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A sociedade que paga, tem o direito de saber. Quais os custos, hoje, com o uso de carros oficiais no governo do Estado?
Sobre os gastos com carros oficiais:
A frota do governo de Santa Catarina varia, mensalmente, de acordo com o número de veículos alugados e cedidos por outros órgãos, como prefeituras. Atualmente, o Estado conta com 8.502 veículos próprios, 686 recebidos de doação e 1.144 em cessão de uso. Além destes, em média, o Estado gasta R$ 560 mil com cerca de 300 veículos alugados por mês.
O combustível utilizado, tanto por veículos próprios quanto por alugados, é pago pelo governo. No ano passado, Santa Catarina gastou R$ 35,8 milhões. Neste ano, de 1º de janeiro até a última segunda-feira, o valor estava em R$ 13,8 milhões.
De acordo com o gerente de Bens Móveis da Diretoria de Gestão Patrimonial da Secretaria da Administração, Adilson Luis Schmitt, cada carro possui um cartão de crédito para o abastecimento e pagamento de manutenção, e cada servidor que trabalha como motorista tem uma senha para o cartão do veículo que utiliza.
O combustível só pode ser comprado em postos que venceram licitação. Todos os gastos do cartão são atualizados, automaticamente, no Sistema de Gerenciamento de Veículos e Equipamentos da Secretaria de Administração. Os custos de serviços de manutenção e troca de peças são pagos pelo governo, no caso de veículos próprios, e pelas locadoras, no caso de alugados.
No ano passado, o governo gastou R$ 2,6 milhões com mão de obra de manutenção e R$ 5,8 milhões com troca de peças. Atualmente, de acordo com Schmitt, cada órgão licita os serviços para manutenção. Ele afirma que a secretaria deve lançar, neste ano, licitação para contratar empresa que atenda os veículos de todos os órgãos de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu. O projeto piloto tem o objetivo de buscar descontos e economizar, semelhante ao que é feito na compra de combustíveis.
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Por que o governo fez concurso para a SDR e ao invés de usar os candidatos aprovados está redirecionando servidores de outras secretarias para os cargos?
Sobre a Greve:
O governo defendia que já pagava o piso, usando a fórmula: salário-base + Prêmio Educar + regência de classe = valor do piso nacional do magistério. A lei federal, aprovada em 2008, considera como piso apenas o salário-base. O Estado entrou com uma ação contra esta interpretação, mas perdeu no STF. Ontem, o governo estadual assinou uma Medida Provisória que determina que o valor do piso nacional será passado para o salário-base de todos aqueles que ganhavam menos do que R$ 1.187. Com isso, o governo afirma estar dentro da lei e cumprindo o piso para todos os professores. Os professores seguem em greve e dizem que a nova proposta não serve porque achata os salários da categoria.
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Qual o percentual dos diversos impostos que incidem sobre serviços como energia, água e telecomunicações? A soma deles significa quanto do valor total da fatura? Comparar com outros países.
Sobre os impostos:
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária sobre esses serviços varia de 29,83% a 47,87%, sendo que o setor de abastecimento de água tem a menor incidência de impostos e o de telefonia celular, a maior. A carga tributária no serviço de telefone fixo fica, em média, em 46,12% e de energia elétrica, em 47,08%, de acordo com o IBPT.
No caso da energia elétrica, o peso dos tributos federais dobrou nos últimos anos. A cada R$ 100 pagos em 2002, quase R$ 7 iam para a Receita Federal. Agora, em uma conta no mesmo valor, a fatia é de R$ 14. O aumento dos tributos federais só não foi ainda maior porque, nesse período, a CPMF, que tinha peso de meio ponto percentual na conta, foi extinta.
Além dos 25% pago de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual, a participação dos impostos federais na conta de energia é de 3,93% de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), 1,53% de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), 1,51% de Programa de Integração Social (PIS/Pasep), e de 6,94% de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
O peso dos encargos na conta de energia são de 13,9% de tributos federais, 20,81% de tributos estaduais e 0,02% de tributos municipais, além de 1,56% de encargos trabalhistas e 8,78% de encargos setoriais. São cerca de 14 encargos embutidos nos preços da energia elétrica. Alguns deles já deveriam ter sido extintos, mas foram prorrogados, como a Conta do Consumo de Combustível, usada para subsidiar a tarifa da região Norte, onde a geração é térmica. Em vez de ser extinta, a cobrança praticamente dobrou de 2009 para 2010.
No setor de telecomunicações, que também tem alíquota de 25% de ICMS, a incidência do PIS é de 0,65%, sobre o faturamento e deve ser pago pelas pessoas jurídicas. A Cofins incide com alíquota 3%, sobre a receita de vendas e demais itens como, por exemplo, receitas financeiras, e deve ser paga pelas pessoas jurídicas.
Mas o setor ainda é taxado na figura de fundos, como o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), que tem duas taxas: a taxa de Fiscalização de Instalação (TFI) e a Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF). A TFF é devida anualmente, devendo ser paga até o dia 31 de março de cada ano e corresponde a 50% do valor consignado na TFI, incidindo sobre todas as estações licenciadas até o dia 31 de dezembro do ano anterior. Entende-se como estação de telecomunicações, o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização de telecomunicação, seus acessórios e periféricos, e, quando for o caso, as instalações que os abrigam e complementam, inclusive terminais portáteis. Outro encargo é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) que incide com alíquota de 1% sobre a receita operacional bruta de cada mês, excluindo o ICMS, o PIS e a Cofins.
Além disso, ainda existe o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), se destina a estimular o processo de inovação tecnológica, incide, à alíquota de 0,5% sobre a receita das empresas prestadoras do serviço de telecomunicações, excluindo-se, para determinação da base de cálculo, as vendas canceladas, os descontos concedidos, o ICMS, o PIS e a Cofins.
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Com a campanha para diminuirmos a quantidade de sal em nossos alimentos, qual a quantidade de sal ideal para dissolver em um litro de água?
Sobre o sal:
Tereza Cristina de Souza, coordenadora do curso de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) afirma que, observando a dissolubilidade do sal de cozinha em água, é possível dissolver até 360g de sal em um litro de água, na temperatura de 25ºC.
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O governo sabe da falta de segurança pública que aflige Florianópolis há anos. Por que a situação não muda? Por que não contratam os 10 mil policiais militares que estão faltando?
Sobre a segurança:
Entre as ocorrências de roubos registradas em 2011 em Florianópolis, a maioria ocorreu diretamente contra pessoas - 50%. Ou seja, aqueles ataques durante uma caminhada na rua, ao entrar no carro, ao sair do banco. Foram 339 casos entre 1º de janeiro e 20 de maio, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.
Entre 2006 e 2010, o percentual desse tipo de crime cresceu quase 100%. Uma das iniciativas para conter esse tipo de ações pode estar no aumento do efetivo da Polícia Militar, estagnado nos últimos cinco anos. Atualmente, a corporação conta com 2,4 mil militares na Capital, divididos entre a áreas administrativas e as operacionais nas ruas, incluindo as polícias rodoviária e ambiental, além do hospital da PM.
Segundo a assessoria da corporação, até o fim deste ano serão efetivados mais mil policiais em Santa Catarina. Ainda não há um número certo de quantos virão para Florianópolis.
- Mas, com certeza, a maioria será distribuída pela região da Capital. Por haver uma grande concentração populacional, há necessidade de um reforço maior. Reconhecemos que precisa ainda mais, porém é difícil fazer isso rapidamente. Há custos para o Estado - justificou o tenente-coronel PM Fernando da Silva Cajueiro, chefe de Comunicação da PM.
Para ter uma aumento real no efetivo, e não apenas substituição daqueles que se aposentam, nos próximos quatros anos a corporação espera chegar a 14 mil PMs - hoje são 11 mil em atividade. Para o atual comando-geral da Polícia Militar, um número perto de 20 mil.
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Por que o Governo do Estado de SC não quer pagar o piso do magistério? Pagar até paga, porém sem a escala....
Sobre a secretaria:
Segundo a Secretaria de Planejamento, o edital previa que os aprovados no concurso seriam chamados de acordo com a necessidade de cada Secretaria Regional de Desenvolvimento (SDRs). No primeiro momento, as convocações não teriam sido realizadas por causa do decreto assinado por Raimundo Colombo no primeiro dia de governo, determinando 120 dias de contenção de gastos. O prazo acabou no início de maio. Os concursados devem começar a ser chamados assim que foram concluídas as nomeações dos cargos de confiança das SDRs.
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Por que o acesso da Base Aérea de Florianópolis não é liberado aos moradores em geral? Com certeza diminuiria o trânsito do Sul da Ilha, hoje com um gargalo forte pelo Rio Tavares.
Sobre a Base Aérea:
A Base Aérea da Capital afirma quenão liberado o acesso por questão de segurança. A estrada que corta a corporação cruza o sistema de luz de aproximação na pista do aeroporto. Com aumento no fluxo de veículos, haveria risco de engarrafamentos, que interfeririam nos equipamentos de auxílio à navegação, comprometendo a segurança de pousos e decolagens.
A base permite que ônibus para o Bairro Tapera atravessem a área por serem de uso coletivo. Também são dadas 2,2 mil permissões de passagem no trecho — número que não põe em risco a segurança do local — para motoristas, na maioria trabalhadores de escolas públicas e unidades de saúde localizadas no Sul da Ilha.
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Há cerca de três meses, a Guarda Municipal de Tubarão deixou de fiscalizar o trânsito da cidade após a morte de um dos seus . O transito está um caos. E daí?
Sobre a Guarda Municipal de Tubarão:
Desde a semana passada, a Guarda Municipal de Tubarão voltou às atividades de fiscalização e controle no trânsito do município. Após a morte de um dos integrantes da corporação, que no início de fevereiro foi baleado na cabeça após tentar capturar os autores de um assalto em uma relojoaria no Centro da cidade — segurança é outra função da Guarda — os 40 agentes que realizam o serviço tiveram um período de recesso e, em seguida, foram treinados para o uso de armas de fogo.
De acordo com o secretário municipal de Segurança e Patrimônio, Carlos Eduardo de Bona Portão, eles participaram de um curso de capacitação para o uso de armas, que estarão à disposição da Guarda Municipal assim que a Polícia Federal conceder as autorizações, o que deve ocorrer nas próximas semanas.
— A segurança dos agentes, hoje, está nos padrões adequados para a função — afirma o secretário.
Além das pistolas, a Guarda Municipal de Tubarão terá, ainda, duas espingardas calibre 12, 52 sprays de pimenta e coletes à prova de bala.
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Porque a duplicação da BR-101 em Santa Catarina anda tão devagar? O que falta para que as obras de duplicação sejam concluídas? Existe um prazo para que essa novela tenha um fim?
Sobre a duplicação da BR-101:
A duplicação da BR-101 Sul começou em 2005 e a primeira expectativa de conclusão era dezembro de 2008. O governo federal não conseguiu entregar no prazo, e até hoje, vai prometendo novas datas de finalização.
A demora se deve a uma série de motivos. Entre eles, empreiteiras que não cumpriram seu papel por problemas financeiros, como no lote 25, entre Laguna e Capivari de Baixo. O trecho ficou três anos parados até o começo deste ano. A nova data de entrega é julho de 2012.
Como mostra a reportagem destas duas páginas, os maiores entraves estão nas três obras de arte (três túneis e uma ponte) que ficaram para ser licitados fora dos lotes de duplicação - iniciados há seis anos. Entre os problemas estão entraves legais e ambientais, modificações em projetos, complexidade das obras e a burocracia das licitações. Além disso, existem lideranças catarinenses que apontam a falta de gestão da superintendência do Dnit como causa da morosidade.
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Por que a prefeitura da Capital não impede a criação de favelas? À margem da PC3 (Avenida Juscelino kubitschek de Oliveira), no Continente, há poucos anos, começou uma com um barraco e, depois, inúmeros, agora um problema dificil de se resolver.
Sobre as favelas:
A prefeitura de Florianópolis admite que a fiscalização é insuficiente para conter ocupações irregulares. Atualmente, a Capital tem 86 bolsões de ocupação e 16 fiscais na Secretaria do Obras.
Para o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, José Carlos Rauen, somente a fiscalização via satélite seria eficaz para tentar sanar o problema:
— Essas casas são erguidas nos fins de semana, quando a Secretaria não tem fiscais trabalhando. Atualmente, 95% das fiscalizações são motivadas por denúncias anônimas.
Quando as áreas já estão ocupadas o trabalho da prefeitura passa a ser garantir infraestrutura aos moradores ou reinstalá-los. Esta última alternativa é a mais complicada segundo o secretário, pois muitas vezes os moradores não querem sair, como no caso das margens da PC3, e é necessário haver acordo.
— Não se pode usar de força policial para tirar as pessoas — explica.
Para tentar evitar a ocupação, desde 2005 a prefeitura não autoriza ligação de água e eletricidade em casas construídas em áreas de invasão.
O especialista em planejamento urbano Elson Manoel Pereira explica que os bolsões surgem porque a política habitacional para a população de baixa renda não dá conta de inseri-la no mercado formal:
— O Minha Casa, Minha Vida é um exemplo. São adquiridos terrenos baratos, mas normalmente eles ficam nas periferias das cidades. Coloca-se a população debaixo de um teto, mas longe do mercado de trabalho. Isso só prolonga o problema.
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Como aconteceu e quem foram os protagonistas do movimento estudantil de 1979, conhecida como a Novembrada?
Sobre a Novembrada:
Novembrada é o nome com o qual ficou conhecida uma histórica manifestação popular contra o regime militar, ocorrida no dia 30 de novembro de 1979 no Centro de Florianópolis. O presidente da República era o General João Figueiredo, que estava na cidade para a assinatura de contratos e convênios. Era um momento de baixa popularidade e de desgaste para o governo militar. Uma alta de preços aumentou muito o custo de vida da população.
Figueiredo foi recebido pelo então governador Jorge Bornhausen. Na sacada do Palácio Cruz e Sousa — então a sede do Executivo catarinense — Figueiredo discursou para a multidão que se concentrava na Praça XV e em frente à Catedral, e foi vaiado.
Os protestos eram liderados pelos representantes do Diretório Central de Estudantes da UFSC. O presidente estendeu a mão direita e aproximou o dedo indicador do polegar, para demonstrar que se tratava de um grupo \'pequeno\'. A multidão interpretou tal gesto como obsceno.
Foi o estopim para xingamentos diversos e uma briga generalizada entre simpatizantes do presidente e populares contrariados. Figueiredo perdeu o controle e ficou possesso. \"Xingaram a minha mãe, minha mãe não está em pauta\", gritava. Intempestivo, desceu as escadas e foi em direção à rua para enfrentar os manifestantes. Teve de ser contido. Dali, a comitiva partiu para a esquina da Rua Felipe Schmidt com a Rua Trajano — recebeu no tradicional Ponto Chic uma homenagem, o diploma de \'Amigo do Senadinho\'.
Ao deixar o estabelecimento, a comitiva cruzou com manifestantes, e houve confronto. O ministro de Minas e Energia, César Cals, foi agredido. Os manifestantes retornaram à praça, retiraram do pedestal a placa em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, confeccionada por ocasião dos 90 anos da Proclamação da República, a queimaram e arremessaram contra a porta do Palácio. Os tumultos prosseguiram até as 16h.
Acusados de liderar a revolta, foram presos Lígia Giovanella, Marize Lippel, Newton Vasconcellos Jr., Rosângela Koerich de Souza, Geraldo Barbosa, Amilton Alexandre e Adolfo Luiz Dias. O grupo foi solto após 15 dias, graças à intensa pressão popular.
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Por que os alunos da rede municipal de ensino em Florianópolis não usam uniforme?
Sobre os uniformes:
Algumas escolas municipais de Florianópolis adotam o uso do uniforme, mas por decisão própria. Não há uma obrigatoriedade por parte da secretaria de Educação da Capital.
A prefeitura considera alto o custo dos uniformes escolares, por isso não os oferece aos seus 28 mil estudantes de 36 escolas e 76 creches do município. Nas escolas que usam o uniforme, os pais dos alunos precisam pagar a roupa.
Segundo o secretário de Educação da Capital, Rodolfo Pinto da Luz, a secretaria prioriza outras necessidades da área, como ampliação de escolas e construção de creches:
— Não existe um estudo de orçamento, mas sabemos que o custo de uniformes é alto. Por isso, acabamos priorizando outras necessidades.
Ele considera que o uniforme é um item dispensável, já que os alunos acabam indo às aulas sem a vestimenta, gerando conflitos nas escolas entre pais e direção.
A roupa serve, principalmente, para identificar os estudantes entre as pessoas que circulam pelas instituições de ensino e já é adotada em toda a rede de ensino estadual.
Mesmo com a prefeitura concentrando os investimentos na construção de creches, 2,4 mil crianças ainda aguardam uma vaga na rede municipal, como noticiado pelo DC.
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Gostaria de saber porque a prefeitura de Florianópolis não investe mais no vôlei? A equipe da Cimed está com um time de peso e o ginásio de Capoeiras está muito atrasado. Eles precisam de um ginásio maior.
Sobre o vôlei:
A prefeitura de Florianópolis, através da Fundação Municipal de Esportes (FME), investe R$ 640 mil na equipe de vôlei masculino. De acordo com o presidente da FME, Édio Manoel Pereira, o investimento é feito com uma permuta: a Cimed recebe o valor em troca da doação de medicamentos, que abastecem a rede municipal de saúde. A FME ainda tem um contrato de cessão de uso do ginásio Saul Oliveira, o Capoeirão, para o clube empresa, que fica responsável pela administração e manutenção do espaço.
A solução mais viável para a Cimed jogar em um ginásio maior em Florianópolis é a Arena Multiuso de Canasvieiras, no Norte da Ilha. Mas a obra de construção do espaço está inacabada e é uma responsabilidade do governo do Estado. A obra começou em 2010 com o empenho de R$ 7 milhões e está parada desde outubro de 2010 por causa da suspensão dos repasses. A questão está com o governador Raimundo Colombo e uma comissão foi formada com representantes da comunidade para rediscutir o projeto. A obra surgiu como um espaço para ser usado para feiras comerciais e acabou readequada para eventos esportivos, como base na Arena Jaraguá, o que gerou insatisfação da comunidade. Os empresários querem um local adequado para eventos, para acabar com a dependência da temporada de verão.
Édio Pereira reconhece a necessidade de um ginásio com maior capacidade, que os dois mil lugares do Capoeirão, após a chegada de jogadores como Giba e Gustavo e a parceria com a Sky. Diante disso, o presidente FME informa ter conversado com o gerente de Esportes da Cimed, Renan Dal Zotto, para abrir a possibilidade do clube empresa ficar à vontade para procurar a prefeitura de São José e discutir a utilização da Arena Multiuso de São José, em grande jogos, como em um possível confronto com o atual campeão da Superliga, o Sesi (SP), na próxima temporada.
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Gostaria que investigassem e apurassem o destino do nosso dinheiro nos diversos setores da administração pública. Pagamos muitos impostos e dai? Onde o governo gasta?
Sobre os impostos:
Para cada R$ 1 arrecadado em Santa Catarina, o governo dispõe menos de R$ 0,03 para investimentos, de acordo com dados da Secretaria da Fazenda.
Apesar do crescente aumento da arrecadação nos últimos anos, o governo justifica que grande parte dos recursos tem vinculação obrigatória. O carro-chefe dos tributos nos estados é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No ano passado, Santa Catarina arrecadou R$ 10,27 bilhões com ICMS. Desse total, a primeira obrigação é repassar 25% aos municípios.
Dos 75% restantes, o Estado tem receitas vinculadas para Educação, Saúde, dívida pública, poderes e Pasep (ver gráfico). Além dos repasses obrigatórios, o governo tem que calcular, anualmente, o chamado crescimento vegetativo da folha de pagamento que, segundo a Fazenda, é de 4% ao ano em média. Para o professor doutor Leonardo Secchi, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Udesc, o problema do baixo nível de investimento é a destinação dos recursos e a questão não se restringe a Santa Catarina.
— A administração pública tem um longo percurso para chegar à eficiência. Se gastássemos menos com rotinas burocráticas e mais com educação, saúde e segurança teríamos uma administração decente — avalia.
União deverá arrecadar R$ 1,45 trilhão em 2011
No Brasil, até o final de 2011, os governos federal, estadual e municipal devem arrecadar R$ 1,45 trilhão, de acordo com diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Fernando Steinbruch. O especialista considera que um dos principais problemas do estado brasileiro é gerenciar mal seus recursos.
— O Brasil tem uma excelente arrecadação. Se os governos gastassem de forma eficiente, estaríamos gerando muito crescimento — diz Steinbruch.
Segundo o diretor do IBPT, os brasileiros precisam trabalhar, em média, 149 dias do ano só para pagar impostos. Nas décadas de 1970 e 1980, conta ele, o cidadão trabalhava a metade do tempo e recebia serviços de mais qualidade:
— Hoje nós trabalhamos mais e recebemos menos em troca.
Especialistas concordam que a alta carga tributária não seria um problema para a sociedade se os serviços públicos fossem de qualidade. O advogado tributarista Jefté Lisowski aponta a falta de planejamento e o tamanho da estrutura administrativa como dois fatores que atrapalham a gestão dos recursos.
— Existem municípios em que a quantidade de cidadãos não comportaria uma estrutura administrativa — afirma o advogado.
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Como está o projeto do Jardim Botânico de Florianópolis? A placa que informava o local sumiu faz tempo. Já é tempo de planejarmos a cidade. Chega de prédios no Itacorubi.
Sobre o jardim Botânico:
A ideia já havia sido plantada, mas foram os R$ 20 milhões prometidos pela empresa OSX, de Eike Batista, que adubaram a idealização do Jardim Botânico da Capital. Com a desistência da construção do estaleiro em Biguaçu pela OSX, a planta da área verde ainda não saiu do papel. Agora, o Estado busca uma alternativa para realizar o projeto para 70 hectares que incluem as estações do mangue do Itacorubi, do Rio Papaquara, junto ao Sapiens Parque, em Canasvieiras, e da Cidade das Abelhas, no Bairro Saco Grande.
Sem abrir mão de eventuais parcerias com a iniciativa privada, a alocação de recursos passa agora pelo Funturismo, na Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.
– Esperamos que até o final do ano, pelo menos os 25 hectares localizados no Itacorubi, estejam em condições de serem abertos ao público. O ideal é que fosse um Jardim Botânico nos moldes idealizados, mas pelo menos vamos inicialmente trabalhar com um módulo – diz o secretário Cesar Souza Júnior.
Para o secretário, que em 2007 como deputado estadual, liderou uma mobilização para que a área fosse preservada, a cidade não pode ficar à espera de uma decisão. Souza diz que o governador Raimundo Colombo está sensível ao projeto e que o Executivo vai concordar com a destinação dos recursos.
Mesmo pensamento tem Murilo Flores, diretor da Fatma. Recém-chegado de viagem à Europa com o governador, Flores conta que encaminhará a documentação necessária para que os recursos possam ser alocados o mais breve possível via Funturismo. Disse que, durante a viagem, conversou sobre o assunto com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen. O entendimento é de que o Jardim Botânico é uma obra para a cidade e deve ser concretizado.Conforme Flores, isso não significa que a OSX não irá mais participar do empreendimento. Flores conta que o projeto de ocupação dos espaços está pronto, foi debatido e encaminhado às partes interessadas (poder público e iniciativa privada), mas o projeto executivo, que irá detalhar a obra arquitetônica, é fundamental para que ela comece:
– O que temos hoje é só um traçado – explica.
A assessoria do Grupo EBX, dono da OSX, sem dar maiores informações, apenas informou que o grupo continua investindo em SC e segue apoiando o projeto do Jardim Botânico de Florinópolis.
O biólogo Marcos Daré, da Fundação Certi, considera importante a busca de estratégias de captação de recursos.– Independente da OSX, defendemos a diversificação de fontes incluindo o governo, empresas, universidades. Achamos que o modelo diversificado poderá favorecer o próximo passo, que é o detalhamento, e neste momento se faz necessário um recurso emergencial – observa.
O presidente da Epagri, Luiz Ademir Hessmann, diz que o órgão está fazendo a sua parte e que já começou a discutir o projeto do Jardim Botânico com a sociedade:
– O que está faltando mesmo é o governo começar a fazer e só.
Segundo explicou, no projeto de 2009, a área da Epagri, no Itacorubi, unida a outra área, a da Comcap, formaria um grande corredor verde de lazer e pesquisa que acabaria no mar da Baía Norte. Isso formaria um passeio que protegeria o mangue da exploração imobiliária.
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Como pode um motorista da Assembléia ganhar trê vezes ou mais um vale-alimentação do que um professor. Compreendo que eles estão ganhando d acordo, porém nós não. Isso não é uma vergonha?
Sobre o vale-alimentação da Assembleia:
A falta de sintonia e de critérios padronizados entre os poderes levou à aberração a que o leitor se refere na pergunta: um abismo que tornou o vale no Poder Legislativo sete vezes maior que o do Executivo. Isso acontece porque, desde que foi criado, o vale está congelado no Executivo, nem mesmo teve correção pela inflação. Enquanto isso, na Assembleia o benefício tomou o elevador e não parou de subir.
Segundo o secretário de Estado da Administração, Milton Martini, a lei do vale-alimentação para os servidores estaduais vigora desde janeiro de 2001 e, desde então, o valor de R$ 6 ao dia está sendo mantido para professores e outras categorias. Do total de 74.959 servidores que recebem vale-alimentação do Estado, 71 mil ganham os R$ 6 ao dia. O restante está ligado a outros órgãos, como Udesc, Fatma, Deter e Porto de São Francisco, que têm orçamentos próprios e pagam valores diferenciados. Martini concorda que o valor não é o ideal, mas diz que é o possível neste momento. O secretário diz que falta dinheiro para melhorar o valor.
A Assembleia Legislativa é um poder distinto, que tem orçamento e política salarial próprios — embora o dinheiro venha da mesma conta, que são os impostos que o cidadão paga. No Legislativo, os cerca de 1,8 mil servidores recebem R$ 927 por mês de vale-alimentação, o que dá, em média, R$ 42 por dia. Na Casa o valor é entendido como um complemento salarial, ou seja, quando não é possível dar aumento de salário, uma opção é reajustar o vale, que tem um impacto menor na folha de pagamento, já que não aumenta os encargos trabalhistas. O último reajuste do vale na Assembleia foi de 3% em fevereiro de 2009. O Legislativo não tem critério nem prazo para dar o reajuste, feito a partir da capacidade orçamentária.
As autoridades até buscam explicações para isso, mas a distorção é tão escancarada que fica fácil entender a indignação de servidores de categorias como o magistério.
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Em 26/05/2009 o clicRBS noticiou uma pesquisa que apontava Floripa como o segundo pior índice de mobilidade do mundo. O que foi feito de lá pra cá e quando teremos novidades sobre o assunto?
Sobre a mobilidade em Florianópolis:
Quando se fala em melhorar a mobilidade urbana, os especialistas dizem que a solução passa pelo investimento pesado em transporte público de massa. Mas desde de que a pesquisa de 2009 de Valério Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), foi divulgada, pouca coisa foi feita. O Estado estuda a implementação do metrô de superfície e a prefeitura, do BRT. Segundo o vice-prefeito e secretário de Transportes, João Batista Nunes, outras medidas foram tomadas, como a implementação dos corredores exclusivos para ônibus na Ponte Colombo Salles e na Avenida Jorge Lacerda. A verdade é que as soluções demoram para serem tomadas e, assim como Estado e prefeitura têm projetos para melhorar a mobilidade na Capital, por outro lado, falta um entendimento entre as autoridades e órgãos que estudam o assunto para que eles sejam, enfim, colocados em prática.
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Quais foram os termos do contrato da TAC/Stark quando recebeu isenção de impostos para se instalar em Joinville e agora vai sair do Estado? Fazia parte do contrato a devolução do dinheiro?
Sobre o contrato:
A empresa TAC, fabricante do jipe Stark, anunciou que vai deixar Santa Catarina e mudar de sede em função de benefícios fiscais. Só não decidiu ainda se vai para o Ceará, Bahia ou Amazonas. De acordo com a Secretaria da Fazenda, a TAC Motors não recebeu benefícios fiscais em Santa Catarina. De qualquer modo, os regimes especiais são concedidos sobre operações realizadas.
Cessa a operação, interrompe-se também o benefício. Não há adiantamento de benefício, nem devolução, como questiona o leitor, explica o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Fazenda, Almir Gorges. Ele aponta que, neste caso, a dificuldade do Estado é outra: competir com os benefícios concedidos pelo governo federal para instalação de empresas nos estados do Norte e Nordeste. Lá, a empresa de Joinville terá zerado o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), que, em Santa Catarina, corresponde a 7% para o setor.
- O Estado estava disposto a conceder os benefícios de Prodec e Pró-Emprego, mas ainda assim não seriam suficientes para competir com o que é oferecido em outros estados – disse Gorges.
Mas a TAC tem como sócia a empresa estatal SC Parcerias, criada para atrair investimentos privados em setores estratégicos para Santa Catarina. Com a decisão da empresa de deixar o Estado, a SC Parcerias pretende vender suas ações da companhia assim que ela se consolidar no Nordeste.
Segundo informou ao Diário Catarinense, para a coluna Informe Econômico, o diretor administrativo da SC Parcerias, Hamiltom Peluso, representante da estatal no conselho da TAC, não há mais lógica em continuar participando de um projeto que vai deixar o Estado em busca de incentivos fiscais concedidos pelo governo federal, contra os quais o governo estadual não tem competitividade.Com investimento de R$ 6 milhões e, atualmente, com 13,95% de ações no projeto TAC, a SC Parcerias deve perder participação acionária, já que os demais acionistas decidiram aumentar o capital de R$ 22 milhões para R$ 100 milhões.
- Não vamos investir mais na TAC e, assim que ela se consolidar, vamos colocar nossos papéis à venda – afirmou Peluso à coluna do DC, publicada dia 4 de maio de 2011.
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Qual é o desnível máximo permitido na construção do calçamento nas ruas de Florianópolis?
Sobre o calçamento em Florianópolis:
Átila Rocha, superintendente do Ipuf, explica que todas as medidas estão especificadas no site http://www.pmf.sc.gov.br e que a prefeitura está com programa de notificação aos que não cumprem as determinações.
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Por que somente agora, depois das denúncias das superaposentadorias tanto o Tribunal de Contas como o IPREV, dizem que uma auditoria já estava programada?
Sobre as auditorias:
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) diz que a cada ano é escolhido um tema específico para a realização de auditorias mais amplas e que agora entraram na pauta os salários em todos os poderes.
O programa de fiscalização foi elaborado em fevereiro e iniciou no próprio TCE, que já está com o relatório da auditoria em fase de conclusão.
Em junho, será a vez do Tribunal de Justiça (TJSC) e, em julho, finalmente, a Assembleia Legislativa passarem pelas fiscalizações.
A auditoria de todas as aposentadorias — por tempo de contribuição ou por invalidez — foi prometida pelo Iprev. Seria uma meta do atual presidente, Adriano Zanotto (PMDB), que assumiu o cargo em janeiro. Criado em 2008, o Iprev substituiu o Ipesc, que cuidava apenas do Executivo.
O certo é que as reportagens sobre os altos salários de servidores públicos e as aposentadorias por invalidez chamaram a atenção para o assunto.
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Quem são os novos membros do CED?
Sobre o Conselho Estadual Desportivo:
O Conselho Estadual de Desportos (CED) tem como presidente o ex-atleta Sérgio Galdino, indicado pelo governo do Estado. Adalir Pecos Borsatti, presidente da Fesporte, é membro nato. Os demais integrantes são Alexandre Monguilhott, Alziro Golfetto, Carlos Anzoategui, Elson Ferreira, Hercílio Freitas, Ivan Agnoletto, Paulo Luiz Orsini, Roberto Ferraz e Rodrigo Capella (todos indicados pelo governo do Estado); Gilson Chrestani e Walmor Battistotti Filho (Associação das Federações Esportivas); Ademar Podgaietsky (região Centro-Oeste), Frank Utech (região Leste-Norte), Idemar Tomasi (região Sul), Roberto Marangoni (região Oeste), Michele Serejo (profissionais de educação física), Paulo Coutinho (Associação dos Cronistas Esportivos) e Pedro Morales (instituições de ensino em educação física).
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Quando fizerem a terceira pista na rodovia 405, Sul da Ilha, vão aproveitar pra fazer ciclovia e facilitar tambem a vida de quem mora aqui mas não quer andar de carro?
Sobre a ampliação da SC-405:
Começaram ontem as obras para a ampliação da SC-405. O projeto, orçado em R$ 3 milhões, não prevê uma ciclovia. De acordo com a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), a lei determina que toda obra de reforma ou expansão de rodovias tenha um espaço para a circulação de pedestres e ciclistas.
Por isso, a ViaCiclo entrou com ação civil pública pedindo ciclovias e ciclofaixas na SC-405. O Deinfra foi intimado a prestar esclarecimentos e segundo informou, o órgão não é obrigado a fazer a ciclovia até a decisão final do Tribunal de Justiça.
O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura, Paulo Meller, diz que as obras da SC-405 só incluem acostamentos e bolsões para ônibus. Meller defende que a licitação, sem previsão de espaço para a circulação de bicicletas, foi feita há dois anos. Segundo ele, não se pode fugir \"uma linha\" do projeto. Mas ele destaca que as obras para a duplicação da Diomício de Freitas, que leva ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz, incluirão ciclovias.
Segundo a Polícia Rodoviária, apesar da obra da SC-405 não exigir desvios no trânsito, ontem, o congestionamento no local chegou a 5 quilômetros por volta das 9h.
Para o presidente do Deinfra, Paulo Meller, o fluxo de carros deve ficar mais complicado na região até o fim das obras, previsto para dezembro.
— Além dos carros, terão as máquinas trabalhando, o que dificulta ainda mais o trânsito. Mas será um transtorno momentâneo — afirma.
As obras envolvem a construção de uma terceira faixa em 2,3 quilômetros de extensão entre o Trevo da Seta e o Bairro Rio Tavares. Serão três faixas de 3,5 metros e dois acostamentos de 1,5 metros cada um. Ontem, iniciou-se a fase de limpeza da região e os muros no entorno começaram a ser demolidos para, depois, os postes de energia elétrica serem retirados. A sinalização do local está a cargo da empresa vencedora da licitação, a Sulcatarinense. A ordem de serviço para os trabalhos foi assinada com a empresa em fevereiro de 2009.
O atraso de quase dois anos, segundo Meller, deveu-se aos processos judiciais para a indenização das terras dos moradores da região. Das 93 desapropriações, cinco ainda estão da Justiça, mas não devem atrapalhar as obras. A PMRv recomenda cautela redobrada para os motoristas que trafegam na região e pede para que os curiosos não parem no local. Quando as obras estiverem prontas, duas pistas devem ficar no sentido bairro-Centro, enquanto uma faixa ficará no sentido Centro-bairro. A ampliação deve faciliar a circulação dos 33 mil carros que passam pela rodovia diariamente.
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Gostaria de saber de quem era o proprietário do Campo da Liga? Como o estádio foi transferido ao Avaí FC? Existe contrato de concessão ou comodato?
Sobre o Campo da Liga:
O terreno onde seria instalado o Estádio Adolfo Konder, em Florianópolis, pertencia à Irmandade Senhor dos Passos.
O primeiro clube a usar o campo foi o Palmeiras, em 1916. No início dos anos 1920, a Liga de Desportos Terrestres, que organizava o futebol catarinense, alugou o terreno para usar em seus campeonatos (por isso era conhecido como Campo da Liga). Situação que se estendeu até 1937, quando o terreno passou ao controle do governo do Estado – foi trocado por obras no Hospital de Caridade, gerenciado pela Irmandade.
Até a inauguração do Orlando Scarpelli, do Figueirense, em 1960, era o principal estádio da cidade. Até Pelé atuou ali, em 1972, quando o Santos venceu um amistoso com o Avaí por 2 a 1. Em 26 de setembro de 1972, o então governador Colombo Salles sancionou a Lei nº 4.781, em vigor até hoje, aprovada pela Assembleia Legislativa, que autorizava a passagem do terreno para o Avaí FC.
– Também foi cedida ao Avaí a escritura pública até ele existir. Mais tarde, o governador Jorge Bornhausen fez uma reversão para o terreno da Ressacada, no Sul da Ilha, onde hoje o clube tem seu estádio – explica o diretor jurídico da Federação Catarinense de Futebol, Rodrigo Capella.
Após a desativação do Campo da Liga, no terreno onde os craques do passado desfilaram seu talento foi erguido o Beiramar Shopping.
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Com a ida do Governador Colombo para o PSD, e com o acompanhamento de vários líderes do estado, provenientes de todos os partidos, não inviabilizaria uma nova reedição da tríplice aliança?
Sobre a nova reedição da tríplice aliança:
Dois fatores principais vão pesar para a reedição da tríplice aliança em 2014: as eleições municipais do a de 2012 e o desempenho de Raimundo Colombo durante o mandato. A saída do governador não deve ser motivo para invializar a coligação.
– Na prática, o PSD substitui o DEM. Ainda é muito cedo para falar em 2014. Mas por que não poderia haver uma reedição? – questiona o secretário da Casa Civil, Antonio Ceron, que está deixando o DEM e acompanha o governador.
O presidente da Assembleia, deputado Gelson Merisio, que também está trocando de partido, concorda.
– O que vai definir é o desempenho do governador, mas queremos manter a aliança vitoriosa – diz.
O vice-governador, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), acredita que a tríplice tem condições de se repetir em 2014. Ele condiciona o acordo à competência política dos líderes.
– É preciso respeitar os espaços e o Raimundo se sai muito bem. Isso manteve o equilíbrio da tríplice – afirma Moreira, se referindo ao comprometimento do governador de não assediar lideranças de outros partidos para se filiarem ao PSD.
O presidente do PSDB, Leonel Pavan, avalia que 2014 está distante e que outros dois fatores deverão ter influência na formação de coligações: a reforma política e a orientação nacional que os partidos darão com relação às alianças com o PSD.
O pesquisador e doutor em Ciência Política Julian Borba considera que a saída do governador não é determinante para minar a reedição da tríplice. Ele avalia que as conjunturas estabelecidas nas eleições de 2012 terão mais peso. E o doutor em Sociologia Política Carlos Eduardo Sell, afirma que, hoje, a sigla e a ideologia partidária são os últimos fatores considerados na formação de uma aliança.
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Por que é tão dificil internar um dependente químico pelo Estado?
Sobre comunidades terapêuticas:
A resposta deve decepcionar o leitor Oriberto Carneiro: faltam 400 vagas para suprir a necessidade mínima em SC, e não há previsão de ampliar a oferta. Nem as prefeituras dão conta, mesmo mantendo convênios com comunidades terapêuticas.
O Estado dispõe gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de 870 leitos para tratamentos de dependência química e transtornos psiquiátricos, enquanto seriam necessários 1.270. As vagas estão distribuídas em 18 hospitais gerais e três especializados em transtornos mentais, sendo dois particulares – por convênio –, além do Hospital Psiquiátrico de SC, em São José. O investimento anual é de R$ 18 milhões.
Apesar da necessidade, não há previsão de ampliar as vagas. A Lei 10.216/2001, conhecida como lei da reforma psiquiátrica, dá preferência à criação de leitos em hospitais gerais, em vez de unidades especializadas. Segundo a coordenadora estadual de Saúde Mental, Maria Cecília Heckrath, é difícil convencer as direções dos hospitais a oferecerem o serviço, que precisa de área maior e espaços para socialização e terapia ocupacional. Ela diz que há uma negociação para implantar um pronto-socorro no Hospital Regional de São José.
Maria Cecília explica que o não investimento em novas vagas se deve à exigência da lei de internar só quando as tentativas de tratamentos extra-hospitalares são insuficientes.
– Internação não é a única forma de resolver. Saímos do modelo da exclusão social, agora tentamos primeiro tratar nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que têm profissionais habilitados e atividades para o dia. A família também tem que fazer sua parte, não é jogar no hospital e pronto – diz a coordenadora.
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\"Como fica o dinheiro pago pela inscrição do concurso do TRE de Santa Catarina, que foi anulado há mais de um ano? Quando terá um novo concurso?\"
Sobre o concurso do TRE:
A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRESC) afirma que a intenção é fazer novo concurso neste ano. As datas ainda não estão definidas porque dependem do processo licitatório para a escolha da empresa que vai elaborar as provas. Em abril, em uma sessão administrativa, o tribunal autorizou a realização de uma nova seleção para preenchimento dos cargos efetivos vagos e os que vierem a surgir no prazo de validade do concurso.
Com relação à devolução das taxas de inscrição do concurso anulado, no dia 26, o presidente do tribunal, Sérgio Torres Paladino, assinou um despacho determinando que haverá a devolução da taxa. Os inscritos no concurso anterior e que quiserem concorrer ao mesmo cargo terão apenas que confirmar a nova inscrição, sem precisar pagar nova taxa. Aqueles que optarem por concorrer a um outro cargo terão que fazer uma nova inscrição e pagar nova taxa.
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Por que não existem projetos de pontes ligando o continente à ilha pelo norte ou sul da mesma? Por que é sempre pelo centro?
Sobre as pontes:
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini (PMDB), nas extremidades norte e sul da Ilha de Santa Catarina, pela distância do continente, seria necessário construir pontes muito extensas.
— O local onde as pontes estão hoje é a o de menor extensão ilha-continente. Outras soluções seriam muito mais caras e, além disso, nós precisamos pensar em integrar a nova ligação com a BR-101 e com a Via Expressa (BR-282).
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A greve dos professores ja acabou? Quando a rede estadual de ensino volta às aulas?
Sobre a greve dos professores:
Antes de voltar às aulas, os professores precisam analisar as propostas em assembleias. Hoje e amanhã, os encontros serão regionais. Se nestas assembleias pelo Estado os docentes resolverem que a proposta deve ser votada numa reunião estadual, o encontro de quinta-feira vai analisar a proposta e decidir pela volta às aulas ou pela continuidade da greve.
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Quanto os cofres públicos arrecadam anualmente através do Detran, incluindo os serviços de CNH?
Sobre a arrecadação com o Detran:
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC) arrecadou em taxas, de janeiro até a semana passada, R$ 151,7 milhões. Em multas, foram R$ 63,3 milhões, vindos de 727 mil infrações, arrecadados pelo Detran e por outros órgãos autuadores. Mas a maior parte desses valores não é aplicada em benefícios para o próprio trânsito.
Como o Detran não tem autonomia financeira nem administrativa, o dinheiro recebido tem a intermediação da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O valor das taxas, que incluem licenciamento, carteiras de habilitação, permissões para dirigir, segunda via de CNHs e vistoria, é distribuído em fundos para o setor penitenciário, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, da Defesa Civil e da SSP.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o que é adquirido por multas pelo Detran também acaba sendo encaminhado aos fundos mediados pela SSP, apesar da lei de 1997. Esta legislação determina que a receita das multas seja aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. Para Cobalchini, o Detran deveria ser subordinado à Secretaria de Infraestrutura — que, atualmente, não recebe recursos do órgão — para que houvesse a aplicação em melhorias do trânsito de SC.
O secretário conta com financiamentos, verba federal e com o próprio Tesouro do Estado para lançar medidas como a revitalização e ampliação da capacidade das estradas e uma campanha permanente de conscientização do trânsito, previstas para a metade de julho. Só para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Estado pediu, na semana passada, US$ 250 milhões.
O presidente do Movimento Nacional de Educação no Trânsito (Monatran), Roberto Bentes de Sá, destaca que há setores críticos, carentes de investimento, como a sinalização. Ele afirma que a veiculação do Detran à SSP dificulta a cobrança pela aplicação dos recursos, que não são sequer disponibilizados ao cidadão comum.
— Não sabemos o quanto e se é aplicado no trânsito.
Não é apenas o Detran que arrecada com multas. Uma multa aplicada nas ruas de Florianópolis, por exemplo, é dividida entre PM, município e Detran. Do valor total, são debitados os custos de tarifas.
Também são descontados 5% para o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito. Segundo o diretor-geral do Detran, Vanderlei Rosso, esse fundo totaliza R$ 2 bilhões que, no momento, estão parados.
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Quando serão feitas as entradas para ônibus na via Beira Mar? O perigo é constante e absurdo numa via de 80 km/h com estacionamento em plena pista!
Sobre as entradas de ônibus:
A prefeitura de Florianópolis admite que a falta de recuos para a parada de ônibus, as chamadas baias, é um problema grave que a cidade enfrenta devido ao risco de acidentes, mas revela que não há previsão de solução para isso.
Pelo contrário, o secretário de Transportes e vice-prefeito, João Batista Nunes, destaca serem necessários investimentos elevados na área. O problema é que o município não dispõe de verbas para isso.
— Não se trata só da construção das baias, mas em muitos lugares são necessárias desapropriações, e essa é a parte cara — explica.
João Batista informa que já existe um levantamento do quanto precisaria ser investido. Mas afirma desconhecer o valor, apesar de garantir que o investimento é alto e que o município não tem condições de arcar com os custos de implantação.
Para ele, parte do problema com os pontos sem recuo será resolvida com a implantação do BRT (Bus Rapid Transit, transporte rápido de ônibus), que transita em via exclusiva. O projeto foi apresentado na semana passada e está em estudos de viabilidade para implantação em corredores de ônibus na cidade.
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Por que ainda não asfaltaram todo trecho de acesso ao Morro da igreja, em Urubici? Uma vergonha para o Estado de Santa Catarina, já que a região recebe turistas de todas as partes do Brasil.
Acesso ao Morro da igreja:
Os visitantes de dois dos pontos turísticos mais conhecidos de Santa Catarina terão que esperar mais alguns meses para chegar até lá por um asfalto novinho e seguro. A rodovia SC-439, no município de Urubici, na Serra Catarinense, está sendo pavimentada no trecho até o acesso ao Morro da Igreja e à Serra do Corvo Branco. A previsão é terminar as obras até o dezembro deste ano.
Ao custo de R$ 36 milhões, os trabalhos de pavimentação asfáltica dos 20,6 quilômetros entre a sede de Urubici e o alto da Serra do Corvo Branco começaram no início de 2009. O prazo era fevereiro de 2011, mas um atraso na obtenção de uma licença ambiental empurrou o término para o fim do ano. Antes, a estrada era um misto de pedras, buracos e poeira e dificultava bastante o trânsito dos moradores e turistas que visitam a região o ano inteiro.
O engenheiro Waldir Zanette, do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e um dos responsáveis pela obra, lembra que a terraplenagem de toda a rodovia está pronta, e 12 quilômetros, ou 60% do total, já estão asfaltados. Falta agora pavimentar os 8,6 quilômetros restantes.
Ligação entre a SC-439 e o Morro da Igreja já tem asfalto
O trecho de 17 quilômetros entre a SC-439 e o alto do Morro da Igreja — de responsabilidade do Ministério da Defesa, uma vez que lá em cima há uma base da Aeronáutica — já é asfaltado há alguns anos.
Para planejar obras na SC-439, a rodovia foi dividida em três segmentos. O primeiro é o trecho em questão, entre Urubici e a Serra do Corvo Branco. O segundo é o trecho de 10 quilômetros entre o alto da Serra e a localidade de Aiurê, já no município de Grão-Pará. O terceiro segmento compreende 26 quilômetros entre Aiurê e a sede de Grão-Pará.
O segundo e o terceiro segmentos, porém, apesar de já contarem com projetos, deverão entrar em licitação apenas em 2012, possivelmente pelo convênio de US$ 250 milhões que o Estado busca com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a recuperação de rodovias.
Outros dois trechos da mesma SC-439 estão nos planos. Um deles é o de 19 quilômetros entre os municípios de Urupema e Rio Rufino. As obras, ao custo de R$ 14 milhões, começaram também no início de 2009, mas ficaram paradas por quase um ano e foram retomadas há cerca de um mês. O engenheiro do Deinfra calcula que 35% dos trabalhos já foram feitos, e a conclusão está prevista para a metade do próximo ano.
O outro trecho é o de 30 quilômetros entre Rio Rufino e Urubici. A licitação do projeto deve ocorrer ainda em 2011, mas as obras devem começar apenas em 2013 e terminar dois ou três anos depois.
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Em 2009 houve um questionamento quanto ao pagamento de insalubridade a funcionários da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Havia indícios que vários recebiam sem merecimento. O que aconteceu? Virou Pizza?
Sobre o pagamento de insalubridade:
A Assembleia Legislativa alterou os critérios de pagamento de insalubridade, reduzindo o número de beneficiados, mas a medida está sendo questionada na Justiça e parte dos servidores conseguiu voltar a receber o que ganhava antes.
As denúncias sobre irregularidades no pagamento de insalubridade foram levantadas pelo deputado Jailson Lima (PT), que é médico do trabalho, em agosto de 2009. Na época, 111 servidores recebiam adicional de insalubridade, em percentuais que variavam de 10% a 50% do salário de cada servidor.
A prática era diferente da que é adotada pela iniciativa privada, pelo Executivo e pelo Judiciário, que possuem um valor de referência. A média do adicional da Casa era de R$ 1 mil, sendo que o gasto anual chegava a R$ 1,9 milhão.
Uma nova perícia foi realizada por técnicos do governo do Estado e a mesa diretora da Assembleia aprovou mudanças que, segundo estimativas internas, representariam uma economia de R$ 1,8 milhão/ano. O número de servidores com direito a receber adicional de insalubridade foi reduzido de 111 para 43.
Além disso, também foi revisto o valor pago pelo benefício, que passou a ser de 12% (R$ 165), 17% (R$ 233) e 23% (R$ 316) para os níveis mínimo, médio e máximo sobre o valor de referência de R$ 1,3 mil. Segundo Jailson, os servidores que perderam o benefício entraram com uma ação coletiva questionando a decisão da mesa e pediram um parecer da Procuradoria Geral do Estado.
O deputado diz que o parecer da PGE foi favorável aos servidores, com base no princípio da irredutibilidade, que garante que o vencimento de um trabalhador não pode ser reduzido. Jailson afirma que a questão continua sendo discutida na Justiça e que parte dos servidores do Legislativo voltou a receber os valores anteriores. De acordo com o parlamentar, nestes casos, o pagamento da insalubridade é feito até o teto fixado pela mesa diretora e o restante do valor está sendo pago como adicional.
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Como vão ficar nossos filhos depois de quarenta e poucos dias sem aula? Isso é uma vergonha para o nosso país.
Sobre a greve dos professores:
A greve completa, hoje, 50 dias. Destes, 33 são letivos. Os dias que ficaram sem aulas serão repostos, e a Secretaria de Estado da Educação (SED) irá discutir como isso será feito ainda nesta semana. Todos os conteúdos vão ser passados, para que o aluno não fique prejudicado.
Apesar disso, é consenso entre os educadores que durante uma reposição, o aprendizado não é o mesmo de um período regular de aulas. De acordo com a diretora de Educação Básica da SED, Gilda Mara Penha, aulas aos sábados devem ser evitadas. Em relação às férias, as de julho estão comprometidas. Talvez as de final de ano também fiquem prejudicadas. O calendário de reposição ainda não foi definido.
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Qual ferramenta de pressão o povo brasilero tem para mudar o sistema de salários dos políticos, impedindo os altos salários e benefícios estendidos apenas a essa classe?
Sobre os salários do políticos:
A pressão ou mobilização popular ainda é a principal arma que a sociedade tem para tentar impedir o aumento dos salários pagos aos políticos. Os parlamentares (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) são os únicos que têm o privilégio de determinar os valores dos seus próprios salários.
E são eles também quem definem os salários dos governantes (prefeitos, governadores, vices, secretários, presidente e ministros). Segundo o professor de Direito Constitucional da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) João dos Passos Martins Neto, a remuneração dos agentes políticos é fixada por lei e só pode ser aumentada por lei.
— Se a população achar que uma autoridade está recebendo um valor muito alto, uma saída é tentar criar uma campanha para evitar que haja um novo aumento. Como eleitores e cidadãos, todos têm o direito de tentar influenciar as decisões políticas, seja através de mobilização popular, campanha pelas redes sociais, indo ao Legislativo e conversando com os parlamentares — afirma.
Um exemplo de como a pressão popular pode \"sensibilizar\" a classe política foi a recente campanha para barrar o aumento do número de vereadores de Jaraguá do Sul.
A comunidade e entidades de classes se uniram em movimento, com a instalação de outdoors pela cidade, que acabou fazendo os vereadores voltarem atrás, rejeitando o projeto que aumentava o número de vereadores do município de 11 para 19.
Para conseguir mudar o sistema de salário é mais complicado. João dos Passos explica que a Constituição Federal estabelece que a fixação dos salários dos deputados federais, senadores, presidente, vice e ministros é uma \"competência exclusiva\" do Congresso Nacional.
Deste modo, na avaliação do professor, não caberia uma lei de iniciativa popular, como o caso da Lei da Ficha Limpa.
Sistema pode ser alterado com emenda constitucional
O sistema somente poderia ser alterado através de uma emenda Constitucional, que só pode ser apresentada por, no mínimo, um terço dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado; pelo presidente da República; ou por mais da metade das Assembleias Legislativas.
O professor de Direito Eleitoral da UFSC Orides Mezzaroba afirma que se houver alguma suspeita de ilegalidade no pagamento do salário ou no uso das verbas indenizatórias, como diárias e auxílio-moradia, um caminho é entrar com uma ação popular, ou encaminhar a denúncia para o Ministério Público, que pode apresentar uma ação civil pública.
Mas Mezzaroba também lembra do instrumento de maior poder que a população pode exercer em uma democracia, que é o voto.
— O instrumento mais fácil é o voto, para que o político não transforme a carreira política em profissão — afirma o professor.
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A prometida revitalizaçao da Rua Edu Vieira, no Bairro Pantanal, em Florianópolis, prometida, parou por quê? Qual o custo da licitação? Quanto foi gasto ate agora? finalizam?
Sobre a revitalização da Rua Edu Vieira:
A duplicação de parte da Rua Deputado Antônio Edu Vieira, no Pantanal, na Capital, é um projeto que existe há mais de 10 anos e ainda não saiu do papel.
A situação continua indefinida porque a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não decidiu se vai doar 15 mil metros quadrados do seu terreno para a obra. No próximo mês, o Conselho Universitário poderá bater o martelo ou arrastar por mais tempo as negociações, que começaram em 2008.
No fim do ano passado, a UFSC realizou uma audiência pública e chamou estudantes, professores e a comunidade para discutirem o assunto. Até abril, poderiam ser dadas sugestões. Entre as recomendações da UFSC estão o fechamento da Rua Delfino Conti para o tráfego de carros e sistema de atenuação acústica para as salas próximas à duplicação.
O secretário de Obras, Luiz Américo Medeiros, justifica que não é possível começar a obra antes da cessão de terra, pois não haveria como dividir em duas as licitações. Caso a UFSC não entregue o terreno, a saída da prefeitura será fazer apenas as modificações tornando o trecho em mão única.
A demora fez, inclusive, a prefeitura perder o crédito do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), convênio conseguido na administração da então prefeita Angela Amin, e que caducou.
Se a doação do terreno for aprovada, o município irá lançar um novo edital de licitação. No ano passado, a concorrência pública foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido à falta de estudos de tráfego e de desapropriação.
O projeto inicial previa a duplicação da Rua Edu Vieira desde o Armazém Vieira, no Pantanal, até o Trevo Dona Benta, no Córrego Grande. Mas, como a prefeitura alega não ter verba para as indenizações, que somam mais de R$ 25 milhões, se optou por fazer um a ampliação da via em duas etapas.
A primeira seria entre um trecho de um quilômetro entre a Eletrosul e o trevo Dona Benta, que só necessitaria de 15 mil metros quadrados das terras da universidade. A expectativa da prefeitura é concluí-la até o fim do ano que vem. Outros 900 metros de via serão revitalizados.
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Onde está jogando o goleiro Gustavo, campeão da Copa São Paulo Jr. pelo Figueirense em 2008?
Sobre o goleiro Gustavo:
Campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2008 pelo Figueirense, o goleiro Gustavo vive hoje uma nova fase na carreira. Aos 22 anos, defende o Red Bull Brasil, time que está na Série A2 do Campeonato Paulista.
Sem muitas chances no Alvinegro, Gustavo retornou para Campinas, sua terra natal, no ano passado, para jogar pela Ponte Preta.Atualmente, disputa a Copa Paulista. Na última quarta-feira, foi destaque na partida contra o Oeste, que terminou empatada em 1 a 1. Com o resultado, o Red Bull se manteve na vice-liderança do Grupo 6 da competição.
Além de Gustavo, outros dois ex-alvinegros atuam pela equipe de Campinas: Luciano Sorriso e Selmir.
Gustavo permaneceu duas temporadas no Figueirense (2008 e 2009). A rigor, entrou em campo apenas uma vez, na derrota por 2 a 1 para o São Caetano, pela Série B de 2009.O goleiro resolveu mudar de ares em 2010. Na Ponte Preta, também recebeu poucas oportunidades. No Paulistão deste ano, atuou como titular diante do Ituano e saiu de campo derrotado por 2 a 1. Agora, no Red Bull, ele assumiu a camisa 1 do time que nasceu há quatro anos.
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A lei municipal proíbe fumar em locais fechados e semifechados de circulação pública em Florianópolis. Então, por que existe um fumódromo em frente ao Ticen?
Sobre a lei antifumo:
Não existe um fumódromo em frente ao Terminal de Integral Central (Ticen) de ônibus em Florianópolis. O que acontece é uma confusão em relação à lei municipal por parte dos usuários dos serviços de transporte, que fumam embaixo do toldo em frente às passarelas que dão acesso aos ônibus.
Das pessoas que fumavam no local e foram consultadas pela reportagem, apenas uma sabia estar infringindo a lei municipal 8.042/2009, que entrou em vigor em março do ano passado e proíbe o consumo de cigarros, charutos, cigarrilhas, cachimbos e narguilés, além de outros itens que produzam fumaça, sejam derivados do tabaco ou não, em áreas cobertas e parcialmente cobertas ou fechadas - como as divididas por paredes ou divisórias - e em áreas cobertas por toldos e outros materiais, caso do Ticen.
Segundo o diretor da Vigilância em Saúde, Anselmo Granzotto, a Companhia de Terminais de Integração (Cotisa), responsável pela administração do Ticen, já foi notificada diversas vezes por não orientar corretamente os usuários do terminal sobre as áreas proibidas para o fumo e não coibir essa atitude com mais vigor.
— Nós notificamos semanalmente a Cotisa há bastante tempo. Encaminhamos cartazes, que muitas vezes são arrancados e até agora a situação não foi resolvida. Na próxima semana, a companhia deve ser multada — explica Granzotto.
Até o momento, cerca de 600 notificações foram emitidas pela Vigilância em Saúde, mas nenhum estabelecimento foi multado.
— No , os empresários achavam que iriam perder a clientela. Mas aconteceu o contrário. Hoje eles agradecem o ambiente livre do cigarro. A maioria tem colaborado, mas na semana que vem devemos aplicar a primeira multa — diz o diretor.