Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Libertadores"

Agora é Inter x Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores

22 de abril de 2015 9

Eitan Abramovich/AFP

O Atlético-MG é o novo adversário do Inter na Libertadores. Com a vitória do São Paulo pelo placar de 2 a 0 sobre o Corinthians, o time de Diego Aguirre deixou de enfrentar o Guarani-PAR e passou a ter os mineiros como adversário. O Inter acabou a primeira fase do torneio com a terceira melhor colocação geral. Com isto, possivelmente no dia 6 de maio, as duas equipes se enfrentarão no jogo de ida, no Estádio Independência. A segunda partida do mata-mata deverá ser confirmada para 13 de maio, no Beira-Rio.

Assim como o Inter, o Atlético-MG está na final do Estadual. Após eliminar o Cruzeiro, na semifinal, o time de Levir Culpi disputará o título contra a Caldense — nos dias 26 de abril e 3 de maio, mesmas datas das finais do Campeonato Gaúcho.

Atual campeão da Copa do Brasil, a classificação do Atlético-MG na Libertadores foi dramática. Após uma arrancada ruim no Grupo 1, derrotas para Colo Colo e Atlas (esta, em casa), os mineiros começaram a reagir ao bater o Independiente Santa Fe, em Bogotá, por 1 a 0. No returno, nova vitória sobre os colombianos. Quando tudo parecia se encaminhando para obter a vaga, o Atlético voltou a perder para o Atlas. A classificação ocorreu na noite de ontem, com a vitória por 2 a 0 sobre o Colo Colo, a diferença de gols necessária para avançar às oitavas.

Para a campanha na Libertadores, o Atlético se reforçou com o lateral Patric (que pertencia ao clube e estava emprestado ao Sport), com o atacante argentino Lucas Pratto (adquirido ao Vélez), o meia colombiano Cárdenas (contratado por empréstimo ao Nacional de Medellín) e o meia Danilo Pires (adquirido ao Santa Cruz-PE). Para as oitavas de final, o atacante Thiago Ribeiro, ex-Santos, será inscrito.

Uma possível vantagem do Inter sobre o Atlético talvez seja o tempo de recuperação de seus atletas. Enquanto Aguirre poupa grande parte de seu elenco para jogar apenas a Libertadores, Levir Cupi utiliza quase o mesmo time no torneio continental e no Estadual. Além disto, perdeu diversos titulares nesta temporada devido a lesões.

O Atlético manda os seus jogos no Estádio Independência (também apelidado de Horto, nome do bairro onde se localiza o estádio do América-MG, que é alugado para o Atlético). Desde a Libertadores de 2013, o clube tenta disputar todas as partidas que pode no Independência (que tem capacidade para 23 mil torcedores), devido à pressão da torcida sobre os adversários. Nas últimas três edições da Libertadores, o Atlético soma 14 jogos no estádio, com 10 vitórias, três empates e uma derrota.

O vencedor de Inter e Atlético-MG enfrentará nas quartas de final quem passar de Estudiantes de La Plata e Independiente Santa Fe. Dono de melhor campanha, o Inter seguirá mandando o segundo jogo no Beira-Rio, caso se classifique.

A campanha na Libertadores 2015

Colo Colo (CHI) 2×0 Atlético-MG

Atlético-MG 0×1 Atlas (MEX)

Santa Fe (COL) 0×1 Atlético-MG

Atlético-MG 2×0 Santa Fe

Atlas 1×0 Atlético-MG

Atlético-MG 2×0 Colo Colo

Os confrontos no Brasileirão de 2014

23/8

Atlético-MG 1×0 Inter

Gol: Diego Tardelli (A)

22/11

Inter 2×1 Atlético-MG

Gols: Rafael Moura e Fabrício (I); Dodô (A)

Na história do clássico

Inter — 30 vitórias

Atlético-MG — 18 vitórias

Empates — 19

Destaque

Lucas Pratto

O centroavante argentino foi a grande contratação do Atlético-MG para a temporada. E nos quatro primeiros meses do ano, praticamente pagou os R$ 13,5 milhões que o clube mineiro desembolsou para tirá-lo do Vélez. Com oito gols na temporada, foi o herói da classificação do time para a decisão do Estadual no clássico contra o Cruzeiro. Ontem, abriu o caminho para o 2 a 0 que garantiu a passagem para a segunda fase da Libertadores. Para se ter uma ideia de sua importância, quando esteve lesionado, o time perdeu os dois primeiros jogos.

Folha salarial

Com as contratações recentes, o Atlético-MG gasta cerca de R$ 10 milhões em futebol.

A força do Horto

A casa é do América-MG, mas é o Atlético quem comemora as mais épicas vitórias. Desde a Libertadores de 2013, quando o time ainda treinado por Cuca se notabilizou por viradas históricas, até a Copa do Brasil do ano passado, já sob o comando de Levir Culpi. O estádio suporta pouco mais de 23 mil torcedores. E quase sempre fica com as arquibancadas lotadas.

Time-base

Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete; Dátolo, Luan e Carlos; Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi

Curiosidades

Campeão da Libertadores em 2013, o Atlético-MG não chegou à decisão do Mundial de Clubes. Foi eliminado pelo Raja Casablanca ao perder por 3 a 1.

Victor, Rafael Carioca e Dátolo já tiveram passagens pela dupla Gre-Nal. Os dois primeiros jogaram no Grêmio enquanto o meia argentino esteve no Inter. O grupo conta ainda com Jô, que atuou na equipe colorada.

O time entrou na Libertadores por ter sido campeão da Copa do Brasil de 2014, ao vencer o Cruzeiro na decisão.

Levir Culpi assumiu o Atlético no ano passado, substituindo Paulo Autuori. O atual técnico do Galo teve uma curtíssima passagem pelo Inter, onde ficou pouco mais de duas semanas em 1990.

Inter avança às oitavas de final da Libertadores e contrata atacante até 2017

22 de abril de 2015 0

Fernando Gomes

Com a confirmação da classificação do Inter às oitavas de final da Libertadores, o contrato do atacante Lisandro López passará automaticamente a ser válido por dois anos, até 30 de julho de 2017. Para isto, basta que ele seja inscrito no torneio, o que deverá ocorrer na próxima semana, ocupando a vaga que era de Fabrício na lista original enviada à Conmebol.

O vínculo do atacante argentino com o Inter iria até 1º de julho de 2015. Caso o clube não avançasse na Libertadores, ele poderia ser liberado após o Gauchão, a fim de não onerar o caixa do Beira-Rio. Porém, como o Inter passou às oitavas com uma das melhores campanhas da Libertadores, Lisandro permanecerá por mais duas temporadas.

Além de Lisandro López, o lateral-direito William será inscrito na Conmebol. Ele ingressará no lugar do jovem atacante Bruno Gomes.

Dourado, Sasha e Valdívia, os destaques da vitória do Inter na Libertadores

22 de abril de 2015 2

Diego Vara

Alisson
Uma defesa importante, quando o Inter já parecia disputar um amistoso. Nota 7

Ernando
Como lateral-direito, é um jogador esforçado. Nota 5

Paulão
Parecia desatento no 2° tempo. Ajudou a controlar Escobar. Nota 5

Juan
Cresceu no momento de maior apuro do time em campo. Nota 6

Geferson
Deixou de atacar no 2° tempo porque o time parou. Nota 5

Rodrigo Dourado
Ao lado de Aránguiz, desarmou os adversários a tarde toda. Nota 8

Aránguiz
Ágil ao roubar bolas e inciar os lances de ataque. Nota 7

Sasha
É o melhor jogador do Inter na temporada. Marca, arma, ataca e dá assistências. Nota 8

D’Alessandro
Irreconhecível no 2° tempo. Perdeu duas bolas na entrada da área. Nota 4

Jorge Henrique
Saiu lesionado aos 18 minutos do 1° tempo. Sem nota

Nilmar
Sem espaços para as suas arrancadas, arriscou de longe. Nota 6

Valdívia
Entrou porque Jorge Henrique se lesionou. E mudou a cara do Inter. De quebra, fez gol. Nota 8

Rafael Moura
Foi a campo quando o Inter já havia desistido de atacar. Nota 6

Alex
Entrou no final. Sem nota

Inter bate o The Strongest e confirma a primeira colocação no Grupo 4 da Libertadores

22 de abril de 2015 0

Carlos Macedo

Com a vitória por 1 a 0 sobre o The Strongest, no Beira-Rio, o Inter confirmou a primeira colocação no Grupo 4 da Libertadores, com 13 pontos.

Agora, depende dos resultados dos demais jogos dessa noite para conhecer o seu próximo adversário no torneio.

O mata-mata deverá ser confirmado para os dias 6 (fora de casa) e 13 (no Beira-Rio) de maio. Nesse domingo, na Arena, Diego Aguirre deverá mexer bastante na equipe para o primeiro Gre-Nal das finais do Gauchão.

O The Strongest ainda tinha ilusões de classificação às oitavas quando chegou ao Beira-Rio. Por isto, se montou todo na defesa. Eram 11 jogadores posicionados no próprio campo, esperando o Inte atacar, como em um jogo de Gauchão dos anos 80 _ quando os times do Interior ainda respeitavam a dupla Gre-Nal. Pois o time de Aguirre precisou de bons 15 minutos até conseguir construir um sólido movimento ofensivo. Aos 18 minutos, porém, perdeu Jorge Henrique. O meia voltou a sentir a lesão muscular na coxa direita e foi substituído por Valdívia.
Com o cabeludo camisa 29 em campo, o Inter quase marcou. Valdívia cruzou na área, Sasha desviou, e a bola correu na frente ao gol e saiu. Aos 29, Valdívia pegou o rebote e bateu seco, mas Vaca fez grande defesa. O Inter começava a pressionar os bolivianos e os mais de 30 mil torcedores presentes ao Beira-Rio passaram a empurrar a equipe.
O paredão boliviano, porém, durou até os 40 minutos. Sasha recebeu na ponta direita, cruzou na área, onde Valdívia entrou chutando a bola para o gol, sem chances para Vaca. Na comemoração, o “choro”. Uma homenagem ao Valdívia original, o do Palmeiras, que em um clássico de 2008 comemorou desta maneira o gol sobre o Corinthians. Cinco minutos depois, o goleiro saiu jogando errado, deu a bola no pé de D’Alessandro que, de fora da área, tentou fazer por cobertura, mas chutou por cima.
No segundo tempo, o Inter demorou alguns minutos a voltar a pressionar. O The Strongest, obrigado a reagir para seguir sonhando com uma das vagas da chave, bem que ensaiou alguns avanços. Mas pouco chegou à área colorada.
Aos 12 minutos, um susto. D’Alessandro perdeu a bola para Chumacero na frente da área, mas teve sorte ao ver Alisson defendendo o chute à queima-roupa. A desconcentração do capitão pareceu se espalhar time afora. O Inter parecia estar com o jogo ganho e colocou isto em campo, desperdiçando ataques e permitindo os avanços bolivianos. Prova da desatenção colorada, D’Alessandro perdeu pela segunda vez a bola na frente da área. Alisson precisou socorrê-lo uma vez mais.
Sem conseguir tomar conta do jogo no segundo tempo, tampouco repetir o bom desempenho da goelada sobre La U, no Chile, o Inter se resignou com a magra vitória sobre os bolivianos, que pressionaram pelo empate até o final. Mesmo oscilando muito entre os dois tempos, o Inter foi 100% em casa na Libertadores e rumou para as oitavas como campeão do Grupo 4.

Inter bate Avenida por magro 1 a 0 e ainda parece distante de apresentar um jogo sólido em 2015

25 de março de 2015 7

Fernando Gomes

O Inter venceu o Avenida no Beira-Rio. Por 1 a 0 e com boa dose de dificuldade. Ganhou a sétima no Gauchão, mas, assim como nos outros 15 jogos da temporada, segue sem apresentar um futebol sólido ou um jogo convincente. O técnico Diego Aguirre admite que a equipe ainda não deu liga. Assegura, porém, desconhecer os motivos pelos quais o seu time não encorpou em 2015.

- Estou esperando que o Inter jogue mais, não tenho uma razão, mentiria para vocês. Não gostei do espetáculo – disse Aguirre, questionado sobre a falta de um bom desempenho do Inter. – No futebol, o que pode acontecer é um time demorar um pouco para aparecer. Mas a minha confiança é total que o Inter vai aparecer na hora certa. O tempo dirá – emendou o técnico uruguaio.

Diego Aguirre repetiu que o esquema 3-5-2 não é definitivo. Mas acredita ter sido o que melhor se adapta às características dos jogadores colorados. Lembrou que em duas semanas terão início os jogos decisivos no Estadual, além da retomada da Libertadores.

- Temos que tentar encontrar uma regularidade. Todos queremos que o Inter jogue mais, que dê certo. Em 15 dias, começaremos a ter jogos decisivos. Prefiro arrumar o time ganhando. Tirei muitas conclusões desde o início do trabalho – argumentou o treinador.

De volta ao 3-5-2, o Inter dominou o primeiro tempo. Apesar de ter a iniciativa do jogo, não tinha a contundência necessária para marcar. Alex, com boa movimentação, acertou a trave, aos quatro minutos, em cobrança de falta. Na noite em que completou 33 anos, Alex ainda deixou Taiberson cara a cara com Villar, mas o goleiro fez uma arrojada defesa.

Se o Avenida mal conseguia passar da intermediária, a lentidão do Inter não permitia surpreender a defesa de Santa Cruz do Sul em contra-ataques. Paulinho, com um chute cruzado de fácil defesa de Alisson, aos 29 minutos, marcou o primeiro arremate do Avenida a gol. Na sequência, um pouco de emoção no jogo: Nilton concluiu, e Villa defendeu. Logo em seguida, na cobrança de escanteio, Nilton cabeceou e Michel tirou quase de dentro do gol.

Aos 34 minutos, Taiberson, lesionado, deu lugar a D’Alessandro, que não atuava desde 4 de março, quando se contundiu na vitória sobre o Emelec, no Beira-Rio, pela Libertadores. Com dois armadores, Alex e D’Alessandro, o Inter ficou mais insinuante. E, aos 41 minutos, fez 1 a 0, após cobrança de escanteio, desvio de cabeça de Nico Freitas e novo cabeceio, agora de Juan, empurrando para o gol. O primeiro tempo chegou ao fim com o Inter cumprindo a sua obrigação de vencer.
No segundo tempo, o que se viu foi um Avenida atrevido, chegando com alguma facilidade à área. Alisson fez pelo menos duas defesas difíceis para garantir a vitória.
O Inter terminou o jogo acuado em casa.

Diego Aguirre aposta que o tempo mostrará um Inter pronto para as finais do Gauchão e das fases decisivas da Libertadores. Mas, até agora, o que se vê é uma equipe distante deste otimismo demonstrado pelo treinador uruguaio.

Está no Chile o jogo-chave do Inter para se classificar em 1° no Grupo 4 da Libertadores

18 de março de 2015 16

Alexandre Ernst

Apesar de ocupar a segunda colocação do Grupo 4 da Libertadores, com os mesmos sete pontos do líder Emelec, o Inter está em boas condições para se tornar o primeiro colocado. Na próxima rodada, daqui a quatro semanas, os colorados enfrentarão a Universidad de Chile, em Santiago, enquanto o Emelec terá pela frente a altitude de La Paz, contra o The Strongest - a classificação atual apresenta Emelec (7), Inter (7), The Strongest (6) e Universidad de Chile (3).
Ocorre que o jogo na Bolívia será dois dias antes da partida no Chile. A tendência é que o The Strongest vença (já bateu Inter e La U, no Hernando Siles). Assim, os bolivianos ingressariam de vez na briga por uma das vagas às oitavas e os chilenos iriam a campo contra o Inter, dois dias depois, já eliminados. Com uma vitória em Santiago, o Inter passaria a liderar a chave e decidiria a última rodada em casa, contra o palatável The Strongest – que longe de casa já perdeu para Emelec e para La U.
A questão é: a decisão em Santiago será com Diego Aguirre na casamata do Inter?

Sincero Aguirre: "Para o título, falta muito"

18 de março de 2015 0

Rodrigo Buendias/AFP

Foi com a costumeira sinceridade que Diego Aguirre analisou o empate do Inter com o Emelec:
- Foi bom o ponto, pelo o que aconteceu, não pelo que apresentamos em campo. Temos que jogar mais.
O treinador uruguaio admitiu que o empate era o resultado dos sonhos do Inter no Equador. O empate manteve o Inter em segundo no Grupo 4, mas com a mesma pontuação do líder, Emelec. Mas lamentou o fraco futebol apresentado.
- Estou satisfeito pelo resultado. Era um dos nosso objetivos para a classificação. Jogamos bem o segundo tempo, mas, no final, tivemos problemas e poderíamos ter perdido. Para o título, falta muito. Estamos perto da classificação, mas, se quisermos ter vida longa na Copa, temos que compactar mais o time e mostrar mais futebol – disparou. – Contra o Emelec, somamos quatro pontos – recordou Alex, ao citar o empate mais a vitória por 3 a 2, no Beira-Rio.
Aguirre chegou a comemorar a pausa de um mês do Inter na Libertadores. Espera que até o retorno ao torneio, em 16 de abril, contra a Universidad de Chile, em Santiago, a equipe esteja apresentando um melhor futebol.
- É muito bom para o Inter dar esta parada de quatro semanas na Libertadores. Espero voltar com outra imagem, que o Inter possa definitivamente mostrar no campo as intenções que tem – finalizou o técnico do Inter.

Libertadores: Sasha e Vitinho, os destaques do Inter no 1 a 1 com o Emelec

18 de março de 2015 3

Rodrigo Buendia/AFP

Alisson
Seguro quando exigido. Sem culpa no gol. Nota 6

Ernando
Sem reação no gol do Emelec. Driblado com certa facilidade. Nota 4

Juan
Teve grandes dificuldades quando no mano a mano. Nota 5

Réver
Fez boas coberturas a Fabrício. Protagonista na expulsão de Lastra. Nota 6

Léo
Atrapalhado, falhou na marcação e foi desarmado com facilidade. Nota 4

Nicolás Freitas
Firme nos desarmes. Catimba na hora certa, como manda a Libertadores. Nota 6

Nilton
Tentou o ataque o tempo todo. Foi o que Aránguiz deveria ter sido. Nota 7

Aránguiz
Lento, não conseguiu ser o elo entre a defesa e o ataque. Saiu no intervalo. Nota 5

Alex
Articulador isolado do Inter, conduziu o time ao ataque até quando teve pernas. Nota 7

Fabrício
Foi o alvo preferido dos atacantes do Emelec. A noite toda. Nota 3

Eduardo Sasha
Mesmo sofrendo de “isolatite”, conseguiu se destacar no ataque. Nota 8

Vitinho
Deu nova vida ao ataque do Inter. Marcou um gol de centroavantão de área. Nota 8

Alan Costa
Entrou em uma defesa confusa. Sobreviveu a chutões. Nota 5

Anderson
Pouco contribuiu. Atuação opaca. Nota 5

Pela Libertadores, Inter tenta se reinventar na temporada

10 de março de 2015 1

Lauro Alves

O primeiro reflexo da derrota do Inter para o Juventude foi visto ontem à tarde, no CT Parque Gigante: o sistema tático mudou. Diego Aguirre deixou de lado o 4-2-3-1 e adotou o 3-5-2. A preparação não visa somente ao jogo de amanhã, contra o Aimoré, no Beira-Rio. Aguirre está de olho no Emelec. No dia 18, ele não poderá ser derrotado na cidade de Manta, caso contrário, pode se complicar no Grupo 4 – além de ter a sua sequência no clube interrompida.
Em seu primeiro 3-5-2, o técnico deverá escalar o time com Alisson; Alan Costa, Réver e Ernando; Léo, Nico Freitas, Nilton, Alex e Fabrício; Sasha e Vitinho. No treino, Aguirre posicionou apenas os alas, meias e atacantes. Os Alan Costa e Réver ficaram no time adversário – enquanto Ernando, que atuou os 90 minutos no Alfredo Jaconi, realizou apenas corridas.

Nico e Nilton ficaram responsáveis pela saída de bola desde o meio-campo. Ora com Alex – este mais próximo aos atacantes, Sasha e Vitinho -, ora com os novos alas, Léo e Fabrício. Três titulares, porém, estão fora, todos por lesão: D’Alessandro, Aránguiz e Nilmar. E ainda há Anderson, também em recuperação. Aguirre terá duas partidas para fazer com que a alteração de esquema de jogo dê certo, antes de embarcar para o Equador. Depois de receber o Aimoré, em casa, o Inter terá um difícil compromisso em Pelotas, contra o líder do Gauchão, o Brasil, na Boca do Lobo – uma vez que o Estádio Bento Freitas segue interditado.
na noite de domingo, após a derrota em Caxias do Sul, Diego Aguirre foi ao programa Bate Bola, da TV Com, fez um mea culpa pela falta de bom futebol do clube e confirmou a mudança na configuração da equipe.

- É possível que, fora de casa, adotemos um modelo de jogo com maiores precauções. Com os zagueiros que o Inter tem, o 3-5-2 é uma possibilidade real. Não estou de braços cruzados. Preciso fazer algo diferente do que tem sido feito – disse o treinador. – Ainda não temos um time. Mas o Inter voltará a ser o Inter – prometeu Aguirre.

Com os três zagueiros do 3-5-2, apenas um volante costuma ser utilizado no meio-campo. Assim, quando Aránguiz retornar ao time, possivelmente entrará na vaga do uruguaio Nico Freitas, e atuará como meia – deixando Nilton com a função de marcação. D’Alessandro deve ficar com a posição de Alex, enquanto Nilmar tem tudo para colocar Vitinho na reserva.

- Às vezes, é preciso mudar. Porque todas as equipes mudam, todas as equipes são diferentes – comentou Nico Freitas. – Aguirre é inteligente para saber como o Inter tem que jogar. E, nós, teremos que desempenhar o que ele pedir – acrescentou o volante, ao comentar a mudança de sistema.
Vice-campeão da Libertadores com o Peñarol de 2011, treinado por Diego Aguirre, o volante entende que a partida no Equador não definirá o destino colorado na Libertadores.

- O jogo contra o Emelec não decidirá nada, ainda restarão mais dois jogos (contra Universidad, em Santiago, e contra The Strongest, no Beira-Rio). Mas, ainda assim, precisamos vencê-los fora de casa – afirmou o volante.
O Inter tenta se reinventar na temporada. E encontrar um padrão de jogo em 2015. A mudança poderá começar a partir de amanhã.

O provável Inter, no 3-5-2, para enfrentar o Aimoré, amanhã, às 19h30min, no Beira-Rio: Alisson; Alan Costa, Réver e Ernando; Léo, Nico Freitas, Nilton, Alex e Fabrício; Sasha e Vitinho.

Diego Aguirre: "O Inter é confiável"

05 de março de 2015 13

Fernando Gomes

Em um jogo eletrizante, o Inter bateu o Emelec por 3 a 2, no Beira-Rio, e empatou em pontos com os equatorianos na liderança do Grupo 4 da Libertadores. Nilmar fez o primeiro gol ainda cedo, o Emelec virou na primeira etapa e, no segundo tempo, Alex e Réver marcaram os gols da sofrida virada. No desempate da chave, porém, o primeiro lugar ainda é dos equatorianos – que será o próximo adversário do time de Diego Aguirre no torneio, no dia 18, em Manta (EQU).
D’Alessandro e Nilmar saíram com lesões musculares. Amanhã, serão submetidos a exames de imagem, mas o argentino deverá voltar a campo somente na partida do Equador.
- Na Libertadores, os jogos são muito difíceis e vitórias como esta marcam muitas coisas para o time – disse Aguirre. – Estou feliz porque eles deram tudo, lutaram e tiveram coração. Às vezes, vale mais isto do que qualquer outra coisa – acrescentou.
O técnico admitiu os erros do Inter, ressaltou que a derrota complicaria a campanha do clube no torneio, mas preferiu destacar a bravura dos jogadores a falar sobre os problemas do time.
- Gosto muito destas vitórias. Tem que brigar, tem que ganhar e tem que se classificar para a próxima fase. Aceito as críticas, mas vamos falar sobre as coisas ruins quando o time perder. O Inter é um time confiável – comentou o treinador.
Aguirre ainda destacou a boa atuação de Nilmar:
- Quando o time precisa de grandes vitórias, aparecem os grandes jogadores.
O presidente Vitorio Piffero exaltou a união torcida-time para levar o Inter à virada. Porém, ainda espera uma atuação mais convincente:
- Uma equipe confiável amadurece com o tempo. Temos pouco tempo para já ter uma equipe madura. Esta construção não ocorre de uma dia para o outro. Estou mais satisfeito com o resultado do que com a atuação – afirmou o dirigente.
Elogiado por Diego Aguirre, Nilmar lembrou que foi o seu primeiro gol em Libertadores pelo Inter. Ele não havia enfrentado a Universidad de Chile porque estava suspenso.
- Sempre incomoda um atacante o fato de não fazer gols. Queria fazer uma boa partida. O gol sairia ao natural. Voltei para resgatar a adrenalina e a competitividade que perdi no Catar – comentou o camisa 7 do Inter.