
Neste sábado, 59.801 associados do Inter terão o direito de votar para a renovação de 150 cadeiras do Conselho Deliberativo do Inter. Desses, 10.079 são sócios que votarão pela internet e que estão distribuídos por 17 países. A eleição ganhou maior repercussão a partir da reeleição de Giovanni Luigi em primeiro turno, quando os sete movimentos de situação, donos da maioria do Conselho, asseguraram a eleição indireta do presidente, sem que o sócio pudesse votar. A partir daí, os grupos de oposição passaram a se mobilizar ainda mais, transformando a renovação do Conselho em uma espécie de segundo turno da eleição presidencial. Enquanto a situação busca recuperar a imagem junto ao associado, apresentando Dunga e Paulo Paixão no comando da equipe em 2013, a oposição (sobretudo a liderada por Vitorio Piffero) mantém o discurso da necessidade de tirar o grupo de Luigi do comando do Conselho e de alterar o estatuto do clube, a fim de reduzir a cláusula da barreira para a eleição presidencial de 2014, dos atuais 25% para 15%.
As chapas:
Chapa 1 - Inter Vencedor
A chapa da situação engloba os sete movimentos que reelegeram Giovanni Luigi. No discurso do grupo, a necessidade de o presidente seguir contando com o apoio maciço do Conselho Deliberativo, além de ser o movimento de Fernando Carvalho. O movimento apostará ainda no discurso que Luigi sempre levou questões relevantes do clube para o debate no Conselho. A primeira candidata da lista da Chapa 1 é Dulce Ballvé, viúva do presidente tricampeão brasileiro, Frederico Arnaldo Ballvé.
Chapa 2 - Diretas Sempre. Lopes e Piffero
Cisão dos movimentos situacionistas, esse grupo forma a mais contundente oposição à gestão. Com Luís Antonio Lopes, candidato a presidente, e Vitorio Piffero como o seu vice de futebol, o movimento era tido como o principal concorrente à reeleição de Luigi, mas sequer venceu a cláusula de barreira. Agora, busca obter pelo menos 50% dos votos à renovação do Conselho e, assim, garantir votos suficientes para passar ao segundo turno, junto ao sócio, na eleição presidencial de 2014. O número um da sua chapa é o presidente da FGF, Francisco Novelletto.
Chapa 3 - Convergência Colorada
Mais tradicional movimento de oposição do Inter, o Convergência Colorada perdeu cadeiras no último biênio devido a um racha no grupo. Agora, tenta recuperar ao menos parte de seus votos no Conselho. O grupo projeta obter pelo menos 30% dos votos válidos. Seguirá com os seus projetos de gestão e, assim como a Chapa 2, vai sugerir a redução da cláusula de barreira para a próxima eleição presidencial. João Patrício Herrmann é o primeiro candidato da chapa.
Chapa 4 - O Povo do Clube
Criado por associados da comunidade do Inter no Orkut, o grupo não conta com conselheiros e tampouco é ligado a algum movimento político do clube. Denominados independentes, eles já contam com 700 associados em sua página no Facebook. No projeto do grupo está a eleição de pelo menos 23 conselheiros para que haja maior ligação entre o "sentimento" da arquibancada com o Conselho.
Chapa 5 - Movimento Vermelho
Outro movimento independente e surgido através de associados que se conheceram pela internet. Formado por professores e por profissionais liberais, com idades entre 25 anos e 35 anos, o grupo pretende eleger representantes para aproximar mais os sócios do Conselho Deliberativo. Eles entendem que o Conselho é, hoje, algo hermético e os torcedores acabam não tendo acesso às coisas que ocorrem no clube.
Chapa 6 - Acorda, Conselho
Movimento que conta com um conselheiro, Tiago Issa, e com o apoio do ex-presidente Fernando Miranda. O grupo defende a total independência dos conselheiros, sobretudo para acabar com os "votos em bloco", que eles alegam ocorrer hoje no Conselho. O grupo defende ainda a mudança no estatuto do clube. E, nesse ponto, defendem, por exemplo, o estabelecimento de um limite para a reeleição de presidentes. O curioso nome da chapa, segundo Issa, é para que os conselheiros estejam atentos ao clube, pois, hoje, estariam "dormindo".