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Diego Aguirre lamenta revés nos acréscimos: "Dói levar um gol no último minuto"

21 de maio de 2015 4

Ricardo Duarte

Assim como ocorreu no mata-mata com o Atlético-MG, o Inter terminou a partida de ida lamentando ter sofrido mais um gol no final. No Independência, o gol do empate em 2 a 2 surgiu aos 49 minutos do segundo tempo. Em Bogotá, a derrota aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo. Apesar de abatido com o revés colombiano, o técnico Diego Aguirre aposta na sinergia torcida-time do Beira-Rio para seguir na Libertadores.

- Dói levar um gol no último minuto. São coisas que acontecem. Mas temos outra parte do jogo a disputar. Esse é o momento de pensar em coisas positivas, pensar que teremos o Beira-Rio lotado em uma semana. Vai ser muito difícil, mas é possível que o Inter possa se classificar – disse Aguirre.

Escudado pelos 100% de aproveitamento em casa na Libertadores, o técnico colorado poderá mexer na equipe, contando com o retorno de Geferson na lateral-esquerda (recuperado de uma artroscopia no joelho direita) e com Nilmar desde o início no ataque.

- Confio muito na minha equipe. Temos boa qualidade para conseguir a classificação. Sempre se joga melhor em casa. Tenho certeza: vamos buscar o resultado. É bom para nós definir em casa. Acredito mais do que nunca em nossa força _ comentou o técnico.

Vitorio Piffero fez coro a Aguirre. O presidente do Inter entendeu que a equipe recuou demais e não conseguiu perturbar o adversário. Aposta na reversão em casa.

- Nos culpamos. Não exercemos toda a pressão que exercemos nos adversários no Beira-Rio. Eles têm um time com vigor físico, são grandes, se impõem, é um bom time. Mas, no Beira-Rio, é diferente, Vamos apertar o adversário. Nos encolhemos para tentar nos defender – afirmou Piffero. – Já temos 15 mil sócios que realizaram o check in – emendou o dirigente, contando com um estádio lotado no dia 27.

Sasha lamentou a atuação da equipe no segundo tempo. E admitiu ter cansado:
- A altitude dificultou um pouco, fazer esse vai-e-volta é desgastante mesmo. Fomos meio que empurrados para trás, mas temos que manter o que estamos acostumados a fazer em casa.

Em casa, na Libertadores, o Inter bateu a Universidad de Chile por 3 a 1, o Emelec por 3 a 2, o The Strongest por 1 a 0 e o Atlético-MG por 3 a 1. Agora, precisará repetir as vitórias sobre chilenos e mineiros para avançar às semifinais – ou se preocupar apenas com o Brasileirão e com a Copa do Brasil.

Libertadores: Inter não resiste a Bogotá e perde para o Santa Fe nos acréscimos

21 de maio de 2015 2

Ricardo Duarte

O Inter foi punido aos 46 minutos do segundo tempo em Bogotá. Com um gol de Mosquera, o Santa Fe bateu o Inter por 1 a 0, na partida de ida das quartas de final da Libertadores. Agora, o time de Diego Aguirre precisará da força dos 100% de aproveitamento do Beira-Rio para avançar às semifinais. Em Porto Alegre, o Inter é obrigado a vencer por 2 a 0. Os colombianos jogarão pelo empate e derrota por um gol de diferença a partir do 2 a 1. Caso o Inter derrote o Santa Fe por 1 a 0, a decisão irá para os pênaltis. No sábado, o time reserva do Inter volta ao Brasileirão, desta vez para enfrentar o Vasco, em São Januário.

Com uma postura agressiva, o Santa Fe partiu para cima do Inter na tentativa de abrir vantagem ainda no primeiro tempo. Após a derrota no final de semana para o Millonarios, por 3 a 1, no clássico de Bogotá e que custou a eliminação da equipe no Campeonato Colombiano, o time de Gustavo Costas precisava dar uma resposta à torcida.

Com o El Campín apresentando diversos espaços vazios em suas arquibancadas, os colombianos dominaram as ações ofensivas diante de um Inter demasiadamente recuado e que tentava sair em contra-ataques. A precaução de Diego Aguirre permitia que o Santa Fe chegasse à intermediária colorada, rondasse a área, mas não conseguisse se aproximar do gol de Alisson. Daí, as chances quase insignificantes dos donos da casa no primeiro tempo. Omar Pérez, o camisa 10 do Santa Fe, era vigiado por Sasha e Aránguiz _ o chileno deu um susto, ao prender o tornozelo esquerdo no gramado e precisar de atendimento. No ataque, duas chances: D’Alessandro, batendo cruzado, por cima, e Valdívia, de longe, encobrindo o goleiro Castellanos, mas com a bola igualmente saindo. D’Alessandro, que recebeu um cartão amarelo por reclamação, após uma falta de Anchico em Valdívia, seguiu protestando contra a arbitragem, no intervalo.

No segundo tempo, sob chuva, o Santa Fe tentou acelerar mais o jogo, enquanto o Inter passou a trabalhar mais as jogadas e a ter maior posse de bola. William passou a ser a principal jogada de ataque da equipe de Aguirre, com as suas subidas pela ponta direita.

O Santa Fe tentava abrir alguma mínima vantagem em casa. O Inter, porém, se defendia com 11 jogadores em seu campo. Em alguns momentos, até o contra-ataque era algo impossível porque não havia ninguém na frente. O 0 a 0 interessava aos colorados.

Aos 19 minutos, os colombianos chegaram com força. Omar Pérez cobrou falta na área, Alisson fez defesa parcial após desvio de cabela de Mosquera e, no rebote, o próprio Mosquera concluiu no travessão. Foi o pirmeiro susto do Inter no El Campín. O lance serviu também para despertar a torcida. Aos 21, Omar Pérez cobrou escanteio e Mosquera desviou de cabeça, outra vez no travessão.

Pressionado, o Inter passava a jogar por um contra-ataque. Aos 25, a chance de ouro: Mina caiu na frente de Lisandro e perdeu a bola. O argentino avançou e, ao chegar na área, tentou o drible em vez de chutar a gol. Foi desarmado por Anchico e perdeu a melhor chance de gol colorada no segundo tempo.
Como fez em casa em toda a Libertadores, o Santa Fe partiu para cima nos minutos finais – se aproveitando também da altitude de 2,6 mil metros. Borja, aos 29, perdeu o gol cara a cara com Alisson. O Inter já demonstrava algum cansaço em Bogotá.

Com Nilmar em campo, o Inter buscava o contra-ataque redentor. E ele surgiu aos 34. descansado, o atacante bateu Seijas na corrida e, na saída de Castellanos, bateu por cobertura. O goleiro ainda deu um tapa na bola, que foi caindo dentro do gol, mas Mina surgiu e salvou para escanteio.

A fim de conter a pressão colombiana e assegurar o 0 a 0, Aguirre mandou Réver a campo, aos 41 minutos. Deu certo até aos 46 minutos. Em uma cobrança de escanteio, Alan Costa e Réver pularam no mesmo jogador, deixando Mosquera livre para cabecear ao gol, sem chances para Alisson. Agora, o sonho do tricampeonato da Libertadores dependerá da força do Beira-Rio.

Diego Aguirre: "Antes do jogo, eu assinava na hora por um empate em 2 a 2"

07 de maio de 2015 1

Alexandre Lops/Divulgação Inter

Havia um misto de alegria e de decepção na voz de Diego Aguirre, após o 2 a 2 entre Inter e Atlético-MG, no Estádio Independência. O treinador uruguaio saiu satisfeito e otimista com o desempenho de seu time na Bombonera brasileira, mas não contava com o gol nos acréscimos.
- Foi um jogo muito intenso, muito bem jogado. Se me perguntassem antes do jogo sobre um empate em 2 a 2, eu assinava na hora. Mas levar um gol no último segundo fica uma tristeza. Ainda assim, foi um resultado excelente. Temos mais 90 minutos em casa e com a nossa torcida. Voltar para Porto Alegre com um bom resultado é difícil neste campo – comentou Diego Aguirre.

O técnico do Inter disse ainda que optou pela formação com D’Alessandro e com Valdívia no banco de reservas na véspera da partida. Alex começou o jogo porque o argentino ainda estava desgastado pelo Gre-Nal.
- Minha intenção não foi surpreender o Atlético e, sim, escalar o que tinha de melhor para encarar este jogo. Valdívia é outro jogador de um mês para cá. É uma opção excelente, mas não tem que começar todos os jogos – afirmou o treinador colorado. – Acredito na mística das camisas, na história dos estádios. Assim como eles têm aqui, o Inter tem no Beira-Rio. Fiquei com uma dúvida se não foi falta na última jogada, achei que sim. Também, às vezes, o estádio dá muita pressão e acontecem coisas… não tenho muita certeza, mas acho que foi falta no gol deles. Hoje, estamos mais perto da classificação, esta é a realidade – acrescentou Aguirre, que reclamou de falta em Rodrigo Dourado, no segundo gol do Atlético.

Para o experiente zagueiro Juan, o Inter será agressivo no jogo da volta no Beira-Rio, apesar da vantagem do 0 a 0 e do 1 a 1:
- Temos a vantagem de dois resultados de empate, mas não fugiremos de nosso padrão: jogaremos para vencer.

Foi ao Horto e... saiu vivo. Inter empata em 2 a 2 com o Atlético-MG no jogo de ida da Libertadores

07 de maio de 2015 0

Douglas Magno

Alexandre Lops/Divulgação Inter

Com gols de Lisandro López e de Valdívia, o Inter contrariou a sabedoria popular da torcida do Atlético-MG, de que “caiu no Horto, tá morto”, empatou com os donos da casa em 2 a 2 e, agora, pode até empatar por 0 a 0 ou por 1 a 1 a partida de volta, na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, que estará classificado para as quartas de final da Libertadores. Quem vencer o mata-mata brasileiro enfrentará o classificado entre Estudiantes de La Plata e Independiente Santa Fe. No jogo de ida, na Argentina, o Estudiantes venceu por 2 a 1.

Que Atlético e Inter seria um jogo emocionante, ninguém tinha dúvidas. Porém, que a partida no Independência começaria da forma eletrizante como iniciou, poucos poderiam imaginar. Aos 10 segundos de jogo, Luan acertou Aránguiz por trás e recebeu cartão amarelo do experiente árbitro colombiano Wilmar Roldán. Já aos dois minutos, gol do Inter. Marcos Rocha falhou ao tentar passar para Leonardo Silva, Lisandro López irrompeu entre eles, dominou a bola, invadiu a área e bateu cruzado, sem chances para Victor.

Como era de se prever, o Atlético partiu com tudo para cima do Inter e a pressão passou a ser intensa. Lucas Pratto trombou com Juan na área e pediu pênalti. Na sequência, Rafael Carioca, de fora da área, acertou o travessão. Aos 13 minutos, Douglas Santos bateu em curva, de fora da área, surpreendendo Alisson, e empatando a partida.

O 1 a 1 era o combustível que a torcida mineira precisava para empurrar o time. Os donos da casa permaneceram no ataque e em alguns momentos o Inter sequer conseguia atravessar o meio-campo. Aos poucos, porém, o ímpeto ofensivo do Atlético foi arrefecendo. O apoio das arquibancadas já não era o mesmo e o Inter até conseguia trabalhar um pouco mais a bola, com Alex, Jorge Henrique e Sasha. A equipe de Diego Aguirre só abusa de faltas próximas à área, permitindo os cruzamentos para Pratto e Leonardo Silva.

No segundo tempo, o Atlético passou a trabalhar mais a bola, mas encontrou a defesa do Inter bem posicionada. Aos 10 minutos, Alisson fez boa defesa em conclusão de Pratto. Mas o Inter apresentava uma postura mais ofensiva, buscando o ataque com maior frequência do que no primeiro tempo.

O Inter conduzia bem o jogo e, aos 14 minutos, Diego Aguirre mandou Valdívia a campo no lugar de Sasha. Aos 15, D’Alessandro substituiu Alex. Nem bem havia entrado em campo e o camisa 10 cobrou falta para a área. Alan Costa escorou de cabeça e Valdívia, que ainda não havia tocado na bola, cabeceou para fazer o 2 a 1.
A partir daí, o Atlético passou a atacar de qualquer maneira e precipitou muitas jogadas. O Inter se manteve bem postado na defesa e pronto para contra-atacar. Aos 49 minutos, em um sufoco final, o Atlético-MG conseguiu empatar com um chute do zagueiro Leonardo Silva. Apesar do gol nos acréscimos, o Inter saiu vivo do Horto. No Beira-Rio, o Inter não perde para o Atlético há 29 anos.

Mundo Independência: como o Inter pode sobreviver à Bombonera brasileira?

05 de maio de 2015 0

Bruno Cantini/Divulgação Atlético-MG

O Inter abrirá as oitavas da Libertadores na Bombonera brasileira. A Arena Independência, o estádio do América-MG alugado pelo Atlético-MG há quatro temporadas, é uma espécie de caixa em forma de U, com capacidade para 23 mil torcedores. A proximidade do gramado e a acústica que ruge das arquibancadas — que dá a impressão de jogar para o gramado um coro de 200 mil vozes — costuma transtornar os adversários, lembrando o mítico estádio do Boca Juniors.

O estádio, localizado no bairro do Horto, área central de Belo Horizonte, começou a ser reformado a partir de 2008, para servir de suporte ao Mineirão para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo. O Atlético-MG começou a utilizá-lo, enquanto o Mineirão estava fechado para reformas. A sequência de vitórias no “caldeirão” fez com que o Atlético-MG abandonasse o Mineirão e fechasse um acordo com o América-MG para utilizar o estádio por 10 anos.

Moacir Júnior, ex-técnico da Tombense, mostra o caminho

A Tombense fez algo que o Inter jamais conseguiu: bater o Atlético-MG no renovado Independência. O time da cidade de Tombos derrotou a equipe campeã da Libertadores no Campeonato Mineiro de 2014, por 2 a 0. Moacir Júnior era o treinador da Tombense (atualmente ele treina o Criciúma). Ele conversou com Zero Hora:

Qual é o segredo para vencer o Atlético-MG no Independência?

É preciso ter paciência no começo do jogo. A torcida apoia muito, mas sempre espera a atitude dos jogadores em campo. Se eles não vibrarem com ela, este apoio se reduz.

Como o Inter pode marcar gols ou até mesmo vencer no Independência?

O Atlético-MG não está acostumado a jogar a partida de ida dos mata-matas em casa. Vai se atirar para o ataque e, como os seus laterais sobem muito, deixará a defesa exposta. O caminho para vencê-los será pelas pontas.

Como a Tombense derrotou o Atlético-MG?

Era o time de Paulo Autuori, pós-Mundial. Não fomos ao Horto para nos defendermos. Fizemos um jogo com muitas variações de marcação. Ora por zona, ora individual. O jogo foi de pressão total do Atlético-MG, mas fizemos o 1 a 0 com Júnior Negão, de cabeça, em um escanteio, e seguramos o jogo até o final. No último minuto, finalmente conseguimos encaixar um contra-ataque em velocidade, pegamos a defesa toda aberta, e o Rafael Pernão, ex-jogador do Inter, por sinal, fez o 2 a 0.

Márcio Chagas da Silva, o árbitro do jogo 1 do Atlético-MG em seu novo estádio

Foi o gaúcho Márcio Chagas da Silva quem apitou o primeiro jogo do Atlético-MG no Independência, pela Copa do Brasil, em 4 de maio de 2012. Os donos da casa bateram o Goiás por 2 a 1, mas, mesmo assim, foram eliminados porque haviam perdido o jogo de ida por 2 a 0. As impressões do ex-árbitro e comentarista de arbitragem da RBS TV sobre o estádio:

— O Horto é um caldeirão. Um estádio menor, com uma forte presença da torcida, o que dificulta até mesmo a comunicação da arbitragem em campo. Nem os sistema de comunicação consegue dar conta, por causa do barulho. O acesso de todos (arbitragem e as duas equipes) pelo mesmo local é algo ruim, pois o vestiário do Atlético-MG fica em frente ao da arbitragem, deixando o árbitro sujeito à pressão. O campo é bom, tem as mesmas dimensões do Mineirão (105mx68m) e é seguro, sem hostilidades da torcida. O Inter precisa jogar como um igual. Se tentar ficar por uma bola, no contra-ataque, pode ter problemas. Se ficar apenas esperando, não suportará.

Mundo Independência – A Bombonera Brasileira

O Atlético-MG na Arena Independência (desde 4/5/2012)

Jogos – 97

Vitórias – 68

Empates – 23

Derrotas – 6

Gols pró – 207

Gols contra – 76

Aproveitamento – 78%

Na Libertadores (edições de 2013, 20014 e 2015)

Jogos – 13

Vitórias – 9

Empates – 3

Derrota – 1

Gols pró – 25

Gols contra – 9

Aproveitamento – 76,9%

Contra o Inter no Horto (desde 2012)

Jogos – 3

Vitórias – 3

Gols pró – 6

Gols contra – 2

18/7/2012 – Atlético-MG 3 x1 Inter (Brasileirão)

14/11/2013 – Atlético-MG 2 x1 Inter (Brasileirão)

23/8/2014 – Atlético-MG 1×0 Inter (Brasileirão)

As seis derrotas no Independência

31/7/013 – Atlético-MG 1×2 Atlético-PR (Brasileirão)

6/2/2014 – Atlético-MG 0×2 Tombense (Campeonato Mineiro)

4/5/2014 – Atlético-MG 0×1 Goiás (Brasileirão)

30/11/2014 – Atlético-MG 1×2 Coritiba (Brasileirão)

22/2/2015 – América-MG 2×1 Atlético-MG (Campeonato MIneiro)

25/2/2015 – Atlético-MG 0×1 Atlas-MEX (Libertadores)

Os principais goleadores do elenco atual do Atlético-MG no Independência

Jô – 27 gols

Luan – 14 gols

Leonardo Silva – 11 gols

Guilherme – 8 gols

Carlos – 7 gols

Dátolo e Marcos Rocha – 6 gols

Josué e Lucas Pratto – 4 gols

André e Dodô – 3 gols

Jemerson e Lucas Cândido – 2 gols

Douglas Santos, Leandro Donizete, Pedro Botelho, Tiago e Rafael Carioca – 1 gol

Agora é Inter x Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores

22 de abril de 2015 9

Eitan Abramovich/AFP

O Atlético-MG é o novo adversário do Inter na Libertadores. Com a vitória do São Paulo pelo placar de 2 a 0 sobre o Corinthians, o time de Diego Aguirre deixou de enfrentar o Guarani-PAR e passou a ter os mineiros como adversário. O Inter acabou a primeira fase do torneio com a terceira melhor colocação geral. Com isto, possivelmente no dia 6 de maio, as duas equipes se enfrentarão no jogo de ida, no Estádio Independência. A segunda partida do mata-mata deverá ser confirmada para 13 de maio, no Beira-Rio.

Assim como o Inter, o Atlético-MG está na final do Estadual. Após eliminar o Cruzeiro, na semifinal, o time de Levir Culpi disputará o título contra a Caldense — nos dias 26 de abril e 3 de maio, mesmas datas das finais do Campeonato Gaúcho.

Atual campeão da Copa do Brasil, a classificação do Atlético-MG na Libertadores foi dramática. Após uma arrancada ruim no Grupo 1, derrotas para Colo Colo e Atlas (esta, em casa), os mineiros começaram a reagir ao bater o Independiente Santa Fe, em Bogotá, por 1 a 0. No returno, nova vitória sobre os colombianos. Quando tudo parecia se encaminhando para obter a vaga, o Atlético voltou a perder para o Atlas. A classificação ocorreu na noite de ontem, com a vitória por 2 a 0 sobre o Colo Colo, a diferença de gols necessária para avançar às oitavas.

Para a campanha na Libertadores, o Atlético se reforçou com o lateral Patric (que pertencia ao clube e estava emprestado ao Sport), com o atacante argentino Lucas Pratto (adquirido ao Vélez), o meia colombiano Cárdenas (contratado por empréstimo ao Nacional de Medellín) e o meia Danilo Pires (adquirido ao Santa Cruz-PE). Para as oitavas de final, o atacante Thiago Ribeiro, ex-Santos, será inscrito.

Uma possível vantagem do Inter sobre o Atlético talvez seja o tempo de recuperação de seus atletas. Enquanto Aguirre poupa grande parte de seu elenco para jogar apenas a Libertadores, Levir Cupi utiliza quase o mesmo time no torneio continental e no Estadual. Além disto, perdeu diversos titulares nesta temporada devido a lesões.

O Atlético manda os seus jogos no Estádio Independência (também apelidado de Horto, nome do bairro onde se localiza o estádio do América-MG, que é alugado para o Atlético). Desde a Libertadores de 2013, o clube tenta disputar todas as partidas que pode no Independência (que tem capacidade para 23 mil torcedores), devido à pressão da torcida sobre os adversários. Nas últimas três edições da Libertadores, o Atlético soma 14 jogos no estádio, com 10 vitórias, três empates e uma derrota.

O vencedor de Inter e Atlético-MG enfrentará nas quartas de final quem passar de Estudiantes de La Plata e Independiente Santa Fe. Dono de melhor campanha, o Inter seguirá mandando o segundo jogo no Beira-Rio, caso se classifique.

A campanha na Libertadores 2015

Colo Colo (CHI) 2×0 Atlético-MG

Atlético-MG 0×1 Atlas (MEX)

Santa Fe (COL) 0×1 Atlético-MG

Atlético-MG 2×0 Santa Fe

Atlas 1×0 Atlético-MG

Atlético-MG 2×0 Colo Colo

Os confrontos no Brasileirão de 2014

23/8

Atlético-MG 1×0 Inter

Gol: Diego Tardelli (A)

22/11

Inter 2×1 Atlético-MG

Gols: Rafael Moura e Fabrício (I); Dodô (A)

Na história do clássico

Inter — 30 vitórias

Atlético-MG — 18 vitórias

Empates — 19

Destaque

Lucas Pratto

O centroavante argentino foi a grande contratação do Atlético-MG para a temporada. E nos quatro primeiros meses do ano, praticamente pagou os R$ 13,5 milhões que o clube mineiro desembolsou para tirá-lo do Vélez. Com oito gols na temporada, foi o herói da classificação do time para a decisão do Estadual no clássico contra o Cruzeiro. Ontem, abriu o caminho para o 2 a 0 que garantiu a passagem para a segunda fase da Libertadores. Para se ter uma ideia de sua importância, quando esteve lesionado, o time perdeu os dois primeiros jogos.

Folha salarial

Com as contratações recentes, o Atlético-MG gasta cerca de R$ 10 milhões em futebol.

A força do Horto

A casa é do América-MG, mas é o Atlético quem comemora as mais épicas vitórias. Desde a Libertadores de 2013, quando o time ainda treinado por Cuca se notabilizou por viradas históricas, até a Copa do Brasil do ano passado, já sob o comando de Levir Culpi. O estádio suporta pouco mais de 23 mil torcedores. E quase sempre fica com as arquibancadas lotadas.

Time-base

Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete; Dátolo, Luan e Carlos; Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi

Curiosidades

Campeão da Libertadores em 2013, o Atlético-MG não chegou à decisão do Mundial de Clubes. Foi eliminado pelo Raja Casablanca ao perder por 3 a 1.

Victor, Rafael Carioca e Dátolo já tiveram passagens pela dupla Gre-Nal. Os dois primeiros jogaram no Grêmio enquanto o meia argentino esteve no Inter. O grupo conta ainda com Jô, que atuou na equipe colorada.

O time entrou na Libertadores por ter sido campeão da Copa do Brasil de 2014, ao vencer o Cruzeiro na decisão.

Levir Culpi assumiu o Atlético no ano passado, substituindo Paulo Autuori. O atual técnico do Galo teve uma curtíssima passagem pelo Inter, onde ficou pouco mais de duas semanas em 1990.

Inter avança às oitavas de final da Libertadores e contrata atacante até 2017

22 de abril de 2015 0

Fernando Gomes

Com a confirmação da classificação do Inter às oitavas de final da Libertadores, o contrato do atacante Lisandro López passará automaticamente a ser válido por dois anos, até 30 de julho de 2017. Para isto, basta que ele seja inscrito no torneio, o que deverá ocorrer na próxima semana, ocupando a vaga que era de Fabrício na lista original enviada à Conmebol.

O vínculo do atacante argentino com o Inter iria até 1º de julho de 2015. Caso o clube não avançasse na Libertadores, ele poderia ser liberado após o Gauchão, a fim de não onerar o caixa do Beira-Rio. Porém, como o Inter passou às oitavas com uma das melhores campanhas da Libertadores, Lisandro permanecerá por mais duas temporadas.

Além de Lisandro López, o lateral-direito William será inscrito na Conmebol. Ele ingressará no lugar do jovem atacante Bruno Gomes.

Dourado, Sasha e Valdívia, os destaques da vitória do Inter na Libertadores

22 de abril de 2015 2

Diego Vara

Alisson
Uma defesa importante, quando o Inter já parecia disputar um amistoso. Nota 7

Ernando
Como lateral-direito, é um jogador esforçado. Nota 5

Paulão
Parecia desatento no 2° tempo. Ajudou a controlar Escobar. Nota 5

Juan
Cresceu no momento de maior apuro do time em campo. Nota 6

Geferson
Deixou de atacar no 2° tempo porque o time parou. Nota 5

Rodrigo Dourado
Ao lado de Aránguiz, desarmou os adversários a tarde toda. Nota 8

Aránguiz
Ágil ao roubar bolas e inciar os lances de ataque. Nota 7

Sasha
É o melhor jogador do Inter na temporada. Marca, arma, ataca e dá assistências. Nota 8

D’Alessandro
Irreconhecível no 2° tempo. Perdeu duas bolas na entrada da área. Nota 4

Jorge Henrique
Saiu lesionado aos 18 minutos do 1° tempo. Sem nota

Nilmar
Sem espaços para as suas arrancadas, arriscou de longe. Nota 6

Valdívia
Entrou porque Jorge Henrique se lesionou. E mudou a cara do Inter. De quebra, fez gol. Nota 8

Rafael Moura
Foi a campo quando o Inter já havia desistido de atacar. Nota 6

Alex
Entrou no final. Sem nota

Inter bate o The Strongest e confirma a primeira colocação no Grupo 4 da Libertadores

22 de abril de 2015 0

Carlos Macedo

Com a vitória por 1 a 0 sobre o The Strongest, no Beira-Rio, o Inter confirmou a primeira colocação no Grupo 4 da Libertadores, com 13 pontos.

Agora, depende dos resultados dos demais jogos dessa noite para conhecer o seu próximo adversário no torneio.

O mata-mata deverá ser confirmado para os dias 6 (fora de casa) e 13 (no Beira-Rio) de maio. Nesse domingo, na Arena, Diego Aguirre deverá mexer bastante na equipe para o primeiro Gre-Nal das finais do Gauchão.

O The Strongest ainda tinha ilusões de classificação às oitavas quando chegou ao Beira-Rio. Por isto, se montou todo na defesa. Eram 11 jogadores posicionados no próprio campo, esperando o Inte atacar, como em um jogo de Gauchão dos anos 80 _ quando os times do Interior ainda respeitavam a dupla Gre-Nal. Pois o time de Aguirre precisou de bons 15 minutos até conseguir construir um sólido movimento ofensivo. Aos 18 minutos, porém, perdeu Jorge Henrique. O meia voltou a sentir a lesão muscular na coxa direita e foi substituído por Valdívia.
Com o cabeludo camisa 29 em campo, o Inter quase marcou. Valdívia cruzou na área, Sasha desviou, e a bola correu na frente ao gol e saiu. Aos 29, Valdívia pegou o rebote e bateu seco, mas Vaca fez grande defesa. O Inter começava a pressionar os bolivianos e os mais de 30 mil torcedores presentes ao Beira-Rio passaram a empurrar a equipe.
O paredão boliviano, porém, durou até os 40 minutos. Sasha recebeu na ponta direita, cruzou na área, onde Valdívia entrou chutando a bola para o gol, sem chances para Vaca. Na comemoração, o “choro”. Uma homenagem ao Valdívia original, o do Palmeiras, que em um clássico de 2008 comemorou desta maneira o gol sobre o Corinthians. Cinco minutos depois, o goleiro saiu jogando errado, deu a bola no pé de D’Alessandro que, de fora da área, tentou fazer por cobertura, mas chutou por cima.
No segundo tempo, o Inter demorou alguns minutos a voltar a pressionar. O The Strongest, obrigado a reagir para seguir sonhando com uma das vagas da chave, bem que ensaiou alguns avanços. Mas pouco chegou à área colorada.
Aos 12 minutos, um susto. D’Alessandro perdeu a bola para Chumacero na frente da área, mas teve sorte ao ver Alisson defendendo o chute à queima-roupa. A desconcentração do capitão pareceu se espalhar time afora. O Inter parecia estar com o jogo ganho e colocou isto em campo, desperdiçando ataques e permitindo os avanços bolivianos. Prova da desatenção colorada, D’Alessandro perdeu pela segunda vez a bola na frente da área. Alisson precisou socorrê-lo uma vez mais.
Sem conseguir tomar conta do jogo no segundo tempo, tampouco repetir o bom desempenho da goelada sobre La U, no Chile, o Inter se resignou com a magra vitória sobre os bolivianos, que pressionaram pelo empate até o final. Mesmo oscilando muito entre os dois tempos, o Inter foi 100% em casa na Libertadores e rumou para as oitavas como campeão do Grupo 4.

Inter bate Avenida por magro 1 a 0 e ainda parece distante de apresentar um jogo sólido em 2015

25 de março de 2015 7

Fernando Gomes

O Inter venceu o Avenida no Beira-Rio. Por 1 a 0 e com boa dose de dificuldade. Ganhou a sétima no Gauchão, mas, assim como nos outros 15 jogos da temporada, segue sem apresentar um futebol sólido ou um jogo convincente. O técnico Diego Aguirre admite que a equipe ainda não deu liga. Assegura, porém, desconhecer os motivos pelos quais o seu time não encorpou em 2015.

- Estou esperando que o Inter jogue mais, não tenho uma razão, mentiria para vocês. Não gostei do espetáculo – disse Aguirre, questionado sobre a falta de um bom desempenho do Inter. – No futebol, o que pode acontecer é um time demorar um pouco para aparecer. Mas a minha confiança é total que o Inter vai aparecer na hora certa. O tempo dirá – emendou o técnico uruguaio.

Diego Aguirre repetiu que o esquema 3-5-2 não é definitivo. Mas acredita ter sido o que melhor se adapta às características dos jogadores colorados. Lembrou que em duas semanas terão início os jogos decisivos no Estadual, além da retomada da Libertadores.

- Temos que tentar encontrar uma regularidade. Todos queremos que o Inter jogue mais, que dê certo. Em 15 dias, começaremos a ter jogos decisivos. Prefiro arrumar o time ganhando. Tirei muitas conclusões desde o início do trabalho – argumentou o treinador.

De volta ao 3-5-2, o Inter dominou o primeiro tempo. Apesar de ter a iniciativa do jogo, não tinha a contundência necessária para marcar. Alex, com boa movimentação, acertou a trave, aos quatro minutos, em cobrança de falta. Na noite em que completou 33 anos, Alex ainda deixou Taiberson cara a cara com Villar, mas o goleiro fez uma arrojada defesa.

Se o Avenida mal conseguia passar da intermediária, a lentidão do Inter não permitia surpreender a defesa de Santa Cruz do Sul em contra-ataques. Paulinho, com um chute cruzado de fácil defesa de Alisson, aos 29 minutos, marcou o primeiro arremate do Avenida a gol. Na sequência, um pouco de emoção no jogo: Nilton concluiu, e Villa defendeu. Logo em seguida, na cobrança de escanteio, Nilton cabeceou e Michel tirou quase de dentro do gol.

Aos 34 minutos, Taiberson, lesionado, deu lugar a D’Alessandro, que não atuava desde 4 de março, quando se contundiu na vitória sobre o Emelec, no Beira-Rio, pela Libertadores. Com dois armadores, Alex e D’Alessandro, o Inter ficou mais insinuante. E, aos 41 minutos, fez 1 a 0, após cobrança de escanteio, desvio de cabeça de Nico Freitas e novo cabeceio, agora de Juan, empurrando para o gol. O primeiro tempo chegou ao fim com o Inter cumprindo a sua obrigação de vencer.
No segundo tempo, o que se viu foi um Avenida atrevido, chegando com alguma facilidade à área. Alisson fez pelo menos duas defesas difíceis para garantir a vitória.
O Inter terminou o jogo acuado em casa.

Diego Aguirre aposta que o tempo mostrará um Inter pronto para as finais do Gauchão e das fases decisivas da Libertadores. Mas, até agora, o que se vê é uma equipe distante deste otimismo demonstrado pelo treinador uruguaio.