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Posts com a tag "Luxemburgo"

Em nota, Luxemburgo agradece o convite do Inter, mas diz que mira a Libertadores de 2016, com o Flamengo

16 de dezembro de 2014 13

Divulgação Flamengo

Vanderlei Luxemburgo foi procurado por importantes emissários do Inter, na noite de segunda-feira e na manhã desta terça. Conversou sobre o clube, recebeu a proposta salarial, mas, ao refletir sobre os seus planos no Flamengo, preferiu permanecer na Gávea. Minutos atrás, em nota, ele agradeceu ao Inter e justificou a sua opção.

Confira a nota na íntegra:
“Recebi uma sondagem de pessoas ligadas ao Internacional, mas meu compromisso é com o Flamengo. Eles têm uma competição importante para disputar no ano que vem, que é a Libertadores, mas este é justamente o meu objetivo com o Flamengo para 2016. Quando fui convocado a retornar ao clube neste ano, acertei um contrato até o fim de 2015. Teve um problema com duas cláusulas, mas nunca foi um empecilho para que eu não continuasse. Sempre valeu o que tinha sido acordado. Tenho uma missão com o Flamengo e não quebrarei esse acordo com a diretoria”.

Após revés no mercado, Inter monta estratégia para tentar se reaproximar de Mano Menezes e de Abel

16 de dezembro de 2014 82

Divulgação Corinthians

A nova direção do Inter mostra um surpreendente despreparo para contratar um treinador de peso para a Libertadores. Os recentes fracassos com Tite e com Vanderlei Luxemburgo, que optaram por Corinthians e Flamengo, respectivamente, deixaram a nova gestão com um grave problema: pedir desculpas a Mano Menezes e/ou tentar reatar com Abel Braga. É a busca pelo Plano C.
Como o Inter não deseja contar com um treinador inexperiente para a Libertadores, sobraram no mercado Mano e Abel – Celso Roth também, mas este seria uma opção extrema. Agora, uma espécie de brigada vermelha começa a ser montada para a busca de um técnico.
Ocorre que Vitorio Piffero descartou publicamente Mano Menezes. Em entrevistas, o presidente eleito do Inter disse:
- Mano Menezes? Não. Nada contra a pessoa do Mano Menezes, mas ele não fecha com o meu estilo.
Já Abel, demonstrou grande mágoa com a nova gestão, por não ter sido o Plano A. Entendia que, por ter levado o Inter à Libertadores, merecia receber um convite para permanecer. Ainda ao final do Brasileirão, não agora. Os novos dirigentes se mostram angustiados na busca por um técnico. A opção no Exterior segue sendo o argentino da seleção chilena Jorge Sampaoli.
Por isto, colorados próximos a estes dois treinadores, começam a ser mobilizados para uma tentativa de fumar o cachimbo da paz. Para ganhar tempo, a nova gestão apresentará na tarde dessa terça-feira a direção de futebol. É uma espécie de justificativa ao associado que a elegeu, uma vez que o nome do treinador para a Libertadores segue uma incógnita.

Luxemburgo diz não ao Inter, permanecerá no Fla e se lançará à presidência do clube em 2016

16 de dezembro de 2014 3

Divulgação Flamengo

O Inter perdeu mais um clássico. Derrotado pelo Corinthians, ficou sem Tite. Agora, tentou tirar Vanderlei Luxemburgo do Flamengo. E perdeu de novo. Os telefonemas dos colorados para Luxemburgo partiram ainda na noite de segunda-feira, quando Tite anunciou que voltaria ao Corinthians. As ligações seguiram na manhã de terça até que Luxemburgo, mesmo empolgado com a chance de jogar a Libertadores, disse “não”.
Luxemburgo ficará no Flamengo e, ao final de 2015, pretende se candidatar à presidência do clube. O Flamengo prometeu a ele um investimento de R$ 30 milhões no time para 2015. Nas próximas horas, Luxemburgo divulgará uma nota informando sobre a sua decisão.
Agora, ao que tudo indica, o Inter terá que pedir desculpas a Mano Menezes. Vitorio Piffero disse publicamente que não o queria como treinador, pois fechava com o seu “estilo”.

Para não perder o treinador, Flamengo lembrará a Luxemburgo o seu sonho de presidir o clube

16 de dezembro de 2014 2

Vippcom

O Flamengo apelará para o lado sentimental de Vanderlei Luxemburgo para mantê-lo no clube e fazer com que ele recuse a ofertado do Inter. Ainda que o Beira-Rio tenha oferecido ao técnico quase o dobro do que ele recebe no Rio (Luxa ganha R$ 350 mil na Gávea). Segundo o repórter André Silva, da Rádio Gaúcha, a direção carioca lembrará a Luxemburgo o seu sonho de no futuro se tornar presidente do clube – Vanderlei Luxemburgo é sócio e eleitor do Flamengo – e, caso peça a rescisão de contrato agora, para assinar com o Inter, ficará marcado pela massa, o que poderá inviabilizar o sonho de presidir o clube do coração.

Luxemburgo jamais conquistou a Libertadores. Na última, parou nas oitavas, com o Grêmio

16 de dezembro de 2014 2

Luis Acosta/AFP

Ao que tudo indica, Vanderlei Luxemburgo será o comandante do Inter na campanha da Libertadores de 2015. O treinador, cujo anúncio poderá ocorrer nas próximas horas, disputou a última Libertadores em 2013, com o Grêmio. Jamais foi campeão da Libertadores. Está aceitando o convite do Inter também por este desafio. Na Libertadores de 2013, se classificou através do mata-mata com a LDU (EQU) e foi até as oitavas de final, caindo para o Santa Fe (COL).

Confira o desempenho do Grêmio de Luxemburgo na Libertadores de 2013, a última do treinador:
Primeira fase:
LDU 1×0 Grêmio
Grêmio (5)1×0(4) LDU

Grupo 8
Segunda Fase – Grupo 8
Grêmio 1×2 Huachipato (CHI)
Fluminense 0×3 Grêmio
Grêmio 4×1 Caracas (VEN)
Caracas 2×1 Grêmio
Grêmio 0×0 Fluminense
Huachipato 1×1 Grêmio

Oitavas de final
Grêmio 2×1 Santa Fe (COL)
Santa Fe 1×0 Grêmio

Inter vai ao Rio de Janeiro para assinar com Vanderlei Luxemburgo. Técnico voltará ao clube 37 anos depois

16 de dezembro de 2014 10

Arquivo ZH

Vanderlei Luxemburgo terá uma reunião na tarde dessa terça-feira, no Rio de Janeiro, com emissários do Inter. O treinador já teria informado à direção do Flamengo que está de mudança para o Beira-Rio. A rescisão deverá ocorrer nas próximas horas. Caso o acerto ocorra, Luxemburgo poderá ser apresentado até a sexta-feira em Porto Alegre.
Nesse encontro, no Rio, o treinador será comunicado sobre o projeto do Inter para a Libertadores e sobre a necessidade de vencer pelo menos uma das grandes competições da temporada, além de ser informado sobre chegadas e partidas. Do atual, elenco haverá de seis a sete dispensas. Pelo menos quatro reforços de peso serão contratados. Com Luxemburgo, desembarcariam também o preparador físico Antônio Mello e o auxiliar técnico, o ex-atacante Deivid.
Caso a contratação de Luxemburgo seja efetivada, ele estará retornado ao Beira-Rio 37 anos depois. Em 1978, o lateral-esquerdo Vanderlei Luxemburgo participou da equipe do Inter de Carlos Gainete e depois de Cláudio Duarte. Na foto acima, ele e Falcão.

Inter mira Vanderlei Luxemburgo para a Libertadores e investe sobre o técnico do Flamengo

16 de dezembro de 2014 18

Cristiano Estrela/DC

O Inter perdeu Tite para o Corinthians e, agora, ao que tudo indica, abre uma nova frente de combate: contra o Flamengo, por Vanderlei Luxemburgo.
O técnico tem contrato com o Flamengo até o final de 2015, mas não há multa rescisória. Recebe R$ 350 mil na Gávea, e ganharia quase o dobro no Beira-Rio. Luxemburgo é admirado pelos colorados, mesmo não tendo feito grande campanha com o Grêmio. Bate com o perfil de Vitorio Piffero, o que não ocorre com Mano Menezes, e sempre comentou a amigos o desejo de um dia trabalhar com o Inter.

Vanderlei Luxemburgo tem grande ligação com Porto Alegre. Aqui, nos tempos de Grêmio, montou um site de comercialização de vinhos. Costuma vir com frequência à capital gaúcha. Em 2009, após a saída de Mário Sérgio, o Inter sondou Luxemburgo. Não houve acerto e o treinador carioca parou no Atlético-MG. Neste Brasileirão, salvou o Flamengo do rebaixamento e acabou eliminado eliminado pelo Atlético-MG na semifinal da Copa do Brasil. Fez um bom trabalho, apesar do limitado grupo de jogadores que recebeu.

A última Libertadores de Luxemburgo foi com o Grêmio, em 2013. Parou nas oitavas, eliminado pelos colombianos do Independiente Santa Fe.

No Exterior, caso não haja acordo com treinadores brasileiros, o alvo seria o argentino Jorge Sampaoli, técnico da seleção chilena.

- Nosso prazo é acertar. Não confirmo nem desconfirmo qualquer contato com qualquer técnico – desconversou o novo vice de futebol do Inter, Luiz Fernando Costa, questionado sobre Luxemburgo e sobre o prazo para o anúncio.

Kleber: "Paguei muito caro pelas minhas brigas"

06 de julho de 2013 4

Neste domingo, em Zero Hora, o Gladiador Kleber abre seu coração. Fala do drama das seguidas lesões e cirurgias, das brigas em que se envolveu no passado, das quais se arrepende, da origem do apelido e da esperança em um futuro como titular do Grêmio. Confira o que ele disse.

“SÓ QUEM PASSOU POR LESÕES COMO EU PASSEI SABE COMO É DIFÍCIL VOLTAR”

Zero Hora - Desde sua chegada, no final de 2011, foram muitos meses sem jogar por lesão. Como enfrentou esse período?

Kleber - Difícil, né? Duas lesões no mesmo ano. A segunda atrapalhou até para o começo desta temporada. Você se vê fazendo sempre o melhor, marcando gols. Duas fraturas, duas operações, é algo muito ruim, mas faz parte.

ZH – Como era a rotina de recuperação?

Kleber - É muito ruim, é a pior parte. Estamos sempre acostumados a jogar, competir, querer ganhar. De repente, duas fraturas, duas operações. É difícil ir no estádio, ficar só assistindo, e não poder ajudar. É a pior parte na carreira de um jogador.

ZH _ Você já havia passado por cirurgias antes?

Kleber – Já (risos). Uma no nariz, não muito grave, de recuperação curta. Operei os dois joelhos na Ucrânia (jogou de 2004 a 2009 no Dínamo de Kiev) e o púbis no Cruzeiro.

ZH - Quando você chegou, a meta era disputar a Libertadores em 2013. Mas o time tropeçou. Que lição ficou deste tropeço?

Kleber - Estou no Grêmio, faço parte do grupo, mas não foi a Libertadores que eu esperava. No começo, não joguei porque me recuperava da lesão. Quando voltei, o time já estava formado. Entrei em quatro jogos e em três deles o time estava com um jogador a menos. Foi totalmente diferente do que eu imaginava e gostaria. Queria começar bem a temporada para poder ajudar o Grêmio a fazer uma boa competição. Minha sensação é de não ter jogado a Libertadores. Então, meu objetivo é ajudar a classificar o time de novo para poder ajudar no ano que vem.

ZH - Mas a concorrência é grande. Como entrar no time para poder ajudar a conseguir esta vaga na Libertadores?

Kleber- Mas muita coisa muda também. Para o ano que vem, será uma situação totalmente diferente, como foi no ano passado. O grupo era um, hoje é totalmente diferente. Tenho que correr atrás. Não tem problema nenhum, sei do meu potencial, sei o que posso fazer e aonde posso chegar.

ZH - O que lhe falta no momento? Você concorda que não tem a mesma força física que tinha antes da parada?

Kleber- Não vejo dessa forma. Sei que tenho de melhorar. Mas, como eu disse, vim de uma lesão. E depois não tive uma sequência de jogos, foram só três. Até fiz um gol no último (contra o São Paulo). Vejam o Ganso. É um baita craque. Mas olha a dificuldade que ele teve de jogar no São Paulo, oscilando muito. É para você ver a gravidade de uma lesão de joelho, de enfrentar uma recuperação. É difícil mesmo para um cara com a qualidade técnica dele. Só quem passou por lesões desse tipo sabe a dificuldade que é. E olha que a sequência dele (Ganso) é muito maior do que a minha. Comecei o ano machucado, tive que correr atrás enquanto o pessoal estava na pré-temporada.


“QUANDO A DOR VOLTOU, FALEI: AGORA CHEGA, NÃO ESTOU AGUENTANDO MAIS, QUERO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO”

ZH - Como foi a lesão que provocou a segunda parada. Foi realmente em Bogotá, contra o Millonarios?

Kleber- A lesão não foi em Bogotá, foi contra o Bahia. Depois daquele jogo (em Salvador, dia 27 de outubro), nunca mais joguei. Só voltei em Bogotá (derrota por 3 a 1 para o Millonarios, pela Sul-Americana). Naquela partida, no fiquei nem seis minutos em campo, foram dois ou três, se não me engano. Depois do Bahia, eu entrava nos treinos e sentia dor, não conseguia mais jogar. Fiz o exame e, a princípio, não era grave. Mas, depois, vimos que houve o rompimento de tendão naquele jogo contra o Bahia.

ZH - Mas o rompimento não apareceu no exame?

Kleber – Apareceu no exame.

ZH _ E não lhe disseram?

Kleber - (faz silêncio por alguns segundos antes de responder) Eu continuei trabalhando. Quando a dor voltou em Bogotá, falei: agora chega, não estou aguentando mais, quero saber o que está acontecendo. Então, fui no médico e vi que tinha de operar. Ou seja, eu já tinha um problema, não havia sido uma nova lesão em Bogotá. Foi ruim, perdi mais tempo para poder voltar.

ZH – Você consultou um médico de fora?

Kleber – Fui no médico aqui. Fiz dois exames aqui e levei para outro médico em São Paulo, para ter a opinião de outro. Ele achou que tinha de operar. E aí fizemos a operação.

ZH - E você aguentou calado toda esta situação?

Kleber- Sim. Calado.

ZH - Mas a dor limitava os movimentos?

Kleber – Me limitava totalmente, doía muito, era muita dor. Fiz o gol de empate contra o Bahia e no finalzinho do jogo tomei um carrinho. Como não dava mais para substituir, fiquei em campo até o final, sem poder caminhar.

ZH – E o que os médicos diziam depois da lesão em Salvador?

Kleber - Disseram que o exame mostrou muito edema, muito sangue, muita inflamação, não deu para ver muito bem. Achamos que era uma lesão. Eu também, naquela loucura de querer ajudar, fiz tratamento para o jogo seguinte, contra a Ponte Preta, aqui no Olímpico, mas não consegui passar no teste e ir para o jogo. Eu tentava voltar e nada. Fazia o tratamento, disseram que sentia dor, mas ouvia que era uma inflamação e ia passar.

“EU NÃO GOSTAVA DO APELIDO GLADIADOR”

ZH - Você disputa posição com Vargas ou Barcos?

Kleber _ É relativo, é opção do treinador. Todos os atacantes daqui tem condições de fazer as duas funções.

ZH - Acredita em sequência de jogos. Ou acha que Vargas é titular por decreto?

Kleber - Não vai ser fácil. Espero que para ninguém, que seja difícil para todo mundo, que realmente tenha concorrência e que jogue o melhor. Então, é buscar ser o melhor.

ZH - Como surgiu o apelido gladiador?

Kleber - Surgiu em São Paulo, em 2008 (atuava no Palmeiras), com um radialista da Transamérica. Era pelo meu jeito, meu estilo de jogo e quando vi pegou, o negócio explodiu, torcedor começou a chamar. No começo, eu não gostava muito. Depois, levei numa boa.

ZH - Aí veio para um clube que iria inaugurar uma arena …

Kleber - E tem aquela coisa do estilo de jogo, o espírito, aquilo de ser sempre mais difícil, era muito a minha cara mesmo. Muita gente recomendava. Caio (Ribeiro), que é comentarista, disse que eu não iria me arrepender, é um baita clube. No Cruzeiro, joguei com Roger (atualmente comentarista do SporTV), que sempre falou muito bem. Rodolfo (zagueiro do Vasco), com quem joguei no Dínamo, é meu amigo e disse que foi um dos melhores clubes da vida dele. Só tive boas indicações. Então, nem pensei duas vezes. Tanto que fiz um contrato longo.


“PAGUEI MUITO CARO PELAS MINHAS BRIGAS”

ZH - Você amadureceu depois do nascimento de sua filha? Antes, era um jogador nervoso, que até trocava socos com os adversários. Hoje, não faz mais isso. O que mudou?

Kleber - Antes, o pavio era mais curto. Tem um pouco da minha criação. Nasci num lugar muito pobre, de violência constante, muitos de meus amigos foram mortos e presos. Cresci assim, num bairro da periferia de São Paulo. Então, não aceitava muitas coisas. Não concordo com muitas coisas, com algumas injustiças, sempre fui assim. Vim da Ucrânia, onde o estilo de jogo é mais brigado, de dividida mais forte. Aí, juntou tudo isso com meu estilo de pavio curto e houve muitas expulsões no meu começo no Palmeiras. Depois, você vai amadurecendo, não só pelo nascimento dos filhos, mas pelas pancadas da vida. Comprei muita briga no começo que 90% dos meus colegas comprariam, mas tiveram mais controle, para não se prejudicarem. Paguei muito caro pelas minhas brigas.

ZH - Uma briga fora de campo foi em defesa de João Vitor (ex-volante do Palmeiras, que havia sido advertido por Luiz Felipe Scolari), que resultou em sua saída do Palmeiras.

Kleber - Não só essa. Na época, nunca tinha passado por aquilo, mas houve outras situações. Uma vez, no Palmeiras, em 2008, arrumei uma briga numa balada por causa de um torcedor são-paulino. Tive um problema muito grande com aquilo, a briga se tornou generalizada. Mas era o meu jeito, não aceitei a forma como ele falou comigo. Aí, você vai tomando pancadas da vida e vai vendo que não vale a pena, tira o pé.

ZH - Você se posicionou em favor do grupo contra Marcelo Moreno quando ele disse que seria difícil alguém fazer 22 gols?

Kleber - Fiz dupla de ataque com Moreno e tenho maior amizade com ele. Tanto que, depois do acontecido, ele me ligou. Conversamos, ficou tudo resolvido. Eu sempre gostei dele, só que não achei certo aquilo. Para eu fazer gols, o cara se mata lá atrás para tomar a bola, o meia tem que me dar o passe. Temos consciência de Moreno ajudou bastante, assim como Fernando, Pará, Pico, Marquinhos, Léo Gago. Entendi o que o pai dele pensa. Mas o meu pai nunca vai falar nada. Se falar, vai tomar uma dura publicamente aqui do meu lado. Discordo quando a mulher posta algo no Twitter ou no Facebook. Eu discordo. É o cara que controla a família dele. Achei que foi errado o torcedor gritar o nome dele (Moreno) depois de tudo o que ele havia falado, não só sobre os jogadores, mas sobre a grandeza do Grêmio. Falei o que 90% do vestiário pensava, mas preferiu não falar. Mas, se ele voltar para o Grêmio, será muito bem recebido.

“MEU FUTURO É AQUI”

ZH - Como era sua relação com Luxemburgo?

Kleber - Era boa. O que aconteceu é que Pepe (o procurador Giuseppe Dioguardi) foi autorizado a procurar clube para mim quando eu estava de muletas, em recuperação. Um diretor, que não vou falar o nome, disse que Vanderlei não pretendia contar comigo. Fiquei chateado, claro, pois fazia planos de seguir aqui. Disse que não iria sair. Decidi me recuperar, voltar e ver o que iria acontecer. Não quero sair.

ZH – Seu futuro é mesmo aqui?

Kleber - Meu futuro é aqui. Por cinco anos. Tomara. Se Deus quiser.

ZH - Você se sente em dívida com a torcida?

Kleber - Se estou em dívida, está todo mundo endividado (risos). Os resultados não foram. Mas não tiro o meu da reta. No ano passado, não ajudei como gostaria de ter ajudado. Este ano, voltei todo errado, ainda estou pegando ritmo. Vou torcer para que nada de ruim aconteça e eu possa ajudar a classificar o Grêmio para a Libertadores. E que eu possa jogar mesmo.





Rescisão de Luxemburgo poderá parar na Justiça

04 de julho de 2013 11

Aguardada para a próxima semana, a rescisão de contrato de Vanderlei Luxemburgo poderá ser o ponto de partida para uma batalha judicial entre o treinador e o Grêmio.

A direção já tem sua posição definida. Seus advogados irão propor ao representante do técnico um abatimento sobre a multa rescisória. Luxemburgo recebia salário mensal de R$ 601 mil.

Como a lei prevê o pagamento de metade do total a que o ele teria direito até dezembro de 2014, a multa será de R$ 5,4 milhões. O Grêmio tentará reduzir esse valor e fazer a quitação de forma parcelada.

Luxemburgo não estaria disposto a aceitar abatimento. Muito menos parcelamento. Em entrevista a Zero Hora, o treinador assegura que não forçou a demissão para embolsar o valor estipulado pela multa. Mas deixou um recado:

- A multa foi colocada antes, foi discutida antes, foi posta no contrato e foi aceita, e contrato assinado tem de ser cumprido. Isso é normal em qualquer relação de trabalho. Você tem um contrato de trabalho e espera que ele seja cumprido pela empresa.

Dois advogados consultados por Zero Hora observam que sempre se chega a um acordo extrajudicial entre as duas partes. Tudo para evitar que o caso vá parar na justiça, onde decisões em primeira instância costumam levar pelo menos seis meses. Com os recursos, os casos nãoa transitam em julgado antes de um ano.

Ex-treinador do Inter, o uruguaio Jorge Fossati aceitou receber em parcelas valores devidos pelo clube. Como houve atraso, recorreu à Justiça do Trabalho.

-  O Grêmio não pagará a multa integral. Luxemburgo está enraivecido e certamente não aceitará redução. Acho que o caso vai parar na justiça – teme um dirigente.


Renato Portaluppi e Vanderlei Luxemburgo, treinadores de boa convivência

02 de julho de 2013 4

No Grêmio, sai o vinho e entra o chopp.

Na sua passagem pelo Real Madrid, o carioca Vanderlei Luxemburgo descobriu o vinho, que virou sua bebida preferida, a ponto de tornar-se dono de um site especializado em vender esse produto.

Carioca por adoção, o gaúcho Renato Portaluppi é amante do chopp gelado.

Homem de diálogo, Luxemburgo se estendia nas conversas com jornalistas no estádio e nos hotéis e, sempre que a agenda permitia, costumava convidá-los a apreciar um bom vinho.

Também um treinador aberto ao bate-papo, Portaluppi tem por hábito chamar repórteres para encontros regados a chopp no final de tarde, depois dos treinos.

A atual organização dos clubes de futebol não dá muito espaço para que treinadores e jornalistas conversem sobre outros temas que não sejam o futebol. Quase sempre, os encontros se limitam às entrevistas coletivas. De resto, eles são blindados.

Luxemburgo e Portaluppi rompem esse estilo. Conseguem ter com os setoristas uma convivência saudável, sem que ela influencie na condução do trabalho de cada um.