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Copa não é só futebol

29 de maio de 2010 0

Por Ricardo Stefanelli

Um burburinho diferente na Redação se instala às vésperas de uma Copa do Mundo. Deve ser assim na maioria dos jornais que se preparam para cobrir o maior evento esportivo do mundo, mas ZH apresenta características próprias:

1) Não é apenas a editoria de Esportes que se alvoroça, pois o sistema de força-tarefa começa a contagiar todas as equipes.

2) Copa do Mundo, em ZH, não é sinônimo de futebol. É muito mais.

Mundial de Futebol é um pretexto. Um estímulo para produzir um jornalismo diferenciado, irreverente e, em especial, inovador como um grande painel de tendências. Não por acaso, enviamos para a linha de frente nossos melhores nomes, grifes reconhecidas pelo seu modo de fazer original. Quase todos os veículos de comunicação, na verdade, destacam seus melhores nomes para o palco da Copa, mas poucos dedicam tanto afinco como ZH para a equipe de cozinha – aquela na Redação, na edição, ajudando a fazer brilhar quem viajou.

Essa combinação permite, a cada quatro anos, a produção de um caderno cuja unanimidade desmente o aforismo de Nelson Rodrigues. Os leitores ficam cientes de que, a partir de 11 de junho, receberão um suplemento diário recheado de textos qualificados, no qual o bom humor predomina. Aproveitando-se do desfile das 32 pátrias de chuteiras, ZH produz um caderno que dá preferência ao comportamento, à cultura, à geografia, à literatura, à música, à história, à gastronomia. Ao entretenimento. E ao futebol.

L. Potter, Lucianinho e Manoel Soares

No time despachado para a África, não tem perna de pau. L. Potter, integrante permanente do sarcástico Pretinho Básico, da Rádio Atlântida, pode entender pouco de futebol (ele acha que sabe muuuito), mas vai para Joanesburgo não com a missão de falar de bola rolando ou das maçantes discussões de 3-5-2  ou 4-4-2. Sua tarefa é outra:

– Quero assistir ao pior jogo da Copa – contou, às gargalhadas, no bar da Redação esta semana, entre um café e outro. E ameaçou: – Vou ver uma partida da Nova Zelândia…

O repórter comunitário Manoel Soares, da RBS TV, vai contar como um país a mais de 7 mil quilômetros de Porto Alegre pode estar tão próximo de nossa realidade. O repórter e cronista David Coimbra, o insinuante, tenta olhar o que os outros não veem – embora não se possa dizer que seja uma exclusividade sua o vezo para enxergar curvas femininas em tudo. Quando encomendou ao nosso editor de Arte o modelo de suas páginas, ressaltou: “Vou descrever meu dia a dia em Joanesburgo, uma espécie de Diário do David”. Que perigo.

Zé Alberto Andrade, Luiz Zini Pires e Sérgio Boaz em Joanesburgo

ZH terá o Professor Ostermann (em sua 12ª Copa), Falcão – o Rei de Roma, Maurício Saraiva e sua prancheta e o sempre repórter Marcelo Rech. Luis Fernando Verissimo, que em função de suas coronárias aventara em 2006 a possibilidade de assistir do sofá da sala, vai mandar textos diretos da África do Sul.

Do alto de sua experiência de arquibancada, Lucianinho Périco terá espaço no jornal para descrever a mais barulhenta de todas as cornetas de torcedores, a vuvuzela. Nando Gross, também da Rádio Gaúcha, despejará mais do que suas teses, ele que se exibe de ter diploma de técnico, ser médico sem faculdade e músico nas horas vagas. Nando vai contar um pouco de tudo isso nas páginas de ZH, em especial pedimos que ele nos aproxime da musicalidade africana. 

Aos poucos, desde que os comprometidos de Dunga se reuniram em Curitiba, os leitores puderam ter pílulas do que imaginamos para a Copa de 2010. Podem ter certeza de que estamos imbuídos do espírito de não deixar a Copa encher o saco, nem das mulheres. Essa massa de informação sobre o tema pode virar o fio mesmo antes de começar – mas sabemos disso, e nosso esforço é para fazer o que o Fantástico nos ensina todos os domingos: um gol pode ser muito mais do que um gol. 

Na edição deste domingo, nas páginas 39 a 41, Luiz Zini Pires já dá uma boa mostra do que imaginamos, ao passear em Joanesburgo por você que nunca foi à África. Ao sair de Porto Alegre, instruímos Zini a conduzir o leitor em suas andanças. Nos próximos dias, num Guia muito curioso, tenho certeza de que vamos encantar a garotada com a cotação animal que o editor Ticiano Osório criou ao definir cada seleção. O México, por exemplo, não é apenas o país dos bigodudos de chapéu grande: em ZH, será o hipopótamo, aquele gigante simpático por quem todo mundo torce.

Copa, em ZH, é esta alegria. E não é só futebol.

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