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Inter está próximo de anunciar o uruguaio Diego Aguirre como treinador

21 de dezembro de 2014 3

Foto: Jefferson Botega

Por Alexandre Ernst

As negativas de Tite, Luxemburgo e Mano Menezes, bem como a iminente transferência de Abel Braga para o futebol dos Emirados Árabes, fizeram com que o Inter repensasse sua estratégia para contratar o novo treinador. E o uruguaio Diego Aguirre aponta como o principal nome para comandar a equipe colorada na próxima temporada. Ontem à noite, os jornais do Uruguai anunciaram que Aguirre não se acertou com o Peñarol _ clube do qual é ídolo como jogador e treinador. O que deixa o ex-atacante livre para acertar com o Inter.
O vice-presidente de futebol Luiz Fernando Costa esteve à frente das negociações na última semana. Consultou os diretores Marcos Marino e Carlos Pellegrini na última sexta-feira e solicitou uma avaliação detalhada de Aguirre. Não queria repetir em 2015 o mesmo que acontecera com Jorge Fossati quatro anos antes. Havia o medo da direção de que, sem conhecer o grupo do Inter e o futebol brasileiro, a adaptação seria um empecilho. Desta forma, sabedores de que um estrangeiro estava cotado para a casamata, relatórios minuciosos sobre cada atleta do Inter estão prontos para serem entregues ao novo treinador.
Além de Diego Aguirre, o Inter conversou com Alejandro Sabella e Jorge Sampaoli. Sabella, argentino de 60 anos, vem de um vice-campeonato mundial com a Argentina e tem no currículo uma Copa Libertadores (2009) e um Apertura (2010) como treinador do Estudiantes de La Plata. Nos três anos à frente de Messi, Aguero e Higuaín, dirigiu a Argentina em 41 partidas. Teve 26 vitórias, dez empates e cinco derrotas, com aproveitamento de 69,5%. Já Sampaoli, tem a seleção do Chile, país-sede da Copa América de 2015, como o complicador. O Inter percebeu que o país dos Andes está armando um clima de Copa do Mundo para a competição da próxima temporada. Aos 54 anos, após ser a sensação da Copa do Mundo no Brasil _ levou o Chile às oitavas de final _ Sampaoli tem nas mãos a mais promissora geração chilena dos últimos anos.
Diego Aguirre esteve em Porto Alegre no dia 16, três dias após Vitorio Piffero vencer a eleição do Inter, e conversou com nomes importantes da direção colorada. Na metade deste ano, visitou Porto Alegre, conheceu o Beira-Rio e a Arena, além de mencionar sua vontade de dirigir uma equipe brasileira. Ganhou quatro títulos nos últimos dois anos, pelo Al-Gharafa, do Catar. No Oriente, inclusive, foi o treinador de Nilmar quando dirigia o Al-Rayyan.
Diego Aguirre é ex-atacante do Inter. Atuou no Gre-Nal do Século, em 1989, comandado por Abel Braga. O uruguaio tem 49 anos e na última vez que cruzou com o clube gaúcho, levou a melhor: eliminou o Inter de Paulo Roberto Falcão na Copa Libertadores de 2011, em pleno Beira-Rio. No comando do Peñarol, venceu por 2 a 1.

Plano de Mano Menezes é ter um período sabático no começo de 2015

17 de dezembro de 2014 0

Divulgação Corinthians

* Com Alexandre Ernst

Mano Menezes já foi procurado por quatro clubes brasileiros depois de ter deixado o Corinthians. Também tem oferta do futebol asiático. A todos eles, por enquanto, deu a mesma resposta: não gostaria de assumir compromissos nos primeiros meses da nova temporada. No projeto de Mano estariam viagens à Europa, a fim de assistir a jogos, treinos e conversar com outros técnicos.
Mas, é claro, ele pode mudar de ideia, caso seja apresentado a um bom salário e a um bom projeto. Nos bastidores do Beira-Rio, a Libertadores é tida como um elemento de sedução. Depois de ver frustrados planos de contratar Tite, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, o Inter estaria mirando Mano. Em sua entrevista coletiva de ontem, o presidente Vitorio Piffero voltou atrás e elogiou os antes descartados Mano Menezes e Celso Roth. O Inter é o único clube da Série A sem técnico e está a 61 dias da estreia na Libertadores.
A fim de quebrar o gelo com Piffero, e buscar resgatar a relação, o Inter deverá nomear um interlocutor para conversar com Mano. Possivelmente, o vice de futebol Luiz Fernando Costa.

Inter tem negociações avançadas com Tite. Abel Braga virou o Plano B

05 de dezembro de 2014 4

Ricardo Duarte

Tite só não será o treinador do Inter na Libertadores caso haja um desacordo nas negociações com os dirigentes do clube. Em meio à eleição presidencial no clube, o campeão da Copa Sul-Americana de 2008 acerta detalhes e tempo de contrato. Abel Braga, que amanhã decidirá contra o Figueirense se o Inter irá para a fase de grupos ou terá que encarar a primeira e complicada fase preliminar da Libertadores, é o Plano B. Poderá ser chamado de volta se houver algum problema na transação com Tite. O técnico carioca já estaria, inclusive, tratando da mudança de volta para o Leblon.

Além disto, o empresário de Tite, Gilmar Veloz, é homem de bom acesso junto aos dirigentes colorados. O técnico não teria pedido R$ 900 mil ou R$ 800 mil mensais, como a direção do Corinthians fez vazar, após tentar a sua contratação. A exigência do treinador teria sido menor. Tite, cujo último trabalho se encerrou ao final da temporada 2013, justamente no Corinthians(onde conquistou Libertadores e Mundial), passou a atual temporada viajando e realizando intercâmbio com treinadores na Europa. Ao que tudo indica, disputará a sua primeira Libertadores com o Inter.

Tite treinou o clube entre 2008 e 2009 (após a saída de Abel Braga para os Emirados Árabes), conquistando a Copa Sul-Americana, o Gauchão e a Copa Suruga. Foi demitido um mês antes do encerramento do Brasileirão de 2009 – sendo substituído por Mário Sérgio, mas deixando a base para 2010 pronta -, após um desgaste muito grande com D’Alessandro. Hoje, dizem, está tudo resolvido entre o treinador e o argentino – que seguirá como capitão em 2015.

O Inter está nas mãos de Abel Braga

28 de outubro de 2013 18
AFP

AFP

O Inter está na mão de Abel Braga. Sim. O técnico campeão do mundo em 2006 já se declarou para a massa, se dizendo colorado e colocou a direção na parede. E não há alternativas. Tite seria o preferido de Giovanni Luigi. Mas o projeto de Adenor Bacchi para 2014 até o momento não contempla treinar clube algum – ainda que isso possa mudar, é claro, afinal, o futebol é dinâmico demais.
Muricy também jogou para a torcida. No caso, para a do São Paulo, ao lembrar a direção do clube que precisa renovar contrato para o ano da Copa. Clemer não será mantido como técnico – ainda que a direção mantenha as esperanças do goleiro campeão em 2006. Faz o que pode, mas não será o comandante para o ano da reinauguração do Beira-Rio. A direção virou refém de uma nova temporada ruim – talvez pior que a do desastroso 2012, quando encerrou o Brasileirão em 10 lugar, distante quilométricos 25 pontos do campeão, Fluminense (de Abel Braga!). Hoje, o Inter em… 1º(!) e 23 pontos atrás do líder, Cruzeiro. Uma campanha já quase tão ruim como a do ano passado.
O presidente Luigi não gostou das recentes entrevistas de Abel, alertou ao técnico carioca que não se trata de uma questão de vir correndo e, sim, de “sentar e acertar”. Deu uma luz alta no treinador. Ao menos para consumo externo. Pode ser, mas o Inter está sem alternativas e, no momento, está na mão de Abel - que povoa os sonhos da massa e que já teve o seu nome cantado pelos colorados quando Dunga ainda estava na casamata. E o Inter não tem mais o direito de errar. Para o Inter, 2014 já começou (ou já deveria ter começado).

Abel assume negociação com o Inter: "Tem de acertar logo para ver plantel, jogador que chega, que vai..."

27 de outubro de 2013 11

França, Itália, Portugal… De volta ao Brasil, é o momento de acertar e definir o futuro. Esta é a ideia de Abel Braga para as próximas semanas. De preferência, finalizar a conversa com Giovanni Luigi iniciada no início de outubro. Segundo o treinador, no mercado desde a demissão do Fluminense, em julho, o interesse é mútuo e o acerto dependeria de detalhes.

Abel atendeu a Zero Hora, por telefone, desde o Rio de Janeiro. Revelou que voltou da Europa no domingo passado, ainda não conversou com a diretoria do Inter desde então, planeja mais algumas viagens pelo Brasil — ou, talvez, Argentina e Uruguai — para, daí sim, entrar no vestiário do Inter caso o negócio se concretize. Isso em 2014. Na temporada, nem pensar.

— Tem de acertar logo para ver plantel, jogador que chega, que vai… Mas só assumo no ano que vem. É o combinado comigo mesmo — disse o treinador.

Zero Hora — Se há o interesse mútuo, por que não assumiu o Inter em outubro?

Abel Braga — Tenho muita gratidão por esse clube, mas tinha de dar uma parada. Você viu o que aconteceu com o Oswaldo (de Oliveira, técnico do Botafogo que teve um mal-estar no início do mês e teve de ser internado). Contando desde 2005, foram nove anos seguidos sem parar de trabalhar. Agora, sim, estou zerado. Fui para um spa, fiz um montão de exames, que o cara aproveita para fazer exames porque não tem tempo.

ZH — As viagens seguirão?

Abel — Fui a Paris, Itália, Porto, Lisboa. Ainda vou fazer mais alguma coisa, talvez semana que vem eu vá para Búzios pois tenho de alugar uma casa para o réveillon. Não tenho tempo para a família há muito tempo.

ZH — Como foi a conversa com o Inter?

Abel — Eles ficaram um tanto surpreendidos com a demissão do Dunga. Essa é a realidade: eles não queriam demitir o Dunga. Mas era o que precisavam. Eles me procuraram, mas sabiam que eu só ia trabalhar em janeiro. Mas quando vieram falar, veio à tona a questão da amizade, do meu amor pelo clube. O Luigi é meu amigo. Eu falei que não era a hora, que não acertaria agora. Tinha viagem marcada com tudo pago.

ZH — Houve algum tipo de contrato ou acerto?

Abel — Eles disseram que tudo bem. Que voltariam a falar em janeiro. Mas eu disse não. Teria de ser antes, até. Era só esperar um pouco. Veríamos mais ali para a frente. Eu li por aí que ganhava R$ 1 milhão no Fluminense e que queria isso para ir para o Inter. É mentira. Não é o salário que vai me tirar do Inter. O problema agora é que eu não posso. Eu quero ir. Mas não posso.

ZH — A informação é de que sua mulher não estaria interessada a se mudar para Porto Alegre.

Abel — Minha mulher ama Porto Alegre. Quem trabalha sou eu, ela tem de ir comigo para onde eu for. Ela foi para os Emirados e não vai querer ir para Porto Alegre?

ZH — Você diria que será o novo treinador do Inter?

Abel — Eu creio que isso vai se acertar. Pelo meu e pelo desejo deles. Tem de acertar logo, tem de ver o plantel, jogador que chega, que vai embora, que encerra contrato. Se eu acertar, claro, vou a Porto Alegre, mas só assumo em janeiro.

ZH — Qual tua avaliação do Inter? Acha que Damião vive uma crise técnica?

Abel — O Inter está arrumadinho, está certinho. Mas uma coisa que aprendi é que, no futebol, o que traz a confiança é a vitória. Como não está vindo, complica. Não concordo com crise técnica. É ou fase boa ou ruim. Mas é do time. E quem, paga são sempre os meias, o goleiro ou o atacante mais adiantado. Vivi isso no Fluminense em 2011, quando o Rafael Moura era reserva e tinha mais gols que o Fred, em 2012, voltaram bem. Se a confiança está bem, a bola bate na canela e entra.

Clemer seguirá no comando do Inter após jogo contra o Náutico e pode ser efetivado até o fim do ano

13 de outubro de 2013 4

clemer
Foto: Alexandre Lops, Inter/ Divulgação

Por Alexandre Ernst

O jogo contra o Náutico não será o último de Clemer no comando do time profissional do Inter. O técnico interino permanecerá à frente da equipe e pode ser efetivado até o fim de 2013. A direção pretende utilizar o treinador como peça importante na transição para a nova comissão técnica.

O Inter espera o retorno de Abel Braga de suas férias. O comandante que levou o clube a alguns dos principais títulos de sua história volta da Europa no próximo domingo e é a opção preferencial para assumir o time. Se não aceitar, o plano B é Mano Menezes, que está em São Paulo após passagem por Porto Alegre na última semana para resolver questões particulares.

Em entrevista ao repórter Filipe Gamba, na Rádio Gaúcha, o diretor de futebol Luís César Souto de Moura não descartou, inclusive, a permanência do interino Clemer até o fim de 2014, possibilidade que é remota. O dirigente também revelou conversas com o presidente do Grêmio Fábio Koff.

— Não foi sobre treinador para o Inter, foi sobre convicção na contratação de treinadores — esclareceu o dirigente à reportagem através de sua conta no Twitter.

Anúncio de Abel Braga como novo técnico do Inter depende de detalhes

04 de outubro de 2013 15

abelito

Por Alexandre Ernst
alexandre.ernst@zerohora.com.br | @Alexandre_Ernst

A qualquer instante o Inter pode anunciar Abel Braga como novo técnico do clube. No Rio de Janeiro após a derrota para o Vasco e do anúncio da demissão do técnico Dunga, a direção do Inter já conversou o Abel e espera anunciar o treinador o mais rápido possível.

Dunga deixa Inter com menos de 60% de aproveitamento na temporada

No momento, a cúpula do Inter tenta dar tranquilidade a Clemer e aos jogadores que enfrentarão o Fluminense no próximo domingo, no retorno ao Estádio Centenário, em Caxias. A comissão técnica de Abel composta pelo auxiliar Leomir Souza, os preparadores físicos Cristiano Nunes e Marcelo Chirol e o preparador de goleiros Marquinhos também deve ser anunciada.

O contrato de Abel Braga com o Inter seria até o final de 2014. Ainda que Abel quisesse trabalhar apenas no início do ano, os dirigentes do Inter tentam convencê-lo de que os últimos meses de 2013 podem servir para um maior conhecimento do grupo. A possibilidade de título da Copa do Brasil também é barganha dos cartolas. O Inter enfrenta o Atlético-PR no próximo dia 23, em Curitiba, e precisa de uma vitória ou empate acima de 1 a 1 para se classificar às quartas de final da competição.

A demissão de Dunga

O técnico Dunga recebeu a informação de que não seria mais o técnico do Inter na manhã desta sexta-feira, no hotel em que a delegação do Inter está hospedada, no Rio de Janeiro. Atendeu a Zero Hora por telefone com uma voz baixa e calma. Evidenciava a tristeza por deixar o comando do vestiário colorado.

— É o futebol. Tem de aguentar no osso do peito.

Inter: Contra a crise, resta a Copa do Brasil

23 de setembro de 2013 6

Diego Vara

 

Com gritos de “adeus, Dunga, adeus, Dunga”, pedindo “olé, olé” no próprio time e cantando o nome de Abel Braga, os colorados que foram ao Estádio do Vale assistiram a um Inter paupérrimo perder por 1 a 0 para a Portuguesa e seguir a trôpega campanha no Brasileirão. Em campo, D’Alessandro, Scocco e Damião eram a expressão do desespero. Além de jogar mal, a equipe foi prejudicada por Índio, expulso de maneira infantil aos três minutos do segundo tempo.
Na quinta-feira, o Inter passará a se concentrar no título ainda possível da temporada: a Copa do Brasil. Às 21h, receberá o Atlético-PR, em Novo Hamburgo, no jogo de ida pelas quartas de final do torneio. Já no domingo, contra o Cruzeiro, o Inter não terá D’Alessandro, Índio nem Airton, todos suspensos.
Com derrotas consecutivas para clubes que brigarão apenas pela sobrevivência na Série A, como são Bahia e Portuguesa, os torcedores do Inter pediram a demissão do treinador. O alto comando do clube disse “não” – pelo menos até o jogo de ida contra o Atlético-PR. Mas, segundo informações da imprensa paulista, o Inter já teria procurado Tite, que vive momento de instabilidade no Corinthians. O técnico teria se recusado a conversar no momento. Aqui, a direção nega o contato. Tite deixou o Inter em 2009 sem ter uma boa relação com D’Alessandro, que é amigo pessoal de Dunga e o principal avalizador de seu trabalho no atual vestiário.

Um retrato da crise foram as entrevistas de fim de jogo em Novo Hamburgo. Falaram o presidente Giovanni Luigi, Dunga e o capitão D’Alessandro. O alto escalão passou a dar explicações.
- Ele (Dunga) fica até o final do ano. A comissão técnica será mantida. Temos que buscar as atuações que tínhamos até algumas rodadas atrás – anunciou Luigi, aparentemente acreditando no trabalho e evitando ao máximo mudanças em meio à temporada.

Com perguntas recorrentes sobre a troca de treinador, o dirigente passou a exaltar o trabalho de Dunga e prometeu reação já na Copa do Brasil:
- Ele (Dunga) vem fazendo um trabalho excepcional. Entendo que neste jogo merecemos a derrota, contra o Bahia, também não tivemos uma grande atuação. Esta comissão técnica tem conhecimento necessário para reverter esse quadro. Este grupo tem condições de fazer um grande jogo na quinta-feira.

Ainda que a torcida tenha cobrado os jogadores, D’Alessandro e seu grande 2013 têm moral com os colorados. Quando ele vai mal, o Inter vai mal. E, após alguns minutos de reunião no vestiário, o capitão reconheceu a péssima partida contra a Portuguesa e tratou de avalizar a permanência de Dunga.
- Jogamos mal. A coisa não saiu do jeito que a gente queria. Não é solução tirar o treinador e colocar outro. Nosso grupo é muito bom, tem jogadores experientes, com rodagem na Europa.

O grupo vai continuar sendo o mesmo, nós é que temos que dar a resposta em campo – afirmou D’Alessandro, ressaltando que o Inter ainda brigará pelo G-4 no Brasileirão.
As explicações sobre a nova derrota, a quinta em 23 partidas no Brasileirão, couberam a Dunga. Segundo o técnico, a equipe jogou “mal tecnicamente”, com muitos erros de passes. E garantiu nova postura para a Copa do Brasil. Questionado sobre um possível pedido de demissão, Dunga respondeu:
- Não tem (pedir demissão). O grupo está aí, temos uma partida importante e todos sabem o que temos que fazer na quinta-feira. O fato novo é a vitória, voltar a jogar bem, jogar o que sabemos. Vamos conseguir descansar e treinar nessa semana, a equipe renderá melhor na quinta.

Dunga ainda revelou a dor por ter sido vaiado pelos torcedores em Novo Hamburgo, que cobraram a sua demissão.
- Isso machuca qualquer um, mas é preciso estar preparado para dar a resposta. E é a segunda vez que isso acontece no Inter. Quando eu era jogador, falaram, depois veio a verdade e ninguém veio pedir desculpas. Estamos imbuídos para superar isso – disse o treinador. – Mas isso do torcedor é normal, vive de vitórias e tem direito de se manifestar – completou.

Dezesseis pontos atrás do líder, Cruzeiro, e sem conseguir uma aproximação definitiva ao G-4, ao Inter cabe focar a Copa do Brasil se ainda sonha com um bom final de temporada em 2013.

Grêmio vai ao Rio para fechar com Renato. Anúncio deve ocorrer nesta segunda

30 de junho de 2013 17

Adriano de Carvalho
adriano.carvalho@zerohora.com.br

É com a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, como cenário que o Grêmio deverá fechar a contratação de Renato Portaluppi para substituir Vanderlei Luxemburgo. O executivo de futebol Rui Costa e o assessor de futebol Marcos Chitolina embarcarão na manhã desta segunda para a capital fluminense e se reunirão com o empresário Gerson Oldenburg e o técnico em seu apartamento. Se ocorrer o acerto, Renato poderá comandar o time contra o Botafogo, na Arena, em 14 de julho.

Dois anos se passaram desde que Renato deixou o Olímpico. Seu último trabalho como treinador foi no Atlético-PR, ainda em 2011. Desde então, vive no Rio, joga suas partidas de futevôlei com os amigos e tem chamado mais a atenção pela filha, Carol, famosa por postar fotos no Instagram e aparecer em colunas sociais.

Renato poderá voltar ao Grêmio justamente na gestão de Fábio Koff, com quem foi campeão do mundo como jogador em 1983. No departamento de futebol, também reencontrará Rui Costa, com quem trabalhou em 2010 e capitaneou uma reação no Brasileirão, saindo da zona do rebaixamento e terminando em quarto lugar, com vaga para a Libertadores. Naquele ano, inclusive, o presidente era Duda Kroeff, que ouviu de Koff o apelo pela contratação do ídolo. Agora, o ex-presidente é quem repete o gesto.

— Não tenho dúvida de que, neste momento, a melhor opção é Renato. Se eu tivesse trazido ele nesta altura (sexta rodada do Brasileirão) em 2010, o Grêmio teria sido campeão — diz Duda.

Após a demissão de Luxemburgo no sábado, a direção tratou de definir o perfil do novo treinador. No final de semana, Chitolina, Rui Costa e Koff se reuniram e chegaram a um consenso: querem alguém com ligação íntima com a história do clube, que dê novo padrão de jogo ao time, e que não só mobilize o grupo para a retomada do Brasileirão e para a disputa da Copa do Brasil, mas também tenha o apoio da torcida.

— Precisamos de alguém que faça o Grêmio retomar seu estilo histórico. Que faça a equipe jogar da mesma forma como quando o clube conquistou seus maiores títulos — define Chitolina.

Com Renato, o Grêmio poderá turbinar a Arena. Após a renegociação do contrato com a OAS, clube e empreiteira estudam projetos comerciais para o estádio e também para os empreendimentos imobiliários que serão erguidos na Azenha, no lugar do Olímpico, e no Humaitá, ao lado da nova casa.

A utilização da imagem do ídolo como garoto-propaganda poderá alavancar as vendas na tentativa de ampliar o número de sócios e também aumentar a média de público nos jogos.

Enquanto não anuncia o novo técnico, os dirigentes do Grêmio fazem questão de valorizar o auxiliar Roger Machado. Conhecedor do vestiário, ele será o treinador contra o Atlético-PR, em Curitiba, no sábado, na retomada do Brasileirão. O domingo seguinte deve ser o de estreia de Renato na Arena. E de estádio lotado para saudar o retorno do maior ídolo do clube.

Nome de Cristóvão Borges ganha força junto aos assessores de Fábio Koff

29 de junho de 2013 10

Um nome que não aparecia na lista de favoritos para assumir o Grêmio no lugar de Vanderlei Luxemburgo passa agora a despontar com força junto a assessores de Fábio Koff. Trata-se do atual treinador do Bahia Cristóvão Borges.

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No Olímpico é lembrado seu bom trabalho no comando do Vasco tão logo Ricardo Gomes ficou impossibilitado de seguir treinando por motivos de saúde. Corria o ano de 2011 e Cristóvão conseguiu comandar um grupo de jogadores que já sofria com a falta do pagamento de salários.

Está descarta a vinda de Muricy Ramalho. Sondado, o ex-treinador do Santos teria pedido salário de R$ 1 milhão mensais. Renato Portaluppi tem admiradores, mas não seria o preferido neste momento.

Uma curiosidade: Portaluppi também treinava o Bahia quando foi contratado pelo Grêmio em 2010.