Leandro Behs e Leonardo Oliveira
Após nove temporadas e 11 títulos no Inter, entre eles duas Libertadores, Bolívar (na foto, ao lado de seu empresário, Neco Cirne) deixou o clube por volta do meio-dia dessa quinta-feira, quando assinou a rescisão de contrato. Nos próximos dias, ele deve definir seu futuro. Palmeiras, Cruzeiro e Sport demonstraram interesse. Mas há ainda a possibilidade de parar no Grêmio, onde começou a carreira. Não se pode descartar.
Cuidadoso com as palavras, o zagueiro evita polêmicas ou críticas. Mas deixa transparecer a tristeza por deixar o clube dessa forma:
- Tenho toda uma história no Inter, mas, quando se encerra um ciclo, é preciso buscar novos ares.
Dupla Explosiva - Como está se sentindo depois de encerrar um ciclo de nove temporadas no Inter?
Bolívar - Um pouco triste, pela história, pelos títulos e pelos amigos que conquistei aqui. Não sou eu que mando e quem manda acha que o meu ciclo se encerrou. Joguei quase minha vida toda aqui. Fico triste, mas não vou abaixar a cabeça. Tenho mais cinco ou seis anos de carreira pela frente.
DE - Você poderá jogar a Libertadores?
Bolívar - Acredito que sim. A minha imagem é muito positiva, sou um cara muito profissional, vou torcer para buscar novos rumos e objetivos na carreira.
DE - E você jogaria no Grêmio?
Bolívar - Tenho toda uma história no Inter, mas, quando se encerra um ciclo, é preciso buscar novos ares. Tenho que procurar um novo clube e há interessados. Meu ciclo se encerrou, só tenho que agradecer tudo que o Inter me proporcionou.
DE - Qual a sua versão sobre o seu afastamento do Inter, quando Fernandão disse que você se negou a concentrar e ficar no banco diante do Corinthians (Juan teve uma indisposição na véspera e foi retirado da partida)?
Bolívar - Tenho nove temporadas e 11 títulos no Inter. Nunca faltei a treinos ou deixei de jogar nem concentrar ou coisa parecida. Contra a Ponte Preta (em 11 de novembro, pela 33ª rodada do Brasileirão), não havia zagueiros, e eu estava havia 17 jogos sem atuar. Logo, seria muito fácil, como muitos, não aqui no Inter, "sentir uma lesão", e não ir para uma partida dura como aquela, colocando o meu nome em risco. Foi ao contrário: eu pedi ao Fernandão para jogar. Quando saí do time, o Inter tinha a terceira defesa menos vazada do campeonato. Quem está no futebol costuma cuidar isso. No jogo que o Fernandão disse que me neguei a concentrar, eu já estava viajando. Estava em Santa Cruz do Sul, não me neguei. Foi muito fácil para ele falar aquilo e tirar a questão da derrota. Mas coloquei uma pedra nisso. Sempre fui muito profissional. Cada um dá a sua versão.
* A entrevista completa você lê em Zero Hora.










