
Nem o Inter confia mais na Andrade Gutierrez. Ao final da semana passada, tudo estava certo para que o contrato fosse, enfim, celebrado. O clube só aguardava uma confirmação da empreiteira para marcar a data, algum dia que ficasse bom para os dois parceiros e também que permitisse convocar autoridades para o evento. Mas, nessa quinta-feira, a entrevista do presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, ao repórter da Rádio Gaúcha Léo Saballa Jr., voltou a esfriar o negócio. A obra do Beira-Rio está parada há 265 dias.
O clube ainda espera que ocorra um acerto com a construtora, mas teme estar perdendo tempo, prazos e, possivelmente, a Copa. O Plano B, realizar a reforma do estádio com um pool de empreiteiras locais, começa a ganhar corpo nos gabinetes do Beira-Rio, ainda que a sua viabilidade possa levar pelo menos três meses. O Inter não confia mais na AG, que ainda poderá ser a sua parceira por 20 anos, e não acredita mais nas suas promessas.
Das promessas da AG:
- Emitiu nota informando que estava finalizando as negociações com os parceiros que comporiam SPE
- Em nova nota, informou que já havia fechado com os investidores e aguardava apenas obter as garantias a fim de apresentá-las ao Banrisul
- Publicou nota criticando a postura do Banrisul nas negociações para a liberação da linha de crédito do BNDES para a reforma do estádio
- Criticada publicamente pelo Planalto, a AG informou ao Inter que bancaria por conta própria as garantias exigidas pelo Banrisul. O que jamais se confirmou
- AG entra em contato com o governo do Estado e assegura que fará a obra no Beira-Rio
- Presidente da AG, em entrevista á Rádio Gaúcha, afirma: "O prazo (para a assinatura) está sendo colocado pela ansiedade de terceiros, não por nós".