clicRBS


 

Para viver de bem com o verde

Casa &Cia: um especial para flores e folhagens

Um jardim amplo, com gramados, ou compacto, com a vegetação distribuída em canteiros. Seja qual for a dimensão do espaço, sempre é possível criar áreas verdes. Até mesmo dentro de casa. Nesta terça-feira, o caderno Casa&Cia traz uma edição especial dedicada a flores e folhagens.
Se o objetivo for cultivar em ambiente interno, aprenda a fazer o plantio adequado em vaso. Há espaço também para as propostas artificiais, alternativa para quem faz questão do clima de jardim na decoração, sem a manutenção exigida por uma folhagem natural. E na coluna Ambiente Profissional, conheça um restaurante de grelhados, no bairro Jardim Europa, com materiais sustentáveis na estrutura e jardim integrado à paisagem.

  • Share/Save/Bookmark

Informações do tempo, o tempo todo

por RICARDO STEFANELLI, Diretor de Redação de ZH

Heitor faz 5 anos em maio. Foto: Arquivo pessoal
Heitor faz 5 anos em maio. Foto: Arquivo pessoal

Na rotina de deixar o filho de quatro anos na creche, todos os dias, a meteorologista Estael Sias costuma ouvir a mesma pergunta:

— Mãe, vai chover hoje?

No começo da semana, a pergunta feita pelo pequeno Heitor foi diferente:

— Mãe, por que tu tá tão preocupada? O que tá acontecendo?

O motivo da apreensão da especialista da Central de Meteorologia, que abastece os veículos da RBS, era a tranquilidade de todos nós. Estava preocupada com a aproximação de um raro ciclone da costa gaúcha e catarinense. Para que os moradores dos dois Estados pudessem encarar o alerta com serenidade, Estael e Leandro Puchalski, sediado em Florianópolis, trabalharam em média 20 horas por dia monitorando por computador o deslocamento do fenômeno no Atlântico. Sim, 20 horas.

O temor era de que ele pudesse ganhar força ao avançar em direção ao continente. Ambos – Estael no Rio Grande do Sul e Puchalski em Santa Catarina – dormiam perto da 1h e acordavam entre as 4h e as 5h. Para reduzir riscos, ainda combinaram com um colega de profissão para que ficasse de sobreaviso nesse período, estabelecendo um sistema de vigilância em rodízio.

Pela tevê, pelas rádios, pelos sites ou jornais do Grupo RBS, todos puderam acompanhar o que ocorria hora a hora. Os dados atualizados e o empenho dos profissionais neste episódio permitiram a Zero Hora, por exemplo, evitar o assunto na manchete (principal chamada de capa), abortando temor desnecessário, embora mantendo o tema na primeira página. Tudo o que queríamos era o contrário: fornecer todas as informações em detalhes, mas sem exagero. Equação difícil, que por isso mesmo exigiu esta carga excepcional dos meteorologistas.

Valendo-se de informações de outras regiões, a dupla também acompanhou o ciclone — que se transformou na tempestade tropical denominada Anita – por meio de imagens de satélites do serviço meteorológico dos EUA, da Nasa e da marinha americana disponíveis pela internet. Na última semana, Estael, 32 anos, ficou o tempo inteiro diante do computador. Saía apenas para ir ao banheiro, comer, tomar banho, dormir muito pouco e, claro, levar o filho à creche. A exceção à rotina ocorreu no final da tarde de quarta-feira, quando lembrou de verificar uma outra temperatura: a de Heitor. Febril e com amigdalite, o menino tremia a 40°C. De imediato, desde Santa Catarina, entrou uma mensagem nos computadores dos jornalistas da RBS:

“A Estael teve de levar o filho ao médico. Qualquer emergência me consultem, por favor”, dispunha-se Puchalski, de pronto.

O meteorologista de 35 anos podia imaginar a inquietude da colega, pois teve de deixar para sua mulher a tarefa de dar banho, trocar fraldas e cuidar do bebê Joaquim, de quatro meses.

Graças a esse tipo de dedicação, ambos combatem velhas alegações de imprecisão e despreparo da previsão do tempo. Com empenho e diligência, driblam a inexpressiva estrutura oficial brasileira, carente de suporte tecnológico — não por acaso a maior parte dos dados e das imagens obtidos sobre o fenômeno veio de satélites americanos, redirecionados para o Atlântico Sul a fim de decifrar o que se passava em nossa região.

No final da tarde de sexta-feira, quando concluía esta Carta, conversei com Estael. Satisfeita pelo trabalho realizado, mesmo em meio às férias de seu colega Cléo Kuhn, e pela melhora da saúde do filho Heitor, sem querer ela confidenciou:

— O cansaço do ciclone bateu hoje. Parece que levei uma surra.

A estafa dela e de Puchalski significou bom sono para milhares de gaúchos e catarinenses.

  • Share/Save/Bookmark

Por dentro do Cultura

Leitores do caderno Cultura deste sábado ganharam um mergulho especial na edição. Zerohora.com está exibindo o making of da produção que reuniu esta semana o cineasta Jorge Furtado e o time de ilustradores do jornal na Redação.

Eles trabalharam com o tema Alice no País das Maravilhas, o clássico de Lewis Carroll, que ganhou mais uma adaptação no cinema.

— Furtado nos deixou à vontade para produzir. Ele destacou que não precisaríamos seguir exatamente o que dizia o texto. O tema foi inspirador — disse Edu.

A reportagem especial discute as diferentes leituras da obra. E o diretor e tradutor Jorge Furtado aborda as armadilhas que o texto reserva a quem se aventura a traduzir a obra.

— Eu recebi a página com o texto, mas decidi fazer com que a ilustração abraçasse o texto — conta o ilustrador.

O resultado agradou o editor Luiz Antônio Araujo. Participam também da edição especial, a psicanalista Diana Corso e o repórter Daniel Feix. Especialista em literatura infantil, Diana aborda o diálogo entre a obra e o universo mental das crianças.

  • Share/Save/Bookmark

O Raio X da dieta da Moda

O caderno Vida deste sábado vai desvendar uma dieta que está na moda e chegou com força no Rio Grande do Sul. Baseada em uma ração com 11 ingredientes que promete, além de redução de peso, o bom funcionamento do intestino.

O resultado alcançado com a “farinha milagrosa” já formou uma corrente de consumidoras fieis que espalham a receita e dão ênfase aos resultados positivos que o alimento promove à estética. Mas os médicos alertam: a alimentação deve ser a mais variada e natural possível.

Saiba quais são os riscos de seguir o modismo que ameaça a saúde no caderno Vida, como a alergia ao uso da linhaça (foto).

  • Share/Save/Bookmark

Empolgação sustentável

O terceiro número do caderno Nosso Mundo Sustentável está saindo do forno. Encartada em Zero Hora nesta segunda, a edição, que trará na capa reportagem sobre uma reserva particular na Barra do Ribeiro, já está sendo esperada por um público muito especial.

Nesta semana, a equipe — que ganhou uma ilha novinha na Redação — descobriu, e se emocionou, com novos e pequenos leitores em uma escola da Capital. Instaladas no centro da editoria de Geral, a maior equipe do jornal, a produtora Mariana Müller e a editora Anna Silveira estão integradas e prontas para receber a colaboração de todas as áreas de ZH.

— O tema sustentabilidade é amplo e abrange tudo o que resulte em qualidade de vida — diz o diretor de Redação, Ricardo Stefanelli.

Na edição desta segunda, o caderno traz ainda uma pesquisa que mostra um ruído na comunicação de ações sustentáveis entre as empresas produtoras e seus consumidores. O levantamento aponta as diferenças entre a percepção de quem compra um produto e o que a empresa realmente faz pelo futuro.

Os leitores do Nosso Mundo Sustentável também podem conferir mais novidades no blog do caderno.

Em tempo: Mariana foi a vencedora da promoção Primeira Pauta de ZH, que terá nova edição este ano. Ela concorreu com estudantes de Jornalismo de todos os cursos do Estado e embarcou na Expedição Lagoa Mirim, em setembro de 2009.

  • Share/Save/Bookmark

Agronegócios em Não-Me-Toque

Os leitores de Zero Hora ganham amanhã uma edição especial do caderno Campo & Lavoura. O motivo são as novidades da Expodireto, a feira de agronegócios que se inicia na próxima segunda, na cidade gaúcha de Não-Me-Toque.

Embalado pela boa produção na lavoura e pelo dinamismo do setor, o evento será um centro de discussão para o agronegócio nacional. Entre palestras, reuniões e seminários, os participantes poderão acompanhar a opinião de especialistas do setor e ajudarão a definir os rumos da agricultura brasileira.

Além da programação e dicas para a participação no evento, as reportagens vão mostrar por que a edição de 2010 está ainda mais voltada para a questão ambiental e como a região se adapta às mudanças climáticas. O especial também aponta as razões que levam o setor de máquinas e implementos a fazer grandes apostas nas vendas nos cinco dias da feira.

Conheça ainda o produtor cuja história e crescimento acompanham a expansão da Expodireto e da Cotrijal, cooperativa que organiza a feira.

  • Share/Save/Bookmark

A promoção está no ar

As companhias aéreas estão com promoções tentadoras para quem pensa em viajar gastando pouco. Zero Hora de amanhã vai mostrar por que o mercado oferece tantas vantagens e como conseguir os descontos. Para orientar os leitores, ZH listou 20 dicas e cuidados para viajar com tarifas mais baratas.

Entre as regras básicas está a opção de compra fora do horário de pico, das 7h às 10h e das 17h às 20h. O início da manhã e o final da tarde são os de maior demanda dos passageiros corporativos, que viajam a negócios e, pela menor flexibilidade, costumam pagar mais caro.

  • Share/Save/Bookmark

De prontidão para o Oscar

O domingo foi de madrugadão no Segundo Caderno. Para que os leitores saíssem de casa nesta segunda-feira atualizados com os resultados da entrega do Oscar, Marcelo Perrone, Ticiano Osório e Roger Lerina montaram uma operação especial, que contou ainda com Daniel Feix, escalado para assistir à premiação de sua casa.

Na Redação, por questões industriais, o trio produziu para a página de largada (a primeira edição do jornal) uma análise sobre a decisão da Academia de indicar 10 filmes na categoria principal. Para entregar o material com a premiação e o tapete vermelho — editado em uma página e meia —, a tempo para o fechamento da segunda edição, às 2h15min (a cerimônia terminou às 2h), a equipe se precaveu:

— Tínhamos três versões diferentes de página: uma para vitória de Guerra ao Terror, outra para Avatar e uma terceira para caso desse uma baita surpresa e ganhasse, por exemplo, Bastardos Inglórios. Íamos trabalhando na versão que acabou valendo, a de Guerra ao Terror. Tudo isso porque assim que acabasse o Oscar, teríamos questão de minutinhos para fechar a edição — contou o editor Ticiano, acrescentando que apesar de cansativa, a tarefa é muito divertida.

Os jornalistas retornaram às 9h à Redação para preparar a capa e a página central do Segundo Caderno desta terça-feira, além de um vídeo para zerohora.com.

Em tempo: a equipe do Segundo Caderno fez suas apostas para melhor filme na capa de sábado. Dos quatro, só Ticiano acertou que Guerra ao Terror levaria o Oscar. Daniel, Perrone e Roger cravaram Avatar.

  • Share/Save/Bookmark

Silêncio não melhora a sociedade

Por Ricardo Stefanelli, diretor de Redação

No meu último dia de férias, na sexta-feira retrasada, ouvi pela Rádio Gaúcha os primeiros informes sobre a morte do secretário de Saúde, Eliseu Santos, no bairro Floresta. Tive a impressão de estar sob impacto das ficções que embalaram o meu período de descanso. Nos dias em que recarreguei baterias, fui apresentado ao texto da norte-americana Donna Leon, criadora da série policial do comissário Guido Brunetti, um investigador perspicaz que esclarece mistérios em Veneza, cidade onde a americana está radicada há 30 anos.

De sopetão, tinha lido as 300 páginas de Acqua Alta atendendo à sugestão do colega e cronista José Antônio Pinheiro Machado, que em uma tarde de conversa, no início do mês, provocou: “Compre um livro dela, sei que vais te apaixonar”. Pinheirinho, nosso nada anônimo gourmet, sabe que tenho apreço especial por histórias que insistem em não ser esclarecidas. Acqua Alta (nome do fenômeno conhecido da subida das águas do Mar Adriático, em Veneza) narra a elucidação da morte de uma arqueóloga espancada no apartamento em que vivia com a namorada, uma cantora lírica, às margens dos canais de Veneza. Aproveitando-se do charme da cidade-cenário, que ela escolheu para morar desde 1981, Donna pinta com brumas uma magnífica história policial.

Ainda impressionado pela narrativa da autora à qual tinha sido recém apresentado, fui surpreendido, também nas férias, pelo filme do argentino Juan José Campanella O Segredo dos seus Olhos, atraído ao cinema pelo fato de o argentino Ricardo Darín ser o protagonista. A película, que recomendo sem receio de decepcionar, conta a história de um investigador que, ao se aposentar, resolve escrever a história de um assassinato que ele tentou solucionar em meio à ditadura argentina. Assim, imerso nesse clima de roteiros policiais, fui recepcionado em minha cidade com um assassinato quase tão estrondoso como o Caso Daudt, o mais marcante da história policial gaúcha, 22 anos depois.

Como repórter dedicado ao caso entre 1988 e 1989, acompanhei em minúcias a tumultuada investigação da época. Passadas mais de duas décadas, desconfio de que todas as críticas que a polícia gaúcha recebeu desde então parecem ter valido a pena. Ajudaram a não repetir erros como aqueles. Desde os tiros que sacudiram o bairro Floresta na abafada noite do último 26 de fevereiro, a polícia gaúcha compreendeu a grandeza do crime que tinha de esclarecer.

Não conversei com os delegados que coordenaram a apuração do Caso Eliseu, mas creio que eles se inspiraram na literatura do Caso Daudt, um manual às avessas da boa apuração. Nunca mais a polícia gaúcha apagará a série de trapalhadas e omissões que permitiu ao mais rumoroso dos casos entrar para a história como um crime perfeito, sem culpados nem condenações, marcado por perícias tardias, testemunhas contraditórias e desavenças públicas entre investigadores. Mas 22 anos depois a polícia teve uma chance de se redimir e conseguiu, a se confirmarem os fatos esclarecidos até agora.

A forma como foi corretamente isolada a área logo depois dos tiros em Eliseu; a agilidade no alerta a hospitais em busca de possíveis feridos; a percepção da dimensão do crime; e o uso de técnicas apuradas de perícia mostram que todas as críticas da imprensa no Caso Daudt podem ter colaborado para uma sociedade melhor. Este é um dos papéis do jornalismo: o de ajudar a aperfeiçoar as instituições públicas.

Comparada à de 1988, Porto Alegre é uma cidade bem mais violenta e perigosa – e, se não for feita alguma tentativa semelhante às de Nova York ou Rio, em breve seremos Nova York e Rio, sem o charme das duas metrópoles. Mas não há dúvida de que a polícia de hoje é bem melhor do que aquela das confusões de 1988. E, deduzo, muito deve-se à desaprovação pública e à livre divulgação dos fatos que marcaram aquela investigação.

Vejo, porém, com preocupação esta tentativa cada vez mais comum de solicitar à Justiça sigilo nas investigações. Advogados, quando o solicitam, alegam proteger a imagem dos clientes. Promotores, quando pedem segredo, dizem que é para evitar publicidade aos passos da investigação. E qual o sentido, afinal, de manter o sigilo quando os suspeitos já tiveram prisão decretada e o mistério é considerado elucidado? Incompreensível. Soa como uma clara tentativa de afastar a imprensa e, nesse caso, cabem duas observações:

1) Pouco adianta. ZH, por exemplo, continuou antecipando os principais passos da apuração, apesar da concessão do sigilo judicial em um caso que interessa a todos os gaúchos.

2) Silêncio não melhora a sociedade.

  • Share/Save/Bookmark

O sucesso das Estrelas do Mar

Quem melhor do que os leitores para saber sobre o sucesso de um jornal? Ninguém. Por isso, Zero Hora pesquisa diariamente, direto da fonte, o que mais chama a atenção do seu público, a foto mais bacana, as reportagens mais atrativas.

Mas há momentos em que a pesquisa vem sozinha. É o caso das Estrelas do Mar, a série de crônicas que  revezou no Litoral um time seleto de jornalistas, escritores e cronistas nos meses de janeiro e fevereiro. Esta semana, o escritor e jornalista Carlos Urbim escreveu sobre série que marcou o verão 2010 em ZH. O texto será publicado na página 2 da edição deste domingo.

Mas o Blog do Editor selecionou alguns trechos. Só para matar a saudade.

“…Encantados, acompanhamos a coletânea de lembranças, dicas, críticas e observações. Foi um jeito de muitos se reconciliarem com as vicissitudes do litoral gaúcho.

…ia correndo direto à página praieira, curioso para ver o que o autor do dia bolou.

Kátia Suman correu pelos cômoros que não são dunas e ensinou o caminho das pedras até a cachoeira fascinante. Fernanda Zaffari mostrou como Torres pretende se tornar um porto seguro para o turismo GLS. Fabrício Carpinejar, sem complexo de guaipeca, indicou as propriedades terapêuticas do repuxo, fisioterápico.

Eduardo Veras tentou achar o camarão perfeito, ao mesmo tempo em que trouxe para a areia seus temas favoritos: arte e leitura. Cláudia Laitano aqueceu a alma dos que tiveram verão na praia desde a véspera de Natal até o último domingo antes das aulas.

David Coimbra ensinou a plantar guarda-sol e a constatar que a ausência de celulite é total entre as namoradas de surfistas. Alexandre Fetter descreveu o Joguinho de Biriba, não o de cartas, mas o vôlei de piscina praticado por vizinhos queridos. Moisés Mendes reviveu o espanto do menino de Eduardo Galeano diante do mar pela primeira vez: “Pai, me ajuda a ver!”. Cardoso reinventou nossa própria geografia…”

  • Share/Save/Bookmark
busca