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Jornalismo em tempo mais que real

19 de novembro de 2009 0

Os Imperdíveis da Redação já não são novidade para quem acompanha o Blog do Editor, certo? Se forem, clique aqui. Se não são, prossiga e ignore este parágrafo.

Passou o tempo em que um jornal se fazia apenas enviando repórteres e fotógrafos à rua atrás de boas histórias. Agora, eles também são enviados para as redes sociais, junto às milhões de pessoas que, conectadas em tempo real, trocam informações sobre tudo o que se pode imaginar, inclusive fatos que viram notícia. Isso não é tendência, é realidade.

Ess relação do jornalismo com a web foi um dos temas do 5º Encontro RBS de Jornalismo e Entretenimento, que reuniu cerca de 400 dos quase 2 mil jornalistas do Grupo RBS em Florianópolis no dia 7 de novembro. Para transmitir aos demais profissionais as ideias do encontro, o diretor de Produto da RBS, Marcelo Rech, reuniu Zero Hora, Diário Gaúcho, Rádio Gaúcha e clicRBS em um Imperdível na Redação, resumindo o que foi debatido lá. De tudo, fica um desafio: o de inovar, surpreender, estar antenado ao que o leitor quer.

Confira fotos do bate-papo na ZH e, abaixo, um texto lido pela colunista e editora de Variedades, Cláudia Laitano, para encerrar o Imperdível. As imagens são do Ricardo Chaves, o Kadão.

Aqui e agora , por Cláudia Laitano
O passado e o futuro continuam onde sempre estiveram. O primeiro, no movediço terreno das versões e interpretações. O segundo, no imponderável reino das cogitações. Mas o presente já não é mais o mesmo desde que a tecnologia passou a fazer parte das nossas vidas.
Se você reparar bem, o “aqui” e o “agora” não param de crescer — para cima, para os lados, para frente, redimensionando nossa capacidade de desfrutar a pessoal e intransferível experiência de entendermos o que se passa a nossa volta neste exato instante.
“Aqui” não é mais o espaço que eu ocupo diante da tela enquanto escrevo este texto ou a cidade em que eu moro e minha percepção inevitavelmente limitada dos seus espaços, mas todas as possibilidades de explorar esse cenário que se abrem com a interconexão entre diferentes percepções — do meu ambiente de trabalho, da minha cidade ou mesmo deste auditório. Quando conteúdos individuais se conectam formando uma rede, o momento presente torna-se um mapa aberto diante dos nossos olhos — permitindo diferentes possibilidades de itinerários e variados níveis de aprofundamento. “Aqui” vai muito além d
e onde a vista alcança, e “agora” já não é mais o tempo recortado por uma percepção individual, mas a soma de todos os grãos de areia que escorrem de uma ampulheta.
O futuro continua imprevisível, mas o presente nunca foi tão cheio de opções.

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