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Como no tempo dos "cardeais", Grêmio busca solução para grave crise institucional

26 de março de 2013 5

Por décadas,quando mergulhava em crises institucionais, o Grêmio buscava a solução junto aos seus cardeais, definição dada ao colegiado formado por dirigentes eméritos. Uma solução nos mesmos moldes será buscada hoje, para dirimir o impasse criado com a empreiteira OAS em torno do contrato da Arena. Um almoço no Olímpico reunirá o presidente Fábio Koff e seus antecessores no cargo, Paulo Odone e Duda Kroeff. Também participará o mentor do encontro, o presidente do Conselho Delibertivo Raul Régis de Freitas Lima.

A paz, contudo, só será possível se Koff desconsiderar a posição de dois de seus vice-presidentes. Um deles, Nestor Hein, considerou “uma afronta” a entrevista concedida ontem por Odone. Renato Moreira também considerou afrontoso o fato de o ex-presidente ocupar uma sala do Conselho “para criticar a atual gestão”.

Sábado, em meio a Grêmio e Caxias, Koff pediu a Régis que promovesse a reunião. Missão cumprida no dia seguinte, quando o presidente do Conselho passou duas horas na casa de Odone.

O ponto de partida é encontrar uma solução para o que a atual direção define como um buraco nas finanças. O Grêmio considera exagerado o repasse anual de R$ 41 milhões à Arena Porto-Alegrense, gestora do estádio, em troca da acomodação de seus associados nos dias de jogos. Tanto que contratou os serviços de uma auditoria para analisar o contrato e alterar algumas cláusulas.

- Não acho nenhum pecado que o presidente Fábio Koff abra diálogo com a OAS para tentar outras vantagens não previstas antes. Acho que eles vão passar 20 anos se adaptando ao contrato, para que a parceria tenha vida longa e frutífera – acredita Odone.

Odone reconhece a dificuldade financeira, mas destaca que o Grêmio também aumentou seu faturamento. Pelas suas contas, são R$ 75 milhões, representados pelos R$ 66 millhões de faturamento do Quadro Social e R$ 9 milhões pagos por ano pela Arena Porto-Alegrense. Pela versão do clube, a receita do Quadro Social é de R$ 55 milhões.

- O Grêmio não está indo para o buraco financeiro. Manteve a mesma arrecadação financeira do Olímpico. Precisa é valorizar, bombar a Arena. Só terá dificuldades financeiras se quiser gastar acima de sua possibilidade orçamentária – entende.

Para Raul Régis, o contrato é bom, “mas pode ser melhorado em algumas coisas”. Ele também acha possível que, na busca de um entendimento, a parceria possa auxiliar o Grêmio financeiramente.


Odone diz que tentam desmontar a imagem do Grêmio e da Arena

20 de março de 2013 26

Por Carlos Rollsing

Passados três meses de silêncio, Paulo Odone falou. Ele foi além: demonstrou indignação e prometeu conceder entrevista coletiva na próxima semana para confrontar críticos e apresentar um balanço da sua gestão à frente do Grêmio.

Pela primeira vez desde que deixou a presidência do clube, em dezembro passado, ele respondeu à atual direção, liderada por Fábio Koff, que aponta inconsistências e compromissos impagáveis do Grêmio com a OAS, construtora da Arena.

Minutos antes do encerramento da sessão da Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira, Odone, deputado estadual pelo PPS, não escondeu o descontentamento ao responder três perguntas enquanto se deslocava no Plenário. Ele denunciou uma suposta campanha de linchamento do novo estádio gremista e culpou interesses “políticos” e “psicológicos” pelos episódios. Também comparou a Arena do Grêmio à Ford – que desistiu de instalar fábrica no Rio Grande do Sul nos anos 90 por desentendimentos com o governo Olívio Dutra -, dizendo que o estádio somente “não foi mandado para a Bahia porque estava com as estacas fincadas”.

Zero Hora – O senhor tem acompanhado as polêmicas sobre o contrato da Arena?

Paulo Odone – Tenho, infelizmente. Ainda não falei sobre isso. Me desculpe, mas não vou falar agora. Vou falar na outra semana, quero concluir a apresentação das nossas contas do balanço do ano passado, quero esperar um desfecho dessa discussão que a diretoria vem fazendo com a OAS. Mas eu não gosto nada do que estou ouvindo. Há quase um processo de desmonte da imagem da Arena e do Grêmio. E isso é péssimo para o Grêmio. Eu não me manifesto para não contribuir mais ainda com isso. Vou fazer uma manifestação mais tarde.

ZH – Há tentativas de causar um desgaste de imagem?

Odone – Vou te dar só uma frase. Não conseguiram mandar a Arena embora para a Bahia ou para outro Estado porque ela está muito solidamente estruturada e fincada ali com 86 quilômetros de estacas de concreto. Se não, já tinham mandado, infelizmente.

ZH – A questão é política?

Odone – Eu acho que tem uma questão psicológica, política, tudo. É uma coisa para fazerem reflexão.

Odone: "Se Luxemburgo não ficar, Zé Roberto dificilmente permanecerá no Grêmio"

14 de novembro de 2012 18

A 36 dias do final de seu mandato, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, teme pela demora na renovação de contrato de Vanderlei Luxemburgo, que segue em negociações com a direção que assumirá para o biênio 2013/2014. Segundo Odone, a permanência de Zé Roberto para a Libertadores ainda está ligada à manutenção de Luxemburgo. O presidente assegura que, caso tivesse sido eleito, já teria acertado a renovação com o treinador.
A seguir, os principais trechos da entrevista de Paulo Odone.

Dupla Explosiva – O que o senhor sabe da renovação de Vanderlei Luxemburgo para 2013? Ele realmente pediu prêmio de R$ 4 milhões, em caso de conquista da Libertadores, e de R$ 5 milhões, caso vença o Mundial?
Paulo Odone – O contrato que fiz com Luxemburgo, lá em fevereiro, já previa a renovação automática para a temporada 2013, caso a nossa gestão permanecesse. Não poderia oferecer um contrato superior a 31 de dezembro porque não saberia se seguiria na presidência. Mas, eu disse a ele, se continuar no clube, o seu contrato estará renovado automaticamente por mais um ano. É claro que teríamos que debater os prêmio pela Libertadores e pelo Mundial, pois não tínhamos a vaga na época da negociação. No meu ponto de vista, para ser campeão da Libertadores e do Mundo, vale a pena investir mais pesado do que se espera. Eu já teria chegado a uma conclusão sobre a premiação com Luxemburgo, é lógico, pois até mesmo o contrato já estava alinhavado.

DE – A manutenção de Zé Roberto depende da permanência de Luxemburgo?
Odone – O Zé Roberto tem contrato até o final do ano. Se o Luxemburgo ficar, ele também fica. Agora, pelo que sei, se o Luxemburgo não ficar, o Zé Roberto dificilmente permanecerá no Grêmio.

DE – Como tem sido o diálogo com Fábio Koff nessa transição?
Odone – A minha determinação é deixar o clube aberto a todas as informações, até receber fisicamente quem estiver credenciado pela diretoria eleita. Afora isso, não existe nada com Fábio Koff. Ele nunca conversou comigo. O presidente Koff não fez qualquer sinal, nem no Olímpico nem na Arena, mas está tudo à disposição. O clube está aberto a ele.

DE – O senhor sonha com o título da Copa Sul-Americana como o grand finale de sua gestão?
Odone – Eu e a torcida. Estamos esperando muito por isso. temos que fazer força para assegurar o vice-campeonato brasileiro, a fim de seguir diretamente para a Libertadores, mas, se conseguirmos disputar e ganhar o nosso primeiro título com alguns dias de Arena, será a glória.

Para Kroeff, Odone gastou demais com Kleber e deixou escapar Jonas

08 de novembro de 2012 10

O ex-presidente do Grêmio Duda Kroeff contesta o atual, Paulo Odone, que disse ter assumido no final de 2010 sem saber que “a bomba Jonas estava por estourar”.

- Ao contrário de hoje, naquela época os presidentes se falavam. Convidei Odone para uma conversa em minha sala e por mais de uma hora expliquei a ele como estava a situação de Jonas – conta Duda.

Para ele, Odone poderia ter mantido o atacante, atualmente no Valencia, da Espanha, se oferecesse um bom aumento salarial e pensasse menos em trazer Ronaldinho de volta para o Olímpico.

- Se Odone gastasse metade do que gastou com Kleber, Jonas ficaria – acredita Duda.

O ex-presidente recordou que, ao assinar a renovação de contrato, em 2009, Jonas impôs que fosse fixada uma multa rescisória baixa. O atacante foi liberado em troca de 1,25 milhão de euros, valor hoje equivalente a R$ 3,2 milhões.

Eleitor de Fábio Koff na última eleição, Duda define como “muito chato” o distanciamento entre ele e Odone.

- Isso não é bom para o Grêmio. Tomara que o desentendimento fique por aí – torce o ex-dirigente.


Koff descarta Angioni e diz que Luxa "é a bola da vez"

28 de setembro de 2012 23

O candidato a presidente Fábio Koff não confirma que já tenha acertado com o gerente do Bahia Paulo Angioni para assumir a superintendência de futebol do Grêmio em caso de vitória no segundo turno, dia 21 de outubro.

Koff admite, no máximo, uma forte amizade com Angioni, com quem costuma trocar ideias sobre futebol.

- Sem exagero, nem eu sei quem vou colocar no futebol caso seja eleito. Não falo sobre essas coisas nem com minha mulher, nem com meus filhos – diz o candidato.

Quando o assunto é treinador, a resposta é outra. A exemplo de Paulo Odone, Koff quer Vanderlei Luxemburgo.

- Tenho dito e repito que meu treinador é Luxemburgo. Quis trazê-lo em 1993 (ano em que reassumiu como presidente do Grêmio). Na época, ele dirigia a Ponte Preta (de onde saiu contratado pelo Palmeiras). Luxemburgo é a bola da vez – afirma o candidato.

Quanto a Luiz Felipe Scolari, também um nome cogitado, Koff diz ter falado com ele apenas para prestar solidariedade após a saída do Palmeiras.

Grupo de Fábio Koff diz ter tirado 27 votos certos de Paulo Odone

26 de setembro de 2012 114

Abrir uma brecha no reduto eleitoral de Paulo Odone foi considerado pelos correligionários de Fábio Koff o feito mais significativo do primeiro turno da eleição presidencial, terça-feira. Conforme Romildo Bolzan Jr., um dos coordenadores políticos da campanha oposicionista, 27 dos 93 votos obtidos por Koff foram dados por conselheiros eleitos para o período 2010-2016. Mesmo integrando a lista de 150 nomes guindados ao Conselho Deliberativo na chapa montada por Odone na renovação de 2010, votaram contra o atual presidente.

Bolzan calcula que pelos menos 10 dos 25 suplentes chamados a votar na ausência dos titulares também apoiaram Koff. Pela projeção inicial, o ex-presidente teria dificuldades em somar os 60 votos necessários para superar a cláusula de barreira. Com o inesperado apoio obtido na base de Odone, o objetivo foi superado com folga.

Agora, começa o corpo a corpo junto aos sócios. A coordenação da campanha projeta pelo menos quatro visitas ao Interior. O foco, contudo, ficará voltado para a região metropolitana, que concentra 80% dos associados habilitados a votar no segundo turno, dia 21 de outubro. Obtida ainda no primeiro turno, a lista com nomes e endereços dos eleitores começará a ser analisada hoje.

- Apesar do forte apelo de Koff, que é um mito, não haverá improviso. Teremos até um trabalho científico para analisar a tendência de voto de cada um – afirma Bolzan.

Um compromisso familiar impediu que Koff participasse da comemoração organizada pelos integrantes de sua chapa em um restaurante da Capital, logo após a divulgação do resultado.

Calendário difícil complica sonho de Paulo Odone

26 de setembro de 2012 7

Restou como consenso, após o fechamento das urnas no primeiro turno eleitoral do Grêmio, que o desempenho da equipe dentro de campo será decisivo para a reeleição de Paulo Odone. Por mais respeito que tenha pela gestão do atual presidente, com ênfase para a construção da Arena e da equação de boa parte da dívida, a torcida valoriza, acima de tudo, as vitórias do time.

Os próprios apoiadores de Koff admitem que segue intocado o carisma de Fábio Koff entre os torcedores, a quem caberá a decisão final. Uma boa colocação da equipe no Brasileirão na data do pleito poderia neutralizar em parte o poder de fogo do ex-presidente.

Nesse sentido, surge um complicador. Com exceção de Sport e Coritiba, hoje tentando escapar do rebaixamento, os próximos adversários até 21 de outubro, a data do segundo turno, ainda têm ambições no Brasileirão. Cruzeiro e Botafogo sonham com a Libertadores. O Fluminense corre atrás do título. E o Santos, um pouco mais atrasado na tabela, vislumbra a Copa Sul-Americana.

Como o jogo de volta contra o Barcelona (EQU) pela Copa Sul-Americana ocorrerá depois da eleição, uma eventual classificação para as quartas de final em nada ajudaria Paulo Odone.


Busca por candidato de conciliação jamais passou do discurso

13 de setembro de 2012 20

A menos de duas semanas do primeiro turno da eleição para presidente do Grêmio, os candidatos Paulo Odone, da situação, e Fábio Koff, da oposição, evidenciaram na quarta-feira que a busca por uma candidatura de consenso, usada como bandeira pelos dois lados até a semana passada, jamais passou do discurso. Antes, durante e depois do encontro na RBS TV, do qual também participou o candidato Homero Bellini Júnior, do Movimento Grêmio Indepedente (MGI), ficou claro que nunca existiu, na prática, chance de os dois trilharem o mesmo caminho político.

Os protagonistas da maior disputa eleitoral do clube nos últimos 30 anos só se cumprimentaram a muito custo. Antes do programa, Koff isolou-se em um sofá, a uma distância de pelo menos três metros de Odone. Este, sentado em outro, permaneceu sem erguer a cabeça, entretido com seu celular. Um constrangido aperto de mãos se deu quando os dois foram chamados ao estúdio. O encontro tornou-se inevitável, já que os dois precisariam passar pelo mesmo corredor estreito.

- Fiquei espantado. Não sabia que o ódio entre os dois era tão grande – comentou um jornalista da RBS TV, testemunha da cena.

Quando o tema consenso veio à tona na entrevista, as diferenças se escancaram. Odone acusou Koff de criar obstáculos para um acordo entre os dois lados, que seria costurado por Raul Régis de Freita Lima, presidente do Conselho Deliberativo. Koff disse que Odone estava mal informado. E que Régis só poderia trabalhar por uma conciliação caso se licenciasse do Conselho e assumisse uma posição equidistante.

- Nosso afastamento começou na eleição de 2008, quando entendi que Duda Kroeff era mais importante para o Grêmio. Não tem nada a ver com a Globo. Sou amigo de Marcelo Campos Pinto e Octávio Florisbal (diretores da emissora). Em 2010, estive na posse de Odone, fiz um discurso conciliatório, mas ele não quis mais aproximação – analisa Koff.

- Acho difícil uma aproximação. O constrangimento foi mútuo na televisão. Preferiria não passar por uma situação dessas – afirma Odone.

Alheio às diferenças entre os dois, Bellini Jr. teme que o clube saia prejudicado.

- Lamento profundamente. Todos sabiam dessa animosidade. Torço para que eles consigam refrear o sentimento que um tem pelo outro em nome do bem do clube. A torcida não aguenta mais isso – diz o candidato, que cita a surpreendente vitória de Germano Rigotto na eleição estadual de 2002 para dizer que tem “totais condições de ganhar”.


Odone elogia Ganso, mas não confirma negociação

12 de setembro de 2012 14

O presidente Paulo Odone atribui ao bom relacionamento do jogador com Vanderlei Luxemburgo e com Elano os rumores sobre a vinda de Paulo Henrique Ganso para o Grêmio.

O dirigente nega tratativas, embora faça elogios ao meia.

- É um bom jogador. Pode enfrentar problemas de lesão atualmente, mas, aqui, ele joga. É como Elano, que veio para cá e se recuperou. Mas garanto que não estou negociando – disse Odone.

Em São Paulo, informa-se que Ganso estaria trocando a Vila Belmiro pelo Morumbi, numa negociação estimada em R$ 23,8 milhões. O valor refere-se aos 45% dos direitos do jogador que pertencem ao Santos. O restante é de propriedade da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, que é liderado pelo empresário gaúcho Delcir Sonda.


Odone e Koff se encontram em clima de constrangimento

12 de setembro de 2012 10

Um clima de constrangimento marcou o encontro entre Paulo Odone (E) e Fábio Koff (D) nesta quarta-feira, no estúdio da RBS TV, em Porto Alegre. Jornalistas que viram a cena relatam que os dois mal se olharam, enquanto aguardavam pelo início da entrevista, da qual participou também o candidato Homero Bellini Jr., do Movimento Grêmio Independente (no centro da foto).

Koff e Bellini chegaram antes. Um pouco mais tarde chegou Odone, que, sentado em um sofá, ficou por cerca de dois minutos mexendo no celular, sem dirigir o olhar aos oponentes. Só um pouco antes de serem chamados ao estúdio é que Koff e Odone se cnmprimentaram, sem sorrisos.

Com ampla maioria no Conselho, Odone projeta cerca de 170 votos dos conselheiros no primeiro turno, dia 25 de setembro. Koff diz contar, no momento, com 58 votos. Mas projeta pelo menos 80, estimando que a diferença virá de conselheiros independentes e mesmo alguns dos identificados com Odone. Se contar com todos os 56 votos do Grêmio Independente, Bellini só precisará de mais quatro para superar a cláusula de barreira e chegar ao segundo turno, em 20 de outubro.