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Posts de janeiro 2010

HQ em 24 mãos

31 de janeiro de 2010 0

Edu dá a cara para o personagem - Foto Genaro Joner

Thiago Machado concentrado criando sua versão - Foto Genaro Joner

A capa do Segundo Caderno de sábado surpreendeu os leitores. Ela foi produzida para comemorar o Dia do Quadrinho Nacional e nasceu no departamento de Arte do jornal.

— Foram os artistas e ilustradores do jornal que pensaram em publicar uma história em que cada um dos integrantes da equipe fizesse um quadrinho. O desafio foi escrever a história em 12 quadros — conta o roteirista convidado, o repórter Carlos André Moreira.

O mote veio por gosto próprio. Carlos André elaborou então um rápido roteiro de ambientação noir em cenários do Estado, limitando o texto ao mínimo para que os ilustradores pudessem fazer quadros detalhados e que dessem uma medida das diferenças de estilo de cada um deles.

A história ficou pronta com ilustrações de 11 artistas: Alexandre Oliveira, autor das tiras em quadrinhos do personagem Tinga, que já teve publicação em revistinha própria e no jornal Diário Gaúcho, Thiago Machado, Edu, Fraga, Max Demian, Uchôa, Guilherme Gonçalves, Gabriel Renner, Godinho, Gonda e Rekern.

O retrato de um jornal

30 de janeiro de 2010 0

por Ricardo Stefanelli

É comum um texto de jornal começar mais ou menos com um “Naquela fria manhã de inverno…”. É um estilo creio que inspirado no clássico “Era uma vez…”, e os leitores deste espaço dominical sabem como nós, jornalistas, gostamos de nos repetir, mas sabem, também, como tenho o hábito de tentar reduzir os chavões em Zero Hora. Mas permitam-me que comece assim a seguinte história:

Naquela fria manhã de inverno de 2008, bem encasacado, chegava à Redação quando notei um burburinho diferente, no canto direito de quem entra. Próximo à janela, ouvia-se uma algaravia de bons repórteres em torno de um retrato. O mais experiente deles, Carlos Wagner, havia obtido uma fotografia ímpar (abaixo)


Em colorido desbotado, marca da passagem do tempo, sete homens se aquerenciavam sob uma árvore de tronco avolumado (a copa não aparece), ao redor de um chimarrão, quatro deles sentados em cadeiras de palha e três em pé. Era uma fotografia como outra qualquer. Aparentemente.

Wagner, naquele dia, concluía uma reportagem sobre as origens da Encruzilhada Natalino, o célebre acampamento na região de Passo Fundo, berço nacional do hoje polêmico MST. Ao lado de Wagner, Carlos Etchichury, Humberto Trezzi e outros tentavam dissuadir o colega de publicar a foto já naquela reportagem dominical e, quando me viram chegar à Redação, impetraram um recurso:

– Olha só esta imagem! Isso aqui é ouro.

Nem sei qual deles dizia frases como esta. Todos ao mesmo tempo, talvez. Queriam transformar aquele retrato, de funcionários do Incra e de agentes policiais fantasiados de sem terra, há 30 anos, numa apuração mais densa, abrindo mão, naquele dia, de uma matéria que, é provável, seria boa. Mas só boa seria, e matérias só boas são comuns.

Wagner, preciso dizer, é dos jornalistas mais perspicazes que conheço. Ninguém tem o dom dele para identificar o ponto G de uma reportagem. Quando me dedicava só a reportagens, jamais escrevi alguma sem pedir para o Wagner “dar uma olhada” antes de passá-la aos editores: ele saberia apontar se as frases de abertura dariam à narração o seu valor exato.

Não precisei de muito tempo para definir o que faríamos com aquela fotografia. Estávamos diante de um romance. Poderíamos contar, pela primeira vez, a trajetória dos homens que se mimetizaram entre a esquerda para ajudar a manter o regime militar. Ali nascia uma Grande Reportagem, já batizada: Os Infiltrados. Brindamos a ideia com o chimarrão de erva forte do Humberto Trezzi. E reunimos ali a nata do jornalismo gaúcho de investigação para contar este segredo, que o leitor começa a ler hoje a partir da página 27.

Um ano e meio de apuração depois, maturada pela edição de Diego Araujo e de Itamar Melo, posso afiançar que Os Infiltrados não se transformou apenas em um capítulo a mais dos Anos de Chumbo. Com documentos, cenas improváveis e imagens da época, a série dá voz e rosto a homens e mulheres que fizeram a história sem aparecer.

Ex-policiais, ex-funcionários de estatais e agricultores revelam como se metamorfosearam em pessoas confiáveis para frequentar passeatas de estudantes, assembleias de sindicatos, reuniões de exilados e, no lado inverso, vazar informes da Brigada Militar. É uma novela à Hercule Poirot: mistério, sexo, traição, violência, intrigas, cobiça e medo. É a primeira vez que um jornal revela as faces dos espiões com tamanha solenidade.

Não bastasse o valor documental, Os Infiltrados me proporciona dizer aos leitores, de novo, por que Zero Hora é Zero Hora: por que privilegia dogmas que muitos imaginam no fim. Somos o maior jornal de uma empresa de comunicação que investe no futuro e, por isso, está em todas as plataformas digitais, nas presentes e já nas futuras. Mas está muito distante desta Redação o discurso do ocaso do jornalismo impresso.

Na semana passada, o repórter e cronista David Coimbra bradava contra a ladainha de que o jornal tem prazo de validade: “Parece que estamos em extinção…”, dizia, com disposição para mandar às favas a cantilena cansada que ouve em seminários, universidades e nos cafés e bares onde transita com familiaridade.

Zero Hora é muito mais do que um jornal. É uma marca. De prestígio, de credibilidade, de compromisso com a qualidade e a ética. Não vem ao caso em que plataforma vamos entregar o jornalismo: se na internet ou no papel, se no celular ou na próxima invenção a nascer. O importante é entregar bons enredos, apuração completa, textos bem escritos, editados e valorizados como Os Infiltrados. E esse tipo de jornalismo não está em prateleira, mas em pessoas – como Wagner, Trezzi, Mariano, Etchichury e David, que ZH tem orgulho de abrigar, e Eduardo Veras, editor que anunciou esta semana sua saída.

Edu, aos 44 anos, optou pela vida acadêmica, seduzido em especial pela possibilidade de ensinar, o que ele aliás fazia todos os dias na Redação há 17 anos. Deve-se sempre lamentar uma saída de alto calibre e, ao mesmo tempo, reforçar a missão, interna, de garimpar e lapidar talentos emergentes. A publicação de um diamante jornalístico como Os Infiltrados – assim como a biografia desconhecida do ex-jogador Escurinho publicada por Jones Lopes da Silva ao longo da semana passada –, é inspiradora aos jovens que pedem passagem no jornal brasileiro que mais aposta em reportagem.


Leitor também faz o jornal

30 de janeiro de 2010 0

A participação do leitor em Zero Hora ganhou destaque nesta sexta-feira. Por volta das 7h30min de quinta-feira, o telefone tocou e a telefonista Juraci Rabello pressentiu:

— O leitor disse que o lotação invadiu o estacionamento e a mulher teve a criança ali mesmo — resumiu Juraci, empolgada, ao repórter Alexandre Ernest.

Reprodução

Em seguida, Alexandre entrou em contato com o leitor, o sr. João Carlos Pereira Moraes, para entender o ocorrrido. Ele explicou que estava na emergência da Santa Casa para acompanhar um familiar. Quando viu o que estava acontecendo, tirou o celular do bolso e começou a filmar. Ao finalizar os quase nove minutos de imagens, ligou para a redação.

— Quero ceder o vídeo para vocês. São imagens muito bacanas — disse Moraes.

Enquando a conversa se deu pelo telefone, o repórter fotográfico Ronaldo Bernardi já estava a caminho da Santa Casa. Coube a ele, então, encontrar João Carlos e conversar sobre como passar o vídeo para o jornal. O leitor veio à Redação fazer o download do vídeo, que está no ar e ganhou um espaço na capa de ZH.

Troca de bastão na praia

29 de janeiro de 2010 0

Quem vai comandar as páginas de praia de Zero Hora a partir de hoje é o repórter da editoria de Geral Maicon Bock. Ele recebeu ontem o bastão de Juliana Bublitz, que chegou ao litoral no dia 28 de dezembro. No Estúdio de Verão da RBS, Juliana também foi repórter de rádio, com boletins diários, escreveu para a internet e se despediu em grande estilo, com um depoimento publicado hoje no caderno do Litoral + Capão da Canoa.

“…durante um mês, pude conhecer um pouco mais da cidade das corujas. Percebi algo que Zoio, Zoia e seus vizinhos quero-queros certamente já sabiam: Capão é a praia da diversidade. Não que eu nunca tivesse visitado o município. Estive em Capão outras vezes, sempre a trabalho, sempre de passagem. Desta vez, com mais tempo, tive a chance de circular por todos os cantos….”

Estrelas do Mar

Também fazem revezamento neste final de semana as Estrelas do Mar. No lugar de Eduardo Veras, que escreve até domingo, assume a página de crônicas sobre o Litoral a editora do Segundo Caderno Cláudia Laitano. Vencedora do prêmio ARI de Jornalismo 2009 na Categoria Crônica, Cláudia vai presentear os leitores com o seu olhar sobre a orla dos gaúchos. Não percam!

Letícia no Locast

28 de janeiro de 2010 0

“Nunca havia precisado ser tão ágil em catar as letrinhas na tela”

Desde o final do ano passado, a repórter Letícia Duarte, da editoria de Geral de Zero Hora, trabalha com um celular de tela de toque, dentro do projeto-piloto Locast. Desenvolvido em parceria com a PUCRS, o MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) e a TIM, o celular é usado para grandes coberturas em tempo real, pelo Twitter. Pelo telefone, é possível mandar fotos e textos direto para os leitores.

Esta semana, Letícia foi convocada por zerohora.com para os quatro dias de cobertura do Fórum Social Mundial.
Confira o depoimento da repórter:

Dizem que há várias categorias de repórter. Entre tantas de que já ouvi falar, sempre me identifiquei mais como “repórter de texto”. Daqueles que adoram escrever textos longos, trabalhar cada frase, buscar a palavra exata — de preferência com páginas e páginas à disposição.
Encarnar o @FSM_ZH foi uma responsabilidade e tanto. Me senti desafiada. Como descrever em 140 caracteres visões de mundo tão complexas?
Na prática, o primeiro desafio foi de ordem técnica. Nunca havia precisado ser tão ágil em catar as letrinhas na tela. Quanto mais eu tentava acelerar para não perder os discursos, mais meus dedos batiam na “tecla” errada!

No final do primeiro dia, Letícia já estava treinada, mas para facilitar passou a levar um laptop. Com isso ganhou ainda mais agilidade. Mas deparou com um segundo dilema: como encontrar a medida certa?

“Como a internet possibilita uma atualização imediata, instantânea, será que as pessoas se interessariam por saber em detalhes tudo o que os palestrantes falavam? Ou será que gostariam apenas de receber as frases de efeito? Ou quem sabe queriam interpretações, curiosidades? Para ser sincera, ainda não tenho a resposta.”

Acostumada a receber e-mails sobre reportagens publicadas só no dia seguinte, uma das maiores recompensas, conta a repórter, foi experimentar uma interação imediata dos leitores.

“Entre comentários, críticas, elogios e perguntas recebidas após cada tweet, fui encontrando o tom da cobertura. Espero que os leitores tenham aproveitado. Caso contrário, mandem dicas. Nos próximos 140 caracteres a gente tenta melhorar.”

Ajuris na Redação

28 de janeiro de 2010 0

A colunista Rosane de Oliveira recebeu hoje à tarde na Redação o presidente eleito da Associação dos Juizes do Rio Grande do Sul (Ajuris) para o biênio 2010/2011, João Ricardo dos Santos Costa ( no centro da foto). Acompanhado dos vice-presidentes, Benedito Felipe Rauen Filho (E), e José Antônio de Azambuja Flores (D), o juiz João Ricardo, disse que pretende colocar em prática uma postura mais ativa da Ajuris, estreitando os laços com a sociedade.

— Queremos buscar o diálogo. Não vamos pautar a imprensa, é claro, mas garantir o direito de uma imprensa livre, que é da sociedade — disse o juiz.

Animada com a declaração, Rosane elogiou a disposição do grupo de se aproximar da imprensa e de envolver a Ajuris nos grandes debates da sociedade. Lembrando a política de abertura do Grupo RBS, a independência e a disposição em manter as portas sempre abertas ao Judiciário, afirmou:

— Podemos estar em lados diferentes algumas vezes, mas temos de conversar e trabalhar em conjunto, sim.

A posse no novo presidente da Ajuris está marcada para o dia 1º de fevereiro, no auditório da Escola Superior da Magistratura, em Porto Alegre.

Atualização na madrugada

28 de janeiro de 2010 1


Às 2h30min, a notícia de que o presidente Lula havia passado mal em Recife chegou à Redação. Neste momento, 42 mil exemplares de Zero Hora que estão nas bancas e nas casas dos assinantes da Região Metropolitana de Porto Alegre nesta quinta-feira ainda não haviam sido produzidos pela rotativa — no jargão jornalístico, ainda não haviam “rodado”. E soou o “parem as máquinas”.

Um força-tarefa reunindo editores, repórteres e diagramadores de plantão fez com que, cerca de uma hora depois, o jornal recomeçasse a “rodar”, já com a manchete “Lula é internado às pressas em Recife” e foto principal. Mas o trabalho continuou. Para garantir que a cobertura para a edição de sexta-feira, nas rádios e em zerohora.com fosse completa, o repórter da RBS TV e da Rádio Gaúcha Daniel Scola viajou ainda na madrugada para São Paulo acompanhar o presidente.

Foco na Moda

27 de janeiro de 2010 0

Eduardo Carneiro/Especial Donna FestasEditoriais de Moda de Zero Hora, publicados no caderno Donna, terão novas influências nos próximos meses. É que a editora Paola Deodoro já mandou notícias de Nova York. Apaixonada pelas passarelas e sempre atenta às tendências, ela desembarcou hoje nos Estados Unidos para uma temporada de estudos no Parsons Institute, uma das mais conceituadas escolas de Moda no mundo.

Para as próximas páginas do mundo fashion, a editora Mariana Kalil, que cobriu o São Paulo Fashion Week, promete um rodízio entre os produtores mais descolados da Capital. Aguardem!

Criador e criatura

26 de janeiro de 2010 1

O colunista David Coimbra prometeu enriquecer o conteúdo de seu blog com “pérolas” postadas pelo fake José Antônio Maicá Jr. na internet. E cumpriu.

Nesta terça-feira o blog foi atualizado com duas frases de dd@coimbra, que já soma 6,5 mil seguidores no Twitter fazendo-se passar pelo jornalista. Antes de começar a postar os comentários, porém, David recebeu Júnior na Redação. O encontro foi no meio da tarde de segunda-feira.

— É aqui que a mágica acontece? — perguntou o fake.
— O quê? — respondeu David
— A mágica! — repetiu.
— É, sim — disse.

Depois de alguns segundos, continuou o fake:
— Tentei me fazer passar por ti ali na portaria, mas não deu certo.

Na web, Júnior disse que não encontra dificuldade para se fazer passar pelo jornalista.
— Comecei a escrever, e as pessoas não notaram a diferença. Tomei isso como um elogio. Desde pequeno o rádio e o futebol são as minhas paixões. Eu uso a linguagem dele com as minhas ideias. Não sei se é o nome dele ou o que eu escrevo que é um sucesso. Isso é um dilema — brincou.

Depois de gravar um vídeo para provar aos leitores de que o twitter dele era falso, David avisou:
— Olha a responsabilidade, hein? Tu deve ter um lucro aí de 5,5 mil mulheres na tua lista.
— Se eu cheguei até aqui é porque representei bem — argumentou Jr.

Fatos do Fake estão no blog do David Coimbra. Confere lá.

Uma ideia para a Copa 2010

26 de janeiro de 2010 0

Foi a partir de uma brincadeira que a Arte de zerohora.com teve uma grande sacada para apresentar as 32 seleções participantes da Copa do Mundo da África no site que entrou hoje no ar.

— Estava pensando uma maneira diferente para mostrar as seleções. Então, comecei a brincar com uma bola, e descobri que a que tinha em mãos tinha 32 gomos – explica o editor Marcos Borges

Ao ver a coincidência, Marcos alertou o designer Thiago Machado e o programador Guilherme Holz, que também investiram na ideia. Foi uma semana de dedicação para fazer o leitor conhecer as seleções de forma rápida e estimulante.

O primeiro passo foi desmontar a bola.

Depois, o desafio era dividir as células de forma que formassem oito grupos, cada um com quatro times.

Assim, cada vez que o internauta passar por cada gomo da bola, uma seleção é destacada. Toda informação sobre o time aparece imediatamente.

— A arte deve funcionar como uma forma de acesso ao conteúdo — explica Marcos.

O infográfico, como é chamado o resultado de arte + informação, abre a página inicial do site Copa do Mundo em sua estreia. O trabalho foi um pedido da equipe do clicEsportes, que vai atualizar e produzir material específico até o dia do evento. Serão 135 dias de gráficos interativos, tabelas, blogs, notícias diárias, áudios da cobertura especial da Rádio Gaúcha e vídeos exclusivos da África do Sul, da Seleção Brasileira e da Copa no www.clicesportes.com.br/copa2010

O Blog do Editor adianta algumas novidades que já estão no ar. Confira:

Na Rede
Para ser técnico da Seleção e palpitar na escalação e encontrar outros fanáticos que também não pretendem perder nenhum jogo, corra para o Na Rede. Nas comunidades Copa 2010 e na Gaúchos na Copa da África, é possível comentar nos fóruns e fazer novos amigos.

História das Copas
Quantos participantes teve a primeira Copa do Mundo? Quem é o maior goleador da competição? Precisa de uma fonte para  os trabalhos escolares destes tempos de Mundial? Navegue pelo Carrossel da História das Copas, selecione uma das edições a partir dos cartazes oficiais.

Tabela interativa
Para se programar e conferir os jogos por seleção, grupo, fase e ver mais sobre as sedes, use a tabela interativa da Copa como bússola e se programe!

Central de áudios da Rádio Gaúcha
A Rádio Gaúcha tem em sua programação diária programas com notícias, curiosidades sobre os hábitos e a história da África do Sul. Você encontra tudo no mesmo canal, no site.