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Posts com a tag "Libertadores"

Desde 2000, quem ganha a primeira na semi costuma se classificar à final da Libertadores

16 de julho de 2015 26

Fernando Gomes

Desde 2000, as semifinais da Libertadores mostram que 70% dos clubes que disputam o jogo de ida em casa passam à finalíssima — como o Inter de 2010, contra o São Paulo. Nesse período, apenas três times que venceram a primeira partida em casa foram eliminados na de volta: o Corinthians caiu para o Palmeiras em 2000, o Cúcuta foi eliminado pelo Boca Juniors em 2007, enquanto que o Newell’s Old Boys vivenciou a sua tragédia contra o Atlético-MG em 2013.
Confira:

2000
Jogo de ida: Boca Juniors 4×1 América (MEX)
Jogo de volta: América 3×1 Boca Juniors
Classificado: Boca Juniors

Jogo de ida: Corinthians 4×3 Palmeiras
Jogo de volta: Palmeiras (5) 3×2 (4) Corinthians
Classificado: Palmeiras

2001
Jogo de ida: Cruz Azul (MEX) 2×0 Rosario Central (ARG)
Jogo de volta: Rosario Central 0×0 Cruz Azul
Classificado: Cruz Azul

Jogo de ida: Boca Juniors 2×2 Palmeiras
Jogo de volta: Palmeiras (2) 2×2 (3) Boca Juniors
Classificado: Boca Juniors

2002
Jogo de ida: Olimpia (PAR) 3×2 Grêmio
Jogo de volta: Grêmio (4) 1×0 (5) Olimpia
Classificado: Olimpia

Jogo de ida: São Caetano 2×0 América (MEX)
Jogo de volta: América 1×1 São Caetano
Classificado: São Caetano

2003
Jogo de ida: Boca Juniors 2×0 América de Cali (COL)
Jogo de volta: América 0×4 Boca Juniors
Classificado: Boca Juniors

Jogo de ida: Santos 1×0 Independiente Medellín (COL)
Jogo de volta: Independiente 2×3 Santos
Classificado: Santos

2004
Jogo de ida: Boca Juniors 1×0 River Plate (ARG)
Jogo de volta: Rivar Plate (4) 2×1 (5) Boca Juniors
Classificado: Boca Juniors

Jogo de ida: São Paulo 0×0 Once Caldas (COL)
Jogo de volta: Once Caldas 2×1 São Paulo
Classificado: Once Caldas

2005
Jogo de ida: Atlético-PR 3×0 Chivas Guadalajara (MEX)
Jogo de volta: Chivas 2×2 Atlético-PR
Classificado: Atlético-PR

Jogo de ida: São Paulo 2×0 River Plate (ARG)
Jogo de volta: River Plate 2×3 São Paulo
Classificado: São Paulo

2006
Jogo de ida: Chivas Guadalajara (MEX) 0×1 São Paulo
Jogo de volta: São Paulo 3×0 Chivas
Classificado: São Paulo

Jogo de ida: Libertad (PAR) 0×0 Inter
Jogo de volta: Inter 2×0 Libertad
Classificado: Inter

2007
Jogo de ida: Cúcuta (COL) 3×1 Boca Juniors
Jogo de volta: Boca Juniors 3×0 Cúcuta
Classificado: Boca Juniors

Jogo de ida: Grêmio 2×0 Santos
Jogo de volta: Santos 3×1 Grêmio
Classificado: Grêmio

2008
Jogo de ida: América (MEX) 1×1 LDU (EQU)
Jogo de volta: LDU 0×0 América
Classificado: LDU

Jogo de ida: Boca Juniors 2×2 Fluminense
Jogo de volta: Fluminense 3×1 Boca Juniors
Classificado: Fluminense

2009
Jogo de ida: Cruzeiro 3×1 Grêmio
Jogo de volta: Grêmio 2×2 Cruzeiro
Classificado: Cruzeiro

Jogo de ida: Estudiantes de La Plata 1×0 Nacional (URU)
Jogo de volta: Nacional 2×1 Estudiantes
Classificado: Estudiantes

2010
Jogo de ida: Chivas Guadalajara (MEX) 1×1 Universidad de Chile
Jogo de volta: Universidad 0×2 Chivas
Classificado: Chivas Guadalajara

Jogo de ida: Inter 1×0 São Paulo
Jogo de volta: São Paulo 2×1 Inter
Classificado: Inter

2011
Jogo de ida: Peñarol 1×0 Vélez Sarsfield
Jogo de volta: Vélez 2×1 Peñarol
Classificado: Peñarol

Jogo de ida: Santos 1×0 Cerro Porteño (PAR)
Jogo de volta: Cerro 3×3 Santos
Classificado: Santos

2012
Jogo de ida: Boca Juniors 2×0 Universidad de Chile
Jogo de volta: Universidad 0×0 Boca Juniors
Classificado: Boca Juniors

Jogo de ida: Santos 0×1 Corinthians
Jogo de volta: Corinthians 1×1 Santos
Classificado: Corinthians

2013
Jogo de ida: Olimpia (PAR) 2×0 Santa Fe (COL)
Jogo de volta: Santa Fe 1×0 Olimpia
Classificado: Olimpia

Jogo de ida: Newell’s Old Boys (ARG) 2×0 Atlético-MG
Jogo de volta: Atlético-MG (3) 2×0 (2) Newell’s
Classificado: Atlético-MG

2014
Jogo de ida: Nacional (PAR) 2×0 Defensor (URU)
Jogo de volta: Defensor 1×0 Nacional
Classificado: Nacional

Jogo de ida: San Lorenzo (ARG) 5×0 Bolívar (BOL)
Jogo de volta: Bolívar 1x 0 San Lorenzo
Classificado: San Lorenzo

Libertadores: Alisson, Valdívia e D'Alessandro são os destaques do Inter na vitória sobre o Tigres

15 de julho de 2015 1

Felix Zucco

Alisson
Foi um paredão à frente de Sobis e de Gignac. Salvou a vitória colorada. Nota 9

William
Atuação irregular na defesa. Pouco contribuiu no apoio. 5

Alan Costa
Deveria marcar Ayala, que pulou sozinho para fazer o gol. 4

Ernando
Envolvido por Sobis, teve dificuldade na contenção. 5

Geferson
Outro que passou trabalho contra Rafael Sobis. 5

Rodrigo Dourado
Preocupado com a marcação, subiu pouco. 7

Aránguiz
Não conseguiu ser o Charles Aránguiz da seleção chilena. 6

D’Alessandro
O capitão voltou. Fez gol, comandou o meio-campo e foi até de zagueiro. 8

Valdívia
Movimentação intensa no ataque, um gol, e auxílio à marcação. 8

Nilmar
A velocidade de sempre, mas perdeu os lances individuais contra os zagueiros. 6

Lisandro López
Foi presença constante na área. Duas boas conclusões. 7

Sasha
Deu novo gás ao ataque, mas ainda está longe de sua melhor forma. 6

Rafael Moura
Entrou no final. Sem nota

Inter bate Tigres e larga em vantagem na semifinal da Libertadores

15 de julho de 2015 0

Felix Zucco

O real Inter voltou a se apresentar na Libertadores. Após 49 dias de recesso na competição, o time de Diego Aguirre deu as caras uma vez mais, bateu o Tigres por 2 a 1 e, agora, precisa de um empate ou até mesmo derrota por um gol de diferença a partir do 3 a 2, no dia 22, em Monterrey, para disputar a sua quarta final do torneio e buscar o tricampeonato da América. Caso o Tigres vença por 1 a 0, eliminará o Inter. Vitória mexicana por 2 a 1 levará a decisão para os pênaltis. Na outra semifinal, o River Plate leva a vantagem do 2 a 0 obtida sobre o Guarani-PAR, em Buenos Aires, para a decisão em Assunção.

Com um Beira-Rio rugindo, o Inter saiu de cara para a sua Copa do Mundo particular. Logo aos quatro minutos, o experiente volante uruguaio Arévalo Ríos tentou recuar para o goleiro da seleção argentina Guzmán, mas Nilmar desviou o passe. Ato contínuo, D’Alessandro recolheu a bola, se aproximou um pouco mais da área e bateu reto, no canto esquerdo de seu compatriota. Um gol que fez os mais de 41 mil colorados festejar e deixou os mexicanos boquiabertos com a rapidez do gol.
Mas a turma de Rafael Sobis ainda teria uma surpresa a mais. Aos nove minutos, a bola se ofereceu para Valdívia, na ponta direita da grande área. O cabeludo camisa 29 chegou chutando, a bola desviou no corpo de Ayala, que tentou salvar de carrinho, subiu, enganou Guzmán e caiu às costas do goleiro. E dentro do gol: Inter 2 a 0. Para a alegria de Enrique Carrera, o substituto do suspenso Aguirre à beira do gramado.
O Tigres tentou se encontrar a partir dos 15 minutos, quando tentou esboçar uma reação. Sobis se desentendeu com Geferson. Irritado com uma falta do lateral, se levantou e o agarrou pelo pescoço. O árbitro precisou intervir para separar o que poderia se transformar em briga.
O problema é que o 2 a 0 parecia ter deixado o Inter bem satisfeito. Cedo demais. Aos 22, Sobis cruzou na área e o zagueiro Ayala subiu sozinho para desviar de cabeça e descontar para 2 a 1 _ o Inter sofreu um gol que definitivamente não estava nos planos.
Coube a Sobis incendiar o jogo e provocar a reação mexicana. Aos 30, William foi desarmado no meio-campo e o seu erro só não proporcionou o empate porque Alisson fez grande defesa aos pés de Sobis. O Inter se encolheu, permitiu a pressão do Tigres e passou a jogar em esporádicos contra-ataques. Aos 36, Gignac deixou Ernando para trás, invadiu a área e parou no paredão Alisson. Ao final do primeiro tempo, o Tigres reclamou de um pênalti de Alan Costa em Aquino, que não foi marcado pelo árbitro.
- Não podemos mais levar gols, se não vai ficar complicado – alertou Rodrigo Dourado.
A segunda etapa começou com Sobis cabeceando sozinho para a defesa de Alisson. O Inter assustava a torcida _ que esperava pelo terceiro gol para poder se tranquilizar. Quem seguia mais contundente era o Tigres. Arévalos Ríos teve o empate a sua frente, com uma bola que sobrou limpa, quase na marca do pênalti. Mas, para a sorte do Inter, ele chutou para fora. O meio-campo colorado precisava de maior proteção.
Aos 11 minutos, o zagueiro da seleção mexicana Ayala invadiu as canelas de Lisandro López com um carrinho e foi expulso. Não demorou para que Sasha entrasse no lugar de Nilmar. O Inter tentava transformar o 11 contra 10 em uma vantagem real no placar. Lisandro, duas vezes, parou nas mãos de Guzmán. Apesar dos 37 minutos que teve à disposição para ampliar, pouco produziu e embarcará para o México com a vantagem mínima na bagagem, porém, sempre uma vantagem.

À espera do Inter na Libertadores, Tigres contrata mais um jogador no futebol europeu

23 de junho de 2015 5

Reprodução Instagram

Rival do Inter na semifinal da Libertadores, com jogos nos dias 15 e 22 de julho, o Tigres não para de contratar. O novo reforço é o meia mexicano Javier Aquino, contratado por empréstimo ao Villarreal.

Aquino, de 25 anos, jogador com passagem pela seleção nacional, e que estava atuando emprestado ao Rayo Valencano, deverá se apresentar para a pré-temporada do Tigres, na praia de Riviera Maya, nesta terça-feira.

O Tigres treina desde a manhã desta segunda-feira no Caribe mexicano.

Além de Aquino, o Tigres contratou o atacante nigeriano Ikechukwu Uche, o atacante francês André-Pierre Gignac, o meia mexicano Jürgen Damm, o também mexicano Jairo González, que atua como volante e como lateral-esquerdo, além de ter renovado o empréstimo de Enrique Esqueda, um de seus goleadores na Libertadores, em um investimento superior a R$ 75 milhões.

Libertadores: Tigres perde seu goleador para a semifinal contra o Inter

28 de maio de 2015 7

AFP

Adversário do Inter na semifinal da Libertadores, o Tigres perderá uma de suas peças mais importantes para o mata-mata com os colorados: o atacante Enrique Esqueda.

Goleador do time na Libertadores, com quatro gols, ao lado de Rafael Sobis e do equatoriano Joffre Guerrón. Ocorre que Esqueda, que disputará a Copa América com a seleção mexicana, pertence ao Pachuca. O empréstimo ao Tigres chegou ao fim e o clube de Monterrey não tem opção de compra. Além de Esqueda, o Tigres também terá que devolver ao Pachuca o meia Dieter Villalpando.

A direção mexicana, porém, já se mobiliza para buscar reforços para a semifinal. Tentará a contratação do atacante nigeriano Iker Uche, do Villarreal (ESP).

— Estamos buscando dois ou três para chegar nos torneios que estamos participando. Queremos chegar nas finais — disse o presidente do Tigres, Alejandro Rodríguez, ao jornal mexicano Récord.

Juan e D'Alessandro, os destaques do Inter na vitória libertadora sobre o Santa Fe

27 de maio de 2015 3

Felix Zucco

Alisson
Uma partida segura, mesmo quando recebeu todos os passes da zaga. 8

William
Uma vez mais, peça importante na mecânica do ataque colorado. 7

Ernando
Dessa vez, bem por cima e um bom complemento a Juan. 7

Juan
A sua melhor partida no ano. Firme na defesa e no ataque. 9

Geferson
Mesmo voltando de lesão, encarou os colombianos na força. 7

Rodrigo Dourado
Foi o cão de guarda da zaga. E ainda teve forças para avançar. 7

Aránguiz
Junto com Dourado, tratou de controlar a bola no sistema defensivo e melhorar o passe. 7

D’Alessandro
Entrega total, durante os 90 minutos. Um segundo tempo de Copa. 9

Sasha
Saiu lesionado aos 14 minutos. Sem nota

Lisandro López
Jogou como atacante e como volante. 7

Nilmar
Tentou puxar os contra-ataques. Saiu lesionado. 6

Valdívia
Incansável. Buscou o jogo o tempo todo e foi o alvo preferido das faltas. 8

Alex
Importantíssimo para a pressão final do segundo gol. 7

Rafael Moura
Entrou no final para participar do gol da classificação. 8

Beira-Rio ruge, Inter bate o Santa Fe por 2 a 0 e avança à semifinal da Libertadores

27 de maio de 2015 0

Felix Zucco

Com o maior público da história do novo Beira-Rio, o Inter bateu o Independiente Santa Fe por 2 a 0, com gols de Juan e de Mina (contra), e se classificou às semifinais da Libertadores. Em um jogo dramático, a vaga chegou com um gol aos 42 minutos do segundo tempo, depois que os colombianos tiveram dois expulsos.
Com Valdívia no banco e Lisandro López formando o ataque ao lado de Nilmar, o Inter fez o que dele se esperava: se atirou ao ataque. E até os zagueiros haviam se tornado homens de frente. Tamanha fome de gols levou o Inter a abrir o placar logo aos dois minutos – se utilizando da mesma arma do Santa Fe em Bogotá: a bola aérea.
D’Alessandro cobrou escanteio, Sasha cabeceou para o chão. A bola quicou, subiu, não iria para o gol. Isso até ela encontrar Juan que, quase ao lado da trave, saltou e cabeceou ao gol, encobrindo o volante Roa. O Beira-Rio rugiu pela primeira vez, comemorando o gol do defensor que havia falhado no gol de Mosquera, em Bogotá.
Com metade da missão cumprida, uma vez que o 1 a 0 levaria a decisão para os pênaltis, era chegada a hora de respirar fundo e repensar o jogo. Os minutos seguintes, porém, foram de chegadas do Santa Fe _ ainda que sem conclusão ao gol de Alisson.
Diego Aguirre sofreu uma baixa ainda cedo. Sasha recebeu um pisão no pé direito e não teve condições de prosseguir. A reserva de Valdívia durou apenas 14 minutos. A troca, porém, não ajudou a melhorar o Inter. Ao contrário: foi o Santa Fe quem passou a tomar conta do jogo, a ter maior posse de bola e a criar situações de gol. Já os donos da casa seguiam ansiosos e errando muitos passes. Para deixar a torcida ainda mais nervosa, a defesa colorada trocava muitas bolas em frente à área.
Aos 34 minutos, Alisson tentou o passe para Juan e, por pouco, Omar Pérez não fez por cobertura. No lance seguinte, Alisson saiu mal de novo e precisou dividir com Morelo para evitar o empate. O primeiro tempo chegou ao final com algumas jogadas mais viris, de lado a lado.
- Temos de buscar o segundo gol agora, não tem outro jeito – disse Valdíva, no intervalo.
No segundo tempo, Santa Fe e Inter passaram a ser mais ofensivos. Os colombianos buscavam o gol que poderia encaminhar a sua classificação, enquanto os de Aguirre trabalhavam melhor a bola e buscavam o 2 a 0 definitivo. O Inter por pouco não fez em uma sequência com Dourado, Geferson e depois com D’Alessandro. O campo, úmido, devido à chuva em Porto Alegre desde a madrugada, parecia deixar as jogadas ainda mais velozes.
Aos 13, Lisandro foi derrubado na área. O árbitro não marcou o pênalti. A pressão e o rugido do Beira-Rio cresciam. Valdívia foi o alvo preferido das faltas colombianas. Em mais uma delas, no meio-campo, parando um contra-ataque colorado, Aguirre entrou no campo exigindo o segundo cartão amarelo de Mosquera. Acabou expulso. Aos 22, o Santa Fe também teve um expulso, mas em campo. Mosquera, autor do gol em Bogotá, derrubou Nilmar e recebeu o segundo amarelo _ e o atacante, tonto com a pancada, foi substituído por Alex. Aos 32, D’Alessandro tabelou com Valdívia e mandou um chutaço para grande defesa de Castellanos. Aos 36, mais um expulso: o lateral Anchico, por falta em Valdívia.
O Inter ficou com dois jogadores a mais, trocou Geferson por Rafael Moura, e se jogou ao ataque. Não demorou para que um escanteio jogasse todo o time para a área colombiana. D’Alessandro cobrou e Rafael Moura entrou como um raio para desviar de cabeça e marcar o gol salvador da classificação – o gol, porém, foi dado para o zagueiro Mina, contra. O Santa Fe reclamou que o escanteio foi irregular, pois a bola bateu em Lisandro antes de sair.
Nos minutos finais, Lisandro ainda perdeu um gol cara a cara com Castellanos. Aguirre assistiu ao final da partida agachado, escondido da arbitragem atrás dos seguranças do Inter. Assim que o árbitro encerrou o jogo, o árbitro foi cercado pelos colombianos, e o zagueiro Mina acabou expulso. O Beira-Rio explodiu em festa, seguida pelo apagar dos refletores e pelo clarão dos celulares e smartphones.

Diego Aguirre lamenta revés nos acréscimos: "Dói levar um gol no último minuto"

21 de maio de 2015 4

Ricardo Duarte

Assim como ocorreu no mata-mata com o Atlético-MG, o Inter terminou a partida de ida lamentando ter sofrido mais um gol no final. No Independência, o gol do empate em 2 a 2 surgiu aos 49 minutos do segundo tempo. Em Bogotá, a derrota aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo. Apesar de abatido com o revés colombiano, o técnico Diego Aguirre aposta na sinergia torcida-time do Beira-Rio para seguir na Libertadores.

- Dói levar um gol no último minuto. São coisas que acontecem. Mas temos outra parte do jogo a disputar. Esse é o momento de pensar em coisas positivas, pensar que teremos o Beira-Rio lotado em uma semana. Vai ser muito difícil, mas é possível que o Inter possa se classificar – disse Aguirre.

Escudado pelos 100% de aproveitamento em casa na Libertadores, o técnico colorado poderá mexer na equipe, contando com o retorno de Geferson na lateral-esquerda (recuperado de uma artroscopia no joelho direita) e com Nilmar desde o início no ataque.

- Confio muito na minha equipe. Temos boa qualidade para conseguir a classificação. Sempre se joga melhor em casa. Tenho certeza: vamos buscar o resultado. É bom para nós definir em casa. Acredito mais do que nunca em nossa força _ comentou o técnico.

Vitorio Piffero fez coro a Aguirre. O presidente do Inter entendeu que a equipe recuou demais e não conseguiu perturbar o adversário. Aposta na reversão em casa.

- Nos culpamos. Não exercemos toda a pressão que exercemos nos adversários no Beira-Rio. Eles têm um time com vigor físico, são grandes, se impõem, é um bom time. Mas, no Beira-Rio, é diferente, Vamos apertar o adversário. Nos encolhemos para tentar nos defender – afirmou Piffero. – Já temos 15 mil sócios que realizaram o check in – emendou o dirigente, contando com um estádio lotado no dia 27.

Sasha lamentou a atuação da equipe no segundo tempo. E admitiu ter cansado:
- A altitude dificultou um pouco, fazer esse vai-e-volta é desgastante mesmo. Fomos meio que empurrados para trás, mas temos que manter o que estamos acostumados a fazer em casa.

Em casa, na Libertadores, o Inter bateu a Universidad de Chile por 3 a 1, o Emelec por 3 a 2, o The Strongest por 1 a 0 e o Atlético-MG por 3 a 1. Agora, precisará repetir as vitórias sobre chilenos e mineiros para avançar às semifinais – ou se preocupar apenas com o Brasileirão e com a Copa do Brasil.

Libertadores: Inter não resiste a Bogotá e perde para o Santa Fe nos acréscimos

21 de maio de 2015 2

Ricardo Duarte

O Inter foi punido aos 46 minutos do segundo tempo em Bogotá. Com um gol de Mosquera, o Santa Fe bateu o Inter por 1 a 0, na partida de ida das quartas de final da Libertadores. Agora, o time de Diego Aguirre precisará da força dos 100% de aproveitamento do Beira-Rio para avançar às semifinais. Em Porto Alegre, o Inter é obrigado a vencer por 2 a 0. Os colombianos jogarão pelo empate e derrota por um gol de diferença a partir do 2 a 1. Caso o Inter derrote o Santa Fe por 1 a 0, a decisão irá para os pênaltis. No sábado, o time reserva do Inter volta ao Brasileirão, desta vez para enfrentar o Vasco, em São Januário.

Com uma postura agressiva, o Santa Fe partiu para cima do Inter na tentativa de abrir vantagem ainda no primeiro tempo. Após a derrota no final de semana para o Millonarios, por 3 a 1, no clássico de Bogotá e que custou a eliminação da equipe no Campeonato Colombiano, o time de Gustavo Costas precisava dar uma resposta à torcida.

Com o El Campín apresentando diversos espaços vazios em suas arquibancadas, os colombianos dominaram as ações ofensivas diante de um Inter demasiadamente recuado e que tentava sair em contra-ataques. A precaução de Diego Aguirre permitia que o Santa Fe chegasse à intermediária colorada, rondasse a área, mas não conseguisse se aproximar do gol de Alisson. Daí, as chances quase insignificantes dos donos da casa no primeiro tempo. Omar Pérez, o camisa 10 do Santa Fe, era vigiado por Sasha e Aránguiz _ o chileno deu um susto, ao prender o tornozelo esquerdo no gramado e precisar de atendimento. No ataque, duas chances: D’Alessandro, batendo cruzado, por cima, e Valdívia, de longe, encobrindo o goleiro Castellanos, mas com a bola igualmente saindo. D’Alessandro, que recebeu um cartão amarelo por reclamação, após uma falta de Anchico em Valdívia, seguiu protestando contra a arbitragem, no intervalo.

No segundo tempo, sob chuva, o Santa Fe tentou acelerar mais o jogo, enquanto o Inter passou a trabalhar mais as jogadas e a ter maior posse de bola. William passou a ser a principal jogada de ataque da equipe de Aguirre, com as suas subidas pela ponta direita.

O Santa Fe tentava abrir alguma mínima vantagem em casa. O Inter, porém, se defendia com 11 jogadores em seu campo. Em alguns momentos, até o contra-ataque era algo impossível porque não havia ninguém na frente. O 0 a 0 interessava aos colorados.

Aos 19 minutos, os colombianos chegaram com força. Omar Pérez cobrou falta na área, Alisson fez defesa parcial após desvio de cabela de Mosquera e, no rebote, o próprio Mosquera concluiu no travessão. Foi o pirmeiro susto do Inter no El Campín. O lance serviu também para despertar a torcida. Aos 21, Omar Pérez cobrou escanteio e Mosquera desviou de cabeça, outra vez no travessão.

Pressionado, o Inter passava a jogar por um contra-ataque. Aos 25, a chance de ouro: Mina caiu na frente de Lisandro e perdeu a bola. O argentino avançou e, ao chegar na área, tentou o drible em vez de chutar a gol. Foi desarmado por Anchico e perdeu a melhor chance de gol colorada no segundo tempo.
Como fez em casa em toda a Libertadores, o Santa Fe partiu para cima nos minutos finais – se aproveitando também da altitude de 2,6 mil metros. Borja, aos 29, perdeu o gol cara a cara com Alisson. O Inter já demonstrava algum cansaço em Bogotá.

Com Nilmar em campo, o Inter buscava o contra-ataque redentor. E ele surgiu aos 34. descansado, o atacante bateu Seijas na corrida e, na saída de Castellanos, bateu por cobertura. O goleiro ainda deu um tapa na bola, que foi caindo dentro do gol, mas Mina surgiu e salvou para escanteio.

A fim de conter a pressão colombiana e assegurar o 0 a 0, Aguirre mandou Réver a campo, aos 41 minutos. Deu certo até aos 46 minutos. Em uma cobrança de escanteio, Alan Costa e Réver pularam no mesmo jogador, deixando Mosquera livre para cabecear ao gol, sem chances para Alisson. Agora, o sonho do tricampeonato da Libertadores dependerá da força do Beira-Rio.

Diego Aguirre: "Antes do jogo, eu assinava na hora por um empate em 2 a 2"

07 de maio de 2015 1

Alexandre Lops/Divulgação Inter

Havia um misto de alegria e de decepção na voz de Diego Aguirre, após o 2 a 2 entre Inter e Atlético-MG, no Estádio Independência. O treinador uruguaio saiu satisfeito e otimista com o desempenho de seu time na Bombonera brasileira, mas não contava com o gol nos acréscimos.
- Foi um jogo muito intenso, muito bem jogado. Se me perguntassem antes do jogo sobre um empate em 2 a 2, eu assinava na hora. Mas levar um gol no último segundo fica uma tristeza. Ainda assim, foi um resultado excelente. Temos mais 90 minutos em casa e com a nossa torcida. Voltar para Porto Alegre com um bom resultado é difícil neste campo – comentou Diego Aguirre.

O técnico do Inter disse ainda que optou pela formação com D’Alessandro e com Valdívia no banco de reservas na véspera da partida. Alex começou o jogo porque o argentino ainda estava desgastado pelo Gre-Nal.
- Minha intenção não foi surpreender o Atlético e, sim, escalar o que tinha de melhor para encarar este jogo. Valdívia é outro jogador de um mês para cá. É uma opção excelente, mas não tem que começar todos os jogos – afirmou o treinador colorado. – Acredito na mística das camisas, na história dos estádios. Assim como eles têm aqui, o Inter tem no Beira-Rio. Fiquei com uma dúvida se não foi falta na última jogada, achei que sim. Também, às vezes, o estádio dá muita pressão e acontecem coisas… não tenho muita certeza, mas acho que foi falta no gol deles. Hoje, estamos mais perto da classificação, esta é a realidade – acrescentou Aguirre, que reclamou de falta em Rodrigo Dourado, no segundo gol do Atlético.

Para o experiente zagueiro Juan, o Inter será agressivo no jogo da volta no Beira-Rio, apesar da vantagem do 0 a 0 e do 1 a 1:
- Temos a vantagem de dois resultados de empate, mas não fugiremos de nosso padrão: jogaremos para vencer.