Grêmio: Após antecipar receitas de TV para a Libertadores, restam apenas R$ 6 milhões a receber no ano
17 de maio de 2013 52
A Libertadores está morta para o Grêmio. É hora de recomeçar. E a retomada não deverá ser das mais fáceis. Não há dinheiro e o investimento para o ano foi feito quase todo no primeiro semestre - justamente pelo sonho do tricampeonato da América. O gasto mensal com o futebol supera a casa dos R$ 11 milhões (com salários, direitos de imagem e comissões pagas a empresários). Nos três primeiros meses do ano, por exemplo, foram investidos R$ 27,3 milhões em pagamentos de salários mais R$ 9 milhões na compra de direitos econômicos. Para piorar, dos R$ 50 milhões aos quais o Grêmio teria direito a receber da TV nesta temporada, R$ 44 milhões já foram antecipados. Restam apenas R$ 6 milhões a receber - valor que pagaria pouco mais da metade de um mês do futebol gremista.
E a Libertadores, com seus lucros, arrecadações, novos sócios mais premiações, era apontada como a salvação das finanças do clube.
- A eliminação acarreta preocupações financeiras - admite o presidente Fábio Koff. - Tínhamos estimativa de obter uma receita maior com a Libertadores, com o prêmio da competição e com o torcedor. Afeta, para pior - emendou o dirigente.
Apesar da inesperada crise às vésperas do Brasileirão, Koff pediu otimismo ao torcedor:
- Isso não é nada que não tenha acontecido na história recente do Grêmio. Vamos superar tudo isso.









