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Posts com a tag "beira-rio"

Deivid, Vágner Love, Saviola, Nilmar: os pedidos de Dunga para reforçar o Inter

17 de junho de 2013 13

Por Alexandre Ernst
@Alexandre_Ernst

Salvo uma ou outra exceção, são nomes para lotar aeroporto. A lista de contratações de Dunga dá ideia do tamanho das pretensões do técnico para o restante do Brasileirão.

Alguns indicados são conhecidos do noticiário do Inter, casos como Julio Baptista, Robinho e Adriano — esse ainda em conversas com o clube —, mas há sugestões novas, como Scocco, atacante destaque do Newell's Old Boys, da Argentina, e Barrios, que brilhou no Colo Colo, do Chile. Por enquanto, o mais próximo é Cléber, da Ponte Preta, eleito o sucessor de Rodrigo Moledo, já vendido para o Metalist, da Ucrânia.

Confira a lista de reforços pedidos por Dunga:

Os brasileiros:

Adriano — É a grande aposta. Se der certo, Dunga se consagra. A questão é que desde junho de 2010, quando trocou o Flamengo pela Roma, não consegue jogar regularmente. As seguidas confusões e a cirurgia no tendão de Aquiles o afastaram dos campos. Aos 32 anos, mostra interesse em voltarr a brilhar.

Cléber — Zagueiro de 1m83cm e 22 anos. É alvo de cobiça dos grandes brasileiros. A Ponte Preta acertou sua venda para o Basel, da Suíça, mas ele se recusou a deixar o Brasil. Pretende seguir por aqui, em um clube de primeira linha. O fato de brecar a transferência o deixou sem ambiente no Moisés Lucarelli. Seria o substituto de Moledo.

Diego — Outro da segunda geração os Meninos da Vila. Tem 28 anos, é espécime rara, de meia armador clássico, o camisa 10. Recuperou o bom futebol na Europa pelo Atlético de Madrid. Voltou ao Wolfsburg na última temporada, em que manteve o bom nível. Seu nome ainda é lembrado em Madri e são grandes as chances de voltar ao Atlético.

Deivid — Reconhecido pelos gols perdidos no Flamengo, Deivid encontrou sossego no Coritiba, embora ainda, vez ou outra, desperdice gols inacreditáveis. Completa 33 anos em outubro e parece mais uma solução emergencial. Seu currículo é vasto: Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Sportng-POR, Fenerbahce e Bordeaux, para citar os mais relevantes.

Fernandão — Foi o autor do primeiro gol do Bahia na vitoria de 2 a 1 sobre o Inter, há três semanas. Destacou-se no Guarani-SP na largada da Série B 2011. Fez cinco gols e foi buscado pelo Palmeiras. Não se firmou no Parque Antárctica e está desde abril no Bahia. Tem 26 anos e 1m92cm.

Julio Baptista — Joga em todas do meio e até de centroavante. Foi jogador de confiança de Dunga na Seleção Brasileira. O Málaga, da Espanha, está alijado das competições internacionais pela Uefa devido às dívidas. Como passa por reestruturação financeira, aceita liberar o brasileiro. O problema é que Júlio Baptista pede alto para voltar.

Luis Fabiano — Está de saída do São Paulo. Despediu-se da torcida ao final do 1 a 1 com o Grêmio na Arena. Seu destino deve ser a Turquia, no Galatasaray, ou o Olympiacos, da Grécia. Aos 32 anos, deixa o Morumbi como quinto maior artilheiro do clube: 173 gols em 240 jogos.

Marlos — Meia, completou 25 anos no dia 7 de junho. Está no Metalist desde janeiro de 2012 e assinou com os ucranianos por cinco anos. Surgiu como craque no Coritiba, saiu após litígio e chegou ao São Paulo, onde nunca se firmou. Tem o drible, a velocidade e o estilo agudo como característica.

Robinho — Sonho de consumo de Dunga. Foi seu jogador na Seleção Brasileira e recebeu a distinção de ser o bilho de um Seleção extremamente coletiva. Robinho completa 30 anos em janeiro sem nunca ter sido o craque que prometeu. Está no Milan, mas insatisfeito. Foi reserva em boa parte da última temporada.

Vágner Love — Outro da confiança de Dunga, que o bancou na Seleção mesmo sem marcar gols. Love era o centroavante na conquista da Copa América em 2007, na Venezuela. O problema é que voltou para o CSKA Moscou no início deste ano. Ídolo na Rússia, dificilmente seria liberado para voltar. Admitiu ter sido procurado pelo Inter.

Os estrangeiros:

Barrios — É típico produto do Cone Sul: argentino naturalizado paraguaio, despontou no Colo Colo, do Chile, na temporada 2008/2009. Tem 28 anos e é atacante goleador. Trocou o Colo Colo pelo Borussia Dortmund em 2012, onde também teve destaque. Mas aceitou proposta milionária do Evergrande Guangzhou, da China, e entrou numa roubada. Pelo limite de estrangeiros, tem jogado pouco.

Ignácio Scocco — Atacante, 28 anos e 1m75cm. É de movimentação, mas tem faro de gol. Destaque do Newell's, seu nome é pedido na seleção argentina. Alejandro Sabella, porém, alega que para sua posição a concorrência é forte: Messi, Aguero, Higuain, Tévez. Em 2012. fez dois gols no Brasil nos jogo de ida no Superclássico. Em abril, o Newell's exerceu a preferência e pagou US$ 3 milhões ao Al Ain-EAU por Scocco.

Lisandro Lopez — Centroavante de 30 anos e 1m73cm, saiu do Racing, de Avellaneda, para fazer sucesso na Europa. Mas transita à sombra dos compatriotas no lado de lá do Atlântico. Apesar do sucesso, principalmente pelo Porto, nunca figurou com destaque na seleção. Está desde 2009 no Lyon, de onde pretende sair. Porto Alegre seria alternativa agradável por ficar perto de Buenos Aires.

Saviola — Atacante de 31 anos, está com contrato por encerrar com o Málaga. O clube espanhol não mostrou interesse na renovação. Saviola foi companheiro de D'Alessandro na conquista do Mundial Sub-20, em 2001. Saíram, inclusive, da mesma fornada de talentos do River no início dos anos 2000, que tinha ainda Pablo Aimar. Jogou, entre outros, por Barcelona, Real e Benfica na Europa.

Os "de casa":

Alex – Aos 32 anos, é outro que desfruta as benesses do futebol catare. Está no Al Gharafa e tão cedo não pensa em voltar ao Brasil.

Nilmar — O Inter o monitora, sabe até que comprou uma Lamborghini para andar pelas ruas de Doha, no Catar, onde joga pelo Al Rayyan. Está adaptado ao futebol do Oriente Médio, apesar da pouca competitividade. A tranquilidade e o salário milionário, porém, o fazem deixar em segundo plano a volta ao Brasil.

Inter definirá até julho a localização dos sócios no novo Beira-Rio

21 de maio de 2013 8

A Comissão de Obras do Inter concluiu uma pesquisa sobre a disposição dos associados de clubes em estádios como os do River Plate, Porto, Benfica, mais os londrinos Tottenham, Arsenal e Chelsea, além do Manchester United. Este levantamento será levado agora para outras instâncias do clube e, em até 60 dias, o Inter terá uma definição sobre quais lugares no novo Beira-Rio oferecerá aos seus mais de 25 mil sócios com direito a entrada livre no estádio - sem a necessidade de comprar ingressos.
Segundo Maxi Carlomagno, presidente da Comissão de Obras do Inter, o associado não será desvalorizado, por exemplo, sendo deslocado para áreas atrás das goleiras, enquanto espaços mais nobres serão colocados à venda - com ingressos majorados devido ao conforto do novo estádio.
- O sócio que trouxe o clube até aqui não será prejudicado. Não há definição sobre a localização aos sócios no Beira-Rio. Diversas possibilidades de localização estão sendo avaliadas. O sócio poderá ficar na superior, na inferior, atrás do gol, no meio do campo... Mas ainda nada está definido. Seguimos em estudos - disse Carlomagno.
O Inter conta com pouco mais de 102 mil associados. Ainda que o clube siga em estudos sobre o tema, os ingressos para o novo Beira-Rio e as mensalidades terão os valores majorados.
- Dentro dos seguintes elementos acharemos a melhor solução, entre 45 e 60 dias: valorizar o sócio, manter o clube competitivo entre os maiores do mundo e fazer do Beira-Rio um produto novo e de primeira linha - concluiu Maxi Carlomagno.

Inter começa a instalação de skybox no Beira-Rio

20 de maio de 2013 5

O primeiro skybox do novo Beira-Rio já começou a ser instalado. O espaço, diferenciado, ficará sobre a antiga marquise do estádio. Cada skybox será para 24 pessoas. E terá um preço também bem diferenciado. Afinal, será dele a melhor visão do campo. O Santiago Bernabéu, do Real Madrid, é o principal estádio da Europa com skyboxes.

Sem chances com Dunga, Cassiano pede liberação do Inter em busca de novos ares

14 de maio de 2013 4

Por Alexandre Ernst
@Alexandre_Ernst

Cassiano quer deixar o Inter. Na manhã de segunda-feira, o atacante de 23 anos foi, pessoalmente, conversar com Dunga a respeito de sua liberação. Teria ouvido do técnico que poderia procurar novos ares. Um "ok" definitivo do presidente Giovanni Luigi era aguardado ainda na tarde de ontem. Porém, o mandatário colorado não aceitou ceder o jogador.

O destino de Cassiano — que se destacou com Fernandão no segundo semestre do ano passado e não recebeu chances com Dunga — seria o Vasco. Do Rio de Janeiro, vem a informação de que o garoto já teria salários e contrato redigido para atuar em São Januário, por empréstimo, no segundo semestre. Convicto no futebol do jovem, Luigi teria afirmado que Cassiano receberia oportunidades no grupo principal, mas não soube apontar quando.

Pelo Inter, o atleta tem 19 partidas pelo elenco profissional. Marcou quatro gols. Treina em separado, em Alvorada. Insatisfeito.

De volta para casa: Inter retomará treinos no gramado principal do Beira-Rio a partir de julho

12 de maio de 2013 3

Em julho, a equipe de Dunga começará a treinar no novo gramado do Beira-Rio. A grama de inverno, mais adaptada e resistente ao frio, será plantada nos próximos dias, e, em menos de 60 dias, o campo estará pronto para ser testado. E o será pelo time principal do Inter, que ao menos uma vez por semana abandonará os trabalhos no CT Parque Gigante dando início a um retorno lento para o Beira-Rio. O estádio, que estará pronto em dezembro, poderá passar por outros testes a partir de setembro - como jogos-treino, por exemplo. Mas a inauguração oficial somente ocorrerá quando o Beira-Rio estiver totalmente pronto.

Dunga sem censura: "A cada dia que passa, vejo que estão certas as decisões que estou tomando"

11 de maio de 2013 22

Por Alexandre Ernst e Leandro Behs
@Alexandre_Ernst e @lebehs

Um Dunga em sua essência surgiu às margens do Guaíba, na tarde de quarta-feira, durante uma hora de conversa com Zero Hora. Conversa mesmo. Porque após 20 minutos de entrevista, o técnico do Inter pareceu mais à vontade diante de repórteres e passou a falar sobre o seu jeito de ser, como gosta das coisas e a contar histórias, mas sem nunca deixar alguma pergunta sem resposta. Talvez aos olhos do público — e a alguns olhares do Beira-Rio — Dunga precise ser um pouco político. E isso é coisa que ele não é. Fala o que pensa e tem uma transparência que chega a surpreender no mundo do futebol.

Nessa entrevista, feita com o rio às costas, com entrevistado e entrevistadores sentados em cadeiras de plástico, Dunga falou do polêmico vídeo da conquista do Gauchão, retirado do site oficial do Inter por ter desagradado a ele, técnico, e a parte dos jogadores, da hierarquia dentro do clube e do departamento de futebol, afirma que não manda no Inter, reitera a necessidade de reforços, versa sobre a imprensa, diz que é perseguido e admite ainda guardar algum rancor pelas críticas à Era Dunga, na Copa de 1990.

A seguir, os principais trechos da entrevista com Dunga, o técnico do Inter.

O jeito de trabalhar

O que eu quero é que cada um faça sua função. A cada dia que passa, vejo que estão certas as decisões que estou tomando. Todo mundo reclama que o Dunga tirou esse, aquele, que o Dunga mandou embora. Não fiz nada disso. Só quero que cada um faça sua função. A assessoria de imprensa, por exemplo, tem de ficar com os jornalistas. E o que mais eu quero? Que quando o jogador estiver no vestiário, ninguém vá lá. Nem a minha comissão. Eles têm de estar entre eles, têm de conversar, bater papo, trocar ideias. Só entro no último momento. Não quero um monte de gente lá dentro. Tem certas coisas que me incomodam. Tu não estás preocupado em mostrar o vídeo (divulgado com a mobilização dos jogadores no vestiário da decisão contra o Juventude) como uma coisa linda do Inter. Tu quer mostrar o teu trabalho. Ah, eu fiz o meu. Não. Quero saber se tu fez o teu trabalho em benefício do grupo. Daí me serve. Muito se fala em coletivo, em equipe. Mas assim vira "euquipe". A mentalidade é que tem de mudar. O que tem de falar mais alto aqui é o Inter, não é o Dunga, o Carlos, o Pedro. O Inter tem de ser maior.

O afastamento do assessor de imprensa do vestiário

Não gosto de surpresas. O cara fala que o Dunga brigou com o fotógrafo. Não, eu não briguei. Só fiz um pedido para em determinado treinamento não fazer filmagem. Aí o cara vai lá e filma, querem que eu fique satisfeito? Não, tenho de ir lá cobrar. Quer dizer, não deveria ser eu a cobrar. Eu comuniquei o cara (o assessor de imprensa José Evaristo Villalobos, o Nobrinho) de que era função dele, mas como ele não faz, eu acabo fazendo e me exponho. Minha forma de trabalhar é que tem de estar tudo na minha mesa por escrito, horário do treinamento, regulamento do campeonato, horário de viagem, cartões, estádio, mudanças de jogos... eu não quero que, quando eu estiver indo para o treino, o cara venha me falar sobre isso. Não. A hora de ir para o treino é a hora em que eu estou no treino. Não é hora de falar. Fala antes. Tem de chegar na minha mesa e dizer: tem essa, essa e essa opção. Ponto. Eu estava há três meses aqui e nenhuma vez tinha um clipping de notícias do dia a dia do Inter na minha mesa. Agora começou a chegar (o clipping). Depois de três meses, que coincidência... O torcedor tem de saber a verdade.

A relação com a imprensa

No futebol, tem-se muito medo de se falar as coisas. Eu não tenho medo de falar. Por isso, falam: "O Dunga não gosta de jornalista". Não, eu entendo jornalista, ele está fazendo o trabalho dele, sua função. O jornalista pode errar, claro. Pode dar algo que não é verdadeiro para atacar alguém. Mas eu respondo o que tenho de responder. Sem dúvida, sou perseguido. Tem certas coisas que não concordo, mas que acontecem, e eu respeito as pessoas. O que não suporto é tu me forçares a ser corrupto se eu não sou corrupto. Por mais que tu sejas meu amigo e eu não concorde com o que tu faças, eu respeito a tua opção. Agora, o que não aceito é que tu me persigas porque não sou assim. Não. Tu tens de me respeitar como eu sou. Dunga bateu com a Globo? Não, eu não bati com a Globo. Fiz todo mundo trabalhar com a mesma igualdade. Tu me persegues porque não dou notícia para ti. As mesmas pessoas que criticavam que a Globo tinha benefícios, hoje, como não têm benefício, me atacam. Ora, onde está a conduta? Não sou melhor ou pior. Sou só diferente. Tenho a minha conduta.

Torcedores em treinos

Quer vir conselheiro (no treino), pode. Só não quero que fique no vestiário, com o jogador. Já pedi lá no início, por exemplo: quero três degraus de arquibancada no CT, quero ter torcedor aqui (no treinamento). Agora, fiz o pedido. Não posso ir lá mandar fazer, não posso construir. Tenho de passar para aquele que, por direito, tem o poder de fazer.

A origem da crítica

A minha personalidade vem de família. Eu cresci e venci pelo meu trabalho. Eu cheguei até onde cheguei pelo meu trabalho, pela minha conduta. Fiz coisas que jogadores muito melhores que eu não fizeram. Mas começam a me criticar porque o cara que é muito melhor que eu não venceu, e eu venci. Isso é culpa minha? Tem de criticar o cara que é melhor do que eu e não venceu. Esse é um problema do Brasil, né? O cara começa a te atacar porque o outro não ganhou, diz que eu não jogava nada, que o cara jogava mais... me ataca dizendo que eu não era tão bom quanto o cara, mas o que era melhor que eu não venceu. Eu fiz coisas que o cara que era melhor do que eu não fez. E aí? Não é meramente uma questão técnica. Tem de ser determinado, disciplinado, tem de se preservar de coisas... tudo tem um preço para se pagar e para conquistar alguma coisa na vida. As pessoas acham que jogador tem de ser louco, estrela... não, não é assim. Tem de se respeitar as individualidades. Tenho uma conduta. O cara diz: "Dunga está mau humorado". Não! As pessoas é que não estão acostumadas. Elas estão acostumadas a criticar, mas não de ouvir a resposta que elas não querem. Ora, se tu pode perguntar o que tu quer, eu também tenho o direito de responder o que eu quero. Posso não concordar contigo.

As cobranças

Eu tenho uma coisa comigo: é melhor ter para cobrar dos outros do que os outros tenham algo para cobrar de mim. Minha conduta tem de ser correta, exemplar, para eu ter como cobrar depois. E as pessoas não gostam de gente assim. Isso tem muita vinculação com o D'Alessandro. É um cara competitivo, que cobra. E, no passado, tinham pessoas que não gostavam disso, dessa cobrança. Mas eu gosto. Quanto mais me cobrarem, mais eu vou estar concentrado no meu trabalho para fazer as coisas direito. Gosto que estejam comigo com a mesma conduta. Olha o Gentil, o Ismael, o Osmair, o Pernambuco (funcionários do Inter)... estão no clube há 50 anos. Vê se alguém fala algo deles, se alguém cobra deles, se eu reclamo deles. Não... Os caras trabalham, fazem o deles. Têm a conduta e o perfil que a gente quer.

Cargos vitalícios

Os acontecimentos que sucederam no Inter cada vez comprovam que minha postura e minhas decisões estão corretas. Eu acompanhei, meus amigos acompanharam um pouco das redes sociais: pessoas falando que tiraram o cara, que o cara saiu do Inter, como pode? Está há quatro anos no Inter e vai sair? Se um diretor vier aqui hoje e te tirar tem de sair, isso aqui não é cargo público. Tu não fez nenhum concurso para ficar a vida toda aqui. Pois se é assim, então, vou querer voltar para a Seleção. As pessoas mudam e você tem de aceitar. Aqui no Inter está entranhado que o cara é vitalício (em uma função). Não, não. Aqui ninguém é vitalício. Se eu mandasse em tudo e realmente tivesse poder, muita coisa ia ser mudada, estaria diferente, e muita gente não ia estar aqui. Eu não mando tanto assim.

Mudanças no Inter

Todo mundo sabe como funcionam as coisas aqui. Só que nem todo mundo tem coragem para falar. Não digo nem coragem, poucos querem se incomodar e falar. Todo mundo sabe quem é quem. Me chamaram? É porque alguma coisa não andava bem. Vou fazer como estava sendo feito? Isso não vou concordar. Continuava tomando chimarrão com meu guarda e dando risada. Vim aqui para colocar meu trabalho no clube que me deu oportunidade de fazer minha vida no futebol. É uma retribuição de carinho. Eu sou bem remunerado para fazer isso e vou fazer. Custe o que custar. Enquanto me deixarem aqui, eu vou fazer.

Relação com o executivo de futebol

Minha relação com ele (Newton Drummond, o Chumbinho) é profissional. Eu chego aqui e quero que cada um seja profissional.

O ritmo das mudanças

Os caras falam que o mais difícil é trabalhar com jogador. Eu digo que é a coisa mais fácil. Tu coloca as tuas ideias, discute... é ruim? O que vocês acham? É esse caminho que vamos seguir? E, depois, é tocar adiante. É esse caminho. Agora, o resto é mais difícil. Porque tu não tem ingerência direta. Os caras falam: "O Dunga quer mandar em tudo". Não é prepotência, arrogância, mas a minha equipe, o meu staff de trabalho, faria as coisas andarem muito mais rápido. Mas não depende de nós. Do que depende de nós, as coisas andam mais rápido. É mais fácil, é direto, é objetivo.

Vazamentos de informação

Eu não sou contra a informação. Só acho que ela tem de ser dada no momento certo. Quando tudo está decidido. Se eu te der a informação e mudar, tu vai me cobrar. Daí o treinador tem de responder. Pô, eu tenho de falar sobre algo que não tenho nada a ver? Tem é de cobrar de quem falou. Daí sobra para mim, que o Dunga isso, o Dunga aquilo. Mas eu não dei a informação. Tu tens de ficar brabo com quem te deu a informação. Ah, mas falaram que ia vender fulano, não vendeu. Vai lá cobrar do cara que te deu a informação, não de mim.

Negócios

Têm me ligado uma série de pessoas oferecendo jogador. Eu respondo: "Não é comigo". Nós temos um diretor-executivo. Passa por ele e depois vem falar comigo. Aqui tem hierarquia. Os caras que trabalharam comigo me ligam, são meus amigos. Eu falo: "Não é comigo". Passa pelo executivo, depois vem para mim, eu analiso, falo com os dirigentes... Se o presidente vier falar comigo, me pedir para falar com jogador, daí eu falo. Mas não atravessa, não põe a carreta na frente dos bois. Eu sei como funciona o futebol. Tem de ter uma linha. Se o presidente me pedir, não tem problema nenhum. Mas tem de partir de lá. Para tu ver como eu não mando em tudo, como os caras falam... eu respeito hierarquia (risos).

Mágoa de 1990

Quem bate, esquece. Quem apanha não esquece. Todos guardamos mágoas, não adianta dizer que não. Tu guarda. Nem é mágoa... Veja bem: quando fazem uma crítica sobre mim que é verdade, eu fico p..., mas fico comigo. Penso: como é que dei essa mancada? Como dei essa chance para o cara? Errei. Mas quando é algo falso, algo direcionado, daí não. Por exemplo: a expulsão (contra o Esportivo). Os caras me meteram pau, mas não fiquei brabo com os caras. Fiquei brabo comigo. Como dei essa mancada? Como dei essa chance? Os caras estavam esperando isso para me dar pau e eu caí nessa... Eles têm razão, eu dei chance. Mas quando os caras são direcionados, daí não sou eu quem guardo mágoa, são eles. Não são todos, mas nem todos os jornalistas estão preparados para receber uma resposta que não querem. Se tu pegar minhas coletivas, talvez pela minha forma de falar — pois quando eu compro uma coisa, compro 100% —, todos falam que o Dunga está brabo, irritado... O torcedor olha e pensa que eu devo estar de mal com a vida, devo chegar em casa e quebrar tudo, bater em todo mundo... mas por quê? Porque dei uma resposta que ele não ficou satisfeito, que ele não queria. O cara fala coisas que são mentiras, quando vier me perguntar eu vou responder — e jogar na cara: tu estás mentindo. Fica com raiva de ti, não de mim. Tu é que tinha que te informar melhor.

O trabalho até agora

Não sou eu. É o coletivo que está satisfeito com o que foi feito. Mas o coletivo não está acomodado. O que programamos? Ganhar o Campeonato Gaúcho. E conseguimos conquistar pelo trabalho realizado pelo jogador, pela comissão técnica... toda a equipe. Mas não pensamos que está tudo feito, tudo perfeito. Não, queremos continuar a melhorar, cobrar mais. Começamos com um meio-campo. Tivemos de mudar. Passamos por outro meio-campo, tivemos de mudar. Veio outro, tivemos de mudar. Então, o sincronismo começa a vir menos. Como não temos tempo para treinar e você só joga, é lógico que, em muitos jogos, não teremos a mesma qualidade. Os jogadores estão querendo, está acontecendo uma competição interna sadia, legal. Estão se cobrando, estão gostando de trabalhar juntos, de conviver juntos... Isso é legal. Mas, no resto, tem de melhorar, tudo tem de melhorar.

Corinthians, Atlético-MG, São Paulo...

Esses caras estão na frente, sem dúvida. Mas o futebol se joga dentro de campo, são 11 contra 11. Às vezes, você não tem um grupo bom, mas tem muito mais foco e concentração naquilo que se quer. E daí você vai atropelar. Uma coisa que não gosto: o Marcos Aurélio saiu sem eu falar com o jogador, o jogador soube que ia sair por terceiros (o meia foi cedido ao Sport). O caso do Rafael Moura (que o Palmeiras tinha interesse no jogador), o Dagoberto soube por terceiros que iria deixar o Inter. É como disse: não sou melhor ou pior que ninguém. Sou diferente. Como eu trabalho com jogador e fui jogador, sei como o jogador quer ser tratado. A primeira pessoa a saber tem de ser o jogador. Para você adquirir o respeito perante os jogadores. Tem de ter respeito profissional. Não impede de vender, trocar, mas o jogador tem de estar seguro contigo, que aquilo que tu falas é verdadeiro. Não dá para tirar os caras para bobo, tem de tratar com respeito. Tem se ser franco, objetivo. Falar a verdade.

Saídas e chegadas

Todas estas notícias que estão saindo por aí são mentira. O Inter não tem proposta por nenhum jogador e não está vendendo nenhum jogador. Quem começou a dar notícia antes da final do Gauchão era para tumultuar o ambiente. Você não vai falar em uma véspera de decisão sobre isso. Só se tu fores muito cru, né? Muito inocente e não tiver a experiência. Teu time vai para uma final e você vai falar que teu único lateral-esquerdo vai ser vendido. É ser muito inexperiente, coisa que não acredito. Eu liguei para o presidente três vezes, e ele disse: "Dunga, não tem nada!". Fui falar com o Fabrício: "A primeira coisa que tiver eu venho te falar, mas não tem nada". Essa foi uma reunião que tive com o jogador: sempre que tiver algo, eu vou diretamente te comunicar. Assim como disse: "Eu não mando ninguém embora". Não fui eu quem contratou, quem contratou tem de saber se o cara é ruim ou bom. Mas isso não é só no profissional, tem de ser desde lá na base. Na primeira semana que eu estava aqui o cara me diz: "Fulano vai embora, vai ficar, tem de renovar". Eu disse: "Não, faz uma semana que estou aqui. Como é que vou interromper a carreira de um atleta?" Quem trouxe, quem contratou que tem de assinar embaixo.

Preocupação com o Santa Cruz

Preocupado tu sempre estás. Todo mundo tem de ter o frio na barriga. Futebol é 11 contra 11. O futebol nos ensina a cada dia. Tem de estar ligado, concentrado. Não tem mais bobo no futebol. Tem de impor tua condição dentro do campo, fora ninguém ganha.

Dependência a D'Alessandro

O campo vai decidir. Comecei no meio com Willians e Fred. Machucou o Willians. Depois, machucou o Fred, machucou o Dátolo. Tive de ir mexendo, e o time foi se encaixando. Veio o Josimar, machucou o Josimar, depois Ygor. O futebol é dinâmico. Lógico que um jogador como o D'Alessandro, pela qualidade que tem, vai fazer falta em qualquer time do mundo. Temos de descobrir um mecanismo para quando ele não estiver em campo. Mas será que tem um mecanismo? Será que tem jogador para a função dele? Vamos mudar com mais velocidade, menos velocidade? Estamos começando a preparar o Otávio para a função, mas ele é acostumado a jogar por fora, não por dentro. Daí falam: "Já temos um para o lugar do D'Alessandro". Mas o menino tem 18 anos, está acostumado a jogar por fora (pela lateral), não por dentro. Isso tem de ser pensado. Pode dar certo? Pode. Mas também pode dar errado. Não dá para queimar o guri. E ele tem de entrar por merecimento. Você vê no treino, como o jogador se comporta, como está reagindo. Vai ter momentos que vamos ter de jogar sem o Damião, sem o Forlán, sem o Moledo, o Gabriel. O importante é ter as opções para modificar.

Copa do Brasil e Brasileirão

Não tem como optar. Jogador gosta de jogar. Ele sabe que, para jogar, tem de treinar. Se perguntar para ele a opção entre jogar e treinar, ele prefere jogar, sem dúvida. Neste ano, no início, em algum momento usamos equipe mista. Os caras vieram e disseram "não, a gente quer jogar". A gente respondeu: "Estamos pensando lá na frente. Isso é para dar sustentação, uma base para vocês jogarem o ano todo". A gente não está poupando ninguém, estamos fazendo um trabalho diferenciado para que eles possam aguentar a carga de trabalho do ano todo.

A blindagem ao vestiário

D'Alessandro, Forlán, Damião, Romário, Bebeto... são jogadores visados. Não tem jeito: vão caçar eles. Mas na mesma preocupação com que o juiz diz que ele era reincidente, tem de colocar a preocupação no cara que é reincidente em cima do D'Alessandro. Não pode só acusar. Não entendo muito de lei, mas o jogador não pode ser julgado agora pelas infrações que fez no passado. Isso é pré-julgar antes de ver imagens e o que realmente aconteceu. Todo mundo diz que ele reclama. Claro que tem de reclamar. Naquele jogo contra o Veranópolis, ele teve um corte no nariz. Ora, ele não se cortou sozinho. Mas daí todo mundo ficou preocupado que ele reclamou. Vamos cobrar dele que ele reclamou, claro. Mas vamos pensar porque ele teve o corte no nariz. Vamos cobrar de quem cortou o nariz dele. Tem de ter uma proteção do clube perante o jogador. Isso não apenas com o D'Alessandro, mas com todos. Ano passado faltou exatamente isso: atacou tal jogador? Bom, atacou ele. Melhor não atacar a mim. Isso não é equipe. Temos de proteger o jogador, fazer a cobrança interna. Mas, externamente, tem de proteger o cara para ele se sentir seguro. Senão, no jogo, ele não vai se expor.

Fred

Quando coloquei ele de volante, escreveram que ele rende mais na frente. Agora, que está na frente, dizem que ele tem de jogar mais atrás. Vai ter jogos que ele vai jogar bem, outros que não. É um jogador que tem muito para vencer e evoluir. Só que jogo, jogo, jogo, sem treinar muito, é complicado. Tem de ir aos poucos, ter paciência, ir melhorando. Passar para ele a confiança que ele pode errar, que a gente confia nele. Eu vivo dizendo: arrisca. Futebol é jogo de risco. Vai melhorando. Se não dar confiança quando ele errou a primeira vez, não adianta. Pega ele, chama, diz: "vamos melhorar, faz assim, te inclina mais na hora do chute, melhora a posição do corpo ao bater na bola". Não é por um jogo que vai bem, nem um jogo que vai mal.

Janela de agosto

Acho que não vai mudar muito. A Europa está com dificuldades. Acredito que seja mais fácil vir de fora do que sair.

A parada da Copa das Confederações

Seria bom se fosse lá no meio do campeonato. Mas para na quinta rodada, quando você quer embalar o time, tem de parar. Por isso, vamos recarregar energia para preparar a equipe para o restante da temporada — que vai ser dura, vai precisar de grupo. Para o Brasileiro, tem de jogar cada jogo como se fosse uma final. Senão, tu vai lá, joga contra o time que não tem grife e não consegue o resultado. Daí, vai contra um time melhor e consegue o resultado. Isso é automático. Quando tu vai jogar com São Paulo, Flamengo, Atlético-MG, tu te mobiliza com mais atenção. Esses clubes jogam de igual para igual, a chance de vencer fica 50 a 50. Quando você joga com times de menor expressão, eles estão concentrados para não tomar gol, jogam mais fechados. As dificuldades aumentam. Tem de jogar como se fosse mata-mata, pois vale três pontos. Eu sempre digo para os caras: "Vai se poupar por quê? Não sei se vou estar vivo amanhã. Não sei se vou ter uma segunda chance".

Gre-Nal com titulares em agosto

Clássico é Clássico. Independentemente de quem esteja em campo. Às vezes, o time está mal, ganha o jogo e muda tudo. O Inter, no ano passado, como foi? Jogou com nove em campo contra o Grêmio titular, e os caras não ganharam. É muito relativo. Ah, e por causa daquilo, o ano ficou pago. Clássico é um jogo especial. Jogou clássico, independentemente de quem esteja do outro lado, tem de ganhar. Não foi escolha minha jogar com reservas. Foi deles. Eles fazem a programação de acordo com o planejamento deles.

Adaptação ao Centenário

Os dois últimos jogos foram bem legais. Tivemos mais torcedores, a arquibancada encheu. O estádio é bom, tem boa estrutura. Tem a questão da viagem, apenas. O resto está perfeito. O campo é bom, cortaram a grama baixa. O campo suporta a chuva. O grupo está assimilando bem. Entre o que eu quero e acho que é bom e a realidade, tem muita diferença. O mais importante é que o grupo tem atitude. É isso que temos de fazer? Então, vamos fazer, vamos jogar. Não é um grupo que reclama. Quando tem jogos domingo a domingo é mais fácil, tem a questão da alimentação, do repouso. Mas quando começar a correria, jogo em cima do outro, temos de pensar que o cara tem família, namorada. Tem de dar uma aliviada. Por isso, é importante a experiência do professor Paixão. Todos os detalhes, ele coloca no papel: o que tem de ser feito, o que é melhor... todo mundo dá sua opinião, fala. Depois chegamos a um denominador comum. Já trabalhávamos assim na Seleção com o Jorginho, com o Américo (Faria), com o (José Luiz) Runco. A gente faz a mesma coisa aqui. Tudo é programado. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas é tudo programado.

Damião está mais completo?

Não é estar mais completo. Está com mais confiança. É que de tanto ouvir as pessoas dizerem "Damião só joga dentro da área, Damião isso, Damião aquilo", isso acabou entrando na cabeça dele. A gente conversou que ele pode se movimentar, sair da área, sair pro lado, tirar o zagueiro da área. Quanto mais tirar o zagueiro da área, mais dificuldade ele tem. Zagueiro gosta de espaço curto, porque é mais complicado para o atacante. Agora, se o atacante leva ele para o lado, ele vai encontrar dificuldade porque está fora do hábitat dele. Lembro do Gamarra, que dentro da área era um leão. Agora, coloca ele na lateral, para fazer corridas de fazer 50 e 60 metros. Começava a ter dificuldade. Tem de ter essa percepção e passar a confiança para o jogador. Que ele tem condição, qualidade técnica. Ele tem de acreditar.

Preparado para a saída de jogadores

Preparado, a gente nunca está. Isso não é novidade. Damião é um artilheiro, um cara que há dois, três anos vem se destacando. É um atacante diferente, que luta os 90 minutos, se movimenta, tem força, busca o jogo. É normal que todos queiram. Agora, se vai vender ou não é com o presidente. A gente espera que não, mas me coloco no papel do jogador. Que todo jogador sonha em jogar na Europa, na Seleção. Eu fico só observando.

Reforços

A gente não tem um número. Mas as posições que precisamos todo mundo sabe. A gente tinha sete ou oito zagueiros e chegou o momento que tínhamos dois — tivemos de jogar com meninos que vieram do sub-23. Temos de ter grupo, não adianta inchar o grupo. Acho que 40 jogadores é muito, mas dá para trabalhar com 30, 35 no máximo... qualquer coisa, chama dos juniores. Mas ele tem de estar bem fisicamente, senão vai entrar para competir com os demais e vai sentir.

Dátolo

Não perdeu espaço. Jogou, se machucou, os outros foram bem... se machucou de novo, de novo, de novo... O que eu posso fazer? Tem de jogar. E não é o Dátolo, são todos os jogadores. É o campo que fala. Não adianta os caras se iludirem também. Eles acham que eu não entendo. Sempre digo para o jogador: não se iluda com o jornal quando eles falam que tu é o Pelé, nem quando falam que tu é o "mané". Tem sempre um meio termo. Nem tudo o que falam é a verdade, tanto para o bem quanto para o mal. Só que os caras acabam acreditando e esquecem de fazer a parte do campo. O marketing é maravilhoso. Mas só vai dar resultado se tu fizer dentro de campo. O Neymar só vende porque, dentro de campo, ele joga. Qualquer um não vai vender.

O retorno de Bolatti

Bolatti tinha de jogar, mas ano passado o time tinha três estrangeiros... Quanto mais tiver no grupo, melhor. Tem de ser profissional: como é que tu vai desvalorizar um patrimônio do Inter? Dizer: "Não quero". Não é assim. Traz o cara, valoriza o cara. Se ele não aproveitar, daí são outros 500... Se ele tiver oportunidade, vai jogar e vai depender apenas dele. É o que falo: não tem não gostar deste ou daquele, não gosto é de quem não dá resultado. Jogou? Vai me ajudar? Vai para o campo.

Novo Beira-Rio: comissão projeta estádio com pelo menos 70% de capacidade média de ocupação ao ano

10 de maio de 2013 10

Por sugestão do presidente do Conselho Deliberativo do Inter, Ibsen Pinheiro, o clube criou uma comissão para tratar da migração dos associados para o novo Beira-Rio. A principal tarefa do grupo nesse primeiro momento será fazer um levantamento completo do número de sócios e de quais regiões do estado ou de outras localidades do país eles são. Depois, a comissão (que tem caráter de aconselhar a presidência e o Conselho) passará a tratar com a B-Rio a setorização do estádio - ou onde serão os 5 mil lugares a que a parceira do Inter tem direito no estádio e a distribuição dos 51 mil lugares pertencentes ao clube.
Os sócios terão seus direitos atuais mantidos, mas é possível que haja um aumento de mensalidades a partir da inauguração do novo Beira-Rio. Esse tema será tratado mais adiante. A comissão tem preocupação em manter o estádio com uma capacidade média de ocupação em 70%, já no primeiro ano de atividade do Beira-Rio - que poderá ser inaugurado em dezembro.
- Queremos atender bem ao sócio e evitar que problemas que outros estádios estão tendo não ocorram aqui - disse o coordenador da comissão, o conselheiro Alexandre Limeira.

Quem integra a comissão:
Alexandre Limeira - coordenador (Ação Independente - oposição)
Roberto Denardin - (Movimento Inter Grande - situação)
Alexandre Ribeiro - (Convergência Colorada - oposição)
Martin Ahlert - (União Colorada - oposição)
Luiz Mentz - (União Colorada - oposição)

Inter: Gramado do novo Beira-Rio já surge verde

10 de maio de 2013 17

Com cerca de 70% do novo Beira-Rio concluído e com 10 das 65 folhas metálicas da cobertura já instaladas, o estádio do Inter começa a tomar ares de novidade. A grama, por exemplo, já surge verde - como mostra a foto do grupo Beira-Rio, Gigante Para Sempre - SCI, ainda que não esteja pronta para jogo. A previsão é que o Beira-Rio esteja apto para jogos a partir de setembro. Nesse mês, certamente haverá uma ampla discussão sobre a data de reabertura do estádio de Porto Alegre para a Copa do Mundo. Muitos colorados desejarão voltar para casa ainda em 2013.

Inter começa a discutir migração dos sócios para o novo Beira-Rio

09 de maio de 2013 10

O Conselho Deliberativo do Inter criou uma comissão para tratar da migração dos 102,2 mil sócios para o novo Beira-Rio, a fim de evitar problemas ao final do ano, quando o estádio estiver pronto. Haverá aumento no valor da mensalidade. Além disso, uma segunda comissão foi criada para aproveitar o legado que a Copa deixará para o Beira-Rio e utilizar o know how da Fifa no gerenciamento do novo estádio.

Sandro imita Falcão

02 de maio de 2013 5


Em tratamento no Beira-Rio para a recuperação da cirurgia no joelho, o volante Sandro viveu um dia de operário da Andrade Gutierrez. Para uma matéria da TV Inter, o jogador do Tottenham fardou-se de capacete, botas e bandas refletoras e foi virar massa.
Era fake, claro, mas a imagem de certa forma remete à real imagem de Falcão carregando tijolos na construção do Beira-Rio, no final dos anos 60.