
O presidente do Grêmio Paulo Odone deixou ontem uma porta aberta para a contratação do meia Paulo Henrique Ganso, do Santos. Apesar de citar as dificuldades de encontrar parceiros que possam bancar os custos da contratação, disse que as chances não podem ser descartadas.
- É difícil, mas não é impossível - avisou.
Pouco depois, o diretor-executivo Paulo Pelaipe confirmou que já existe um acerto salarial entre o Grêmio e o jogador. Disse que os números são compatíveis com a realidade financeira do clube.
_ Os represenntantes do jogador já estão em Porto Alegre. Nos reunimos durante toda a tarde e chegamos a um acordo. Só falta um acerto para adquirir a parte do Santos - revelou.
À tarde, Odone já havia confirmado um contato com o presidente do Santos. Como não pretende reforçar um clube paulista, no caso o São Paulo, Luís Álvaro Ribeiro sugeriu a Odone que fizesse uma oferta pelo jogador. A aproximação entre os dois dirigentes foi reforçada em julho, quando houve a troca de Miralles por Elano. O Grêmio, contudo, anuncia que agirá com cautela.
- A dificuldade é o alto valor que a negociação exige. Não posso comprometer receitas do ano que vem, sem saber se estarei dirigindo o clube. Se soubesse de minha continuidade, não teria dúvidas em usar receitas futuras. Tenho que ter cautela, é uma transação difícil - explicou Odone.
Dono de 45% dos direitos de Ganso, o Santos pede R$ 23,8 milhões por sua parte. Para adquirir o restante, o Grêmio precisaria negociar com o empresário Delcir Sonda, proprietário da DIS, um declarado torcedor do Inter. A preferência clubística de Sonda não seria problema para um acerto. Executivos do clube já negociaram com o Grêmio o meia Lincoln, que atua na equipe sub-15.
O São Paulo já teria se comprometido com o Santos em pagar os R$ 23,8 milhões. Só que uma declaração de Luís Álvaro Ribeiro deixa claro que ele não gostaria de ver o meia reforçando o clube do Morumbi.
- Nem adianta o São Paulo apresentar uma proposta se for inferior aos R$ 23,8 milhões. Vão gastar tinta e papel. Esse é o número para o Ganso sair do Santos. O assunto já encheu, é difícil ficar cuidando só disso na vida. Tenho um monte de outras coisas importantes para tratar - afirmou o dirigente.