Fica nas mãos de Vanderlei Luxemburgo a decisão de escalar Barcos contra o Novo Hamburgo, domingo. De acordo com o diagnóstico médico, o jogador exibe plena condição de atuar, apesar das fortes reclamações de dores nas costelas. Sem fratura, o centroavante inicia hoje o tratamento chamado de analgesia intercostal, que interrompe a sensação de desconforto.
Ontem, ao analisar as imagens da ressonância realizada por Barcos no Hospital Mãe de Deus, o diretor do Instituto de Medicina do Grêmio, Alberto Kaemmerer, detectou um pequeno edema na membrana que envolve as costelas. Um problema que, conforme sua avaliação, não impede o argentino de treinar, nem é justificativa para uma queda de rendimento em campo.
- Não se deve maximizar um trauma torácico a ponto de dizer que ele interfere em campo. A dor é forte, mas não se pode supervalorizá-la - entende Kaemmerer, cirurgião torácico com doutorado em doenças respiratórias.
Problema grave, conforme o médico, seria uma lesão na pleura ou no pulmão, o que não é o caso. Assim, o tratamento será feito com a aplicação de anestésico, com uma agulha, diretamente no nervo que encobre a costela atingida. Medicado, o jogador deixa de exercer o mecanismo de defesa natural que é contrair a musculatura para evitar a dor.
O efeito do anestésico é de seis horas. Não está descartado que as sessões se repitam no fim de semana. Ou seja, Barcos poderá receber a medicação no início da tarde de domingo e atuar com normalidade em Novo Hamburgo. Kaemmerer projeta que a lesão esteja curada antes da viagem para o Chile, segunda-feira.
Ontem, após a ressonância, Barcos ainda retornou ao Olímpico. Exibia um semblante de preocupação e a todo momento colocava a mão na altura das costelas.
Também era esse o quadro depois do jogo contra o Fluminense, quarta-feira. Cercado por jornalistas, ele reclamava do fato de ter seus movimentos limitados em campo e do temor de um choque com os marcadores. Chegou a dizer que pediria para não ser escalado.
A lesão ocorreu dia 28 de março, na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro. Nas três partidas subsequentes _ Passo Fundo, Cerâmica e Fluminense _, Barcos só ficou fora da primeira. Nas outras duas, foi substituído.

















