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Nilmar volta ao Inter em busca de redenção

19 de setembro de 2014 4

Ricardo Duarte

Nilmar voltou ao Inter para se resgatar. Retornou para ter a sua redenção. Foi apresentado pelo vice de futebol Marcelo Medeiros, em um Beira-Rio com três mil torcedores nas arquibancadas. Acenou para o seu povo, presenteou a torcida com bolas, beijou criancinhas que lhe eram alcançadas pelos pais e foi agarrado diversas vezes pelos torcedores, enquanto dava a volta olímpica. Camisa 7 às costas, ele reafirmou o status de um dos grandes ídolos do clube. Mas, principalmente, Nilmar é visto como a salvação de uma temporada sem ataque confiável. Nilmar representa a esperança. E sabe disto.
- A coisa que mais senti falta foi este ambiente aqui, um ambiente de futebol. A vida lá (em Doha) é maravilhosa para minha esposa, meus filhos. Mas o jogador sente falta. Quero resgatar o jogador de futebol. Aqui, se sente o nível de competição. Lá você tem que lidar com algo que não é 100% profissional. Senti falta da adrenalina do torcedor, da imprensa. Até a cobrança. Lá, você joga para 500 pessoas. Aqui, no Beira-Rio, se joga para 50 mil pessoas – disse Nilmar.
O Inter conta com um posto avançado em Doha para tentar obter o mais breve possível a transferência de Nilmar do Al-Jaish. O clube árabe precisa enviar para a Federação Gaúcha de Futebol a liberação do atacante, o que deverá ocorrer em uma semana. Somente assim o atacante poderá ser inscrito. Enquanto isto, Nilmar segue aos cuidados do coordenador de preparação física Elio Carravetta, podendo estar apto para a estreia de aproximadamente 60 minutos no emblemático jogo contra o Cruzeiro, em 4 de outubro, no Mineirão.
- Tenho uma responsabilidade, mas o Inter tem grandes jogadores. É um novo desafio, sempre encarei desta maneira, sei que vou ter responsabilidades, mas não encaro desta forma, não me vejo como Salvador da Pátria. Quero ajudar, quero colaborar dentro de campo, quero ajudar. Sabemos que não é um jogador só que decide um campeonato, é o clube. Quero entrar o mais rápido possível e dentro de campo demonstrar o que eu sei – afirmou o atacante.
Em meio à coletiva, Nilmar lembrou o seu segundo retorno ao Beira-Rio. Disse ter fé em estar melhor agora, aos 30 anos, do que com 18 anos e com 24 anos (sua idade na primeira e na segunda passagem pelo clube). Brincou com o tempo de contrato (três anos, até o final de 2017) e lembrou o amigo Índio:
- Me sinto bem. Minha vontade é a mesma, como se eu estivesse de novo com 18 anos. Eu queria um contrato de 10 anos, igual ao do Índio, para poder jogar até os 40. Penso em jogar durante todo o meu contrato e, se o nível estiver bom, ir além.
Em meio ao desfile em campo, Nilmar parecia um messias, recebendo crianças nos braços a pedido dos pais, como a pequena Giulia, seis meses, e Arthur, 1,5 ano. Ao final de sua apresentação no gramado, Nilmar assumiu o microfone e agradeceu aos torcedores. Depois de Tinga, a camisa 7 volta a ser vestida por um ídolo do Inter.

Nilmar nos braços da massa

19 de setembro de 2014 4

Ricardo Duarte

Leandro Behs

Recepcionado por cerca de 3 mil colorados, Nilmar já vestiu a camisa 7 e foi para os braços da massa. A tarde foi de festa e renovada esperança no Beira-Rio. Saudou a torcida, chutou bolas para as arquibancadas e, como se fosse um messias, parecia abençoar criancinhas (na foto, o pequeno Arthur, 15 ano, fardado de Neymar), cujos pais entregavam para o atacante beijar e tirar fotos. Nilmar ainda um dos grandes ídolos do clube. Poderá estrear contra o Cruzeiro, no dia 4 de outubro, no Mineirão, uma partida emblemática se o Inter ainda sonha em de alguma forma tentar caçar os mineiros.
— É um momento muito importante para mim, poder retornar ao clube. Devo tudo até hoje ao Inter por ser este jogador. As pessoas que participaram da negociação sabem da dificuldade que foi este esforço. O importante era o meu desejo de voltar a jogar pelo Inter. Quando as partes têm o mesmo pensamento, as coisas facilitam. – Espero que a minha terceira passagem seja melhor e com mais títulos para que eu possa entrar para essa galeria de ídolos da história do clube – disse Nilmar

Acredite: no Beira-Rio, torcedores do Inter quebraram mais cadeiras do que a torcida do Grêmio

11 de agosto de 2014 25

Foto: Omar FreitasFoto: Omar Freitas

Passado o Gre-Nal, a administração do Inter passará a semana trocando 80 cadeiras no Beira-Rio. Trinta e cinco delas foram quebradas pela torcida do Grêmio. As demais 45, foram quebradas pela torcida do Inter. Muitas delas na área destinada à Popular. Sim. Os colorados já destruíram mais cadeira em seu estádio do que a torcida visitante.

—Estas 45 cadeiras não foram quebradas apenas no Gre-Nal. Foram quebradas pela nossa torcida nos jogos contra Flamengo, Ceará e Santos. Ocorre que as pessoas ainda estão acostumadas a torcer em pé. Sobem nas cadeiras, que acabam quebrando. É uma questão cultural – disse o vice de administração do Inter, José Amarante.

O Inter não havia realizado as trocas porque aguardava o Gre-Nal. Agora, um carregamento de cadeiras chegará de São Paulo para o Beira-Rio. Na quarta-feira, o Inter encaminhará ao Grêmio a conta de R$ 13,7 mil, referente às 35 cadeiras e uma pia quebradas pela torcida gremista. Cada cadeira custa R$ 390. Já o Inter, desembolsará R$ 17,5 mil para repor as cadeiras depredadas pela sua própria torcida.

—Também estamos tentando identificar os nossos torcedores que destruíram cadeiras. Se conseguirmos, vamos apresentar a conta para eles. Decidimos trocá-las de uma vez só. Se você vai deixando as cadeiras estragadas, as pessoas se acham no direito de seguir destruindo — afirmou Amarante.

Nos dois Gre-Nais da Arena nesta temporada, o Inter pagou um total de R$ 72 mil à administradora do estádio, pelas cadeiras que foram quebradas pelos seus torcedores nos clássicos.

Gre-Nal 402: Inter está invicto há oito clássicos, mas perdeu para o Grêmio o último no Beira-Rio

08 de agosto de 2014 1

Rodrigo Müzell

No Beira-Rio há a certeza de que uma grande responsabilidade estará em jogo no Gre-Nal 402: se manter invicto pelo nona partida consecutiva no clássico, além de tentar a vencer o Grêmio no primeiro jogo no novo estádio.
Curiosamente, a última derrota colorada em Gre-Nais ocorreu em um Beira-Rio em ruínas – por sinal, o último clássico do velho estádio. Luxemburgo era o treinador do Grêmio e Fernandão, o do Inter. Foi em agosto de 2012 (na foto), e Elano marcou o único gol do clássico.
De lá para cá, oito jogos, com quatro vitórias do Inter e quatro empates. Destas oito partidas, três foram disputadas na Arena, com dois empates e uma vitória de virada do Inter.

Inter e Fla podem perder até 10 mandos de campo pelas agressões da Torcida Jovem a André Santos

29 de julho de 2014 2

Ricardo Duarte

A subprocuradoria do STJD ofereceu denúncia contra o Inter e contra o Flamengo pelas agressões sofridas pelo lateral André Santos, na goleada do Inter sobre o Flamengo, no Beira-Rio. Ao deixar o vestiário, após a goleada de 4 a 0, o jogador foi cercado por 20 torcedores cariocas no pátio do Beira-Rio e acabou agredido enquanto corria em direção à van que o aguardava – André Santos havia contratado a van para levá-lo ao aeroporto Salgado Filho, uma vez que o elenco recebeu folga após a partida.
Assim, a subprocuradoria do STJD entendeu que os clubes não deram segurança ao atleta e denunciou ambos por infrações aos artigos 191 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e os artigos 65 (letras b e c) e 66 (itens 1, 2 e 3) e 67 (item 3) do Código Disciplinar da Fifa. Se condenados, Inter e Flamengo poderão perder mando de campo por 10 jogos, cada um, além de ter que pagar multa de até R$ 100 mil, cada um.

Agressão de flamenguistas em André Santos pode interditar Beira-Rio por até 10 jogos

21 de julho de 2014 11

Ricardo Duarte

A procuradoria do STJD poderá encaminhar denúncia contra o Inter e pedir até 10 jogos de interdição para o Beira-Rio. O procurador Paulo Schmitt anunciou que pedirá as imagens das câmeras de segurança do estádio, a fim de verificar se o Inter deu proteção ao lateral do Flamengo André Santos.

Ao deixar o vestiário, após a goleada de 4 a 0, o jogador foi cercado por 20 torcedores cariocas no pátio do Beira-Rio e acabou agredido enquanto corria em direção à van que o aguardava – André Santos havia contratado a van para levá-lo ao aeroporto Salgado Filho, uma vez que o elenco recebeu folga após a partida.

O Inter pode ser denunciado no artigo 213 do CBJD (“Deixar de tomar providência no sentido de prevenir e reprimir desordens”), cujas penas vão de multa a perda de mando de campo por até 10 partidas.

O advogado do Inter Rogério Pastl aguarda a denúncia da procuradoria do STJD:

- Temos que esperar se haverá ou não a denúncia. O Inter apresentou todos os requisitos para prevenir e reprimir a violência em seu estádio.

Legado da Copa: Gre-Nal do Beira-Rio poderá ter "célula" com torcidas misturadas nas arquibancadas

21 de julho de 2014 4

Ricardo Duarte

O quebra-quebra promovido pela briga entre Guarda Popular e Nação Independente – mais a participação de um torcedor cadastrado na Camisa 12 – deixa a Promotoria do Torcedor em alerta para o Gre-Nal de 10 de agosto, o primeiro do novo Beira-Rio. A partir da próxima semana, algumas providências serão tomadas para o clássico. A maioria, infelizmente, restritivas.
Há uma ideia, porém, para tentar levar um mínimo de civilidade ao jogo.
- Queremos ter uma célula no Beira-Rio que integre colorados e gremistas. Um espaço para até 200 torcedores no qual possamos misturar as torcidas – afirmou o promotor José Francisco Seabra Mendes Júnior.
Segundo Seabra, titular da Promotoria do Torcedor, há uma tentativa junto às direções de Inter e de Grêmio para que um pai gremista possa se sentar ao lado do filho colorado, ou vice-versa, ou ainda que alguns sócios de lado a lado possam ser colocados neste setor:
- Será uma tentativa de levar um exemplo de paz ao Gre-Nal, quase um legado da Copa, quando os torcedores adversários ficaram todos misturados nas arquibancadas do Beira-Rio.

Caminho do Gol será reativado. Por enquanto, apenas rumo ao Beira-Rio. Arena aguarda duplicação da Voluntários

15 de julho de 2014 45

Marcelo Oliveira

Matheus Bruxel

Iniciativa com maior visibilidade na Porto Alegre da Copa do Mundo, o Caminho do Gol, será uma estrutura permanente na cidade em dias de grandes jogos da dupla Gre-Nal. Inclusive com um segundo Caminho do Gol, do Mercado Público à Arena do Grêmio. O projeto, porém, deverá ficar para o segundo semestre de 2015, quando a Voluntários da Pátria estiver duplicada. Por enquanto, somente a rota do Mercado ao Beira-Rio, em uma reta de 3,5km, da Avenida Borges de Medeiros à Avenida Padre Cacique, pode ser utilizada.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, em conjunto com a Brigada Militar e com o Ministério Público, é quem encabeça o plano para a manutenção do Caminho. Não há números oficiais, mas a estimativa é que mais de 600 mil pessoas tenham percorrido o trajeto do Mercado ao Beira-Rio durante os jogos do Mundial na cidade.

- O Caminho do Gol foi o destaque de Porto Alegre, é uma marca que ninguém nos tira. Já conversei com o presidente do Inter, Giovanni Luigi, para que sigamos com a ideia. O Inter quer reeditar o Caminho do Gol. E o Grêmio também quer: se há um Caminho do Gol em direção ao Beira-Rio, também é preciso haver um rumo à Arena – disse Fortunati.

Por enquanto, o Caminho do Gol será exclusivo para o Beira-Rio. E em dia de grandes jogos, de finais ou de Gre-Nais. Como ocorreu na Copa, a Borges de Medeiros será enfeitada com bandeirolas dos dois clubes. Para o primeiro Gre-Nal do novo Beira-Rio, em 10 de agosto, pelo Brasileirão, porém, não será possível reativar o projeto. A prefeitura só terá algum custo caso contrate bandas e artistas circenses, como ocorreu no Mundial.

- Estamos sem pernas para retomar o Caminho do Gol agora, em cima da Copa. O Caminho do Gol voltará e será algo permanente em Porto Alegre, mas ainda não temos um prazo definido _ comentou José Fortunati. – Assim que a Avenida Voluntários da Pátria estiver duplicada (o que deverá ocorrer em pouco mais de um ano, pois ainda há desapropriações em andamento), teremos um Caminho do Gol para o Grêmio. No momento, é arriscado montar o projeto rumo à Arena porque a Voluntários está com muito entulho pelo trajeto – justificou o prefeito.

Talvez a grande imagem da mundialista Porto Alegre tenha sido a Borges de Medeiros pintada em laranja e amarelo, quando holandeses e australianos deixaram o Largo Glênio Peres e caminharam ao Beira-Rio _ arrastando milhares de gaúchos e gaúchas, mesmo sem ingresso, só pela festa. Um dos poucos atos de violência registrado foi o assalto de um grupo de argentinos a um brasileiro, que teve ingressos para Argentina e Nigéria roubados no Caminho do Gol. De resto, a convivência foi pacífica.

- Acredito que o grande legado do Caminho foi a convivência entre as torcidas. Acredito que a manutenção deste projeto possa fazer com que as nossas duas grandes torcidas convivam em paz nas ruas outra vez. E até aumente o espeço do adversários nos estádios, em dias de clássicos. Na Copa, pinçamos os barrabravas das ruas. Em Gre-Nais, vamos trabalhar para tirar estas ervas daninhas também. Todos sabem quem eles são e tomaremos estas precauções para a nova etapa do Caminho do Gol – afirmou o prefeito.

Mesmo sem prazo, a retomada do Caminho do Gol ocorrerá caso a dupla Gre-Nal se encontre a partir das oitavas de final da Copa do Brasil ou se o Inter disputar algum jogo para decidir o Brasileirão ou a Copa do Brasil.

- O Caminho do Gol será retomado e ampliado. Tenho certeza que ele é o futuro da pacificação das nossas torcidas e da melhor convivência entre gremistas e colorados – finalizou José Fortunati.

 

Beira-Rio manterá preços dos ingressos para bancar o alto custo do novo estádio

15 de julho de 2014 14

Ricardo Duarte

O Beira-Rio pós-Copa manteve os preços praticados no início do Brasileirão. A direção do Inter alega que o estádio vive um novo momento. Assim, uma partida chamada de Classe A, como a desse domingo à tarde contra o Flamengo, surge como uma das mais caras para a torcida colorada no Brasileirão. A Inferior custará R$ 50 para os sócios e R$ 100 para os torcedores em geral. Já a Superior será vendida por R$ 40 para os associados e a R$ 80 para os não-sócios.
- Há diferenças nos preços dos jogos. Uma partida no domingo à tarde, contra um adversário de massa, tem ingresso mais caro do que uma na quarta-feira à noite contra um clube sem tanta torcida – explica o diretor de administração do Inter, José Amarante. – Não há risco de afastar o torcedor do estádio com os novos preços, pois a qualidade dos jogos mudou. A realidade do Beira-Rio é outra – emenda o dirigente.
O dirigente destaca que os preços serão mantidos e não haverá redução na tabela colorada. Amarante diz que apenas para abrir o novo Beira-Rio para jogos custa R$ 250 mil.
- O Beira-Rio hoje tem um custo quatro vezes superior ao antigo estádio. Uma renda R$ 1 milhão, com impostos, taxas e o cálculo do valor do ingresso para o sócio, nos deixa uma arrecadação de R$ 280 mil – afirma Amarante.
O Inter conta com 102,1 mil sócios em dia, sendo 21 mil deles com direito a ir aos jogos sem ingresso. Os demais 81,1 mil associados necessitam pagar para ir às partidas. A partir de janeiro, o quadro social deixará nos cofres do Beira-Rio uma renda mensal de R$ 6 milhões. Será a segunda maior arrecadação do clube, perdendo apenas para a TV. Hoje, ela é de R$ 5 milhões ao mês.
- Na retomada do Brasileirão, colocaremos 50 mil ingressos à venda. E tenho certeza que o Beira-Rio estará lotado para o clássico contra o Flamengo – finaliza José Amarante.

Quanto custaram os ingressos para Inter 0×1 Grêmio, no Brasileirão de 2012, o último clássico antes de o Beira-Rio fechar para a reforma?
Superior para sócios: R$30
Superior para a torcida em geral: R$60

Os ingressos para Inter x Flamengo, nesse domingo, pelo Brasileirão:
Inferior para sócios: R$ 50
Inferior para a torcida em geral: R$ 100

Superior para sócios: R$ 40
Superior para a torcida em geral: R$ 80

Beira-Rio pós-Copa: Inter vai retirar cadeiras atrás das goleiras, vai liberar locais interditados pela Fifa e estádio terá 50 mil lugares

02 de julho de 2014 20

Ricardo Duarte

A Copa do Mundo em Porto Alegre chegou ao fim. O Beira-Rio, depois de receber os desfiles e golaços de nomes como Messi, Robben, Van Persie, Slimani, Benzema, Schürrle, Musa, Özil, Cahill, Müller, Aguero e companhia, agora, voltará às mãos do Inter. Pouco ficará de legado da Copa no estádio, mas mudanças estão a caminho.

A principal delas talvez seja o projeto de retirar ainda no primeiro turno do Brasileirão as cadeiras atrás dos gols – é possível que esta mudança já ocorra para o Gre-Nal de 10 de agosto. Assim, as torcidas organizadas teriam mais espaço para assistir aos jogos em pé – como ocorre com a Arquibancada Norte da Arena – o que não representará necessariamente redução no valor do ingresso.

- Este foi um pedido dos torcedores, que querem apoiar o time em pé, sem ficar sentados, mas não querem mais subir nas cadeiras, para não quebrá-las – disse a vice-presidente e diretora de patrimônio do Inter, Diana Oliveira. – Mas tudo isto também depende da aprovação dos Bombeiros e da Brigada Militar – acrescentou.

Há diversas questões a serem resolvidas pelo clube ainda. As diversas cadeiras interditadas pela Fifa, devido aos “pontos cegos” (foto abaixo) – com a colocação de um amplo mando verde sobre elas -, que não permitiam total visão do gramado, serão liberadas pelo Inter já para a retomada do Brasileirão em casa, contra o Flamengo, no próximo dia 20 de julho. Mas elas seguirão com problemas.

Leandro Behs

- Na verdade, aquelas cadeiras foram vetadas pela Fifa porque deixavam os torcedores que nelas sentavam com a visibilidade prejudicada. Eles precisavam levantar um pouco para ver melhor. Ponto cego é quando você não enxerga nada – comentou Diana, que seguiu com a explicação:

- A partir de agora, teremos que negociar com a CBF e com a Rede Globo para rebaixar as placas de publicidade, pois são elas que prejudicam a visão dos torcedores que sentam nestes locais que foram interditados. Vamos tratar disto imediatamente, mas não depende apenas de nós – afirmou o vice-presidente colorada.

Com a retomada destas cadeiras (as únicas retiradas em definitivo foram aquelas que ficavam ao lado das cabines de imprensa), mais a redução da área para os jornalistas, o Beira-Rio voltará a ter capacidade para 50 mil torcedores. No período de Copa, poderia abrigar no máximo 43.394 pessoas.

Uma questão sem solução é a chuva nas primeiras fileiras de cadeiras. Diana Oliveira argumenta que não há o que fazer com relação a isto. A arquitetura do novo Beira-Rio não permite cobrir todas as arquibancadas. Na decisão as oitavas de final, entre Alemanha e Argélia (foto abaixo), os voluntários precisaram secar até a 10ª fileira de cadeiras, que estavam molhadas por causa da chuva e do vento.

Leandro Behs

- Não há o que fazer com relação a isto, seguirá chovendo em algumas cadeiras e também na área dos cadeirantes, que ficam próximos ao gramado. Em dias de chuva, os cadeirantes que quiserem serão realocados para a superior e para as cadeiras Vip. Uma chuva forte com vento pode molhar toda a inferior – afirmou Diana.

Na próxima semana, o Inter receberá os “carrinho de luz” que foram importados da Suécia, a fim de preservar o gramado do estádio durante o inverno. Há um ponto no Beira-Rio, na área do escanteio, em frente à antiga social, onde a cobertura não permite a chegada dos raios de sol. Os carrinhos já passarão a ser utilizados na semana que vem. O clube ainda recebeu do COL (Comitê Organizador Local) máquinas e tanques de gelo para o tratamento dos jogadores após as partidas, que permanecerão instalados nos dois vestiários. Além disso, no local onde estavam as estruturas temporárias, o Inter voltará a contar com estacionamento – como ocorria antigamente, em parceria com a EPTC.

- Além da visibilidade que o Beira-Rio teve com a Copa, o Mundial nos deixou uma experiência profissional espetacular. Em termos de complexidade, a obra do Beira-Rio já atingiu o seu pico. Algo que ainda vamos conversar com a Prefeitura é a retomada do Caminho do Gol (uma linha reta, do Mercado Público, via Borges de Medeiros até o Beira-Rio) para dias de grandes jogos – concluiu Diana Oliveira.