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Com a palavra, o leitor

01 de março de 2010 1

Zero Hora também "começa o ano" nesta segunda-feira. E como pais e estudantes, tem expectativas positivas para 2010. Entre elas, a de retomar a comunicação mais afinada com seu público por meio de seus Conselhos de Leitores.

Criado em 2000, o Conselho do Leitor é um dos canais de comunicação do jornal que se espalha por diferentes áreas. A função primordial dos conselheiros é opinar sobre a cobertura, as colunas e os cadernos de ZH. Os conselheiros também apontam falhas, avaliam reportagens, questionam decisões editoriais e discutem enfoques com colunistas e editores. Com isso, contribuem para que o jornal cumpra criteriosamente seu papel social.

O conselho é formado a partir de convites a leitores que costumam enviar observações críticas ou que, por sua atividade, possam trazer visões diferenciadas para as reuniões mensais. Por não ser um método científico de avaliação, não há a intenção de que o conselho reflita à exatidão a composição do público de ZH. Os convites são formulados a pessoas de diferentes idades e estratos sociais.

Comentários (1)

  • José Andersen diz: 3 de março de 2010

    Tive a oportunidade de ter publicado em Artigos de ZH/ RS , em 13 de novembro de 2009, “Indignação nacional começa em casa”, tema da Redação do Vestibular da UFRGS desse ano. Tratava dos pequenos “delitos” que cometemos em nossa vida diária e a nossa indignação manifestada, em público geralmente, contra os grandes desfalques contra o patrimônio público que vêm ao nosso conhecimento graças à imprensa.

    Mas gostaria de ir adiante, em busca das soluções e não só na mera constatação de um comportamento que sabemos existir e que nos serve bem até como mecanismo de defesa – projetamos apenas nos outros aquelas “qualidades” que não aceitamos conscientemente em nós mesmos. São só os outros que são imprudentes no trânsito, são só os outros que dão um jeitinho de burlar as regras de convivência diária, são só os outros que vão, pelo acostamento, até a praia, impunemente, na maioria das vezes.

    E esse é o outro elemento do binômio, a meu ver, que nos faz assim: a impunidade, percebida ou real, daqueles que transgrediram as regras legais ou aceitas por todos nós. Através de uma falsa comparação – se ele fez algo muito mais grave e ficou impune – eu, que apenas cometi algo menor, banal até, automaticamente me perdoo... Esse é um falso raciocínio, uma falsa comparação de valores mas que também nos serve muito bem como desculpa.

    Onde eu gostaria de chegar: os resultados de um sistema educacional eficaz por certo ainda demorarão muitos anos para serem sentidos pela nossa sociedade, onde as pessoas, espontaneamente, conviverão dentro das normas de urbanidade esperadas e o número de atos prejudiciais à sociedade serão em menor número. O que nos resta até lá além de boas intenções? A lei, no seu aspecto mais evidente para toda a sociedade: a efetiva punição.

    Por exemplo, todas as notícias que lemos, e a cada feriado são em maior número, falam em “acidentes” de trânsito ocorridos... O condutor embriagado, dirigindo imprudentemente e causador de mortes de terceiros, não seria exatamente, a meu ver, uma vítima de um “acidente fortuito”. Isso não é exatamente a definição de acidente! As circunstâncias eram conhecidas e o fim é previsível.

    Vejamos os custos, apenas, por exemplo, ao sistema de saúde público (que é quem arca realmente nos casos de alta complexidade e não os planos de saúde particulares) de um “acidente” desses. Estamos todos nós, contribuindo financeiramente, quer queiramos ou não, para o amparo do “acidentado” pelo Estado, independentemente da irresponsabilidade assumida, embriaguês, imprudência e por aí vai.

    A proposta é polêmica, mas expressa o que muita gente gostaria de dizer e ver acontecer: pague, financeiramente também, pelos seus atos, e você pensará um pouco mais antes de cometê-los! jose_andersen_7@hotmail.com

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