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Posts com a tag "Gauchão"

Todos os homens de Aguirre (ou Inter é pentacampeão gaúcho com rodízio de jogadores)

03 de maio de 2015 2

Diego Vara

Como se molda um time campeão? O Inter de Diego Aguirre foi construído sob a desconfiança. Dos medalhões contratados para o início da temporada, nenhum deles começou o Gre-nal do título. Dois deles estavam no banco: Lisandro López e Nico Freitas. Mas, sobretudo, entre os titulares estavam seis jogadores da base, que abriram a temporada sentados na casamata, esperando a vez como suplentes dos reservas ou ainda no sub-23: William, Alan Costa, Geferson, Rodrigo Dourado, Sasha e Valdívia – há ainda Alisson, que terminou 2014 como titular, e Nilmar, que saiu das categorias inferiores do Inter quando Aguirre estava em seu último ano como atacante profissional.

- Eles (os guris da base) jogaram porque eram os melhores que eu tinha. Não dou preferência para ninguém. Isto não é importante (ser da base ou ser medalhão). Precisamos dos jovens, dos jogadores mais velhos, de todos. Com tantas competições que teremos pela frente, é bom eles saberem que não vão jogar sempre. Assim, dão tudo no dia a dia para ganhar um lugar no time – declarou Aguirre.

O técnico seguiu com os elogios aos time e disse:

- O Inter joga um futebol moderno. O que jogamos na primeira parte foi espetacular. Imprimimos um ritmo de jogo que passou por cima do adversário. Depois sofremos, é verdade. Mas tentamos fazer um time mais veloz a cada dia, a cada treino. No jogo do Chile (Universidad de Chile 0×4 Inter) mostramos uma dinâmica que foi muito boa. Os jogadores acreditam na proposta e fazem o possível para que tudo dê certo. Também havia dúvidas sobre a nossa preparação física. É algo normal, mas passamos por cima de muitos times.

Aguirre criou, a partir deste Gauchão, um sistema de carrossel no Inter: com 33 jogadores tendo atuado no Estadual. Este esquema foi vingando porque o técnico insistiu em fortalecer a equipe na Libertadores, descansando os até então titulares de começo de ano, colocando no regional uma formação até então alternativa. O rodízio deu certo. E foi assim que o pentacampeonato gaúcho foi sendo construído – até ontem, o último pentacampeão no Rio Grande do Sul havia sido mo Grêmio, de 1985 a 1989.

- Espero que com a mesma intensidade das críticas venham os elogios. Foi espetacular, pela torcida, pelo time, pelo grupo – desabafou Diego Aguirre. _ Continuamos acreditando, sem mudar as nossas convicções – acrescentou.

O técnico uruguaio, de 49 anos e fala sempre serena, quebrou uma regra que durava no Inter há mais de seis décadas: a de que um treinador estrangeiro não vingava no clube. O último gringo a se sagrar campeão com os colorados havia sido o argentino Alfredo Gonzáles, que conquistou o Gauchão de 1950.
- Parabenizei a todos os meus jogadores antes da partida, pois estavam todos os 30 lá (o 33° é Fabrício, negociado ao Cruzeiro). Isto dá força e, ali, senti que merecíamos ser campeões – afirmou o treinador uruguaio.

Inter sofre muito, mas, ao final, elimina o Cruzeiro nas penalidades e avança à semi do Gauchão

09 de abril de 2015 2

Fernando Gomes

O Inter está na semifinal do Gauchão. Com uma reação no segundo tempo, o Inter tirou uma desvantagem de 2 a 0 para o Cruzeiro, empatou a partida em 2 a 2, com dois gols do argentino Lisandro López e, na decisão por pênaltis, venceu por 3 a 1. No sábado, a equipe de Diego Aguirre iniciará o mata-mata das semifinais contra o Brasil-Pel, com o jogo de ida em Rio Grande.

Inter e Cruzeiro fizeram uma partida eletrizante no Beira-Rio. Nos primeiros minutos, com ataques de lado a lado, o visitante não se mostrou tímido ou incomodado com os afamados jogadores do time de Diego Aguirre. Apesar do volume dos dois ataques, as conclusões deixavam a desejar. O palco para o show de Roberto Carlos, nesse sábado, montado atrás da goleira do antigo placar, foi alvo de alguns chutes colorados no primeiro tempo.
A partir dos 20 minutos, o Inter começou a se impor em campo. As jogadas de William pela ponta, combinando ora com Jorge Henrique, ora com Valdívia, eram sempre as mais agudas e perigosas. Aos 25 minutos, William bateu cruzado e Bruno Grassi defendeu. No minuto seguinte, Valdívia tirou de Grassi e Sasha se esticou todo para empurrar a bola para o gol, mas ela escapou à direita.
Por vezes, o Cruzeiro conseguia deixar o campo defensivo e atacar. Aos 30, porém, foi surpreendido em um contra-ataque. D’Alessandro lançou Nilmar, que bateu na pequena área, Laerte salvou para trás, onde estava Ernando, que só não fez o gol porque Grassi uma vez mais salvou a equipe azul.
Apesar da superioridade do Inter, o Cruzeiro foi ao ataque e marcou. Aos 38 minutos, Paraná bateu de fora da área, Alisson não conseguiu segurar e a bola saiu a escanteio. Na sequência, a defesa não conseguiu afastar a bola, que sobrou para Matheus bater de fora da área e deixar Alisson sem reação.
O 1 a 0 do Cruzeiro causou espanto no Beira-Rio. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Inter se atirou ao ataque e ainda conseguiu duas finalizações, com uma delas parando uma vez mais nas mãos de Bruno Grassi.
O Inter voltou do intervalo para o segundo tempo se atirando para o ataque. De qualquer maneira. Resultado? Mais um gol do Cruzeiro. Em uma rápida escapada pela esquerda, o visitante encontrou a defesa colorada desarrumada, Matheus cruzou para a área, onde Wesley subiu às costas de Geferson para fazer o 2 a 0.
O Beira-Rio entrava em choque pela segunda vez na noite, afinal, o elenco de R$ 165 mil mensais poderia eliminar o de quase R$ 11 milhões ao mês. Aos 13 minutos, para aumentar o drama colorado, D’Alessandro teve um pênalti para fazer o Inter reagir. Mas ele cobrou para fora. O Inter não tinha alternativa a não ser atacar. Lisandro López foi a campo e deu nova vida ao time. Foi ele quem chutou a bola para André Ribeiro cometer o seu segundo pênalti – e acabar expulso. Lisandro bateu a penalidade, marcou o seu primeiro gol com a camisa do Inter, e descontou.
O 2 a 1 fez com que o time de Aguirre se jogasse de vez para dentro da área do Cruzeiro. E, quatro minutos depois, Lisandro López fez mais um, aparando um desvio de Dourado, após cobrança de escanteio de D’Alessandro. Vinte e dois dias depois de passar por uma artroscopia no joelho, o atacante argentino voltou para comandar a reação colorada.
Nos minutos finais, o Cruzeiro ainda tentou retomar o ataque. Dourado foi expulso, ao evitar um contra-ataque. William e Lisandro por pouco não viraram a partida, mas ambos pararam em Grassi. A decisão foi para os pênaltis.
Nas cobranças, D’Alessandro, Lisandro López e Juan marcaram para o Inter – e Rafael Moura errou. Enquanto que Laerte, Rodrigo Heffner e Benhur desperdiçaram as suas cobranças – Jefferson converteu. O Inter sofreu muito na noite de outono no Beira-Rio, mas se classificou.

Inter bate Avenida por magro 1 a 0 e ainda parece distante de apresentar um jogo sólido em 2015

25 de março de 2015 7

Fernando Gomes

O Inter venceu o Avenida no Beira-Rio. Por 1 a 0 e com boa dose de dificuldade. Ganhou a sétima no Gauchão, mas, assim como nos outros 15 jogos da temporada, segue sem apresentar um futebol sólido ou um jogo convincente. O técnico Diego Aguirre admite que a equipe ainda não deu liga. Assegura, porém, desconhecer os motivos pelos quais o seu time não encorpou em 2015.

- Estou esperando que o Inter jogue mais, não tenho uma razão, mentiria para vocês. Não gostei do espetáculo – disse Aguirre, questionado sobre a falta de um bom desempenho do Inter. – No futebol, o que pode acontecer é um time demorar um pouco para aparecer. Mas a minha confiança é total que o Inter vai aparecer na hora certa. O tempo dirá – emendou o técnico uruguaio.

Diego Aguirre repetiu que o esquema 3-5-2 não é definitivo. Mas acredita ter sido o que melhor se adapta às características dos jogadores colorados. Lembrou que em duas semanas terão início os jogos decisivos no Estadual, além da retomada da Libertadores.

- Temos que tentar encontrar uma regularidade. Todos queremos que o Inter jogue mais, que dê certo. Em 15 dias, começaremos a ter jogos decisivos. Prefiro arrumar o time ganhando. Tirei muitas conclusões desde o início do trabalho – argumentou o treinador.

De volta ao 3-5-2, o Inter dominou o primeiro tempo. Apesar de ter a iniciativa do jogo, não tinha a contundência necessária para marcar. Alex, com boa movimentação, acertou a trave, aos quatro minutos, em cobrança de falta. Na noite em que completou 33 anos, Alex ainda deixou Taiberson cara a cara com Villar, mas o goleiro fez uma arrojada defesa.

Se o Avenida mal conseguia passar da intermediária, a lentidão do Inter não permitia surpreender a defesa de Santa Cruz do Sul em contra-ataques. Paulinho, com um chute cruzado de fácil defesa de Alisson, aos 29 minutos, marcou o primeiro arremate do Avenida a gol. Na sequência, um pouco de emoção no jogo: Nilton concluiu, e Villa defendeu. Logo em seguida, na cobrança de escanteio, Nilton cabeceou e Michel tirou quase de dentro do gol.

Aos 34 minutos, Taiberson, lesionado, deu lugar a D’Alessandro, que não atuava desde 4 de março, quando se contundiu na vitória sobre o Emelec, no Beira-Rio, pela Libertadores. Com dois armadores, Alex e D’Alessandro, o Inter ficou mais insinuante. E, aos 41 minutos, fez 1 a 0, após cobrança de escanteio, desvio de cabeça de Nico Freitas e novo cabeceio, agora de Juan, empurrando para o gol. O primeiro tempo chegou ao fim com o Inter cumprindo a sua obrigação de vencer.
No segundo tempo, o que se viu foi um Avenida atrevido, chegando com alguma facilidade à área. Alisson fez pelo menos duas defesas difíceis para garantir a vitória.
O Inter terminou o jogo acuado em casa.

Diego Aguirre aposta que o tempo mostrará um Inter pronto para as finais do Gauchão e das fases decisivas da Libertadores. Mas, até agora, o que se vê é uma equipe distante deste otimismo demonstrado pelo treinador uruguaio.

Na estreia do 3-5-2, Lisandro López e Sasha foram os destaques de Inter 3x0 Aimoré

11 de março de 2015 1

Fernando Gomes

Contra o Aimoré, o técnico Diego Aguirre utilizou pela primeira vez o esquema 3-5-2. O sistema de jogo deverá ser colocado em prática também na próxima quarta-feira, contra o Emelec, no Equador, pela Libertadores. Na primeira amostragem, sucesso. O sistema defensivo quase não foi pressionado e os colorados conseguiram se impor no ataque. Na vitória por 3 a 0, Diego Rocha (contra), Sasha e Fabrício marcaram os gols. O atacante argentino Lisandro López teve boa participação e só saiu por cansaço. Confira as notas para os jogadores do Inter:

Por Alexandre Ernst

Alisson
Assistiu à partida
5

Ernando
Por vezes, atuou como um falso lateral. Perigoso pelo alto
7

Juan
Como homem de sobra, a experiência faz a diferença
6

Réver
Assanhado no ataque e efetivo na defesa. Melhor partida com a camisa do Inter
7

Léo
Premiado com um gol contra em um dos poucos cruzamentos que fez pela direita
6

Nico Freitas
Forte na marcação, ainda que o Aimoré pouco tenha assustado
6

Nilton
Falta qualidade para ser o homem da saída de bola, mas é firme na marcação
6

Alex
Único armador, um primeiro tempo tímido. Destacou-se na etapa final
7

Fabrício
Apareceu algumas vezes dentro da área, como elemento-surpresa
6

Eduardo Sasha
Com um companheiro no ataque, cresceu. Marcou um belo gol
8

Lisandro López
Brigador, participativo e veloz. Nem parece que veio do futebol do Catar
8

Vitinho
Entrou com vontade em um jogo que já estava definido
5

Jorge Henrique
Surge como boa opção pela direita
5

Alisson Farias
Um potente chute de fora da área e boa movimentação
6

Pela Libertadores, Inter tenta se reinventar na temporada

10 de março de 2015 1

Lauro Alves

O primeiro reflexo da derrota do Inter para o Juventude foi visto ontem à tarde, no CT Parque Gigante: o sistema tático mudou. Diego Aguirre deixou de lado o 4-2-3-1 e adotou o 3-5-2. A preparação não visa somente ao jogo de amanhã, contra o Aimoré, no Beira-Rio. Aguirre está de olho no Emelec. No dia 18, ele não poderá ser derrotado na cidade de Manta, caso contrário, pode se complicar no Grupo 4 – além de ter a sua sequência no clube interrompida.
Em seu primeiro 3-5-2, o técnico deverá escalar o time com Alisson; Alan Costa, Réver e Ernando; Léo, Nico Freitas, Nilton, Alex e Fabrício; Sasha e Vitinho. No treino, Aguirre posicionou apenas os alas, meias e atacantes. Os Alan Costa e Réver ficaram no time adversário – enquanto Ernando, que atuou os 90 minutos no Alfredo Jaconi, realizou apenas corridas.

Nico e Nilton ficaram responsáveis pela saída de bola desde o meio-campo. Ora com Alex – este mais próximo aos atacantes, Sasha e Vitinho -, ora com os novos alas, Léo e Fabrício. Três titulares, porém, estão fora, todos por lesão: D’Alessandro, Aránguiz e Nilmar. E ainda há Anderson, também em recuperação. Aguirre terá duas partidas para fazer com que a alteração de esquema de jogo dê certo, antes de embarcar para o Equador. Depois de receber o Aimoré, em casa, o Inter terá um difícil compromisso em Pelotas, contra o líder do Gauchão, o Brasil, na Boca do Lobo – uma vez que o Estádio Bento Freitas segue interditado.
na noite de domingo, após a derrota em Caxias do Sul, Diego Aguirre foi ao programa Bate Bola, da TV Com, fez um mea culpa pela falta de bom futebol do clube e confirmou a mudança na configuração da equipe.

- É possível que, fora de casa, adotemos um modelo de jogo com maiores precauções. Com os zagueiros que o Inter tem, o 3-5-2 é uma possibilidade real. Não estou de braços cruzados. Preciso fazer algo diferente do que tem sido feito – disse o treinador. – Ainda não temos um time. Mas o Inter voltará a ser o Inter – prometeu Aguirre.

Com os três zagueiros do 3-5-2, apenas um volante costuma ser utilizado no meio-campo. Assim, quando Aránguiz retornar ao time, possivelmente entrará na vaga do uruguaio Nico Freitas, e atuará como meia – deixando Nilton com a função de marcação. D’Alessandro deve ficar com a posição de Alex, enquanto Nilmar tem tudo para colocar Vitinho na reserva.

- Às vezes, é preciso mudar. Porque todas as equipes mudam, todas as equipes são diferentes – comentou Nico Freitas. – Aguirre é inteligente para saber como o Inter tem que jogar. E, nós, teremos que desempenhar o que ele pedir – acrescentou o volante, ao comentar a mudança de sistema.
Vice-campeão da Libertadores com o Peñarol de 2011, treinado por Diego Aguirre, o volante entende que a partida no Equador não definirá o destino colorado na Libertadores.

- O jogo contra o Emelec não decidirá nada, ainda restarão mais dois jogos (contra Universidad, em Santiago, e contra The Strongest, no Beira-Rio). Mas, ainda assim, precisamos vencê-los fora de casa – afirmou o volante.
O Inter tenta se reinventar na temporada. E encontrar um padrão de jogo em 2015. A mudança poderá começar a partir de amanhã.

O provável Inter, no 3-5-2, para enfrentar o Aimoré, amanhã, às 19h30min, no Beira-Rio: Alisson; Alan Costa, Réver e Ernando; Léo, Nico Freitas, Nilton, Alex e Fabrício; Sasha e Vitinho.

Cotação: As notas para a (sofrida) primeira vitória do Inter em 2015

07 de fevereiro de 2015 10

Lauro Alves

Muriel
Salvou o Inter em pelo menos dois momentos. Nota 7

Léo
Teve espaços para avançar. Poderia ter colaborado mais com o ataque. Nota 5

Alan Costa
Está pedindo passagem para o time titular. Um paredão dentro da área. Nota 8

Réver
Ainda precisará buscar muito ritmo de jogo. Perdeu o duelo contra Leandrão. Nota 5

Alan Ruschel
Alguma dificuldade inicial com os avanços de Magrão e de Leandrão. Nota 6

Bertotto
Parecia inseguro com os avanços do Novo Hamburgo. Melhor no segundo tempo. Nota 5

Rodrigo Dourado
Outro que ficou sobrecarregado com a falta de marcação no meio-campo. Nota 5

Alex
Cresceu com as entradas de Nilmar e de Vitinho. Frieza ao marcar de pênalti. Nota 7

Valdívia
Correu para todos os lados na tentativa de organizar o ataque. Nota 6

Martín Luque
Começou bem, animado, arisco e dando piques. Mas errou muitos passes e cruzamentos. Nota 5

Rafael Moura
Sofreu o pênalti. E só. Nota 6

Vitinho
Depois que dá o primeiro toque na bola, só é parado a pancadas. Nota 7

Nilmar
Ainda parece um tanto distante do velho Nilmar. Nota 5

Alisson Farias
Entrou no final. Sem nota

Diretor do Inter garante time titular contra o Lajeadense: "Vale taça e queremos iniciar o ano sendo campeões"

23 de janeiro de 2015 0

Diego Vara

O Inter de Diego Aguirre estreará com força máxima no Gauchão, em 1° de fevereiro, contra o Lajeadense, na Arena Alviazul. Não apenas para dar corrida à nova equipe, mas, principalmente, porque haverá um título em disputa: a Recopa Gaúcha.
Criada no ano passado pela Federação Gaúcha de Futebol, o torneio que reúne em jogo único o campeão estadual e o campeão da Super Copa Gaúcha.
- Iremos a Lajeado com o time titular. Vale taça e queremos iniciar o ano sendo campeões – disse o diretor de futebol do Inter Carlos Pellegrini.
Depois de enfrentar Juventude e Shakhtar Donetsk, em amistosos preparatórios, o Lajeadense será o terceiro adversário do Inter em 2015. O primeiro em um jogo oficial. No ano passado, o Inter mandou o time sub-23 à Boca do Lobo decidir a Recopa Gaúcha. E acabou perdendo por 3 a 2. De virada. Quatro jogadores do elenco atual estavam naquele jogo: o goleiro Alisson, o lateral Cláudio Winck e os volantes Rodrigo Dourado e Bertotto.
- Queremos conquistar a Recopa Gaúcha e largar bem no Estadual. Depois, conforme a estreia na Libertadores estiver se aproximando, aí trataremos de preservar ou não alguns titulares – comentou Pellegrini.

Com goleada de 4 a 1 sobre o Grêmio, Inter conquista o tetracampeonato gaúcho

13 de abril de 2014 23

Mauro Vieira

Foi com uma goleada histórica sobre o Grêmio que o Inter conquistou o tetracampeonato gaúcho. Os 4 a 1 do Inter sobre o Grêmio no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, confirmaram a superioridade que havia sido construída pelo time de Abel Braga ainda na Arena. No placar agregado das finais, Inter 6×2. Mesmo sem poder atuar no Beira-Rio, o Inter teve uma conquista irretocável em 2014.

Obrigado a vencer para ser campeão, o Grêmio foi ao ataque logo no primeiro minuto. Com velocidade, a primeira subida gremista só não terminou em gol porque Pará bateu mal, para fora. O Inter logo respondeu e, ainda que tenha não tenha sido tão agressivo em seus primeiros movimentos, manteve a bola no campo do adversário – o que era fundamental para quem jogava pelo 0 a 0 para conquistar o tetracampeonato.

Sem Luan, lesionado, o time de Enderson Moreira tinha Dudu como o seu velocista. E que encontrava alguma liberdade para avançar até a entrada da área colorada. D’Alessandro quase perdeu a voz de tanto cobrar melhor marcação de seu meio-campo. Até os 18 minutos, só o Grêmio atacava. O meio-campo colorado não conseguia reter a bola e também apresentava problemas na marcação. Já o Grêmio chegava, mas concluía mal.

O Inter conseguiu equilibrar as ações, mas, mesmo assim, as chegadas mais agudas pertenciam ao Grêmio. Aos 23, um bombardeio azul por pouco não terminou em gol, após um lance digno de pinogol, com chutes, rebotes e mais chutes. Aos 26, porém, o Gre-Nal mudou completamente. Rafael Moura foi lançado contra Werley e contra Rhodolfo. O atacante foi para cima de Werley, que perdeu o controle da bola. Dentro da área, Moura tentou dominar e Werley conseguiu chutar a bola, porém, nos pés de D’Alessandro, que dominou e bateu deixando Marcelo Grohe quase sem reação.

O 1 a 0 aumentou a vantagem do Inter na final e deu maior confiança à equipe de Abel Braga. Após uma triangulação, aos gritos de “olé” das arquibancadas vermelhas, Edinho parou Aránguiz com um carrinho violento. Recebeu o cartão amarelo e gerou o primeiro empurra-empurra coletivo do clássico. Barcos tentou reagir. Bateu da entrada da área e Dida espalmou. Depois, Barcos bateu cruzado e Paulão se atirou de carrinho na bola, evitando que ela chegasse ao gol.

No intervalo, a diferença de ânimo era notória entre as duas equipes. Enquanto os jogadores do Grêmio deixavam o campo sem dar entrevistas, os do Inter analisavam o clássico.
- Quando encaixamos a marcação, equilibramos o jogo. Acabamos bem o primeiro tempo – comentou D’Alessandro.

Com a necessidade de virar o Gre-Nal, o Grêmio voltou para o segundo tempo sem Edinho e com o uruguaio Maxi Rodríguez. Não adiantou. O precisou de quatro minutos para fazer 2 a 0. Aránguiz recebeu na área, rolou para Alan Patrick, que bateu a gol. Antes que a bola chegasse às mãos de Marcelo Grohe, Alex surgiu completamente desmarcado e desviou para as redes.

Enderson Moreira tem grande culpa no que estava por vir. O Inter trocava passes e, das arquibancadas rugia um grito de olé em uníssono. Talvez perturbado com o que acontecia em campo, Dudu saiu desesperado atrás de D’Alessandro e cometeu pênalti. O camisa 10 permitiu que Alan Patrick fuzilasse Grohe e marcasse 3 a 0 na cobrança. O Centenário era vermelho. Enquanto reclamava qualquer coisa com a arbitragem, Enderson viu Alan Patrick encontrar Alex invadindo a área uma vez mais. O camisa 12 recebeu na corrida, deixou Marcelo Grohe sentado e chutou para aumentar a goleada. A melhor zaga da Libertadores era pulverizada na final do Gauchão – enquanto torcedores do Grêmio atiravam rojões para dentro do campo.

Léo gago foi a campo após o quarto gol. Entrou no lugar de Alán Ruiz. E cresceu em campo. Aos 21, Dudu deu um drible espetacular em Alex, bateu a gol e viu Ernando marcar contra. O Grêmio tentava diminuir o vexame. O gol de honra reenergizou o Grêmio, enquanto o Inter se contentou com os contra-ataques. Pará e Willians trocaram empurrões e acabaram expulsos, dando ainda mais cara de Gre-Nal ao clássico.

O apito final de Márcio Chagas foi o anúncio para a sequência da festa colorada e surgiu como um alívio para os gremistas. O Gauchão premiou a melhor campanha geral, viu uma surpreendente goleada em Caxias do Sul e uma vez mais D’Alessandro erguendo um troféu.

Segue o mistério para o Gre-Nal: Giovanni Luigi assegura a entrega de laudos aos bombeiros, mas admite risco de segurança com o entorno do Beira-Rio em obras

09 de abril de 2014 12

Tadeu Vilani

Mesmo que já tenha pedido o Estádio Centenário ao Caxias, o Inter ainda se esforça para jogar a decisão do Gauchão no Beira-Rio. Segundo o presidente Giovanni Luigi, que há pouco falou ao programa Sala de Redação da Rádio Gaúcha, os quatro laudos exigidos pelos bombeiros para a liberação do estádio serão entregues ainda nesta quarta-feira. Com isso, Luigi espera que o Ministério Público autorize a utilização do Beira-Rio para o clássico de domingo.
- Nós temos os laudos, juramentados, mas tem que ter um engenheiro daqui que os valide. O material é importado e, por isso, é necessário que um engenheiro brasileiro os valide. Estavam querendo nos cobrar R$ 25 mil por laudo, o que me recusei a pagar. Agora, estamos vendo com engenheiros colorados, que deverão juramentar os laudos de graça, e viabilizá-los ao Ministério Público – disse Luigi. – Já as portas, que dão acesso aos túneis (saídas de emergência), o Inter se prontifica até a retirá-las. Seria uma pena, mas nos prontificaremos, se necessário – acrescentou o dirigente colorado.
Apesar da tentativa de apresentar os laudos aos bombeiros e ao MP, Giovanni Luigi admite que o entorno do Beira-Rio, ainda em obras, representa um sério risco à segurança do clássico. Ainda assim, o presidente admite a possibilidade de ingressar na Justiça, com pedido de liminar para jogar o Gre-Nal no Beira-Rio.
- Existe a preocupação da Brigada Militar. Temos na rua A, máquinas, canos de concreto e uma série de questões. Na Padre Cacique, também. A obra não está concluída e há um risco iminente. Na rua B, também. Aquele posto de gasolina, que está sendo retirado. A empresa que está limpando a área até conseguiria tirar esse material, mas o que está na rua B difícil. Estou avaliando com o departamento jurídico entrar na Justiça e pedir uma liminar. Não é insubordinação, mas buscamos uma liberação mostrando que é possível fazer o jogo no Beira-Rio. O maior problema é na saída do estádio, de os torcedores se armarem e criarem algum problema – concluiu Giovanni Luigi.
Em tempo: o presidente do caxias, Nelson Reche Filho, declarou que o Inter pediu o Estádio Centenário para o clássico, às 10h dessa quarta-feira. O Caxias, inclusive, já está pronto para passar a administração de seu estádio ao Inter para o início da venda de ingressos para a final do Gauchão.

Luiz Armando Vaz

Gre-Nal 401: O desejo secreto de D'Alessandro

07 de abril de 2014 5

Bruno Alencastro

Se D’Alessandro ainda precisava de mais alguma grande atuação para ser eternizado no Inter, ela veio na partida de reinauguração do Beira-Rio. Com dois gols em 14 minutos, o camisa 10 construiu a vitória colorada sobre o Peñarol. No sábado, ele foi um dos mestres de cerimônia da abertura de Os Protagonistas, ao lado de outros dois totens do clube: Figueroa e Fernandão. Após a vitória sobre os uruguaios, D’Alessandro deflagrou a mobilização para a final do Gauchão, com o Gre-Nal de domingo, no Beira-Rio, ainda que não haja a oficialização.
- Sou colorado desde o primeiro dia que cheguei. A decisão de vir em 2008 para o Inter foi a mais acertada da minha carreira. O Inter está de parabéns, pela festa, por como viveu o momento, e eu estou muito feliz – disse D’Alessandro.
Vencer o Gre-Nal e conquistar o seu quinto Gauchão será um presente de aniversário para D’Alessandro. É uma espécie de desejo secreto do jogador. Muito porque, em 15 de abril, dois dias após o Gre-Nal, o meia estará de aniversário. E D’Alessandro já faz parte da história do clássico.
- Preciso fazer um agradecimento especial à minha família, ao meu pai, à minha mãe. Eles estão chegando a Porto Alegre. Farei 33 anos na outra semana, estou há seis anos no Inter. É muita coisa e quero que os meus pais vivam isso comigo – finalizou o maior argentino da história do Inter.