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Ricardo Kotscho e os fatos da vida real

06 de maio de 2010 0

“A morte no caminho de quem faz o bem” é o título de post publicado ontem no Balaio do Kotscho, blog do repórter Ricardo Kotscho.

O texto do jornalista de 62 anos e 19 livros publicados fazia referência à notícia publicada em sites sobre a morte da professora Maria Paula Amaral Leal, atropelada na noite de segunda-feira após ajudar um cego a fazer a travessia numa faixa de segurança na zona norte de Porto Alegre.

Em sua análise (se quiser ler a íntegra do texto de Ricardo Kotscho, clique aqui), Kotscho, um reconhecido repórter e observador do jornalismo, chamava a atenção para o fato de tragédias como a da professora já não ocuparem espaço nas primeiras páginas dos jornais do país, um lugar onde, ironizava ele, “é perigoso até fazer o bem. Pode matar”.

E seguia em suas observações: “Nem faz tanto tempo, os principais veículos de comunicação do país mantinham sucursais e correspondentes por todo o país, que diariamente nos relatavam estes fatos da vida real. Escrevi muitas reportagens a partir destas pequenas notícias que chegavam à redação, vindas de bem longe dos gabinetes do poder. Isto acabou.”

Antes de acabar seu texto, porém, Kotscho, que viajaria para Curitiba no dia seguinte e encontrou no aeroporto um exemplar de Zero Hora, fez a ressalva:

Em tempo 3: ainda bem que dei a sorte de encontrar um exemplar do Zero Hora na banca do aeroporto para fazer justiça ao jornal gaúcho, que deu uma bela cobertura do caso da professora Maria Paula Amaral Leal. Destaque especial para a reportagem de Itamar Melo, que traçou o comovente perfil de uma mulher que dedicou sua vida à solidariedade. Meus cumprimentos ao repórter e ao jornal.

Na edição de quarta-feira, dia seguinte ao funeral da professora, ZH dedicou área especial da capa e a reportagem especial das páginas 4 e 5. Veja abaixo:


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