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Anderson manda a letra: "Quero ser ídolo no Inter"

07 de fevereiro de 2015 1

Alexandre Lops

Por Amanda Munhoz e Leandro Behs

Você ainda vai se surpreender com o novo Anderson. Falante, sempre foi. Sincero, também. O Anderson que voltou da Europa quase 10 anos depois de ter sido vendido pelo Grêmio ao Porto, e do Porto para o Manchester United, está maduro e sabe o que quer. Sonhava voltar a Porto Alegre. Queria ficar perto dos filhos. Cansou de passar Natal e Ano-Novo sozinho. Conta que precisava voltar a ser amado. O ostracismo dos últimos anos na Inglaterra o deixou carente de carinho. Quer virar ídolo do Inter. E foi contratado pela direção colorada para isto.

- Anderson quer muito jogar. E quer estrear logo na Libertadores também. Ele é desassombrado, tem a cara da Libertadores. Voltou a Porto Alegre para se tornar uma referência no futebol brasileiro – destaca o diretor de futebol Carlos Pellegrini.

Nesta entrevista a Zero Hora, concedida na quinta-feira, no CT Parque Gigante, minutos antes de correr para refazer a carteira de trabalho brasileira, o camisa 8 fala sobre família, saudades de casa, de como ignora as críticas da imprensa inglesa, da amizade com Cristiano Ronaldo, além de sobre conquistar títulos com o novo clube e até renovar com o Inter, que está saudável para jogar de quarta a domingo, sobre a Batalha dos Aflitos e em passar uns tempos na casa que manteve em Manchester ou na fazenda que tem, em Alegrete, “olhando o gado”, quando ficar velho. Também quer reconstruir o campo do Rubem Berta, no qual começou a jogar. Entende que deve isto à comunidade. É um caso raro nos dias de hoje de jogador que fala o que pensa, sem rodeios.

A seguir, os principais trechos da da entrevista:

Você está feliz?
Sou o mesmo cara de sempre e, sim, estou muito feliz, contente mesmo. Fazia tempo… Passei quase 10 anos fora. Minhas férias eram em maio. Aí, tinha que tirar os 30 dias. Passei oito anos sozinho, em Natal, em Ano-Novo. Liberava até a minha empregada, que era brasileira, para as festas e eu ficava sozinho. Era importante para ela ir ver a família, em Portugal, pois o marido dela era de lá. E eu passava sozinho, em hotel, ou com os jogadores do Manchester. Às vezes tinha até jogo. Foram oito anos passando o fim de ano em hotel porque na Inglaterra não para.

Estava com saudades de Porto Alegre?
Estava, sim. Chegou um momento no qual as minhas filhas começaram a perguntar onde eu estava, porque eu não estava aqui, porque eu não as levava na escola, ou eu ouvia um “quero ficar aí contigo um pouquinho, pai”. Então, era a hora de voltar. E não estava sendo muito usado no Manchester. Eu não estava mais confortável lá, precisava de um novo objetivo. Não estava mais animado, apesar de estar treinando muito bem nos últimos meses, mas não tinha a oportunidade de jogar. Falei com a minha família e com o meu empresário: “Ó, preciso jogar, não aguento mais. Não posso ficar mais um ano sem jogar”. No ano passado tive lesões, fui para a Fiorentina, mas fiz poucos jogos. Mas era o momento de voltar e apareceu esta proposta do Inter.

Você tem duas filhas?
Duas, não. Tenho quatro. Três meninas e um menino: Alícia e Isabela, as duas com quatro anos. Mas não são gêmeas, viu (risos)? São de mães diferentes. E a Giovana, de dois aninhos, e o Li Andow, que está com um ano. Mas não sou casado, tô na pista.

Como foi a investida do Inter?
Foi com o presidente. Ele sempre falou comigo, me deu confiança, perguntou como eu estava. Conversei com os jogadores, com Paulão, com Sidnei (ex-zagueiro do Inter e atualmente cedido pelo Benfica ao La Coruña). Eles elogiaram muito o clube. Perguntei como era a galera, disseram que o grupo é bom, uma galera tranquila. Aí, aceitei.

Carlos Macedo

Como você imagina que será a sua relação até mesmo com a cidade, dividida entre colorados e gremistas?
Cara, há pessoas que vão gostar. Há outras que não vão gostar. E ainda tem muita gente que vai te que me aturar. É o meu trabalho. Como te falei, recebi proposta do Inter. O Inter me quis. Sobre o Grêmio… Bem, saí pela porta da frente do clube. Quando estava lá, o Grêmio vivia uma fase complicada em termos de dinheiro. Eu tinha 16, 17 anos e poderia ter saído livre do Grêmio (para o Porto). Mas falei para o presidente (na época, Paulo Odone): “O que é meu é meu, o que é teu é teu”. Com a minha venda ele pôde manter o clube por mais dois anos. Depois, fui vendido do Porto para o Manchester e o Grêmio ganhou ainda mais dinheiro comigo. Agora estou no Inter e darei o meu máximo para sair pela porta da frente. Se sair.

Você já está adaptado ao Inter?
Estou muito feliz como tenho sido tratado. Aqui, no Inter, me senti bem de novo. Estou sendo bem tratado. Na verdade, eu precisava de amor. Jogador às vezes precisa de amor. Inter me deu isto. Não digo da boca para a fora. Todos me trataram superbem desde o primeiro dia. Isto me surpreendeu e me deixou feliz. Digo para os meus amigos: “Cara, eles estão me dando tudo aqui”. Quando entrar em campo darei 100% ao Inter.

Como você está fisicamente?
Cara, estou muito bem. Ouvi que estava gordo. Não. Estou em forma. Jornalistas falam o que querem. Não posso contestar, às vezes tentam crescer em cima do jogador. Respeito. Não jogo para jornalistas, jogo para o grupo. Estou sempre alegre, não tenho vaidades e quero ajudar. Se ganha o Anderson, ganha todo mundo. E no final do dia, todos estaremos em casa comemorando.

Você citou jornalistas. E os jornalistas ingleses? Eles te criticaram muito por lá. Por quê?
Sinceramente, não sei. Ganhei tudo ou quase tudo pelo Manchester. Renovei duas ou três vezes com ele. Se você está mal no clube, você não renova. Trabalhei lá com o melhor treinador do mundo, o senhor Alex Ferguson. Uma pessoa por quem tenho um respeito enorme. Antes de eu vir para cá ele me mandou uma mensagem: “Anderson, você é top, sabe da sua qualidade. Vai com Deus”. Pode perguntar para os jogadores e para a torcida do Manchester, eles me amam. A torcida cantou a minha música no último jogo (The Anderson Song – Better Than Kleberson; A Canção de Anderson – Melhor Que Kleberson, em referência ao pentacampeão com a Seleção Brasileira e que foi mal no Old Trafford). Desde que cheguei ganhei esta música da torcida. Jornal inglês, sabe como é: Falam o que querem. Ouço e fico na minha.

Estas críticas te incendeiam mais ainda para provar algo?
Sei a qualidade que tenho, sei quem eu sou. Não preciso provar nada para ninguém. Apenas para o meu treinador, para o meu presidente e para o meu time. Jogador que não está bem, passa 10 anos na Europa e ganha tudo, o que deve responder? Ronaldinho e Kaká são caras que ganharam tudo e que merecem respeito também. Jogador não vive de contar que jogou sete anos aqui, 10 anos ali. Jogador vive de títulos. Quando encerrar a carreira, vou poder contar para os meus filhos os títulos que ganhei e com quem joguei. Joguei com os melhores do mundo.

E que bagagem esta convivência com jogadores consagrados, como Cristiano Ronaldo, Rooney, Van Persie, entre outros, pode ser levada para o vestiário do Inter?
Que estes caras trabalham. Cristiano Ronaldo trabalha 24 horas por dia, se necessário. Nunca vi ninguém trabalhar tanto como ele. Ele se controla em tudo, desde a alimentação até ter que ir para um trabalho de piscina às 22h. Se há um erro, ele vai treinar até corrigi-lo. É um amigo particular. Ele é f…

Você também ficou assim?
Aprendi a trabalhar e a cuidar de mim. Você não se lesiona por acaso. Às vezes, tenta acelerar uma recuperação para ajudar. Joga cinco, seis partidas e arrebenta de novo. Não. Você tem que voltar quando está bem, para ajudar. Aprendi. Estou muito bem, cuido da minha alimentação. Cheguei bem e sem problema algum. Me falta jogo. É o que mais quero. Me dá cinco, seis jogos e estarei 100% de novo.

Como Aguirre pode aproveitar a sua chegada no meio-campo?
O treinador pode me usar onde deve achar que deve. Ele é o treinador. Vou dar o meu melhor. Se ele quiser me puxar um pouquinho mais trás, vou correr da mesma maneira, como se estivesse lá na frente. Eu quero é fazer gol, se eu puder. Vou jogar onde ele achar que eu deva ajudar. Se ele achar que eu tenho que ir pro gol, eu vou pro gol. Estou aqui para ajudar, como mais um jogador. O importante é onde ele acha que eu tenho que evoluir.

Sua estreia será na quarta-feira, diante do Cruzeiro, em Gravataí?
Espero estar lá na quarta. Depende da comissão técnica. Por mim, eu estaria neste (contra o São José). É esperar. Eu estou bem, me sinto bem.

Qual foi o maior problema do Inter no empate em 4 a 4 com São José, pelo Gauchão?
É complicado, foi apenas o segundo jogo. Entrou o Vitinho, que nunca havia jogado com o grupo. É o começo. Mas quando você tem um jogo que está ganhando de 3 a 0 e deixa empatar, no 4 a 4, é complicado. Ninguém gosta. Acho que, se tivesse ficado um pouco mais com a bola, jogasse mais rápido, com certeza, teria ficado com o resultado. Acho que o São José fez um belo jogo. Mas vamos para o próximo. É muito cedo para falar.

Como vai ser se readaptar ao futebol da América do Sul, que tem um estilo de jogo bem mais lento do que o da Inglaterra?
Eu falei com o meu amigo dia destas. Nosso time tem qualidade. Temos jogadores rápidos do meio para a frente: Sasha, Vitinho, D’Alessandro e Nilmar. Se acelerarmos na frente e apertarmos, podemos chegar lá em cima do mesmo nível (que um time europeu). É uma gurizada nova. Dá para ter um time europeu do meio para frente. Se acelerarmos um pouco mais, vai ser complicado para os outros times segurarem a gente. Futebol é aquilo, só ganha quem corre. A galera tem energia. Só falta estarmos ali juntos, segurar, correr e marcar.

Você está disposto ao sacrifício de atacar, defender?
Eu aprendi, fui obrigado. Não é porque eu estou aqui que vou mudar meu jeito de jogar. No Manchester, eu arrancava com a bola, mas tinha que voltar a marcar.

Apesar de sentir alguma solidão na Europa, como foram esses 10 anos fora?
Eu sou apaixonado pelo Manchester. Aquele clube para mim… Se perguntar para todo mundo, vão dizer: É o clube que ele ama. É o clube onde estive por oito anos. Apesar de (Cristiano) Ronaldo, Tévez, Evra terem ido embora, eu fiquei. Fiz grandes amizades no clube. Tenho casa lá. Não pretendo vender minha casa na Inglaterra. Já estava acostumado. Por exemplo, Natal e Ano-Novo… As datas que são importante no Brasil, para mim, lá não eram. No almoço, eu estava tomando leite e comendo comida. Sempre me adaptei bem.

E o inglês?
Nos primeiros três anos, foi f… Negrinho, que nunca fez escola, chegando em um lugar onde todo mundo fala diferente, é complicado. Em Portugal, era tranquilo. Quando me falaram que eu ia para Inglaterra, falei: “Pô, Inglaterra?” A língua era complicada. Chegando lá, morei com o (Cristiano) Ronaldo por um ano. Ele sempre cuidava de mim. E eu nunca fui um cara que tive vergonha. Apesar de tentar falar, eu falava errado mesmo.

Inglês ao estilo Joel Santana?
Eu falava. O (Cristiano) Ronaldo começou a implicar que eu não falava. Fui dar uma entrevista, e falei tudo errado. Mas, azar, eu tentei. A galera até dizia que eu estava lá há oito anos e não falava inglês. Mas eles me entendem. Eles entendem do jeito que eu falo. Posso falar errado, que eles sabem o que eu falo.

Nesse um ano morando com o Cristiano Ronaldo, teve muita festa?
Não. Tem horas, né? (Cristiano) Ronaldo não é de sair. É um cara complicado. Quem disser que Ronaldo é de festa, é mentira. Quem conhece ele, sabe. Às vezes, final de semana, que está ganhando tudo, ganhando todos os campeonatos, tem que sair, não vai ficar dentro de casa. Tem que curtir a vida. Pô, 20 anos, 21 anos, quer que eu fique dentro de casa? Tu aí, na tua idade, também sai.

Você é uma pessoa que também diz respeito às questões do Grêmio, é o grande nome da Batalha dos Aflitos. Lembrar deste fato é uma coisa que atrapalha o clube por não ter tido um outro grande título, além de três estaduais desde 2005? O que você pensa sobre isto?
O Grêmio é um clube grande. E a torcida espera muita coisa. Mas não adianta só a torcida. A diretoria tem que querer também, contratar gente, fazer pela torcida. O Grêmio… complicado. Um clube vive de títulos. E o Grêmio sempre manda o treinador embora. Agora, o Felipão acertou um pouco o time do Grêmio. Montou um pouco uma estrutura, mudou muita coisa. Mas não adianta só ele empurrar o barco contra 300, entendeu? Tem que puxar todo mundo, ir para o mesmo lado. O clube tem nome, é clube grande, tem novo estádio. Mas não adianta só os torcedores quererem e a diretoria não querer. Começa desde lá de cima até o porteiro.

Qual o teu objetivo no Inter?
É ganhar a Libertadores e o Brasileiro também. Quantos anos o Inter não ganha o Brasileiro (desde 1979)? Este é o objetivo de todo mundo.

Não se pode prever lesões, mas você se considera forte para aguentar a temporada toda?
Forte. Estou muito bem, graças a Deus. O que eu precisava eram jogos. Esta é a grande verdade. E é isto que eu vou fazer. No momento que eu estiver com quatro, cinco jogos seguidos, aí pode vir me cobrar. Me dá seis jogos, aí vou começar a aparecer. Não adianta jogar um e, depois de dois meses, jogar de novo. Não existe jogador que pegue condição física assim. Não adianta. Com Ferguson era assim: jogava uma partida, outra não. Mas estava sempre jogando, sempre bem.

Você suporta jogos às quartas e aos domingos, como é no Brasil?
Vou ter de jogar, sou obrigado a aguentar. Tenho 26 anos, tenho que aguentar. Minha condição física é diferente. Quando eu jogo e jogo de novo, fico melhor. Cada jogo, eu vou melhorando, até chegar a um patamar.

O seu objetivo também é voltar à Seleção Brasileira?
É. Mas meu objetivo primeiro é estar aqui. Mostrar porque eu vim aqui. Este é o meu objetivo.

Você pensa virar ídolo no Inter?
Virar ídolo, sair pela porta da frente. Entrei pela porta da frente, quero sair pela porta da frente. Este é o meu objetivo. Ganhar troféus, como o professor falou. Se tiver que ficar um, dois anos a mais para ganhar estes título… Dar o meu melhor ao grupo. Só depende da gente. Temos um grupo bom.

E depois que abandonar a carreira, o plano é voltar para a Europa?
Ah, não sei. Vou para a minha fazenda, em Alegrete. Ficar tranquilo com os meus gados, olhar as ovelhinhas passando. Depende. Minhas filhas estarão grandes, vou mandar elas para fora, para estudar.

Você voltou ao Rubem Berta depois da fama?
Voltei um dia. A galera disse que não estava muito seguro para voltar. Disseram que eu não precisava voltar, mas continuo falando com a galera por telefone. Penso agora, com calma. Quero ver se consigo falar com alguém lá de dentro para arrumar o Campão, que tem no meio (do bairro), para ajudar a galera. Joguei lá. Passei minha vida toda lá.

Jogou com o irmão do Sasha lá, o Xuxa (que não seguiu carreira no futebol)?
O Sasha eu vi crescendo, era um piazinho.

Quer fazer algo pelo Rubem Berta?
Eu quero. Eu devo isto. Não só pelo Rubem Berta, mas pela galera que jogou comigo. Tinha muita de qualidade no bairro. Eu sempre falo isso, ajuda um ali e, com certeza, tu vais ganhar mais para frente. Este é o objetivo.

Fim da linha: Os quatro gols que sepultaram o Inter dos três atacantes

04 de fevereiro de 2015 4

Marcelo Oliveira

O surpreendente empate em 4 a 4 com o São José sepultou o Inter dos três atacantes. Com um sistema defensivo extremamente exposto, o presidente Vitorio Piffero avisou que deseja uma equipe de meio-campo mais marcador. Assim, com a chegada de Anderson, Diego Aguirre será obrigado a escolher apenas dois jogadores de frente para serem titulares. Daqui para a frente, um vai sobrar do trio Sasha, Nilmar e Vitinho.
- Gostei do ataque, faltou acertar o meio-campo, fechar mais e compactar a equipe. Com certeza isto será encaminhado para os próximos jogos – advertiu Piffero.
O dirigente entende que o ingresso de Anderson na equipe (o que poderá ocorrer na próxima semana, contra o Cruzeiro, em Gravataí) poderá corrigir estes erros. E, para isto, ele aponta a saída de um dos três jogadores de frente:
- Anderson joga nas três (funções do meio-campo), aí, teríamos três jogadores de ataque para duas posições. Fecharia mais o time no meio-campo, com dois atacantes. Mas, é claro, isto vai passar pelo treinador. O presidente coloca os jogadores aqui, o treinador escala. O Anderson marca mais que o Vitinho, que o Nilmar e que o Sasha. Tem mais qualidades de marcação que qualquer um destes três.
E Piffero ainda completou:
- Construímos um elenco importante, agora temos que construir a equipe.
Aguirre lamentou o novo revés, mas se negou a criticar o sistema defensivo.
- Não separo a equipe. Somos 11 em campo, para ganhar ou para perder. Ainda temos que melhorar, não vou tirar conclusões por causa dos quatro gols – disparou o treinador uruguaio.
Aguirre assegurou que, mesmo com os dois empates no Gauchão, manterá a programação original. Pensando na Libertadores, cuja estreia ocorrerá no dia 17, escalará um time misto nesse sábado, em casa, contra o Novo Hamburgo.
- No futebol, você precisa ganhar. E quem ganha é o dono da verdade – declarou Diego Aguirre, rebatendo as críticas sobre os quatro gols sofridos do São José.
Uma vez mais, o técnico do Inter repetiu a frase que começa a se tornar um perigoso mantra neste começo de temporada:
- Às vezes, há derrotas que ensinam mais do que as vitórias.
O Inter voltará ao mercado. Novos volante e atacante serão contratados. O argentino Ezequiel Videla, volante campeão argentino com o Racing, está sendo analisado.

Piffero toma posse como presidente do Inter e prepara pacotão de reforços para a Libertadores

05 de janeiro de 2015 0

Leandro Behs

Com um discurso breve e a promessa de brigar por títulos, Vitorio Piffero tomou posse como presidente do Inter para o biênio 2015/2016. Assume o clube pela terceira vez. Aos 61 anos, Piffero recebeu de Giovanni Luigi as chaves do Beira-Rio, ontem à noite, no centro de eventos do estádio, diante de uma plateia de 300 colorados – mais o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Não houve anúncio de reforços, mas o novo mandatário antecipou que deverá oficializar até três reforços antes do final de semana – o meia Giorgian de Arrascaeta, o volante Nilton e o lateral-direito Léo. No sábado, o Inter embarcará para a pré-temporada em Bento Gonçalves.
- Temos duas ou três contratações que estão sendo fechadas. Conseguiremos apresentar uns três (reforços) antes de subir para a pré-temporada. Três, dos quatro ou cinco que planejamos (contratar) – afirmou Piffero.
Questionado sobre o possível interesse no zagueiro uruguaio Lugano, de 34 anos, Piffero praticamente a descartou, alegando que o Inter necessita contratar atletas mais jovens:
- Nosso time precisa melhorar a média de idade. Os grandes times têm média de 27, 28 anos.
Além de Vitorio Piffero, tomaram posse também o 1º vice-presidente e vice de Finanças, Pedro Affatato, o 2º vice-presidente e vice de Marketing e Mídia, Luiz Henrique Nuñez, Luiz Fernando Costa, vice de futebol, Alexandre Limeira, vice de Administração, Marcelo Castro, vice Jurídico, Emídio Ferreira, vice de Patrimônio, Sandro Farias e Mário Sérgio Martins, vices de Controladoria e Transparência, Alexandre Ribeiro, vice de Comunicação Social, e Luiz Antonio Lopes, secretário geral.
Ao passar a presidência para Piffero, Luigi pediu a pacificação do clube, a fim de se evitar “o auto-flagelo de brigas internas no futuro”.
- Temos o maior número de sócios, estamos na Libertadores, no nosso estádio, mas tenho uma preocupação maior: a pacificação do clube. E estarei sempre pronto para ajudar na busca do diálogo e da pacificação – declarou o ex-presidente Giovanni Luigi.
Em seu discurso, Vitorio Piffero corroborou Luigi, convocou a oposição a participar da nova gestão e desejou dois anos felizes aos colorados:
- Concordo com o presidente Luigi e quero fazer um convite, a vencedores e vencidos da última eleição: venham participar da gestão. O clube é nosso, é dos nossos torcedores. Quando entreguei o clube para o presidente Luigi, em 2011, entreguei na Libertadores. Agora, recebo na Libertadores, é justo. Será uma gestão de muito trabalho e que fará o Inter continuar crescendo ao longo dos anos. Tem que ser uma gestão feliz, para que todos, direção, jogadores, funcionários e torcedores, fiquem contentes.

Jorge Fossati sobre o novo técnico do Inter: "Se Piffero contratou outro uruguaio, é porque meu trabalho não foi ruim"

22 de dezembro de 2014 2

Arquivo

Técnico do Inter em 2010, o uruguaio Jorge Fossati foi a aposta de Vitorio Piffero para a Libertadores. Perdeu o Gauchão, mas conduziu o time até a semifinal do torneio sul-americano. Foi substituído por Celso Roth, no recesso da temporada por causa da Copa do Mundo, antes da semifinal contra o São Paulo, e após uma derrota para o Vasco (de Roth), de virada, em São Januário, em jogo válido pelo Brasileirão. Aos 62 anos, o treinador uruguaio saúda a contratação do compatriota Diego Aguirre pelo Inter.
Nesta entrevista a Zero Hora, ele dá algumas dicas e orientações ao novo técnico. Uma delas, estudar a mentalidade do jogador brasileiro, tentar compreendê-la rapidamente. Fossati também elogia o novo reforço colorado, o uruguaio Giorgian de Arrascaeta, e diz que D’Alessandro poderá ser o professor dele no Inter.
A seguir, os principais trechos da entrevista, por telefone, direto de Montevidéu:

Quatro anos depois, o Inter volta a apostar em um uruguaio para comandar o time na Libertadores. O que o senhor achou da escolha de Diego Aguirre?
Jorge Fossati – Está acima da nacionalidade. Diego já jogou no Brasil, tem experiência com treinador, dirigiu times no Equador, no Catar, clube grande do Uruguai… Se o Inter foi atrás dele é porque viu qualidades para o momento.

De alguma forma, Aguirre segue seus passos como técnico. O senhor também passou pelo Equador, Catar, Peñarol e, agora, ele pega o Inter.
Fossati – Casualidade. Ele é de uma geração posterior à minha. Quando a gente trabalha fora do país, vira uma espécie de embaixador do Uruguai. Fico feliz de abrir caminho para meus conterrâneos. E fico mais feliz porque o presidnete é o Vitorio Piffero de novo. Se ele buscou de novo um uruguaio, significa que meu trabalho não foi tão ruim assim, né? Se não, ele não teria contratado de novo um técnico do Uruguai.

O que o senhor pode nos dizer sobre os times de Aguirre?
Fossati – Para conhecer bem um técnico é preciso ter jogado com ele ou ter sido atleta dele. Não tive este prazer. Mas Diego tem se caracterizado por armar times fortes em contra-ataques. Equipes com forte marcação a partir de meio-campo, com roubadas de bola e saídas rápidas ao gol adversário. Mas tudo dependerá do elenco que ele encontrará no Inter. É o técnico quem se adapta ao elenco.

Quais as dificuldades que o senhor encontrou no Inter e que dicas daria a Diego Aguirre?
Fossati – Não encontrei dificuldades, além das normais. Um estrangeiro é mais exigido que um treinador local. Mas isto acontece em todo o lugar. Por alguma razão, te escolheram, por ter algo especial. Você precisa estudar as características e a mentalidade do jogador brasilerio. Ele é bem diferente do jogador uruguaio, por exemplo, desde a forma de treinar. O brasileiro tem que ser muito puxado, estimulado nos treinos para dar 100%. Caso contrário, ele não vai render tudo o que você quer, nem no treino nem no jogo.
Tive bons profissionais no Inter e, outros, nem tanto. Muitas vezes eu tinha que falar bastante com eles para que entendessem que vida do profissional tem que ter foco para que ele possa render tudo nos jogos…

O senhor conhece bem Arrascaeta. Acredita que ele poderá ter sucesso no Inter?
Fossati – Ele é mais brasileiro que uruguaio. Tem muita técnica e gosta de conduzir a bola, de provocar o drible, este tipo de jogada que não é normal do jogador uruguaio.

Poderá se dar bem ao lado de D’Alessandro?
Fossati – Com D’Alessandro como mestre, vai se adaptar muito bem ao Inter. Tem qualidades de sobra, só precisa se adaptar ao Brasil e ao que Diego (Aguirre) quiser para ele. A primeira providência precisa ser tomar um bom chimarrão com Andrés (D’Alessandro), a fim de ouvir toda a experiência de D’Alessandro no Inter. É um grande garoto e vai ajudar muito. Arrascaeta precisa se deixar ajudar por D’Alessandro. São dois jogadores que têm tudo para ir bem atuando lado a lado. Minha dica seria que os dois atuassem com grande liberdade no meio-campo. Arrascaeta joga mais à frente. Deixo-o solto e ele mostrará toda a qualidade que tem.

O senhor foi à Justiça para receber do Inter (cerca de R$ 2 milhões para toda a comissão técnica, após a demissão, em 2010). Está tudo certo agora?
Fossati – Tudo resolvido. Só não gostei de receber pela Justiça. Fiquei aborrecido, mas agora está tudo certo. Sigo com o mesmo sentimento pelo Inter e sigo torcendo pelo clube. Fui ao Beira-Rio, em abril (era o treinador do Peñarol, em abril, na partida de reinauguração do Beira-Rio), e me comportei bem, ganhei o carinho da torcida. Seria sacanagem da minha parte me comportar diferente, com todos os aplausos que recebi.

Quais são os seus plnaos para 2015?
Fossati – Vou esperar até juno, descansar. Depois, deverei assumir um time no Catar.

Inter, a arte do "esqueça o que eu disse", e a busca ao ex-descartado Mano Menezes para a Libertadores

16 de dezembro de 2014 22

Arquivo
Arquivo ZH

Foi de maneira constrangida e desconfortável que o Inter aproveitou a apresentação do novo vice de futebol, Luiz Fernando Costa, para fazer um pedido público de desculpas aos técnicos Mano Menezes e Celso Roth. Ambos foram descartados por Vitorio Piffero, durante a campanha eleitoral, mas, agora, com um mercado cada vez mais restrito depois de ter sido negado por três técnicos, Tite, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, o Inter se viu obrigado a recorrer a Mano. E, para reconstruir esta relação e tentar a contratação do Plano D, precisou recuar e negar o que foi dito dias atrás.

- Fiz aquilo a contragosto (descartar Mano e Roth). Era um movimento muito forte, me obriguei a isto. Todos os nomes serão avaliados pelo Luiz Fernando (Costa), serão trazidos a mim, e vamos definir. O Roth foi o técnico campeão da Libertadores de 2010, o Mano começou na base do Inter. Nós temos que esquecer o episódio eleitoral, temos que vencer isso. Me vi obrigado a desmentir alguns nomes de tão forte que ficou o rumor nas redes sociais. Para o bem da verdade, eu tive de fazê-lo. Mas isso passou. Não quero olhar para trás, estávamos em campanha, vamos esquecer o episódio eleitoral – disse Piffero, em sua longa explicação
sobre o que disse em um passado bem recente.

O presidente eleito do Inter seguiu sendo questionado pelos repórteres, na sala de conferências do Beira-Rio. A insistência sobre os descartados seguiu. E, perguntado sobre a sua declaração, que ele e Mano não poderiam trabalhar juntos por terem estilos diferentes, tentou descontrair e respondeu assim:
- Quem tu achas que sorri mais: eu ou o Mano? Nenhum dos dois. Por este estilo, somos muito parecidos. O Mano sorri tão pouco como eu.
Em seguida, Piffero e Costa asseguraram que nenhum treinador seria descartado a partir de agora, com a oficialização de um vice de futebol – que assume com o clube partindo para a sua quarta opção de técnico.

Tite sempre foi o Plano A de Piffero. Esteve acertado com o Inter até o meio-dia de segunda-feira. Ao final da tarde, porém, o treinador mudou de ideia, voou para São Paulo, se acertou com o Corinthians e foi anunciado pelo clube. Pessoas próximas a Tite comentaram que ele se sentiria mais confortável junto à direção paulista. Sem Tite, e com o Plano B Abel Braga se negando a trabalhar com a nova gestão, a alternativa colorada foi pedir a dois emissários para contatar Vanderlei Luxemburgo. As conversas tiveram início ainda na noite de segunda-feira, depois que Tite assinou com o Corinthians. Para tirar Luxemburgo do Flamengo, o Inter ofereceu mais de R$ 600 mil mensais (ele recebe R$ 350 mil na Gávea). O treinador, porém, tem planos maiores no clube carioca e pretende até mesmo se candidatar à presidência do Flamengo, ao final de 2015. Por isto, recusou o convite.
- Recebi uma sondagem de pessoas ligadas ao Internacional, mas meu compromisso é com o Flamengo – publicou Luxemburgo, em nota oficial.

Piffero ironizou a imprensa sobre Luxemburgo, comentando que o “torcedor fica se divertindo” com notícias como esta sobre o treinador carioca. Quase em jogral, Piffero e Costa emendaram uma sequência de respostas intrigantes.
- Eu não procurei o Luxemburgo. Cruzei com ele várias vezes, e ele sempre disse que queria treinar o Inter – afirmou Piffero.
- Eu não falei nem tratei, então, se alguém procurou (Luxemburgo), não foi alguém ligado ao Internacional. O que sempre houve, foi o interesse dele – comentou Costa.
- Mas seria um bom nome – completou Piffero.
- Não descartamos nome nenhum. Só falamos em nome após a contratação efetivada – resumiu Costa.

A partir de agora, com este sutil pedido de desculpas aos ex-descartados, o Inter passa a correr atrás de Mano Menezes, tendo Celso Roth como alternativa ao ex-Seleção Brasileira, em caso de novo revés. Até porque, como o Inter comprovou ontem, no futebol profissional, não se pode ser definitivo jamais.

O que Vitorio Piffero disse na semana passada sobre Mano Menezes e Celso Roth:
Dia 11 de dezembro, em entrevista ao programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha
“Mano Menezes não é técnico para o Inter”

Dia 11 de dezembro, em entrevista a Zero Hora
“Não tenho nada contra o Mano Menezes, mas o estilo dele não fecha com o meu estilo.”

Dia 13 de dezembro, em coletiva, após ser eleito presidente do Inter
“Abel é meu amigo, é um dos nomes. Óbvio que eu conversei com o Tite. Assim como conversei com o Abel. Até teve gente falando com o Muricy, falando em meu nome. Descartei Mano Menezes e Celso Roth por não se enquadrarem exatamente com aquilo que eu quero de um treinador.”
* Com Alexandre Ernst

Vitorio Piffero é o novo presidente do Inter e nova direção aguarda o "sim" de Tite para anunciar o técnico

13 de dezembro de 2014 1

Diego Vara

Vitorio Piffero é o novo presidente do Inter. Com 15.051 votos (71,7%) contra 5.927 votos (28,3%) recebidos por Marcelo Medeiros, o oposicionista volta a assumir o clube, agora para o biênio 2015/2016. No total, 21.292 associados votaram. Um número bem abaixo do esperado.

Piffero foi presidente do Inter de 2007 a 2010, período no qual o clube conquistou a Copa Dubai, duas vezes o Gauchão, a Copa Sul-Americana, a Recopa e o bicampeonato da Libertadores.

Ainda sem técnico contratado, a gestão Vitorio Piffero negocia com Tite (que também tem proposta do Corinthians). Caso Tite, com quem Piffero foi campeão da Sul-Americana, não aceite a oferta colorada (que propôs salários de R$ 600 mil mensais e contrato de dois anos ao técnico, contra os R$ 400 mil e um ano de contrato oferecidos a ele pelo Corinthians), cuja resposta é esperada para a segunda-feira, o Inter se voltará para Abel Braga. O uruguaio Diego Aguirre, ex-atacante do Inter, surge como Plano C, enquanto Celso Roth estaria completamente descartado e tem seu nome negado com veemência pela nova direção.

O Inter já tem um primeiro reforço para encarar ar a Libertadores, a partir de fevereiro: o uruguaio Giorgian De Arrascaeta, contratado ao Defensor pelo investidor Delcir Sonda. O volante Nilton, do Cruzeiro, deverá ser o segundo. O atacante Rafael Sobis quer voltar ao Beira-Rio. está deixando o Fluminense e não quer ir para o México, onde o Tigres fez proposta para tê-lo. Este retorno, porém, ainda é alvo de debates entre a nova direção. Mas dificilmente será contratado.

- Assim que eu tiver o meu departamento de futebol, e não será hoje, anunciaremos o nome do novo técnico. Vamos fazer um time forte para conquistar os títulos. Contrataremos quatro jogadores para serem titulares – disse Vitorio Piffero.

Eleição para o Conselho Deliberativo:
Quatro das cinco chapas conseguiram eleger conselheiros para a renovação de metade de CD do Inter. Para obter cadeiras no Conselho era preciso conquistar pelo menos 15% do total de votos.

Confira:
Chapa 01 – A situação certa
4.887 votos – 23,7% (elegeu 39 conselheiros)

Chapa 02 – Piffero, juntos somos Gigantes
6.829 votos – 32,3% (elegeu 55 conselheiros)

Chapa 03 – Tô com o Siegmann
2.344 votos – 11,1% (não elegeu conselheiros)

Chapa 04 – Nosso Clube Sem Barreiras
3.834 votos 18,1% (elegeu 31 conselheiros)

Chapa 09 – Inove Inter
3.201 votos – 15,1% (elegeu 25 conselheiros)

Se Piffero for eleito, a mágoa de Abel desaparecerá e ele seguirá com o Inter para a Libertadores

11 de dezembro de 2014 3

Arquivo

Desentendimentos e desgostos no futebol são sentimentos passageiros. Nada que um bom contrato, um projeto interessante, um torneio de expressão, costurados por boa conversa com amigos em comum não resolvam. Além disto, a restrição de treinadores faz com que Abel Braga surja como o favorito também para comandar o Inter se Vitorio Piffero for o presidente eleito nesse sábado – vale lembrar que Abelão já será o treinador de Marcelo Medeiros, caso seja eleito.

Ocorre que Piffero descartou Mano Menezes. Entende que não bate com o seu perfil pessoal. Neste perfil, segundo ele, se encaixam Tite, Muricy e Abel. Tite, segundo a imprensa paulista, vai assinar com o Corinthians. Muricy não deixará o São Paulo e Abel estará magoado até conversar com Piffero e seus amigos em comum. Tudo será acertado e o treinador será mantido para a Libertadores, que começará em pouco mais de 60 dias para o Inter, com a base que encerrou em terceiro lugar o Brasileirão e com reforços de peso para o time titular. No futebol, há sentimentos estão em constante metamorfose.

E se... Abel Braga disser "não" ao Inter?

09 de dezembro de 2014 26

Fernando Gomes

Vitorio Piffero anunciou que quer Abel Braga comandando o Inter na Libertadores, caso seja eleito nesse sábado. Mas… será que Abel quer o Inter com Piffero? Nos bastidores, o treinador se mostra aborrecido com o seu vice de futebol em 2006 por não ter sido considerado o Plano A da candidatura até ontem à noite - quando de forma surpreendente Piffero revelou a preferência pela manutenção do técnico.

Abel tem proposta para assumir o Al-Jazira a partir de maio – ele trabalhou no clube dos Emirados Árabes de 2008 a 2011. Por um salário beeeeem maior que os R$ 550 mil mensais que recebeu até há pouco no Inter. E estaria disposto a aceitar tal convite, caso Marcelo Medeiros não vença a eleição presidencial colorada. Medeiros ganhou a confiança de Abel ao assegurar a sua manutenção no clube ainda lá atrás, após a goleada por 5 a 0 para a Chapecoense.
Portanto, apesar de ser o atual bem amado de todos as chapas, não é uma certeza a permanência de Abel Braga no Beira-Rio para a disputa de mais uma Libertadores com o Inter.

Gabinete de Piffero deve ter Lopes no futebol e Sandro Farias nas finanças. Mais Tite ou Abel

04 de dezembro de 2014 7

Tadeu Vilani
Na foto (da esquerda para a direita), Sandro Farias, Luis Antonio Lopes e Giovanni Luigi, durante a campanha para a eleição presidencial de 2012

Com o Brasileirão chegando ao fim e a eleição presidencial se aproximando, os gabinetes para 2015 começam a ser montados. Se eleito, Vitorio Piffero deverá ter Luis Antonio Lopes, ex-presidente do Conselho Deliberativo e candidato à presidência derrotado por Giovanni Luigi em 2012, como vice de futebol. Caso Lopes não aceite o convite, o presidente da Comissão Eleitoral do Inter, Luiz Fernado Costa, e o candidato à vice-presidente Pedro Affatato (que perdeu a eleição de 2010 para Luigi, quando se deu o grande racha da situação colorada), surgem como nomes alternativos. Celso Chamun e Marcos Marino poderão ser os diretores de futebol.

Já a pasta de finanças, uma das mais importantes do clube, ficará com Sandro Farias. Um dos líderes do Convergência Colorada, Sandro também foi candidato à presidência do Inter, em 2010 e em 2012. Sandro Farias terá a missão de trabalhar contra uma dívida de curto prazo (que engloba desde contrato de imagem de jogadores, Timemania, passando por dívidas com bancos; e com vencimento até 31 de dezembro de 2015) superior a R$ 256 milhões. Mas nada que impeça um investimento de até R$ 15 milhões mensais na folha, como deseja Piffero – o que daria um total de R$ 180 milhões ao ano; em 2014, o investimento no futebol foi de R$ 210 milhões.

Por fim, o treinador de 2015 deverá ser Tite ou Abel Braga.

Com chances de Libertadores, candidato à presidência do Inter Vitorio Piffero projeta folha de até R$ 15 mi e contratações de mais estrangeiros

24 de novembro de 2014 12

Foto: Rafael Cabeleira/Divulgação
Foto: Rafael Cabeleira/Divulgação

Com o Brasileirão ingressando em sua reta final, se aproxima também a eleição presidencial do Inter – que ocorrerá em 13 de dezembro. E as ideias dos candidatos para 2015 passam a ser repassadas aos associados do Inter (64 mil estão aptos a votar).
Vitorio Piffero, candidato de oposição, entende que o Inter tem uma capacidade de investir até R$ 15 milhões mensais na folha do clube (segundo a atual direção, a folha de 2014 custa a metade). Justifica que a vida do Inter é o futebol e que o faturamento no ano que vem baterá na casa dos R$ 300 milhões.
- Temos que investir pelo menos 60% deste faturamento no futebol. Precisamos de 25 titulares, assim como o Cruzeiro, para ter elenco para disputar todos os títulos – disse Piffero.
Além disto, o candidato aposta que o Inter se classificará para a Libertadores (ou para a pré-Libertadores). E promete buscar reforços no Mercosul.
- A distância econômica do Brasil para Argentina, Uruguai e Paraguai, por exemplo, é a mesma dos principais países da Europa para nós. Assim, temos que investir pesado nestes mercados. Podemos ter cinco estrangeiros no time. E ainda mais no elenco. Vamos buscar jogadores nestes países – afirmou Vitorio Piffero.
Hoje, o Inter conta com os “gringos” D’Alessandro, Aránguiz e Luque.