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Posts na categoria "Copa do Brasil"

Tataraneto do patrono do Grêmio é dono de clube de futebol nos Estados Unidos: O Miami Dade FC

16 de novembro de 2014 0

Divulgação

O mais novo dono de um clube de futebol nos Estados Unidos nasceu em Porto Alegre, ex-jogador da base do Grêmio e tataraneto do primeiro patrono gremista, Aurélio de Lima Py. Roberto Linck Júnior (na foto, apresentando a nova camiseta do clube), 26 anos, fundou em maio o Miami Dade FC. Dade foi um sargento do exército norte-americano e que, depois de morto em combate, emprestou seu nome ao condado em que Roberto vive e no qual o clube com alma gaúcha foi idealizado.

Os pais de Roberto se mudaram para Miami há 12 anos. A família havia trocado Porto Alegre por Florianópolis em busca de novas oportunidades de trabalho e de maior segurança. No Grêmio, Beto atuava como meia-atacante no time de Anderson, deixou o clube, embarcou com a família, mas não ficou na Flórida. Morou na Califórnia, estudou em Chicago, rodou os Estados Unidos.

- Se tivesse ficado no clube, talvez tivesse participado da Batalha dos Aflitos. Teria sido divertido – brinca o proprietário do Miami Dade.

Depois de terminar os estudos, foi tentar ser jogador na Europa. Na base do peitaço. Rodou pela Itália e Holanda, em intermináveis peneiras. Conseguiu jogar na segunda divisão romena, defendendo o Ramnicu Valcea. Entre os seus contatos nos Estados Unidos, Roberto conheceu Thomas Di Benedetto, o empresário que liderou o grupo de investidores que adquiriu a Roma, em 2011. Benedetto ofereceu um teste na Itália para o gaúcho. E Roma foi crucial para o início do Miami Dade.

- Estávamos em um churrasco, jogando uma pelada, quando recebi uma falta e fraturei a tíbia. Acabei voltando a Miami para realizar o tratamento e ficar perto da família de novo – conta o neo dirigente.

Recuperado da contusão, Roberto decidiu que era chegada a hora de, enfim, morar em Miami. Mas queria seguir jogando e, na cidade, não havia clubes de futebol. O Miami Fusion, que chegou a jogar na MLS (a principal liga do país), fechou as portas em 2001. Passou a contatar dirigentes de clubes importantes em passagem pela cidade e, um dia, ouviu um conselho do vice-presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu:

- Você não precisa ter dinheiro para formar um clube de futebol: precisa ter a ideia e fazer com que esta ideia gere dinheiro.

Os contatos seguiram, Roberto criou o Linck Group e, a partir de novas parcerias _ uma delas com o ex-lateral da Seleção Brasileira Roberto Carlos _, montou o projeto do Miami Dade. Sucesso imediato, em três meses o clube de Roberto Linck Júnior conquistou a NAL (National Adult League, uma espécie de quarta divisão) e garantiu vaga ao US Open Cup (torneio aos moldes da Copa do Brasil), torneio que disputará a partir de janeiro.

- Tenho muito orgulho de seguir os passos de meu tataravô. Um dia quero montar um projeto no Rio Grande do Sul. Quero voltar à minha cidade, criar um novo clube ou fazer parceria com uma equipe. Minhas raízes estão em Porto Alegre – diz Roberto.- O Miami Dade tem 33 jogadores, de 12 nacionalidades diferentes (brasileiros, marfinenses, mexicanos, norte-americanos, argentinos, porto-riquenhos, ingleses, belgas, uruguaios, italianos, nigerianos e colombianos). A NAL permite número ilimitado de estrangeiros, a fim de desenvolver o futebol nos Estados Unidos – destaca o gaúcho empreendedor.

Gre-Nal em Miami

Um dos projetos de Linck é realizar o primeiro Gre-Nal nos Estados Unidos. No recente recesso da Copa do Mundo levou o Cruzeiro para enfrentar o Miami Dade. Foram dois amistosos (com duas derrotas de Miami), com público de 30 mil torcedores por partida _ a maioria formada por brasileiros. No começo da temporada, ainda sem o Miami Dade ter sido fundado, Linck tentou levar a dupla Gre-Nal para a cidade. O Inter aceitou, mas o Grêmio não deu resposta.

- Ainda realizarei este sonho de trazer os dois para cá. Grêmio e Inter precisa descobrir o mercado dos Estados Unidos. Precisam explorar este mercado. Real Madrid, Manchester United, todos os grandes da Europa já descobriram um país que tem 25 milhões de jogadores federados, contra 13 milhões do Brasil, por exemplo – afirma Linck que, para 2015, projeta levar a Inter de Milão para um amistoso em Miami.

Green Card

Apesar do salário médio de US$ 3 mil (o que a dupla Gre-Nal paga para juvenis ou juniores, por exemplo) e das bolsas de estudos, o principal atrativo dos clubes das ligas menores _ como é o caso atual do Miami – é o Green Card (o documento que torna um estrangeiro cidadão norte-americano, com todos os direitos e deveres).

- Muitos jogadores buscam nosso mercado para poder viver aqui depois. O Valderrama (astro da seleção colombiana, que atuou no Tampa Bay Mutiny, Miami Fusion e Colorado Rapids) fez isto. Veio para cá atraído pelo Green Card – explica Linck Júnior.

Aplicativo

Uma das fontes de renda do Miami Dade é um aplicativo, desenvolvido por Roberto Linck Júnior em parceria com o ex-lateral da Seleção Brasileira Roberto Carlos. Com o Ginga Scout, o app que estampa a camisa do clube, qualquer atleta pode apresentar as suas qualidades e até postar seus vídeos, que serão acessados por treinadores mundo afora e, sobretudo, por técnicos de universidades norte-americanas.

- Os treinadores podem escolher os jogadores que desejarem e, nos caso de os atletas optarem pelos Estados Unidos, ganham bolsas de estudos para jogar aqui – conta o dirigente gaúcho.

O projeto do Miami Dade é chegar à MLS (Major League Soccer). Para isto, porém, é preciso comprar uma vaga na competição, ao preço de US$ 75 milhões. Um valor alto demais para o novato clube. Ainda mais agora que Miami terá, a partir de 2015, um clube na MLS. O inglês David Beckham será o dono da nova franquia, ainda sem nome.

- Quem sabe um dia consigamos investir em uma franquia ou mesmo fazer uma parceria com Beckham? – sonha Linck.

Por enquanto, sem estádio próprio, o Dade joga no campo da universidade Saint Thomas, que abriga um público de apenas 2,4 mil torcedores e cujos ingressos custam US$ 10.

Grêmio e clube à beira-mar

Homem de negócios, Linck deixa de lado a paixão gremista quando o tema é “business”. Como pretende fazer parcerias futuras com a dupla Gre-Nal, sugere um empate nesse domingo, no clássico da Arena. Pretende voltar a Porto Alegre para realizar negócios.

- Quero muito ter um clube no Gauchão. Talvez em Porto Alegre ou na praia. Em Atlântida, por exemplo. Um clube ao estilo Traffic, que tem o Desportivo Brasil e o Estoril (em Portugal), para formar jogadores e dar uma chance a eles no mercado dos Estados Unidos – declara Roberto Linck Júnior, o gaúcho dono de um clube de futebol em Miami.

Quem foi Aurélio de Lima Py

Nascido em Bagé, Aurélio de Lima Py estudou em Porto Alegre e se formou em medicina no Rio de Janeiro. De volta a Porto Alegre, em 1906, se estabeleceu na capital gaúcha e passou a participar da vida do Grêmio _ fundado três anos antes. Em 1912, assumiu pela primeira vez a presidência do Grêmio. Comandou o clube por nove anos. Foi aclamado o primeiro patrono do Grêmio (os outros dois são Fernando Kroeff e Hélio Dourado). Py morreu em 1949, 19 anos depois de ter deixado pela última vez a presidência do clube.

 
* Colaborou Wendell Ferreira

Contratos longos deixarão o Inter do início de 2015 com a cara do time de 2014

25 de outubro de 2014 7

Ricardo Duarte

O novo presidente do Inter receberá um time pronto para 2015. Dos 34 jogadores do atual plantel, 29 têm contrato em vigor para iniciar a nova temporada. Alex é o único dos grandes nomes do time que precisará conversar com a nova direção. O seu vínculo se encerrará em 18 de julho. Poderá assinar um pré-contrato com outro clube a partir de janeiro.
Junto com Abel Braga, o zagueiro Índio terá o contrato finalizado em 31 de dezembro. Gilberto, Wellington Silva e Alan Patrick, cujos empréstimos estão sendo finalizados, deixarão o Beira-Rio. Entre chegadas e partidas, estão o volante e capitão do Goiás, Amaral, que já assinou pré-contrato com o Inter, e as prováveis vendas de Rafael Moura, Winck ou Bertotto. Além deles, Aránguiz voltará a receber investidas da Europa – mesmo que o Inter consiga vaga à Libertadores. A folha do clube gira em torno de R$ 10 milhões mensais.
Confira a situação contratual de cada jogador do atual plantel colorado:

De malas prontas:
Índio (39 anos) – até 21/12/2014
Gilberto (21 anos) – até 31/12/2014
Wellington Silva (26 anos) – até 31/12/2014
Alan Patrick (23 anos) – até 31/12/2014
Cassiano (25 anos) (emprestado ao Santa Cruz-PE) – 31/12/2014
Agenor (24 anos) – até 20/2/2015
Bolatti (29 anos) (emprestado ao Botafogo) – 6/2/2015

Precisam renovar:
Alan Ruschel (25 anos) – até 31/12/2014
Diogo (21 anos) – 30/4/2015
Wellington (23 anos) – até 20/5/2015
Alex (32 anos) – até 18/7/2015

Um ano inteiro pela frente:
Dida (41 anos) – até 31/12/2015
Juan (35 anos) – até 31/122015
Cláudio Winck (20 anos) – até 31/12/2015
Ygor (30 anos) – até 31/12/2015
Wellington Paulista (31 anos) – até 31/12/2015
Jorge Henrique (32 anos) – até 31/12/2015
Augusto (22 anos) (emprestado ao Sport) – até 5/12/2015

Contratos longos:
Aránguiz (25 anos) – até 22/1/2016
Luque (21 anos) – até 29/5/2016
Rafael Moura (31 anos) – até 12/8/2016
Alisson (22 anos) – até 9/11/2016
Alan Costa (24 anos) – 31/12/2016
Paulão (28 anos) – até 7/1/2017
Zé Mário (22 anos) (emprestado ao Caxias) – até 3/1/2017
Muriel (27 anos) – até 31/5/2017
Maurides (20 anos) – até 1/6/2017
Fabrício (27 anos) – 31/7/2017
Jair (20 anos) – até 23/9/2017
Ernando (26 anos) – até 31/12/2017
João Afonso (19 anos) – até 31/12/2017
Bertotto (21 anos) – 31/12/2017
Willians (28 anos) – até 31/12/2017
D’Alessandro (33 anos) – até 31/12/2017
Eduardo Sasha (22 anos) – até 31/12/2017
Nilmar (30 anos) – até 31/12/2017
Jackson (24 anos) (emprestado ao Goiás) – até 31/12/2017
Aylon (22 anos) – até 1/5/2018
Thales (21 anos) – até 31/10/2018
Valdívia (20 anos) – até 31/12/2018

Ex-vice de futebol do Inter, Roberto Siegmann assegura que segue no páreo da eleição: "Não desisti"

17 de outubro de 2014 6

Diego Vara

Roberto Siegmann segue postulante à presidência do Inter. É o que ele garante. Este blog publicou dias atrás que o ex-vice de futebol estaria fora da eleição. Não está, diz ele. Siegmann, porém, afirmou por telefone estar contando “dia a dia” os seus possíveis votos para poder concorrer ao primeiro turno do peito colorado. São necessários no mínimo 30 votos de conselheiros para participar dessa etapa. Siegmann poderá se lançar como candidato independente. Os demais presidenciáveis deverão ser Marcelo Medeiros e Vitorio Piffero.
Abaixo, reproduzo o e-mail enviado por Roberto Siegmann:

Oi amigo.
Só agora vi teu recado. Talvez pelo meu silêncio saiu a notícia da desistência. Não desisti não. Apenas tenho que fazer permanente contabilidade acerca da minha efetiva possibilidade de “ir para o pátio”.
Não é fácil, pois o filtro intermediário do Conselho, diante das negociações para as 150 vagas, me impedem de ter “moeda de troca”. Como me conheces, talvez mesmo com elas não soubesse utilizá-las como fazem outros com maestria.
Na discussão da Reforma Estatutária apresentei emenda, para que o conselheiro candidato à presidência fosse para o pátio, desde que a sua candidatura fosse apresentada por 1.000 sócios. O democrata Dr. Ibsen foi hábil em mutilar a Reforma, em um vergonhoso “faz de conta”.
Desafio qualquer pesquisa que coloque meu nome junto com os demais cogitados para os sócios.
Um abraço,
Roberto Siegmann

Valdomiro, quem mais vezes jogou pelo Inter, elogia renovação de D'Ale e faz pedido: "Ainda quero o Brasileirão"

08 de outubro de 2014 0

Mauro Vieira

Com 707 jogos pelo Inter, Valdomiro tem a marca imbatível: Quem mais atuou pelo clube. Defendeu o Inter de 1968 a 1980, quando atuou no colombiano Millonarios, voltando para o Beira-Rio na temporada 82. O eterno camisa 7 do Inter elogiou a renovação de D’Alessandro (que tem 290 partidas com o Inter), que passará 10 temporadas no clube, caso cumpra o seu novo contrato colorado até o final de 2017.

Disse Valdomiro:
“Hoje em dia é difícil um jogador ficar tanto tempo em um mesmo clube. O D’Alessandro é uma exceção. Ele gostou da cor da camisa do Inter, se deu bem aqui, e a torcida gosta muito dele. Espero que encerre a carreira no Inter. Será muito bom para o clube poder contar com ele por mais três temporadas. Que ele siga honrando cada vez mais esta camisa que, para mim, é muito importante. Como torcedor do Inter, fico muito feliz com a renovação. Mas ainda quero que ele me dê o Brasileirão.
Joguei no Inter durante 14 temporadas. Fui titular do Inter em 13 delas. E teria jogado ainda mais pelo clube, não fossem as convocações para a Seleção Brasileira. Mas a marca que alcancei é imbatível. Com o futebol atual, no qual há uma alta rotatividade entre atletas e clubes, ninguém mais buscará este número de jogos pelo Inter”.

Na última vitória sobre o Atlético-PR, em Curitiba, Inter tinha Gabiru, Rentería e Michel no ataque

19 de setembro de 2014 2

Agência RBS

O Inter ainda nem era campeão da América quando venceu pela última vez o Atlético-PR em Curitiba. O adversário desse sábado, às 18h30min, na Arena da Baixada, costuma ser um time indigesto para os colorados. Tanto é assim, que o Inter não vence os paranaenses em casa desde 7 de maio de 2006. Abel Braga era o treinador.
O ataque titular naquela dia teve Adriano Gabiru (então um atacante detestado pela torcida), o colombiano Rentería (na foto) e Michel (outro desafeto dos colorados, mas xodó do treinador). Rentería e o então lateral-esquerdo Jorge Wagner marcaram os gols da vitória de 2 a 1 do Inter sobre o Atlético-PR, em partida válida pelo Brasileirão, disputada na Arena da Baixada. Dagoberto ainda atuava pelos paranaenses, mas foi do zagueiro Danilo. Perdigão e Paulo André (ex-Corinthians) foram expulsos.

O último Inter a vencer o Atlético-PR em Curitiba: Clemer; Ceará, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho, Wellington Monteiro e Perdigão; Gabiru (Sobis), Michel e Rentería (Iarley).

A seca do Inter em Curitiba desde 2006:
Brasileirão 2007 – Atlético-PR 2×1 Inter
Brasileirão 2008 – Atlético-PR 1×1 Inter
Brasileirão 2009 – Atlético-PR 3×2 Inter
Brasileirão 2010 – Atlético-PR 1×0 Inter
Brasileirão 2011 – Atlético-PR 2×0 Inter
Copa do Brasil 2013 – Atlético-PR 0×0 Inter
Brasileirão 2013 – Atlético-PR 1×0 Inter

Rafael Moura paga o pato por ser visto como xodó

09 de setembro de 2014 9

Felix Zucco

A instabilidade técnica, psicológica e de resultados do atual Inter fez com que a torcida marcasse Rafael Moura na paleta. O camisa 11 não é o culpado dos males do time, mas está acuado. Rafael Moura é um centroavante à moda antiga, paradão e com pouca habilidade para encontrar soluções em meio a um jogo. Mas, quando abastecido, é um sujeito eficiente. E, isto, não vem acontecendo.

Rafael Moura é, hoje, um jogador sem confiança. Um finalizador precisa de gols e ele não os faz há oito jogos. Para piorar, errou, contra o Atlético-MG, um daqueles gols de virar vinheta de TV, com o narrador dizendo “este até a minha mãe faria”. Moura não fez. O Inter perdeu. De repente, Rafael Moura passou a personificar, para o torcedor, todos os males do Inter e de um período de derrotas na Copa do Brasil, na Sul-Americana e no Brasileirão. De um Inter que se acostumou a conquistas internacionais e que há três temporadas desperdiça chances de novas conquistas.

Moura não tem culpa de ser escalado, tampouco de não ser preservado quando não está bem. Mas, também não por sua causa, ganhou fama de xodó da comissão técnica, que desde a chegada ao clube disse que o atacante seria titular. E isto geralmente vai contra o que se pensa na arquibancada – foi assim com o atacante Michel, no mesmo Inter, anos atrás. Coube a Rafael Moura dar o banho de água gelada no técnico do Inter, na brincadeira do “Desafio do balde de gelo”, entre as celebridades. Defendido pelo treinador, Moura acabou ficando exposto, voltou a errar, foi vaiado em casa – com doses de crueldade, que o magoaram. Publicou nota via assessoria de imprensa, como já havia feito em Gramado, na pré-temporada. Mostrou seus gols e números na temporada. Entende que sejam bons.

Nada disto porém adiantará se Moura não voltar a marcar e logo. Já contra o Vitória, no Barradão – se for escalado. Ao que tudo indica, nem mesmo a grife de homem Gre-Nal salvou He-Man. Para mostrar que ainda tem a força, precisará voltar às redes.

A nota oficial da assessoria de Rafael Moura:

“Após a partida deste fim de semana contra o Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro, aconteceram manifestações na saída do estádio Beira-Rio que me motivaram a expressar minha opinião sobre o momento atual vivido pelo Sport Club Internacional.
Uma coisa é fato: a maneira que a torcida do Inter encontrou para demonstrar sua insatisfação com o time é digna de aplauso. Vai ao estádio, paga ingresso, vaia da arquibancada e, tudo isso, sem partir para a agressão física. Atitude essa que deveria servir de exemplo para as torcidas em geral da maioria dos clubes, devido à presença da consciência de que a violência em hipótese alguma deve ser utilizada para resolver um conflito entre partes interessadas em um mesmo objetivo.
Podem ter certeza que nós jogadores estamos atentos a isso e com os brios mexidos, tanto que estou aqui para discutir o assunto com vocês. A cobrança no futebol é aceitável e um jogador tem que saber conviver com ela, gostando ou não.
Na maioria dos clubes, a mesma torcida que critica é aquela que apoia e empurra o time para as vitórias. No caso do Internacional, sei claramente que é ainda mais intensa e fiel essa relação entre torcedor e instituição, pois trata-se de mais de 100 mil sócios que investem o resultado do suor do seu trabalho para ver o time competitivo e lutando por títulos.
No entanto, eu afirmo com convicção que sou um atleta sério e compromissado com a minha profissão. Então, para ser coerente comigo mesmo, devo deixar claro o outro lado da moeda. O Inter tem hoje o quinto maior goleador da temporada – no caso, eu – entre todos os atacantes dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Não é algo fácil, ainda mais considerando a visibilidade e a preocupação causadas em cada adversário que entra em campo para enfrentar o nosso time.
Sinceramente, não entendi no último jogo, quando nossa equipe ainda vencia o jogo por 2×0, o motivo de eu escutar vaias todas as vezes em que encostava na bola. É lógico que, perder da forma como perdemos, tomando uma virada após ter esse placar a nosso favor, é algo vergonhoso para todos nós. Mas o mérito do adversário nunca pode ser menosprezado, seja qual time for.
Contudo, o meu questionamento é em relação à falta de apoio mesmo quando o placar estava favorável. Estar vencendo por 2×0 jamais é motivo para que a vaia seja maior do que o incentivo. Se comigo, que a carreira inteira fui acostumado com a pressão em grandes clubes, como Atlético-MG, Corinthians e Fluminense, e, mesmo assim, ainda fico realmente desestabilizado quando isso acontece, imaginem com a “molecada” da base que está tendo seus primeiros momentos como jogador profissional. Podem ter certeza de que as vaias direcionadas a mim também refletem no restante do time.
Não consigo mesmo entender um jogador ou o time ser vaiado no momento em que está construindo a vitória. Entendo perfeitamente a cobrança, a vaia e os manifestos virem após a partida terminar. Sei da grandeza do clube e da importância que os jogos, principalmente no Beira-Rio, têm para o torcedor do Inter. É, sim, fundamental vencermos em casa, mas o time é uma engrenagem, que não tem como funcionar bem se não estiver em sintonia com o seu torcedor.
Sou homem o suficiente para assumir a parte da responsabilidade que me cabe e estou pronto para dar a resposta que a nação colorada espera de mim dentro de campo. Sonho, assim como todos os torcedores, em ser campeão brasileiro pelo Inter e conto com o apoio de vocês.
Saudações coloradas!

Rafael Moura”

Abel Braga: Aos medalhões, a blindagem. Aos jovens, o banco

25 de agosto de 2014 4

Fernando Gomes

Abel Braga não trata da mesma forma veteranos e jovens. Dificilmente critica publicamente os medalhões, mas já expôs a garotada em diversas oportunidades nesta temporada. Enquanto Rafael Moura, Ygor, Jorge Henrique, Willians e Wellington Silva foram merecedores de elogios e novas chances, mesmo cometendo erros, aos garotos, o banco ou o arquivamento. Nenhum jovem é titular do Inter. O blog relembra alguns casos de 2014:

- Aylon: Promissor atacante, foi devolvido ao time sub-23 ainda em meio ao Gauchão, após boas apresentações com o time B no Estadual.
- João Afonso: Escalado na retomada do Brasileirão, contra o Corinthians, no Itaquerão, foi mal e jamais voltou a ter chances.
- Claudio Winck: Destaque do Gre-Nal, inclusive marcando gol, voltou para a reserva assim que Wellington Silva se recuperou de contusão.
- Martín Luque: Entrou aos 18min do 1º tempo, no lugar de Aránguiz, na goleada sobre o Flamengo. Saiu aos 27min do 2° tempo, no mesmo jogo, por opção do treinador. Deve ressurgir em 2015.
- Jair: Escalado como titular de um time mal armado por Abel, acabou esmagado em campo pelo ataque do Ceará. Saiu aos 34min do 1° tempo, quando o Ceará vencia por 1 a 0 – em um erro de Ygor.
- Leandro: Entrou como opção de velocidade na vitória sobre o Goiás. No jogo seguinte, contra o São Paulo, Leandro fardava na preliminar, contra o Veranópolis.
- Otávio: A frase de Abel, após a derrota para o Atlético-MG, quando foi questionado sobre os erros de Rafael Moura, resume tudo: “O Rafael (Moura) é um grande profissional. Não preciso trabalhar psicológico com ele. Tenho que trabalhar com o Otavinho, que perdeu a bola no lance do gol e estava no vestiário chorando”.
- Valdívia, Sasha e Diogo também surgem vez ou outra na equipe, normalmente quando um titular está lesionado, jamais por critério técnico, e logo voltam ao banco de reservas, sem ter continuidade na equipe de cima.

Reforma Estatutária do Inter mudará a eleição: A partir de agora, sócios deverão eleger o presidente

15 de agosto de 2014 0

Omar Freitas

Uma importante votação para o futuro do Inter ocorrerá no dia 30 de agosto. Todos os sócios maiores de 16 anos, e em dia com as mensalidades até 4 de agosto, têm direito a votar para a aprovação da reforma do estatuto do Inter. Caso a reforma seja aprovada, ela atualizará o estatuto do Inter e mudará alguns aspectos da eleição presidencial do clube, já ao final desse ano.
A reforma estatutária prevê que para ser eleito em primeiro turno, o novo presidente precisará fazer 85% dos votos presenciais no Conselho Deliberativo (ou 317 votos dos 346 possíveis). Para evitar a candidatura de algum “aventureiro”, expressão utilizada na política clubística para definir alguém sem história no clube, a chapa que inscrever um postulante à presidência precisa contar com a assinatura de 30 conselheiros do Inter. Ou seja: mesmo com uma votação mínima, o candidato que eventualmente passar para o segundo turno estará respaldado. Dificilmente alguém será eleito apenas pelo Conselho.
Se esta alteração já estivesse em vigor ao final de 2012, Giovanni Luigi não teria sido reeleito em primeiro turno. A eleição teria ido para o voto do associado, com Luigi x Luiz Antônio Lopes. O presidente Luigi foi eleito em primeiro turno tendo 50,9% dos 314 votos do Conselho. Lopes e Sandro Farias não chegaram ao segundo turno porque não venceram a cláusula de barreira de 25% – ou 87 votos do universo de 346 conselheiros. Lopes teve 80 votos e Farias, 64.
Outras alterações importantes na reforma são:
- A volta do direito dos sócios do Parque Gigante em votar para presidente
- A impossibilidade de o presidente se reeleger mais de uma vez. Hoje, se Giovanni Luigi quisesse, poderia se candidatar para a sua segunda reeleição.
Dos 102 mil associados do Inter, 87 mil estão aptos a votar. As urnas eletrônicas serão instaladas no Gigantinho e o voto também poderá ser dado pelo sócio através da internet.
O voto, para a aprovação da reforma, será apenas de Sim e Não.

A Comissão de Reforma Estatutária, que durante um ano confeccionou a nova ordem do clube, é composta por:
Geraldo Costa da Camino (Coordenador)
Guilherme dos Reis Mallet (Relator)
Fernando Baptista Bolzoni
Giovani Figueiredo Gazen
Guilherme Dalla Rosa Osório
Luís Carlos Ávila de Carvalho Leite
Mário Sérgio Martins da Silva
Raul Gudolle Filho
Ubaldo Alexandre Licks Flores

De Santos a Santa Rita: Saiba quem pode cruzar como Grêmio nas oitavas da Copa do Brasil

15 de agosto de 2014 3

Mauro Vieira

Por Adriano de Carvalho

O sonho do penta na Copa do Brasil terá início para o Grêmio às 11h de segunda-feira. Será quando a CBF realizará o sorteio dos cruzamentos das oitavas de final em sua luxuosa sede no Rio de Janeiro. Semifinalista no ano passado, o time de Felipão terá, desta vez, um caminho um pouco menos complicado.

Afinal, três grandes adversários ficaram pelo caminho na terceira fase da competição: Inter, Fluminense e São Paulo. Os principais rivais pelo título, ao que tudo indica, serão Cruzeiro e Corinthians, que ostentam campanhas sólidas no Brasileirão.

A boa notícia para o Grêmio é que nenhum dos dois estará no caminho já nas oitavas de final. Conforme o regulamento da Copa do Brasil, o sorteio dos cruzamentos será dividido em dois potes. Um é formado pelos seis clubes que disputaram a Libertadores neste ano – Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Flamengo e Botafogo – e os dois melhores no ranking da CBF entre os classificados: Corinthians e Vasco.

Desta forma, eles não se cruzarão nas oitavas. E uma regra do sorteio delimita quatro subgrupos em cada pote conforme a classificação no ranking. Isto faz com que Grêmio e Corinthians, os dois melhores colocados, se cruzem apenas em uma possível final.

Os outros oito clubes que avançaram às oitavas estarão no segundo pote do sorteio. Destes, os que mais preocupam são Santos, Palmeiras e Coritiba. Até o próprio Ceará, que eliminou o Inter na quarta-feira e decidiu o título com o Grêmio do mesmo Felipão em 1994, poderá estar no caminho.

O técnico, aliás, é o principal trunfo gremista: já levantou a Copa do Brasil quatro vezes. Exatamente como o Grêmio. Ao final do ano, o penta pode ser duplo.

Quem pode cruzar com o Grêmio nas oitavas:

Santos – Em 9º lugar no Brasileirão, passou pelo Londrina na terceira fase da Copa do Brasil. A esperança para buscar títulos no segundo semestre está na volta de Robinho.

Palmeiras – No Brasileirão, a equipe do argentino Ricardo Gareca vive momento de instabilidade e está apenas em um modesto 14º na tabela.

Coritiba – Lanterna do Brasileirão, o Coritiba do técnico Celso Roth deve priorizar a permanência na Série A no segundo semestre.

Ceará – Após eliminar o Inter na terceira fase, o líder da Série B deverá apostar suas fichas também na Copa do Brasil, onde já foi finalista em 1994 e perdeu o título para o Grêmio.

ABC-RN – Dentro de campo, foi eliminado pelo Novo Hamburgo. Mas como os gaúchos escalaram o meia Preto irregularmente, os potiguares avançaram de fase. Na Série B, está em 11º.

Bragantino – Na Série B, está em 18º, na zona do rebaixamento e não deve dar prioridade à Copa do Brasil.

América-RN – Maior surpresa da terceira fase, ao impor um sonoro 5 a 2 sobre o Fluminense, faz campanha modesta na Série B. Está apenas em 13º lugar na tabela.

Santa Rita-AL – O clube de Alagoas é o de menor expressão entre os 16 melhores da Copa do Brasil. Eliminou o Santa Cruz-PE e se garantiu nas oitavas. Não disputa nenhuma série do Brasileirão.

Inter trata de desprezar a Copa Sul-Americana. Ao menos antes de precisar dela...

14 de agosto de 2014 16

Jefferson Botega

A vaga para a Copa Sul-Americana surgiu para o Inter como a rede de proteção ao trapezista. Ele caiu e a rede serviu para salvá-lo naquele momento. O Inter caiu da Copa do Brasil e foi salvo de um vexame ainda maior porque ali estava a redinha da Sul-Americana. Porém, ainda no Castelão, o “trapezista” Abel Braga tratou de desdenhar do torneio continental.
O técnico avisou que a Sul-Americana vai atrapalhar a campanha do time no Brasileirão. E deu a entender que a fase nacional do torneio, contra Bahia ou Santos (caso o Santos seja eliminado da Copa do Brasil pelo Londrina, na noite dessa quinta-feira, será ele o adversário colorado a partir de setembro), será disputada com uma equipe tão forte como a que jogou contra o Ceará em Fortaleza…
O curioso é que esta ojeriza colorada à Sul-Americana, competição que conquistou em 2008, com Alex no time e Tite na casamata, teve início com Muricy Ramalho. Em 2004, ele era o treinador do Inter que chegou à semifinal do torneio e caiu para o timaço do Boca Juniors. Mas, mesmo avançando, Muricy jamais deixou de praguejar contra os jogos de quartas e domingos. Mesmo que tenha sido a Sul-Americana a competição que começou a recolocar o Inter no mapa-mundi do futebol, ela é a mais desprezada no Beira-Rio. E com o apoio da direção, ao que parece.
Mesmo em 2008, quando venceu o torneio, o Inter foi chegando meio sem querer nas fases decisiva, poupando titulares nas rodadas preliminares. Naquela temporada, passou pelo Grêmio com dois empates, depois, com um mistão, deixou a Universidad Católica para trás, com dois preguiçosos empates (D’Alessandro, por exemplo, estava no banco de reservas, não chegou a entrar e foi expulso por reclamação). O clube só passou a levar o torneio a sério quando encontrou o Boca Juniors pela frente – e já via as chances de títulos nacional sumirem. Ganhou o mata-mata contra o time de Riquelme, derrubou o Chivas na semifinal e foi campão sobre o Estudiantes de la Plata.
Agora, uma vez mais, o Inter autoriza o seu treinador a tratar com desprezo a competição em nome da conquista do Brasileirão.
Mas isto valerá somente enquanto o clube tiver condições de brigar pela ponta no Campeonato Brasileiro, depois, caso precise de uma nova redinha de trapezista, ela talvez não esteja mais lá.