita, arriscou de fora da área, com perigo. Mas a chance viva foi com Kleber. Bolatti fez lançamento e encontrou o lateral colorado com uma liberdade única na área. Bateu cruzado, mas para fora. Irritado, chutou a trave. Sabia que era uma chance preciosa.

Apagão colorado

Assim como fora no primeiro tempo, o gol saiu logo no início da segunda etapa, mais precisamente aos 15 segundos. Mas para o time amarelo e preto. Martinuccio aproveitou bobeada da defesa colorada e apareceu livre na área. Chutou na saída de Renan.

A torcida do Inter sentiu o resultado. Berrou como nunca das arquibancadas, como um coro. Mas veio a ducha fria aos 5 minutos, quando Mier subiu a linha de fundo e alçou bola. Bem colocado, Oliveira cabeceava para as redes. Ninguém acreditava. Freitas ainda teve a chance de ampliar, ao arrematar por cima um rebote.
Imediatamente, Falcão mexeu. Colocou Tinga e Ricardo Goulart nas vagas de Andrezinho e Oscar. O time passou para o 4-3-3, mas a alteração não foi boa. A equipe colorada não apresentava a compactação tão solicitada pelo comandante.

De forma desordenada, o Inter se lançava ao ataque. Não criava chances reais. O tom era dramático no Beira-Rio. Falcão chamou Sobis e o colocou na vaga de Nei, que saiu vaiado.

D’Alessandro, pela direita, enfileirou na ponta direita, cruzou rasteiro. No centro da área Bolatti, bateu, mas Freitas salvou em cima da linha.

Sobis, com um chute cruzado, e Bolatti, um uma verdadeira pancada arriscaram de longe. O desespero chegava aos jogadores que não conseguiam criar. O Peñarol se retrancava e conseguia segurar a pressão. E foi assim até o final.

De Arrascaeta é contratado pelo Inter sob a bênção do compatriota e treinador Diego Aguirre

22 de dezembro de 2014 1

Divulgação Defensor

A contratação de uruguaio Diego Aguirre deverá facilitar também a adaptação daquele jogador que é apontado como a grande estrela do Inter para 2015: Giorgian de Arrascaeta. O meia, também uruguaio, de 20 anos, está contratado pelo Inter e poderá ser apresentado ainda esse ano. Considerado o grande jogador do Uruguai no momento, Arrascaeta é um dos quatro titulares apontados pelo presidente Vitorio Piffero em sua primeira entrevista coletiva pós-eleição. Arrascaeta assinará por quatro anos com o Inter e, em Porto Alegre, terá um compatriota na casamata para ajudar em sua adaptação ao futebol brasileiro e ao segundo clube de sua vida, após deixar o Defensor.

Diego Aguirre é uma aposta do Inter para a Libertadores

22 de dezembro de 2014 0

Divulgação Inter

Vamos aos fatos: Diego Aguirre não foi a primeira escolha do Inter para a Libertadores. Foi a quinta. Antes dele, a convicção era Tite. Depois, Vanderlei Luxemburgo, depois Abel Braga, depois Mano Menezes e, então, Diego Aguirre – que chegará com o preparador físico Fernando Piñatares e com o preparador de goleiros Enrique Carrera. Treinadores diferentes e que colocam à prova a convicção da direção na definição de um perfil.

Aguirre esteve no Inter, ao final dos anos 80, no time de Abel Braga, em um tempo no qual o clube vivia na penúria financeira e de títulos. Foi o goleador do Inter na trágica Libertadores de 1989, que terminou no Olimpia. Agora, aos 49 anos, Aguirre surge como a esperança de um Inter endinheirado e com taças importantes fazer boa campanha outra vez e buscar o tricampeonato.

Vitorio Piffero e o vice de futebol Luiz Fernando Costa (na foto, com o novo treinador) foram a Montevidéu definir a contratação do treinador até o final da temporada. Piffero, com Fernando Carvalho, também esteve em Montevidéu, quatro anos atrás, a fim de contratar o também uruguaio Jorge Fossati. Fossati foi demitido depois de classificar o time para as semifinais da Libertadores de 2010, trocado por Celso Roth, porque não havia mais convicção da direção colorada em seu trabalho. Os jogadores brasileiros tinham dificuldade até para compreender as orientações do preparador físico Alejandro Valenzuela. Talvez por isto Piffero tivesse resistência a contratar um treinador estrangeiro – que agora vira solução.

Diego Aguirre não conhece boa parte do elenco do Inter. Está sendo informado agora, pela direção, com fichas individuais. Será apresentado nessa terça-feira no Beira-Rio. O Inter está a pouco mais de 50 dias da estreia na Libertadores.

Em 2011, Aguirre fez grande campanha com o Peñarol, na Libertadores. Com um time modesto, ficou em segundo na fase de grupos, atrás da LDU. Depois, eliminou o Inter de Paulo Roberto Falcão, vencendo o jogo da volta no Beira-Rio. Depois, derrubou Universidad Católica, Vélez Sarsfield e foi à final contra o poderoso Santos de Neymar. Empatou em casa por 0 a 0 e perdeu por 2 a 1, no Pacaembu. Perdeu porque não havia como superar aquele Santos. Fez grande campanha e foi vice-campeão.

O Inter aposta na garra de Aguirre na Libertadores. Se dará certo, o tempo dirá.

Diego Aguirre é o novo técnico do Inter

22 de dezembro de 2014 0
Foto: Jefferson Botega / Agência RBS

Foto: Jefferson Botega / Agência RBS

Por: Alexandre Ernst

Nove dias depois de ser eleito como presidente do Inter, Vitorio Piffero tem o seu técnico. O nome escolhido é o do uruguaio Diego Aguirre, de 49 anos. O treinador, que recusou uma proposta do Peñarol, comandará a equipe colorada na próxima Libertadores. Ele assina contrato de uma temporada com o clube e terá a seu lado um ou dois auxiliares.

Treinador desde 2001, Aguirre tem experiências por Plaza Colonia-URU, Aucas-EQU, Peñarol, Wanderers-URU, Alianza Lima-PER, Al-Rayyan-CAT, além de um trabalho na seleção sub-20 do Uruguai. Pelo Peñarol, foram três passagens e dois títulos nacionais, além do vice-campeonato da Libertadores em 2011. Entre 2012 e 2013, também ganhou quatro taças no Catar.

O vice-presidente de futebol Luiz Fernando Costa esteve à frente das negociações na última semana. Consultou os diretores Marcos Marino e Carlos Pellegrini na última sexta-feira e solicitou uma avaliação detalhada de Aguirre. Não queria repetir em 2015 o mesmo que acontecera com Jorge Fossati quatro anos antes. Havia o medo da direção de que, sem conhecer o grupo do Inter e o futebol brasileiro, a adaptação seria um empecilho. Desta forma, sabedores de que um estrangeiro estava cotado para a casamata, relatórios minuciosos sobre cada atleta do Inter estão prontos para serem entregues ao novo treinador.

Diego Aguirre é ex-atacante do Inter. Atuou no Gre-Nal do Século, em 1989, comandado por Abel Braga. Na última vez que cruzou com o clube gaúcho, levou a melhor: eliminou o Inter de Paulo Roberto Falcão na Copa Libertadores de 2011, em pleno Beira-Rio. No comando do Peñarol, venceu por 2 a 1.​

Inter está próximo de anunciar o uruguaio Diego Aguirre como treinador

21 de dezembro de 2014 3

Foto: Jefferson Botega

Por Alexandre Ernst

As negativas de Tite, Luxemburgo e Mano Menezes, bem como a iminente transferência de Abel Braga para o futebol dos Emirados Árabes, fizeram com que o Inter repensasse sua estratégia para contratar o novo treinador. E o uruguaio Diego Aguirre aponta como o principal nome para comandar a equipe colorada na próxima temporada. Ontem à noite, os jornais do Uruguai anunciaram que Aguirre não se acertou com o Peñarol _ clube do qual é ídolo como jogador e treinador. O que deixa o ex-atacante livre para acertar com o Inter.
O vice-presidente de futebol Luiz Fernando Costa esteve à frente das negociações na última semana. Consultou os diretores Marcos Marino e Carlos Pellegrini na última sexta-feira e solicitou uma avaliação detalhada de Aguirre. Não queria repetir em 2015 o mesmo que acontecera com Jorge Fossati quatro anos antes. Havia o medo da direção de que, sem conhecer o grupo do Inter e o futebol brasileiro, a adaptação seria um empecilho. Desta forma, sabedores de que um estrangeiro estava cotado para a casamata, relatórios minuciosos sobre cada atleta do Inter estão prontos para serem entregues ao novo treinador.
Além de Diego Aguirre, o Inter conversou com Alejandro Sabella e Jorge Sampaoli. Sabella, argentino de 60 anos, vem de um vice-campeonato mundial com a Argentina e tem no currículo uma Copa Libertadores (2009) e um Apertura (2010) como treinador do Estudiantes de La Plata. Nos três anos à frente de Messi, Aguero e Higuaín, dirigiu a Argentina em 41 partidas. Teve 26 vitórias, dez empates e cinco derrotas, com aproveitamento de 69,5%. Já Sampaoli, tem a seleção do Chile, país-sede da Copa América de 2015, como o complicador. O Inter percebeu que o país dos Andes está armando um clima de Copa do Mundo para a competição da próxima temporada. Aos 54 anos, após ser a sensação da Copa do Mundo no Brasil _ levou o Chile às oitavas de final _ Sampaoli tem nas mãos a mais promissora geração chilena dos últimos anos.
Diego Aguirre esteve em Porto Alegre no dia 16, três dias após Vitorio Piffero vencer a eleição do Inter, e conversou com nomes importantes da direção colorada. Na metade deste ano, visitou Porto Alegre, conheceu o Beira-Rio e a Arena, além de mencionar sua vontade de dirigir uma equipe brasileira. Ganhou quatro títulos nos últimos dois anos, pelo Al-Gharafa, do Catar. No Oriente, inclusive, foi o treinador de Nilmar quando dirigia o Al-Rayyan.
Diego Aguirre é ex-atacante do Inter. Atuou no Gre-Nal do Século, em 1989, comandado por Abel Braga. O uruguaio tem 49 anos e na última vez que cruzou com o clube gaúcho, levou a melhor: eliminou o Inter de Paulo Roberto Falcão na Copa Libertadores de 2011, em pleno Beira-Rio. No comando do Peñarol, venceu por 2 a 1.

Após duplo "não", de Abel e de Mano, Inter já mira "descartado" estrangeiro. Mas... Celso Roth vem aí?

19 de dezembro de 2014 2

Arquivo Rádio Gaúcha

* Com Alexandre Ernst
A nova gestão do Inter começa a colecionar negativas dos mais variados treinadores. Depois de Tite e de Luxemburgo, as últimas horas foram de revés com outros dois técnicos: Abel Braga e Mano Menezes. Na noite de quinta-feira, um telefonema de 20 minutos encerrou qualquer possibilidade do retorno de Abel ao Beira-Rio. Ao menos agora. De Miami, Abel Braga disse ao presidente Vitorio Piffero que precisa cuidar de questões pessoais no Rio de Janeiro, nos primeiros meses de 2015. Aproveitará para descansar e, em maio, rumará para os Emirados Árabes, a fim de assumir outra vez o Al-Jazira. Assinará por 9 milhões de euros (R$ 29,2 milhões) com os árabes.
Mano pulverizou com as chances de a nova direção contar com um treinador de Seleção Brasileira. Em contato com um emissário colorado, ele alegou que pretende tirar férias nos primeiros meses da nova temporada, viajar por outros mercados e se reciclar profissionalmente.
- Os trabalhos frente a Flamengo e Corinthians desgastam o profissional. Não apenas na questão física, mas, principalmente, na mental – afirmou Mano, durante jogo beneficente, em Venâncio Aires.
E agora?
Agora, o Inter será obrigado a rever uma vez mais o seu discurso e encartar mais um “descartado”: um estrangeiro. O argentino Jorge Sampaoli, técnico da seleção chilena, de Aránguiz, e amigo de D’Alessandro. Sampaoli virá ao Beira-Rio no dia 27, a convite de D’Alessandro, será um dos treinadores da partida beneficente Lance de Craque. Será também a oportunidade para que a nova direção possa conversar olho no olho com o comandante do Chile. Diego Aguirre, ex-atacante do Inter e um dos gringos cotados anteriormente, assinou com o Peñarol. Piffero e Luiz Fernando Costa, o vice de futebol do Inter, entendem que um estrangeiro terá dificuldades em se adaptar rapidamente ao futebol brasileiro. Porém, com apenas a Libertadores como grande torneio no semestre, repensariam tal conceito. Poderia começar o Brasileirão já familiarizado com o país e com os jogadores brasileiros.
Enquanto isto, ainda que seja um nome que desagrade boa parte da torcida, a presença de Celso Roth será constante até que se defina o treinador. Ou que Roth seja chamado, como última alternativa, dias antes de começar a temporada 2015.

Grêmio confirma Darlan Schneider como preparador físico

19 de dezembro de 2014 0

Darlan Schneider será o novo preparador físico do Grêmio. Seu nome foi confirmado na tarde desta sexta-feira pelo presidente Romildo Bolzan Júnior como o substituto de Fábio Mahseredjian, que acertou-se com o Corinthians.
Sobrinho de Luiz Felipe Scolari, Schneider já atuou no clube em 1999. Também acompanhou o treinador nas seleções brasieira e portuguesa e no Chelsea, da Inglaterra.
- Ele chega na próxima semana e começa a definir a pré-temporada com Felipão – confirma Bolzan.