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Após duplo "não", de Abel e de Mano, Inter já mira "descartado" estrangeiro. Mas... Celso Roth vem aí?

19 de dezembro de 2014 0

Arquivo Rádio Gaúcha

* Com Alexandre Ernst
A nova gestão do Inter começa a colecionar negativas dos mais variados treinadores. Depois de Tite e de Luxemburgo, as últimas horas foram de revés com outros dois técnicos: Abel Braga e Mano Menezes. Na noite de quinta-feira, um telefonema de 20 minutos encerrou qualquer possibilidade do retorno de Abel ao Beira-Rio. Ao menos agora. De Miami, Abel Braga disse ao presidente Vitorio Piffero que precisa cuidar de questões pessoais no Rio de Janeiro, nos primeiros meses de 2015. Aproveitará para descansar e, em maio, rumará para os Emirados Árabes, a fim de assumir outra vez o Al-Jazira. Assinará por 9 milhões de euros (R$ 29,2 milhões) com os árabes.
Mano pulverizou com as chances de a nova direção contar com um treinador de Seleção Brasileira. Em contato com um emissário colorado, ele alegou que pretende tirar férias nos primeiros meses da nova temporada, viajar por outros mercados e se reciclar profissionalmente.
- Os trabalhos frente a Flamengo e Corinthians desgastam o profissional. Não apenas na questão física, mas, principalmente, na mental – afirmou Mano, durante jogo beneficente, em Venâncio Aires.
E agora?
Agora, o Inter será obrigado a rever uma vez mais o seu discurso e encartar mais um “descartado”: um estrangeiro. O argentino Jorge Sampaoli, técnico da seleção chilena, de Aránguiz, e amigo de D’Alessandro. Sampaoli virá ao Beira-Rio no dia 27, a convite de D’Alessandro, será um dos treinadores da partida beneficente Lance de Craque. Será também a oportunidade para que a nova direção possa conversar olho no olho com o comandante do Chile. Diego Aguirre, ex-atacante do Inter e um dos gringos cotados anteriormente, assinou com o Peñarol. Piffero e Luiz Fernando Costa, o vice de futebol do Inter, entendem que um estrangeiro terá dificuldades em se adaptar rapidamente ao futebol brasileiro. Porém, com apenas a Libertadores como grande torneio no semestre, repensariam tal conceito. Poderia começar o Brasileirão já familiarizado com o país e com os jogadores brasileiros.
Enquanto isto, ainda que seja um nome que desagrade boa parte da torcida, a presença de Celso Roth será constante até que se defina o treinador. Ou que Roth seja chamado, como última alternativa, dias antes de começar a temporada 2015.

Mano Menezes abre as portas para treinar o Inter e clube prepara oferta ao técnico

19 de dezembro de 2014 1

Alexandre Ernst

O nome de Mano Menezes volta a ganhar força como um dos cotados para assumir o Inter na Libertadores. Na noite desta quinta-feira, durante partida beneficente na cidade de Venâncio Aires, o treinador se mostrou aberto à possibilidade de trabalhar no Beira-Rio a partir de janeiro. A informação foi muito bem recebida nos gabinetes colorados.

- Foi uma declaração interessante, é bom saber que ele está disposto a trabalhar no Brasil. Trata-se de um nome de ponta, efetivamente – disse o vice de futebol do Inter, Luiz Fernando Costa. – Eu já sabia que ele tinha esta disposição, mas isto foi bom para desmistificar. Mano nunca esteve descartado. Se falava que gostaria de trabalhar no Exterior, mas ele abriu esta outra porta agora – acrescentou o dirigente.

Com a volta de Mano Menezes como nome forte para assumir o Inter (em um primeiro contato com o empresário de Mano, Carlos Leite, um emissário colorado havia escutado como resposta que ele desejava tirar férias no primeiro semestre de 2015), o clube poderá preparar uma oferta ao treinador ainda nesse final de semana. Assim, o Inter volta a trabalhar em diversas frentes. Caso não tenha sucesso com Mano, ainda haveria a chance de buscar uma reconciliação com Abel Braga. Enquanto Celso Roth surgiria como uma espécie de curinga. Entre os colorados ilustres que gostariam de ver Mano comandando a equipe na Libertadores está o ex-presidente Fernando Carvalho.

Desde a eleição de Vitorio Piffero, a nova direção do Inter tentou, sem sucesso, acordos com Tite e com Vanderlei Luxemburgo – além de deixar as portas abertas para a volta de Abel. Luiz Fernando Costa deseja anunciar o nome do técnico para a Libertadores até a primeira semana de janeiro.

As declarações de Mano:
Questionado sobre a possibilidade de assumir o Inter na Libertadores, em vez de sair em férias no começo da nova temporada, Mano Menezes, ex-treinador do Corinthians, respondeu:
- Não está apenas em ouvir uma proposta, está em ouvir um projeto. Minha ideia é descansar, aprender e me reciclar. Mas o futebol é dinâmico e você muda os planos à medida que as coisas acontecem.

- Meus trabalhos na Seleção e no Corinthians foram de remontagem de grupo. Quero um planejamento, algo sólido. O Inter disputa uma Libertadores, mas não é só ela que interessa. Quero treinar um time que me dê condições de vencer todas as competições.

* Com Alexandre Ernst

Em Venâncio Aires, Mano Menezes diz que precisa de férias. Mas não descarta assumir o Inter na Libertadores

18 de dezembro de 2014 0

Alexandre Ernst
Foto: Alexandre Ernst

Por Alexandre Ernst

O período de férias é necessário. Mas um projeto consistente, sólido e, principalmente, uma equipe que possa disputar títulos podem fazer com que seu futuro seja repensado. Assim Mano Menezes respondeu a Zero Hora quando questionado se aceitaria trabalhar no Inter em 2015 e enfileirar o terceiro trabalho em sequência, sem descanso, após comandar a Seleção Brasileira e o Corinthians.

- Não está apenas em ouvir uma proposta, está em ouvir um projeto. Minha ideia é descansar, aprender e me reciclar. Mas o futebol é dinâmico e você muda os planos à medida que as coisas acontecem – disse Mano.

À disposição no mercado desde que encerrou seu trabalho para o Corinthians, Mano passou a ser alvo do Inter desde que Tite e Luxemburgo recusaram as ofertas de Vitorio Piffero e seu departamento de futebol na última semana. Abel, magoado com a oposição vencedora da eleição colorada, declara a amigos e pessoas próximas que dificilmente aceitaria seguir no clube. Os olhos da direção do Inter voltaram-se a Mano Menezes.

- Meus trabalhos na Seleção e no Corinthians foram de remontagem de grupo. Quero um planejamento, algo sólido. O Inter disputa uma Libertadores, mas não é só ela que interessa. Quero treinar um time que me dê condições de vencer todas as competições – afirmou Mano sobre uma eventual proposta do Inter.

No Estado desde o meio da tarde, o técnico participou de um evento beneficente em Venâncio Aires. A partida em prol do Hospital São Sebastião Mártir reuniu amigos, jogadores e ex-jogadores. Mano fez questão de salientar que na beira do gramado no Edmundo Feix estavam seus amigos de verdade, aqueles que valorizam a pessoa e não o profissional famoso.

Em meio a fotografias, autógrafos e muitos abraços, sorria muito com os torcedores que lhe diziam que deveria treinar o Inter. Um gremista serviu de fotógrafo para um colorado e logo a brincadeira tomou conta:

- Vai sair a foto? Será que vai dar certo? – divertiu-se Mano.

O alvo colorado para o comando do vestiário em 2015 passará as festas de final de ano no Rio Grande do Sul. Ficará entre os gaúchos até início de janeiro. Se nada fizer com que seus planos mudem, viajará. Possivelmente, Europa. Quando perguntado sobre a declaração de que sua forma de trabalho não bate com o estilo de Vitorio Piffero, foi enfático:

- Não me envolvo, nem avalio as declarações alheias. Cada um é responsável por aquilo que diz. Mas pelo tempo de futebol eu sei que as pessoas, às vezes, dizem o que não querem dizer.

Inter oferecerá aumento salarial ao supervalorizado Abel Braga. Celso Roth ganha corpo como alternativa

18 de dezembro de 2014 0

Fernando Gomes

Arquivo ZH

Com um mercado cada vez mais restrito para o emprego de técnico do Inter na Libertadores, a nova direção colorada começa a dar suas últimas cartadas. Mano Menezes avisou que não deseja trabalhar no primeiro semestre de 2015, mas… não descartou assumir o Inter.

Enquanto isto, Abel Braga está magoado, mas já teve tempo para pensar e, a partir de sábado, quando desembarcar no Rio, após férias em Miami, começará a ser procurado por pessoas ligadas ao Inter – até D’Alessandro poderá ser solicitado a telefonar a Abel, a fim de pedir seu retorno. O clube insistirá em manter o seu último treinador, até mesmo pagando mais dos que os R$ 550 mil que ele recebia, e ainda que não haja a certeza que estes interlocutores conseguirão convencê-lo a aceitar ser chefiado por Vitorio Piffero.

Em meio a isto, a figura de Celso Roth começa a ganhar corpo sobre o Beira-Rio.

Dias antes da eleição, Piffero conversou com Roth. De maneira informal, no aniversário de um amigo em comum. Roth está sem clube, tem passado os dias entre as suas casas de Caxias do Sul e Atlântida. Recusou a oferta de R$ 100 mil mensais para trabalhar com Eurico Miranda, no Vasco. Uma negociação com o mundo árabe não avançou. Foi sondado 40 dias atrás, mas não houve acerto. É um nome que já começa a circular nos bastidores do novo Inter – apesar da possível rejeição da torcida.

Enquanto isto, o vice de futebol para 2015, Luiz Fernando Costa, mantém o firme o mantra de que está buscando treinador e reforços, mas sem pressa. E sem descartar ninguém.
- Abel e Mano são dois bons treinadores, dois bons nomes. Um tem os maiores títulos do Inter. O outro, foi técnico da Seleção Brasileira e chegou ao vice-campeonato da Libertadores (em 2007, com o Grêmio) _ respondeu Costa, ao ser questionado sobre os dois nomes prioritários do momento.

E Celso Roth?
- Não descarto nem encarto. É um homem honesto, trabalhador, campeão da Libertadores. Não recebi veto nem exclusão de nome algum por parte do Vitorio Piffero. Ele me disse: “Trabalha onde tu achar que tens que trabalhar”. E é isto que estou fazendo – afirmou o vice de futebol.

Costa admite que as suas primeiras horas como dirigente de vestiário foram “tumultuadas”. Não estava acostumado à correria do departamento de futebol, ainda não foi reconhecido pelos torcedores nas ruas nem passou por cobranças públicas. Insiste que não tomará decisões açodadas.
- Não estou demorando (para contratar o técnico), estou trabalhando com cautela para acertar. Não é morosidade, é estratégia. Até 7 de janeiro (data da reapresentação) já deveremos ter um técnico contratado – revelou o dirigente.

Enquanto Luiz Fernando Costa entende que um treinador estrangeiro deverá ter dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro, admite que a regra não vale para jogadores. O Inter poderá contratar de dois a a três novos estrangeiros (incluindo o meia uruguaio Arrascaeta).
- O mercado sul-americano é muito bom, pelo material humano e pelos valores, mais baixos que no Brasil. As negociações que estavam em andamento (com o meia Arrascaeta, o volante Nilton e o zagueiro Henrique) vão evoluir e serão concretizadas, se forem boas para o clube – destacou Costa.

O certo é que haverá uma reformulação no elenco para 2015. É possível que haja uma mudança de até 10 jogadores do grupo que encerrou a temporada. Além de compras e vendas, o Inter deverá apostar em troca-trocas de atletas com outros clubes.
- Não vou fazer lista de dispensas. Mas é claro que tentarei reduzir a folha para reinvestir nela. Temos um grupo valorizado, que foi terceiro lugar no Brasileirão, e poderemos partir para algumas trocas também – concluiu Luiz Fernando Costa.

Plano de Mano Menezes é ter um período sabático no começo de 2015

17 de dezembro de 2014 0

Divulgação Corinthians

* Com Alexandre Ernst

Mano Menezes já foi procurado por quatro clubes brasileiros depois de ter deixado o Corinthians. Também tem oferta do futebol asiático. A todos eles, por enquanto, deu a mesma resposta: não gostaria de assumir compromissos nos primeiros meses da nova temporada. No projeto de Mano estariam viagens à Europa, a fim de assistir a jogos, treinos e conversar com outros técnicos.
Mas, é claro, ele pode mudar de ideia, caso seja apresentado a um bom salário e a um bom projeto. Nos bastidores do Beira-Rio, a Libertadores é tida como um elemento de sedução. Depois de ver frustrados planos de contratar Tite, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, o Inter estaria mirando Mano. Em sua entrevista coletiva de ontem, o presidente Vitorio Piffero voltou atrás e elogiou os antes descartados Mano Menezes e Celso Roth. O Inter é o único clube da Série A sem técnico e está a 61 dias da estreia na Libertadores.
A fim de quebrar o gelo com Piffero, e buscar resgatar a relação, o Inter deverá nomear um interlocutor para conversar com Mano. Possivelmente, o vice de futebol Luiz Fernando Costa.

Inter, a arte do "esqueça o que eu disse", e a busca ao ex-descartado Mano Menezes para a Libertadores

16 de dezembro de 2014 22

Arquivo
Arquivo ZH

Foi de maneira constrangida e desconfortável que o Inter aproveitou a apresentação do novo vice de futebol, Luiz Fernando Costa, para fazer um pedido público de desculpas aos técnicos Mano Menezes e Celso Roth. Ambos foram descartados por Vitorio Piffero, durante a campanha eleitoral, mas, agora, com um mercado cada vez mais restrito depois de ter sido negado por três técnicos, Tite, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, o Inter se viu obrigado a recorrer a Mano. E, para reconstruir esta relação e tentar a contratação do Plano D, precisou recuar e negar o que foi dito dias atrás.

- Fiz aquilo a contragosto (descartar Mano e Roth). Era um movimento muito forte, me obriguei a isto. Todos os nomes serão avaliados pelo Luiz Fernando (Costa), serão trazidos a mim, e vamos definir. O Roth foi o técnico campeão da Libertadores de 2010, o Mano começou na base do Inter. Nós temos que esquecer o episódio eleitoral, temos que vencer isso. Me vi obrigado a desmentir alguns nomes de tão forte que ficou o rumor nas redes sociais. Para o bem da verdade, eu tive de fazê-lo. Mas isso passou. Não quero olhar para trás, estávamos em campanha, vamos esquecer o episódio eleitoral – disse Piffero, em sua longa explicação
sobre o que disse em um passado bem recente.

O presidente eleito do Inter seguiu sendo questionado pelos repórteres, na sala de conferências do Beira-Rio. A insistência sobre os descartados seguiu. E, perguntado sobre a sua declaração, que ele e Mano não poderiam trabalhar juntos por terem estilos diferentes, tentou descontrair e respondeu assim:
- Quem tu achas que sorri mais: eu ou o Mano? Nenhum dos dois. Por este estilo, somos muito parecidos. O Mano sorri tão pouco como eu.
Em seguida, Piffero e Costa asseguraram que nenhum treinador seria descartado a partir de agora, com a oficialização de um vice de futebol – que assume com o clube partindo para a sua quarta opção de técnico.

Tite sempre foi o Plano A de Piffero. Esteve acertado com o Inter até o meio-dia de segunda-feira. Ao final da tarde, porém, o treinador mudou de ideia, voou para São Paulo, se acertou com o Corinthians e foi anunciado pelo clube. Pessoas próximas a Tite comentaram que ele se sentiria mais confortável junto à direção paulista. Sem Tite, e com o Plano B Abel Braga se negando a trabalhar com a nova gestão, a alternativa colorada foi pedir a dois emissários para contatar Vanderlei Luxemburgo. As conversas tiveram início ainda na noite de segunda-feira, depois que Tite assinou com o Corinthians. Para tirar Luxemburgo do Flamengo, o Inter ofereceu mais de R$ 600 mil mensais (ele recebe R$ 350 mil na Gávea). O treinador, porém, tem planos maiores no clube carioca e pretende até mesmo se candidatar à presidência do Flamengo, ao final de 2015. Por isto, recusou o convite.
- Recebi uma sondagem de pessoas ligadas ao Internacional, mas meu compromisso é com o Flamengo – publicou Luxemburgo, em nota oficial.

Piffero ironizou a imprensa sobre Luxemburgo, comentando que o “torcedor fica se divertindo” com notícias como esta sobre o treinador carioca. Quase em jogral, Piffero e Costa emendaram uma sequência de respostas intrigantes.
- Eu não procurei o Luxemburgo. Cruzei com ele várias vezes, e ele sempre disse que queria treinar o Inter – afirmou Piffero.
- Eu não falei nem tratei, então, se alguém procurou (Luxemburgo), não foi alguém ligado ao Internacional. O que sempre houve, foi o interesse dele – comentou Costa.
- Mas seria um bom nome – completou Piffero.
- Não descartamos nome nenhum. Só falamos em nome após a contratação efetivada – resumiu Costa.

A partir de agora, com este sutil pedido de desculpas aos ex-descartados, o Inter passa a correr atrás de Mano Menezes, tendo Celso Roth como alternativa ao ex-Seleção Brasileira, em caso de novo revés. Até porque, como o Inter comprovou ontem, no futebol profissional, não se pode ser definitivo jamais.

O que Vitorio Piffero disse na semana passada sobre Mano Menezes e Celso Roth:
Dia 11 de dezembro, em entrevista ao programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha
“Mano Menezes não é técnico para o Inter”

Dia 11 de dezembro, em entrevista a Zero Hora
“Não tenho nada contra o Mano Menezes, mas o estilo dele não fecha com o meu estilo.”

Dia 13 de dezembro, em coletiva, após ser eleito presidente do Inter
“Abel é meu amigo, é um dos nomes. Óbvio que eu conversei com o Tite. Assim como conversei com o Abel. Até teve gente falando com o Muricy, falando em meu nome. Descartei Mano Menezes e Celso Roth por não se enquadrarem exatamente com aquilo que eu quero de um treinador.”
* Com Alexandre Ernst

Após revés no mercado, Inter monta estratégia para tentar se reaproximar de Mano Menezes e de Abel

16 de dezembro de 2014 82

Divulgação Corinthians

A nova direção do Inter mostra um surpreendente despreparo para contratar um treinador de peso para a Libertadores. Os recentes fracassos com Tite e com Vanderlei Luxemburgo, que optaram por Corinthians e Flamengo, respectivamente, deixaram a nova gestão com um grave problema: pedir desculpas a Mano Menezes e/ou tentar reatar com Abel Braga. É a busca pelo Plano C.
Como o Inter não deseja contar com um treinador inexperiente para a Libertadores, sobraram no mercado Mano e Abel – Celso Roth também, mas este seria uma opção extrema. Agora, uma espécie de brigada vermelha começa a ser montada para a busca de um técnico.
Ocorre que Vitorio Piffero descartou publicamente Mano Menezes. Em entrevistas, o presidente eleito do Inter disse:
- Mano Menezes? Não. Nada contra a pessoa do Mano Menezes, mas ele não fecha com o meu estilo.
Já Abel, demonstrou grande mágoa com a nova gestão, por não ter sido o Plano A. Entendia que, por ter levado o Inter à Libertadores, merecia receber um convite para permanecer. Ainda ao final do Brasileirão, não agora. Os novos dirigentes se mostram angustiados na busca por um técnico. A opção no Exterior segue sendo o argentino da seleção chilena Jorge Sampaoli.
Por isto, colorados próximos a estes dois treinadores, começam a ser mobilizados para uma tentativa de fumar o cachimbo da paz. Para ganhar tempo, a nova gestão apresentará na tarde dessa terça-feira a direção de futebol. É uma espécie de justificativa ao associado que a elegeu, uma vez que o nome do treinador para a Libertadores segue uma incógnita.

Luxemburgo jamais conquistou a Libertadores. Na última, parou nas oitavas, com o Grêmio

16 de dezembro de 2014 2

Luis Acosta/AFP

Ao que tudo indica, Vanderlei Luxemburgo será o comandante do Inter na campanha da Libertadores de 2015. O treinador, cujo anúncio poderá ocorrer nas próximas horas, disputou a última Libertadores em 2013, com o Grêmio. Jamais foi campeão da Libertadores. Está aceitando o convite do Inter também por este desafio. Na Libertadores de 2013, se classificou através do mata-mata com a LDU (EQU) e foi até as oitavas de final, caindo para o Santa Fe (COL).

Confira o desempenho do Grêmio de Luxemburgo na Libertadores de 2013, a última do treinador:
Primeira fase:
LDU 1×0 Grêmio
Grêmio (5)1×0(4) LDU

Grupo 8
Segunda Fase – Grupo 8
Grêmio 1×2 Huachipato (CHI)
Fluminense 0×3 Grêmio
Grêmio 4×1 Caracas (VEN)
Caracas 2×1 Grêmio
Grêmio 0×0 Fluminense
Huachipato 1×1 Grêmio

Oitavas de final
Grêmio 2×1 Santa Fe (COL)
Santa Fe 1×0 Grêmio

Quem é Luiz Fernando Costa, o novo vice de futebol do Inter

16 de dezembro de 2014 3

Arquivo pessoal

Escolhido por Vitorio Piffero para ser o vice de futebol do Inter em 2015, o advogado Luiz Fernando Costa, de 53 anos, é um homem de bastidores. Conhecedor de futebol, tem bom trânsito em clubes, federações e na CBF. É conselheiro do Inter desde 2000, ligado ao movimento Ação Independente Colorada, e já atuou como diretor jurídico do Sindiclubes, é o atual diretor jurídico da Federação Gaúcha de Futebol, foi presidente da Fundação de Educação e Cultura do Internacional (Feci) e foi o presidente da comissão eleitoral do Inter, na recente eleição que elegeu Piffero presidente.
Costa é tido como uma pessoa de diálogo, conciliador, mas que não se deixa dobrar em embate de ideias. Esta será a sua primeira experiência de vestiário.
Os diretores de futebol serão Celso Chamun e Carlos Pellegrini.

Inter perde Tite para o Corinthians. Sem alternativas no Brasil, argentino Jorge Sampaoli surge como opção

15 de dezembro de 2014 18

Arquivo Rádio Gaúcha

E o Inter perdeu Tite para o Corinthians. Minutos atrás, o site oficial do clube paulista anunciou a contratação do treinador, que será apresentado nessa terça-feira. A nova direção colorada tentou, sem sucesso, convencer o técnico a aceitar o projeto do Beira-Rio. Agora, o Inter voltará ao mercado. E com graves problemas. No Brasil, não há treinadores de peso para o clube, uma vez que Cuca custa caro demais para deixar a China, Celso Roth e Mano Menezes foram descartados por Vitorio Piffero, e Abel Braga está se negando a trabalhar com a nova gestão.

Uma brigada colorada poderá ser montada para tentar convencer Abel a permanecer. Ou tentar investir em Mano, ainda que sob as negativas iniciais de Piffero, que declarou o seu estilo não fecha com o do treinador. O Inter não deverá contratar um técnico de pouca rodagem em grandes clubes para gerir um vestiário experiente como o atual, ainda mais em uma Libertadores. Por isto que, apesar da ideia inicial de não buscar um treinador estrangeiro, esta posição pode ser revista e o Inter acabar conversando com o técnico argentino Jorge Sampaoli, treinador de Aránguiz na seleção chilena, e que disputou a Copa do Mundo no Brasil. Sampaoli deverá estar no Beira-Rio no dia 27, para o Lance de Craque, a partida beneficente de final de ano.
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