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Gre-Nal da civilidade. Colorados não depredaram nenhuma cadeira na Arena

10 de novembro de 2014 3

Ricardo Duarte

A vistoria realizada na tarde desta segunda-feira apontou dano zero no setor destinado aos 1,3 mil torcedores do Inter dentro da Arena no clássico de domingo. Também no interior dos banheiros o comportamento foi adequado, apontou o levantamento feito pelos funcionários. O fato foi comemorado pelo diretor de operações da Arena Porto-Alegrense, Marcelo Jorge.

– O trabalho foi muito bem feito em conjunto com o Inter. Conseguimos trabalhar bem a cabeça do torcedor – destaca.

Ele salienta o bom entrosamento entre seguranças da Arena e do Inter na orientação aos torcedores. Surtiu efeito, também, a informação de que câmeras de segurança controlavam qualquer conduta irregular.

Nos Gre-Nais anteriores, tanto na Arena como no Beira-Rio houve o registro de cadeiras quebradas, fato que chegava a ser comemorado pelos torcedores nas redes sociais. Em todos esses episódios, a conta do prejuízo era repassada ao clube visitante.

Na última vitória sobre o Atlético-PR, em Curitiba, Inter tinha Gabiru, Rentería e Michel no ataque

19 de setembro de 2014 2

Agência RBS

O Inter ainda nem era campeão da América quando venceu pela última vez o Atlético-PR em Curitiba. O adversário desse sábado, às 18h30min, na Arena da Baixada, costuma ser um time indigesto para os colorados. Tanto é assim, que o Inter não vence os paranaenses em casa desde 7 de maio de 2006. Abel Braga era o treinador.
O ataque titular naquela dia teve Adriano Gabiru (então um atacante detestado pela torcida), o colombiano Rentería (na foto) e Michel (outro desafeto dos colorados, mas xodó do treinador). Rentería e o então lateral-esquerdo Jorge Wagner marcaram os gols da vitória de 2 a 1 do Inter sobre o Atlético-PR, em partida válida pelo Brasileirão, disputada na Arena da Baixada. Dagoberto ainda atuava pelos paranaenses, mas foi do zagueiro Danilo. Perdigão e Paulo André (ex-Corinthians) foram expulsos.

O último Inter a vencer o Atlético-PR em Curitiba: Clemer; Ceará, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho, Wellington Monteiro e Perdigão; Gabiru (Sobis), Michel e Rentería (Iarley).

A seca do Inter em Curitiba desde 2006:
Brasileirão 2007 – Atlético-PR 2×1 Inter
Brasileirão 2008 – Atlético-PR 1×1 Inter
Brasileirão 2009 – Atlético-PR 3×2 Inter
Brasileirão 2010 – Atlético-PR 1×0 Inter
Brasileirão 2011 – Atlético-PR 2×0 Inter
Copa do Brasil 2013 – Atlético-PR 0×0 Inter
Brasileirão 2013 – Atlético-PR 1×0 Inter

Acredite: no Beira-Rio, torcedores do Inter quebraram mais cadeiras do que a torcida do Grêmio

11 de agosto de 2014 26

Foto: Omar FreitasFoto: Omar Freitas

Passado o Gre-Nal, a administração do Inter passará a semana trocando 80 cadeiras no Beira-Rio. Trinta e cinco delas foram quebradas pela torcida do Grêmio. As demais 45, foram quebradas pela torcida do Inter. Muitas delas na área destinada à Popular. Sim. Os colorados já destruíram mais cadeira em seu estádio do que a torcida visitante.

—Estas 45 cadeiras não foram quebradas apenas no Gre-Nal. Foram quebradas pela nossa torcida nos jogos contra Flamengo, Ceará e Santos. Ocorre que as pessoas ainda estão acostumadas a torcer em pé. Sobem nas cadeiras, que acabam quebrando. É uma questão cultural – disse o vice de administração do Inter, José Amarante.

O Inter não havia realizado as trocas porque aguardava o Gre-Nal. Agora, um carregamento de cadeiras chegará de São Paulo para o Beira-Rio. Na quarta-feira, o Inter encaminhará ao Grêmio a conta de R$ 13,7 mil, referente às 35 cadeiras e uma pia quebradas pela torcida gremista. Cada cadeira custa R$ 390. Já o Inter, desembolsará R$ 17,5 mil para repor as cadeiras depredadas pela sua própria torcida.

—Também estamos tentando identificar os nossos torcedores que destruíram cadeiras. Se conseguirmos, vamos apresentar a conta para eles. Decidimos trocá-las de uma vez só. Se você vai deixando as cadeiras estragadas, as pessoas se acham no direito de seguir destruindo — afirmou Amarante.

Nos dois Gre-Nais da Arena nesta temporada, o Inter pagou um total de R$ 72 mil à administradora do estádio, pelas cadeiras que foram quebradas pelos seus torcedores nos clássicos.

Caminho do Gol será reativado. Por enquanto, apenas rumo ao Beira-Rio. Arena aguarda duplicação da Voluntários

15 de julho de 2014 45

Marcelo Oliveira

Matheus Bruxel

Iniciativa com maior visibilidade na Porto Alegre da Copa do Mundo, o Caminho do Gol, será uma estrutura permanente na cidade em dias de grandes jogos da dupla Gre-Nal. Inclusive com um segundo Caminho do Gol, do Mercado Público à Arena do Grêmio. O projeto, porém, deverá ficar para o segundo semestre de 2015, quando a Voluntários da Pátria estiver duplicada. Por enquanto, somente a rota do Mercado ao Beira-Rio, em uma reta de 3,5km, da Avenida Borges de Medeiros à Avenida Padre Cacique, pode ser utilizada.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, em conjunto com a Brigada Militar e com o Ministério Público, é quem encabeça o plano para a manutenção do Caminho. Não há números oficiais, mas a estimativa é que mais de 600 mil pessoas tenham percorrido o trajeto do Mercado ao Beira-Rio durante os jogos do Mundial na cidade.

- O Caminho do Gol foi o destaque de Porto Alegre, é uma marca que ninguém nos tira. Já conversei com o presidente do Inter, Giovanni Luigi, para que sigamos com a ideia. O Inter quer reeditar o Caminho do Gol. E o Grêmio também quer: se há um Caminho do Gol em direção ao Beira-Rio, também é preciso haver um rumo à Arena – disse Fortunati.

Por enquanto, o Caminho do Gol será exclusivo para o Beira-Rio. E em dia de grandes jogos, de finais ou de Gre-Nais. Como ocorreu na Copa, a Borges de Medeiros será enfeitada com bandeirolas dos dois clubes. Para o primeiro Gre-Nal do novo Beira-Rio, em 10 de agosto, pelo Brasileirão, porém, não será possível reativar o projeto. A prefeitura só terá algum custo caso contrate bandas e artistas circenses, como ocorreu no Mundial.

- Estamos sem pernas para retomar o Caminho do Gol agora, em cima da Copa. O Caminho do Gol voltará e será algo permanente em Porto Alegre, mas ainda não temos um prazo definido _ comentou José Fortunati. – Assim que a Avenida Voluntários da Pátria estiver duplicada (o que deverá ocorrer em pouco mais de um ano, pois ainda há desapropriações em andamento), teremos um Caminho do Gol para o Grêmio. No momento, é arriscado montar o projeto rumo à Arena porque a Voluntários está com muito entulho pelo trajeto – justificou o prefeito.

Talvez a grande imagem da mundialista Porto Alegre tenha sido a Borges de Medeiros pintada em laranja e amarelo, quando holandeses e australianos deixaram o Largo Glênio Peres e caminharam ao Beira-Rio _ arrastando milhares de gaúchos e gaúchas, mesmo sem ingresso, só pela festa. Um dos poucos atos de violência registrado foi o assalto de um grupo de argentinos a um brasileiro, que teve ingressos para Argentina e Nigéria roubados no Caminho do Gol. De resto, a convivência foi pacífica.

- Acredito que o grande legado do Caminho foi a convivência entre as torcidas. Acredito que a manutenção deste projeto possa fazer com que as nossas duas grandes torcidas convivam em paz nas ruas outra vez. E até aumente o espeço do adversários nos estádios, em dias de clássicos. Na Copa, pinçamos os barrabravas das ruas. Em Gre-Nais, vamos trabalhar para tirar estas ervas daninhas também. Todos sabem quem eles são e tomaremos estas precauções para a nova etapa do Caminho do Gol – afirmou o prefeito.

Mesmo sem prazo, a retomada do Caminho do Gol ocorrerá caso a dupla Gre-Nal se encontre a partir das oitavas de final da Copa do Brasil ou se o Inter disputar algum jogo para decidir o Brasileirão ou a Copa do Brasil.

- O Caminho do Gol será retomado e ampliado. Tenho certeza que ele é o futuro da pacificação das nossas torcidas e da melhor convivência entre gremistas e colorados – finalizou José Fortunati.

 

Há um ano, advogado apontava o comando da gestão da Arena como salvação das finanças do Grêmio

03 de junho de 2014 5

Em 21 de abril de 2013, Zero Hora publicava matéria com o advogado e conselheiro do Grêmio Gladimir Chiele, na qual ele apontava como única saída financeira para o clube assumir o controle da gestão da Arena. Nos últimos meses, o advogado colaborou com Fábio Koff na tarefa de rever o contrato,  missão concluída segunda-feira, com a assinatura do aditivo. Há quem veja em Chiele um nome indispensável na comissão mista que irá discutir com a OAS a troca da gestão.

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Contagem regressiva: Após assinatura do aditivo da Arena, Olímpico será da OAS em 90 dias

30 de maio de 2014 12

Tadeu Vilani

Por Adriano de Carvalho

Após uma arrastada negociação, que durou mais de um ano, Grêmio e OAS enfim poderão fazer a tão esperada “troca de chaves” entre Olímpico e Arena. Com a assinatura do aditivo, que será oficializada em cerimônia na próxima semana, e os dois imóveis desonerados, o velho estádio gremista será entregue à construtora em até 90 dias e depois será implodido para dar lugar a um empreendimento imobiliário.

Enquanto este prazo corre, o Grêmio iniciará a mudança de sua estrutura administrativa para a Arena. Para isto, a OAS vai liberar uma verba de R$ 12 milhões que será utilizada na conclusão do CT do Humaitá e também da área onde ficará acomodada a gestão do clube dentro do novo estádio, no lado oeste do nível das cadeiras gold.

Antes de ir abaixo, o Olímpico ainda tem um sopro de vida. Afinal, o velho estádio, que já estava parcialmente demolido, foi reformado e entregue à Fifa para ser um dos Campos Oficiais de Treinamento de Seleções (COTs) durante a Copa. Designado como COTs B, receberá as delegações de Honduras, Holanda, Argélia e Argentina, que jogarão na Capital.

Enquanto isso, o grupo profissional do Grêmio terá liberação para treinar no lado de fora do estádio, utilizando o campo suplementar e o vestiário dos juvenis. Como a tendência é de que o clube faça sua intertemporada durante o Mundial em Porto Alegre, as atividades devem ser alternadas com o CT do Humaitá, que nesta semana teve seu vestiário concluído e está apto para receber treinamentos.

Depois do Mundial, aí sim o Olímpico será esvaziado de vez. A empresa Ramos Andrade, responsável pela demolição do estádio, já derrubou a antiga torre de acesso aos camarotes. E deverá proceder com a destruição do ginásio David Gusmão e do prédio administrativo em seguida. Tão logo encerre o desmanche, ocorrerá a etapa da implosão, que já teve licença emitida pela prefeitura.

Vitória dos vândalos: O Brasileirão marcará o início de uma Era de Gre-Nais com torcida única

01 de abril de 2014 72

Omar Freitas

Há uma certeza nos bastidores do Beira-Rio: um natural e provável revide da torcida gremista contra o patrimônio colorado, no Gre-Nal do dia 13, que decidirá o Gauchão – com depredação de cadeiras, como os colorados fizeram na Arena -, será o começo do fim das duas torcidas nos estádios.
Os próprios clubes deverão propor que os clássicos pelo Brasileirão (ou até mesmo pela Copa do Brasil) sejam realizados somente com a torcida mandante nas arquibancadas. Assim como ocorre em Belo Horizonte, nas partidas entre Atlético-MG e Cruzeiro.
O acordo de cavalheiros entre Grêmio e Inter, que prevê o ressarcimento em caso de depredação do patrimônio de um pela torcida do outro – como ocorreu nesse domingo -, forçará o fim da civilidade e dos reles 1,5 mil ingressos destinados ao visitante.
Sorte de quem nasceu até os anos 80, que pôde assistir aos clássicos com os estádios divididos. essa cena jamais se repetirá em um Gre-Nal.

* O Inter ainda não recebeu a conta dos estragos das cadeiras na Arena. O certo é que a conta para os colorados será inferior aos R$ 100 mil divulgados. Ocorre que a Arena ainda não havia consertado as cadeiras que foram quebradas pela torcida do Brasil-Pel. O acúmulo dos dois jogos de depredações, sim, até pode atingir os R$ 100 mil, mas a conta será rateada entre colorados e xavantes.

Omar Freitas

Gre-Nal 400: Para o rival, docinhos

31 de março de 2014 13

O Gre-Nal 400 também teve momentos de civilidade. Talvez por se tratar de um estádio novinho em folha, a Arena recebeu a direção do Inter e o zagueiro Índio com docinhos. Mais: o mimo (na foto, acima) oferecido aos dirigentes adversários, em um confortável camarote, foi personalizado com o escudo do Inter. E causou boa impressão. Tudo o que se espera agora é que na decisão do dia 13, possivelmente no Beira-Rio, a direção do Grêmio também receba tratamento vip.

Gre-Nal 400: Novas brigas, novas depredações da torcida do Inter na Arena

30 de março de 2014 14

Diego Vara

Reprodução: Facebook

Novo Gre-Nal, velha história. O terceiro clássico na Arena marcou novas depredações de torcedores do Inter nas cadeiras do estádio e, dessa vez, uma briga entre os próprios colorados, que acabou com um homem ferido.
Cadeiras foram arrancadas no setor dos colorados na Arena. Conforme o acordo entre as duas direções, o Inter pagará os estragos feitos pelos seus torcedores. Os administradores do estádio confirmam os danos, mas não divulgam oficialmente qualquer número. No entanto, conselheiros do Grêmio estimam 191 peças quebradas pelos 1,5 mil colorados que estavam no local.
Já a briga entre os colorados teria começado depois que um deles mexeu com a mulher de um torcedor de uma das organizadas do clube.

Entrevista: Leandro Vuaden, árbitro do Gre-Nal da Arena

27 de março de 2014 26

Daniel Marenco

Por Alexandre Ernst
alexandre.ernst@zerohora.com.br | @Alexandre_Ernst

Leandro Vuaden apitará seu Gre-Nal de número nove. Foi sorteado para ser o árbitro do Gre-Nal 400, domingo, na Arena, a partir das 16h. Acredita que o clássico requer a mesma concentração e atenção que os jogadores nos clubes, enxerga o confronto como a Copa do Mundo do Estado e antecipa intolerância contra qualquer cântico de cunho racista ou que, ao ser juízo, seja visto como ofensa deste teor.

— Poderíamos usar o bom senso e não se cantar músicas deste tipo — disse o árbitro sobre a canção “chora macaco imundo”, entoada pela torcida gremista.

Zero Hora — O clássico histórico também mexe com a arbitragem?

Leandro Vuaden — É evidente. O Gre-Nal é a nossa Copa do Mundo. Tudo aquilo que é protocolo, pré-jogo, reunião e planejamento, concentração, da mesma forma que as equipes fazem, nós também faremos. Queremos que seja um grande espetáculo. Sabemos da responsabilidade que temos.

ZH — Já começou a pressão por ambos os lados?

Vuaden — Já fui indagado por torcedor, hoje. As pessoas, mesmo pedindo para ajudar o time, não fazem com desrespeito. O futebol é assim, apaixonante. Teria de lamentar se fosse desrespeitoso, grosseiro. E eu respeito, respondo sempre com educação.

ZH — O vice presidente do Inter, Marcelo Medeiros, avaliou a arbitragem do Gauchão como ruim.

Vuaden — É uma opinião de dirigente. Eu, Leandro, poderia falar de arbitragem, sei do dia a dia e sei como as coisas funcionam. É opinião dele e não cabe a mim falar sobre isso.

ZH — No último Gre-Nal que você apitou, houve uma polêmica com o Paulão. Você interpretou como pênalti e os colorados reclamaram muito, alegando bola na mão.

Vuaden — Todo lance de interpretação é complicado. Ouço muito sobre movimento natural do braço, braço estendido, braço encolhido. Eu prefiro usar a seguinte pergunta: o que é mais fácil explicar, a decisão de marcar ou não marcar? E daí se joga para a opinião pública e ela que julgue. Não vamos apitar conforme a opinião publica, claro, mas criamos uma linha de tomada de decisão. É dificil. Para o árbitro, não é interessante polêmica. Ele pode acertar 99 vezes e errar erra que vira polêmica. E você não lembra mais das 99 que ele acertou. É coisa da vida. Em qualquer setor, a credibilidade é importante.

ZH — Você reviu o lance? Ainda avalia como pênalti?

Vuaden — Se o jogador (do Grêmio) em questão tivesse tomado aquela bola, dominado e marcado o gol, o que deveria ter sido marcado? Veja como é interessante isso. Às vezes, as decisões precisam ser explicadas, confrontadas. Mas após a decisão tomada, não vou mudar nunca. Claro, não vou brigar com a imagem. Mas, nesse fato em si, posso inverter a situação para saber se está acertada a tomada da decisão.

ZH — Será o primeiro Gre-Nal após a questão envolvendo o Márcio Chagas da Silva em Bento Gonçalves. Qual será tua atitude em relação a possíveis cânticos de cunho racista?

Vuaden — O momento atual é delicado. Esse cântico não é um fato novo, é antigo. E nunca se teve repressão a isso. Ele sempre foi entendido como cântico do jogo. Nunca racista. Mas o momento atual é delicado. Poderíamos usar o bom senso e não se cantar nada que dê margem à interpretação de racismo. Se eu entender que isso interfere e é um ato ofensivo vou repreender e, se for o caso, parar o jogo. Acredito no bom senso e na educação das pessoas. Eu não sou só contra o racismo dentro do campo. Eu sou contra o racismo 24h do meu dia. Isso o que está acontecendo é uma injustiça.